<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451</id><updated>2012-01-22T19:35:28.821-02:00</updated><category term='Reflexão'/><category term='Evento'/><category term='Psicografia'/><category term='Controle Universal do Ensino Espirita'/><category term='História do Espiritismo'/><category term='Resposta a comentário'/><category term='Educacao'/><category term='Jesus Histórico'/><category term='Passes'/><category term='Comportamento'/><category term='Organismos Espiritas'/><category term='Citacao'/><category term='Herculano Pires'/><category term='Curiosidades'/><category term='Roustainguismo'/><category term='Principios básicos'/><category term='Espiritismo no mundo'/><category term='Pedagogia'/><category term='Filosofia Espirita'/><category term='Religião'/><category term='Allan Kardec'/><category term='Recomendacao'/><category term='Tolerância'/><category term='Coerência'/><category term='Codificação'/><category term='Lei Moral'/><title type='text'>Coerência Espírita</title><subtitle type='html'>O objetivo deste blog é o de fornecer um espaço para a publicação de textos e artigos que façam uma reflexão sobre o Espiritismo e seus caminhos no Brasil e no mundo, sobretudo buscando uma análise crítica quando for detectada uma oportunidade em se retomar a coerência espírita que por vezes é deixada de lado em nome de conceitos estranhos à Doutrina.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-2165977087288581740</id><published>2012-01-09T01:43:00.002-02:00</published><updated>2012-01-09T01:48:40.795-02:00</updated><title type='text'>Comentários ou agressões?</title><content type='html'>Boa parte dos comentários segue o modelo instituido de "agressão melíflua", ou seja, aquela agressão travestida de boa intenção. Sempre começa com um elogio para em seguida destilar veneno, como por exemplo "muito inteligente cada observação mas lhes falta capacidade para entender o pensamento de" seguido pelo nome de algum dos pretensos novos Kardecs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o maior problema seja que as pessoas olham para uma doutrina filosófica como se estivessem olhando para um jogo, para uma partida, e passam a defender apaixonadamente o time para o qual torcem, representado pelo nome de alguem que entendem ser a ultima bolacha (ou biscoito) do pacote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez se compreendessem que uma reflexão filosófica não comporta torcidas, as coisas seriam bem melhores por aqui na Terra Brasilis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-2165977087288581740?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/2165977087288581740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=2165977087288581740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/2165977087288581740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/2165977087288581740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2012/01/comentarios-ou-agressoes.html' title='Comentários ou agressões?'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-5972921712842100873</id><published>2011-02-23T22:13:00.002-03:00</published><updated>2011-02-23T22:15:25.433-03:00</updated><title type='text'>Doutrina Espirita na passarela</title><content type='html'>Alguns espiritas e ate mesmo alguns Centros Espirita andam se exaltando ultimamente com a escolha de uma escola de samba no RJ: Homenagear a Doutrina Espirita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legitima e' a reclamacao, bem fundamentada a exaltacao, mas cabe aqui um parenteses, uma analise mais aprofundada sobre o por que chegamos a isso, afinal de contas, nao foi estalo de momento na cabeca de algum carnavalesco, isso e' coisa que vem sendo semeada e adubada faz decadas por um movimento espirita que sequer conhece a Doutrina Espirita. Resta-nos perguntar onde estavam esses espiritas, onde estavam esses Centros, a que especie de letargia ou coma estavam submetidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, esses mesmos espiritas, em sua imensa maioria, estavam ocupados arando, semeando e adubando esse tipo de inversao de valores. Estavam preocupados em defender modismos sem fundamentacao doutrinaria, estavam ocupados em propagar que quem se preocupava com a Doutrina Espirita, nao passava de um bando de "obsediados", de um bando de pessoas que nao se preocupavam com a caridade, fazendo uso de "agressoes melifluas", de falsidade, para eliminar, erradicar a coerencia doutrinaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora preocuparam-se. Agora lhes incomodou pois isso vai de encontro ate mesmo as parvoices que defendiam com unhas e dentes. Nao se preocupem, isso e' apenas a ponta do iceberg que voces vem cultivando a tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto nao tem a pretensao de esgotar o assunto, mas apenas trazer um ponto de vista a ser elaborado, completado por todos aqueles que nao estavam em letargia nos ultimos anos, e que estavam de fato se preocupando com a coerencia doutrinaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-5972921712842100873?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/5972921712842100873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=5972921712842100873' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/5972921712842100873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/5972921712842100873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2011/02/doutrina-espirita-na-passarela.html' title='Doutrina Espirita na passarela'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-1838445041000886258</id><published>2009-01-17T01:25:00.002-02:00</published><updated>2009-01-17T01:28:48.064-02:00</updated><title type='text'>Manifesto Ortodoxo (1a release)</title><content type='html'>Este texto, disponibilizado por nosso companheiro Rodrigo Watzl não assume caráter definitivo, mas com certeza fornece um excelente norte para reflexão, aprofundamento e elaboração de um manifesto mais completo, portanto opiniões são extremamente bem vindas quer aqui ou na comunidade "Espiritismo Ortodoxo" do Orkut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MANIFESTO ORTODOXO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente manifesto é o resultado da experiência de muitos anos de vários colegas dentro do movimento espírita brasileiro e da percepção comum dos inúmeros problemas que o assolam, sem que a grande maioria dos espíritas disso se aperceba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É público e notório: as casas espíritas brasileiras (não todas), embora mantenham em suas dependências “cursos básicos”, os quais versam sobre as obras básicas organizadas por Kardec, não dispõem de espíritas suficientemente esclarecidos e versados nas obras cujo conteúdo pretendem transmitir. Isso quando, de fato, há tais cursos básicos. Além disso, vêem-se as mais absurdas distorções propagadas por encarnados a respeito dos ensinos dos espíritos superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tal forma que não seria exagero dizer que, hoje, vêm-se defensores de “emmanuelismos”, “andre-luisismos”, “divaldismos”, “chiquismos”, “roustanguismos”, “ramatismos” e todo tipo de “ismos” e seus adeptos e responsáveis diretos. Tudo, menos defensores do espiritismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que se insurgem contra tal estado de coisas, e que ousam pôr em xeque a “autoridade inquestionável dos mentores espirituais e dos médiuns que os psicografaram” logo recebem a pecha de “obsedados”. Isso, quando não são sumariamente expulsos das instituições que frequentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Espírita (que, na verdade, deveria ser chamado de “Sociedade Espírita”) foi, assim, transformado em uma verdadeira igreja. E a consequência é a igrejificação do movimento espírita brasileiro, sob a égide desses “ismos”, que, seguramente, nenhum espírito bem intencionado pretendeu estabelecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quer que se digne de observar o movimento espírita brasileiro por tempo suficientemente longo vai perceber, portanto, que muitas casas ditas espíritas, de espíritas têm apenas o letreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É contra este estado de coisas que nos insurgimos. E o presente manifesto tem por objetivo divulgar a ortodoxia e esclarecer sua proposta. A única ferramenta que, assim entendemos, será capaz de retomar o espiritismo tal como ele jamais deveria ter deixado de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O que é a Ortodoxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ortodoxia”, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa significa:&lt;br /&gt;* substantivo feminino; 1. caráter ou condição de ortodoxo; 1.1 conformidade absoluta com um certo padrão, norma ou dogma; 2. Derivação: por extensão de sentido. Interpretação, doutrina ou sistema teológico implantado como único e verdadeiro pela Igreja; dogmatismo religioso. Ex.: o. católica; 3. Uso: informal, pejorativo: intolerância com relação ao que é novo e diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filiamo-nos às acepções 1 e 1.1., qual seja, “conformidade absoluta com um certo padrão, norma ou dogma”, retirando desta a palavra “dogma”, e desconsiderando todas as demais significações. A razão é simples: por imperativos de coerência e de honestidade intelectuais, algo somente pode fazer parte de um sistema se se adequa a ele. Assim, por exemplo, quem quer que defenda a propriedade privada dos meios de produção não pode ser considerado marxista, nem seu pensamento enquanto tal. Pela mesma via, ninguém pode se considerar espírita, nem considerar seu pensamento enquanto tal, se defende, por exemplo, uma “encarnação fluídica” de Jesus. Um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar. O que nos leva ao primeiro sub-tópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1. Ortodoxia enquanto coerência doutrinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, o sentido que damos à ortodoxia é o da coerência doutrinária. Uma observação atenta das obras “espíritas” vendidas em muitos centros demonstra bem a dimensão do problema. Vêem-se espíritas falando, com ar sério e circunspecto, a respeito de teses mediúnicas, como, por exemplo, “planeta chupão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em função dos muitos anos de observação do movimento espírita, podemos dizer que, geralmente, qualquer comunicação, desde que seja mediúnica e respaldada por nomes respeitados (de encarnados ou não), é prontamente aceita. Recebe um “selo de qualidade espírita”. Por outro lado, esses mesmos espíritas, com a mesma circunspecta autoridade, proferem uma sentença sem apelação: “ ‘espiritismo’ é ciência, filosofia e religião”. De se perguntar o sentido que emprestam aos termos ciência e filosofia. E, no entanto, o movimento espírita ainda se dá o direito de se magoar com o fato de a quase totalidade dos cientistas e filósofos verem no “espiritismo” apenas pseudociência e pseudofilosofia, respectivamente; temas indignos de sua atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tudo isto denominamos falta de coerência doutrinária, em que pese não implicar nenhum julgamento do caráter pessoal de quem assim pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, uma vez que a ortodoxia espírita é simplesmente o outro nome que se dá à coerência doutrinária espírita, e que essa mesma doutrina propugna pelos avanços do conhecimento, nada mais natural do que ser abordado agora o CUEE, isto é, a metodologia legada ao espiritismo por Kardec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2. O Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos – CUEE e a ortodoxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CUEE é a abreviação de Controle Universal dos Ensinos dos Espíritos. Trata-se simplesmente do seguinte: a aplicação da metodologia desenvolvida por Kardec quando da elaboração das obras básicas, metodologia esta que consiste na apreciação de diversas mensagens mediúnicas transmitidas por diversos médiuns desconhecidos uns dos outros e separados geograficamente, observados os critérios previstos em “O Livro dos Médiuns” quanto à apreciação da qualidade das mensagens, e do caráter dos médiuns utilizados para transmiti-las, além, obviamente, dos espíritos que se comunicam (e, conforme os critérios do OLM, a probabilidade de serem quem dizem ser), bem como observada a estatística de concordância quanto ao conteúdo dessas mesmas mensagens entre si, sejam elas obtidas espontaneamente ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente ao CUEE: a utilização do método científico, para a aferição da possibilidade de a mensagem ser de uma inteligência alheia a do médium, bem como a análise do próprio conteúdo, caso verse sobre algum tema científico; e a utilização do “crivo da razão” (que é parte da metodologia), tão mencionado por Kardec, e que consiste em aferir a razoabilidade dos ditados mediúnicos, minimizada a possibilidade de puro e simples animismo do médium.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tais os instrumentos que possibilitam evitar erros crassos, como “planetas chupões”, “encarnações fluídicas”, vida em Marte, apesar do apreço ligado ao médium e ao espírito supostamente comunicante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que implica acabar, de uma vez por todas, com a idolatria mediúnica e o igrejismo vigentes no movimento espírita brasileiro nos dias presentes. O que nos leva ao tópico seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3. O método científico e a ortodoxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência é feita a partir de fatos. Em linhas gerais, o método científico consiste no seguinte: observa-se um fato. Observado esse fato, elabora-se uma hipótese para explicá-lo. Em seguida, elaborada a hipótese, formula-se um teste para aferir se ela, hipótese, é falseável. De tal forma que várias hipóteses podem ser formuladas, inclusive posteriormente, para explicar o mesmo fenômeno e, ainda assim, serem falseáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa dizer que as hipóteses falseáveis não são explicações definitivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, a ciência é um tipo de conhecimento autocorretivo. São sofismas dos mais graves dizer, como comumente se diz no movimento espírita brasileiro, que “a ciência ainda não provou a existência do espírito ou de Deus”, ou que “nossa ciência ainda está muito atrasada para compreender certas coisas”, ou, ainda, que “a ciência diz uma coisa hoje, amanhã diz outra”, como forma de rebater as objeções que são feitas a muitas obras (a despeito do médium e do espírito) de conteúdo, no mínimo, duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A respeito destes sofismas, que são os mais comuns no MEB, cumpre dizer o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “A ciência ainda não provou a existência do espírito ou de Deus”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que erroneamente se crê no MEB, não compete à ciência “provar a existência” de Deus ou dos espíritos. Deus é absolutamente irrelevante para a ciência, uma vez que esta não dispõe mesmo de instrumentos metodológicos para tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a provar a existência do espírito, é preciso esclarecer o espírito nada mais é do que uma hipótese para os fenômenos que o espiritismo estuda. A que consideramos, sob o aspecto científico, a mais provável. Além disso, ainda que se admitisse esse “argumento”, ele cai por terra pela seguinte razão: geralmente ele é usado em combinação com outras hipóteses tidas como não provadas. É comum se dizer: “você diz que ‘x’ não foi provado, mas ‘y’ também não foi”. Como se uma proposição, e o fato de não ter sido falseada, tivesse qualquer relação com a outra, igualmente não falseada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa dizer o seguinte: não se pode considerar uma proposição como não provada, utilizando outra que igualmente não o foi; nem provar algo com “o algo” a ser provado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “nossa ciência ainda está muito atrasada para compreender certas coisas”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro sofisma, porque o propósito da ciência é, justamente, entender. Usa-se esta assertiva alternativamente sofisma descrito acima e com a mesma finalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “a ciência diz uma coisa hoje, amanhã diz outra”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, uma vez que a ciência, ainda que envolva elementos subjetivos de análise, não é religião. Como anteriormente mencionado, a ciência é um tipo de conhecimento autocorretivo em que as hipóteses vão se sucedendo na eterna busca pela verdade. O “argumento” acima é a demonstração cabal do absoluto desconhecimento a respeito da ciência e de seu método.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, o método científico, além do CUEE, apesar de serem indispensáveis para o espiritismo, são abandonados, preferindo-se, em seu lugar, obras mediúnicas que, as mais das vezes, não atendem os mínimos rigores filosóficos ou científicos. Além de não terem sido respaldados pelo CUEE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva a indagar a respeito do valor dessas obras no subitem seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.4. O valor das demais obras posteriores à codificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia e a ciência têm seus métodos. O que quer que não siga estes métodos pode ser considerado qualquer coisa, menos ciência ou filosofia. Com o espiritismo não pode ser diferente. Mais uma vez, evoca-se o princípio da coerência como suporte. Assim, qualquer cientista que resolva dizer que consegue, por exemplo, criar uma usina de moto-contínuo, vai ser considerado, no mínimo, folclórico se não embasar sua afirmação em resultados concretos obtidos com um estudo sério, conforme a metodologia científica e passível de ser testado em qualquer laboratório do mundo, a qualquer momento, e nas mesmas condições. O mesmo ocorre com o espiritismo: o que quer que tenha sido escrito após as obras básicas, se não tiver sido objeto de estudo segundo as metodologias espírita e científica, não passa de uma opinião pessoal de tal ou qual espírito e/ou médium, por mais respeitáveis que possam ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pretende atribuir valor nulo a tais opiniões. Longe disso. Pretende-se, isso sim, conferir-lhe seu justo valor, qual seja, o de uma mera opinião pessoal, seja ela de Chico Xavier, Emmanuel, André Luís, Bezerra de Menezes, Divaldo Franco, entre outros, restando, assim, rejeitada a falácia do argumento “ad verecundiam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal falácia é um dos instrumentos da igrejificação do movimento. Igrejificação esta que buscamos reverter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A advertência de Kardec como suporte para a ortodoxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue um excerto de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, introdução - II - Autoridade da Doutrina Espírita. Controle universal do ensino dos Espíritos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) Não será à opinião de um homem que se aliarão os outros, mas à voz unânime dos Espíritos; não será um homem, nem nós, nem qualquer outro que fundará a ortodoxia espírita; tampouco será um Espírito que se venha impor a quem quer que seja: será a universalidade dos Espíritos que se comunicam em toda a Terra, por ordem de Deus. Esse o caráter essencial da Doutrina Espírita; essa a sua força, a sua autoridade. Quis Deus que a sua lei assentasse em base inamovível e por isso não lhe deu por fundamento a cabeça frágil de um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tão poderoso areópago, onde não se conhecem corrilhos, nem rivalidades ciosas, nem seitas, nem nações, é que virão quebrar-se todas as oposições, todas as ambições, todas as pretensões à supremacia individual; é que nos quebraríamos nós mesmos, se quiséssemos substituir os seus decretos soberanos pelas nossas próprias ideias. Só Ele decidirá todas as questões litigiosas, imporá silêncio às dissidências e dará razão a quem a tenha. Diante desse imponente acordo de todas as vozes do Céu, que pode a opinião de um homem ou de um Espírito? Menos do que a gota d’água que se perde no oceano, menos do que a voz da criança que a tempestade abafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião universal, eis o juiz supremo, o que se pronuncia em última instância. Formam-na todas as opiniões individuais. Se uma destas é verdadeira, apenas tem na balança o seu peso relativo. Se é falsa, não pode prevalecer sobre todas as demais. Nesse imenso concurso, as individualidades se apagam, o que constitui novo insucesso para o orgulho humano. (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kardec, expressamente, nos exorta à coerência. Explica que o ensino deve ser concorde. Que as opiniões dos espíritos, sem a chancela da concordância universal (que é a da maioria, e considerados os critérios de O Livro dos Médiuns) nada mais são do que opiniões pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kardec nos deixa como critério a concordância universal. A ortodoxia, isto é, a coerência doutrinária, busca a retomada da metodologia inicial, a fim de alcançar esta concordância, ao arrepio de opiniões individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais são nossos objetivos. E nas instruções de Kardec encontramos nosso suporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Refutações de não ortodoxos à ortodoxia, ou opiniões mais comuns de quem desconhece ou tem restrições pessoais (muitas vezes infundadas) ao assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossos anos de observação do MEB, pudemos perceber muita repulsa à proposta ortodoxa. Uma repulsa baseada em entendimento errôneo. Tais são os exemplos mais comuns e que serão discutidos nos tópicos subsequentes e rebatidos no item 4 (“Tréplica”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes, mais algumas considerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os detratores da ortodoxia (e dos ortodoxos), em que pese a boa-fé demonstrada por muitos, geralmente encontram seu calcanhar de Aquiles em duas características humanas muito comuns: a teimosia e a falta de bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades humanas, de fato, são inumeráveis. Todos temos crenças e opiniões e as defendemos da melhor maneira que conseguimos. E, no que concerne à ortodoxia, as refutações acima são defendidas muitas vezes de maneira teimosa e ao arrepio do bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, as refutações da ortodoxia nada mais são do que prova de que ou desconhecem o seu significado, assim como o do movimento ortodoxo, ou, então, apesar das muitas explicações já apresentadas, insistem em sua visão errônea e teimosa. E a teimosia sempre nos pareceu um dos piores exemplos de falta de bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, não seria exagero ou tolo intelectualismo relembrar a velha lição Cartesiana, exposta com fina ironia em “O Discurso sobre o Método”, a respeito do bom senso e dos que o dizem possuir. E isso porque muito já foi exposto por nós a respeito da ortodoxia, nem sempre com estas mesmas palavras, porém com o mesmo sentido. De tal forma que, apesar de tudo, exortamos os opositores a abandonar sua teimosia e a parar com a írrita insistência em emprestar à ortodoxia significados que nunca lhe demos e que, por esta razão, nunca defendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos, então, às refutações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1. Ortodoxia seria fundamentalismo e intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria uma relação de identidade entre ortodoxia e “fundamentalismo e intolerância”. Neste caso, a palavra traria em si o germe de algumas das piores e mais comumente manifestadas características humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva ao próximo subitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2. “Ortodoxia” é uma palavra perigosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumamos ser acusados de disseminar uma palavra perigosa, que somente serviria para provocar animosidades e sectarismos entre os espíritas. Uma palavra que carregaria a maldição de defender a intolerância e a separação ente as pessoas. Além do mais vil e abjeto fundamentalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva ao próximo subitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.3. Ortodoxia seria uma seita sectária dentro do MEB e contribuiria com um ideal sectário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em razão do suposto fundamentalismo que muitos entendem ser imanente à ortodoxia, o movimento ortodoxo seria uma seita sectária que pretenderia separar-se do movimento espírita, contribuindo com o ideal sectário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva ao próximo subitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.4. Ortodoxia seria um contrassenso em relação a si mesma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o espiritismo é uma doutrina fraternal e de união entre os seres humanos, o sectarismo imanente à ortodoxia seria um contrassenso, eis que somente proporcionaria a separação entre os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.5. Ortodoxia seria desabonada por Kardec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haveria o aval de Kardec, em razão destas poucas palavras: “(...) Não será à opinião de um homem que se aliarão os outros, mas à voz unânime dos Espíritos; não será um homem, nem nós, nem qualquer outro que fundará a ortodoxia espírita (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Tréplica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta parte do Manifesto organizamos nossas refutações às críticas formuladas, mostrando a falta de fundamentação e o desconhecimento daqueles que criticam nossa proposta, desaprovando-as. Esperamos, com estas refutações, torná-la mais clara, a fim de evitar-se desgaste desnecessário, este sim, perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.1. Ortodoxia e o respeito à opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamentalismo e intolerância pressupõem o desrespeito à liberdade de crença e de pensamento. E a exposição do item 1, subitem 1.1, deste manifesto, no tocante à definição de ortodoxia, seria suficiente para refutar uma crítica tão mal fundamentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, demoremo-nos um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em palavras mais simples, a ortodoxia é um instrumento que permite categorizar as . Possibilita uma triagem daquilo que é e do que não é doutrina dos espíritos, sem se ater à análise qualitativa das ideias submetidas à ortodoxia. O que significa dizer que a proposta ortodoxa não é depreciar ou desrespeitar o que quer que seja, nem seus adeptos, mas sim definir se tal ideia é ou não doutrinária. Apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de defendermos a tese de que o espiritismo não é uma religião, podemos citar o exemplo de católicos, protestantes, budistas, taoístas, etc., que procedem da mesma maneira em relação a suas ideias e nem por isso recebem a pecha de intolerantes e fundamentalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo o caso de se pretender aplicar dois pesos e duas medidas, onde, então, o fundamentalismo e a intolerância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.2. Perigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há perigo na terminologia apenas para quem ignora o significado que lhe damos, ou para quem tem má vontade e teimosia em assim não entender. E talvez nada mais precise ser dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.3. Ortodoxia enquanto postura pessoal não sectária e não tendente ao sectarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo quanto se expôs a respeito da ortodoxia, torna-se difícil levar a sério a crítica de que compomos uma seita sectária, fundamentalista e intolerante que defende um ideal tal. Isto porque o que pretendemos é a mera retomada da coerência em relação ao que o espiritismo um dia foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerada seriamente, então a mesma oposição poderia ser feita à ciência, à filosofia, bem como às religiões, eis que simplesmente não acolhem em seu seio ideias que não se submetem aos seus critérios metodológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece difícil de compreender, mas, na verdade, é muito simples: o objetivo da ortodoxia é o de separar as ideias, não as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.4. Contrassenso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando o fato de que ortodoxia é apenas o outro nome que se dá à coerência doutrinária, respeitando sempre a liberdade de opinião e de crença de quem quer que seja (até porque, o fato de alguém não ser espírita não significa nada além do fato em si mesmo); considerando, ainda, que uma ideia qualquer não é má apenas pelo fato de não ser espírita (o que significa dizer que uma proposição “x” não precisa ser espírita para ser “boa”, ou “sensata”); considerando, por fim, que ser coerente com a doutrina implica perseguir a realização plena da própria natureza perfectível, é de se perguntar: onde o contrassenso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.5. O aval de Kardec para a ortodoxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aval de Kardec está no próprio excerto copiado no item 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, o que ele pretende dizer é que o movimento e a doutrina espírita não se deve apoiar apenas nas conclusões de um ou de alguns, encarnados ou não. Deve haver a concordância universal, respeitados os critérios de análise de mensagens mediúnicas definidos no OLM. E o que defendemos tem sua clareza solar neste míni excerto: “(...) Diante de tão poderoso areópago, onde não se conhecem corrilhos, nem rivalidades ciosas, nem seitas, nem nações, é que virão quebrar-se todas as oposições, todas as ambições, todas as pretensões à supremacia individual (...)”.&lt;br /&gt;O que significa dizer que todas as obras que tenham a pretensão de ser complementos doutrinários devem ser submetidas à esta confirmação por parte dos demais espíritos que porventura se comuniquem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ortodoxia espírita nada mais é do que a coerência doutrinária. Seus adeptos apenas buscam essa coerência por meio da análise desapaixonada de quaisquer obras mediúnicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há, nem pode haver, qualquer laivo de desrespeito a quem quer que seja pelo único e simples fato de se proceder desta maneira, apesar de algumas conclusões de alguns ortodoxos poderem provocar desconforto em alguns outros espíritas. O objetivo, entretanto, jamais será o desrespeito. Se fosse, feriria de morte a própria ortodoxia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se faz necessário, em regime de urgência, sejamos ou não espíritas, ortodoxos ou não, é diálogo, entendimento, fraternidade. O verdadeiro ortodoxo busca tudo isso. O verdadeiro espírita busca tudo isso. O verdadeiro homem de bem busca tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendemos, nem nunca poderíamos pretender qualquer separação, sectarismo ou coisa que o valha. Uma das características do ser humano inteligente é aprender com os erros do passado, sejam ou não seus erros. E a história é uma fonte inesgotável das tolices humanas e das conseqüências nefandas que os separatismos proporcionaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetimos: buscamos apenas a coerência doutrinária. A separação das idéias, não das pessoas que as defendem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-1838445041000886258?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/1838445041000886258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=1838445041000886258' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/1838445041000886258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/1838445041000886258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2009/01/manifesto-ortodoxo-1a-release.html' title='Manifesto Ortodoxo (1a release)'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-2948592493433314422</id><published>2008-12-17T08:20:00.003-02:00</published><updated>2008-12-17T08:31:05.139-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tolerância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Querem tirar Jesus do Espiritismo...</title><content type='html'>É assaz curioso como se propaga uma mentira. Havia um general de Hitler que pregava que uma mentira contada inúmeras vezes transformar-se-ia em verdade e é isso que estamos presenciando no momento. Culpam-se os espíritas que buscam a ortodoxia espírita de tudo, desde querer tirar Jesus do espiritismo ate aquecimento global e falhas na camada de ozônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quais são os fatos? Os fatos são que os espíritas ortodoxos clamam e lutam pela busca da coerência doutrinaria, tal qual se encontra grafada na introdução de "O evangelho segundo o Espiritismo". Só. Nada alem disso. Mas qual o drama? O drama é que ao se resgatar isso, não sobra espaço para o culto à personalidade; o movimento espírita teria que abandonar a idolatria que faz a médiuns famosos, teria que deixar de considerar a "infalibilidade mediúnica", teria que começar a (que ousadia) pensar de maneira critica e racional. É ai que a coisa pega, pois há muitos interesses não espíritas em jogo, que vão desde a vaidade pessoal ate interesses meramente financeiros de editoras ou supostos escritores. Eis a verdade sob o véu da alegação de que "querem tirar Jesus do espiritismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se conseguirmos retomar o resgate da coerência doutrinaria, da ortodoxia espírita como declarada na codificação, teremos necessariamente que rever também o sectarismo que se impõem no movimento espírita. Vou dar um exemplo; nesses dias, na comunidade Espiritismo Ortodoxo, iniciaram um tópico sobre o perdão, transcrevendo um trecho da codificação que aponta que o perdão verdadeiro é o perdão cristão. Oras, é necessário entender o que se quer dizer aqui, se somente cristãos são verdadeiramente capazes de perdoar ou se existe um modelo a ser seguido. Perguntei e tive como resposta que ando perseguindo cristãos... oras, mas são essas alegações que estabelecem um juizo de valor sobre quem não é cristão, colocando estas pessoas que respondem por 2/3 ou mais da humanidade em condições de que não são morais, não são éticos, não sabem perdoar, etc., etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto a vocês: Somente cristãos sabem perdoar? Se a pessoa é ateu, judeu, muçulmano, rasta, xintoísta, budista, zoroastrista, etc., etc., etc. não sabe perdoar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-2948592493433314422?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/2948592493433314422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=2948592493433314422' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/2948592493433314422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/2948592493433314422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2008/12/querem-tirar-jesus-do-espiritismo.html' title='Querem tirar Jesus do Espiritismo...'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-2548710690662407228</id><published>2008-12-06T15:25:00.002-02:00</published><updated>2008-12-06T15:27:58.819-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Codificação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Espiritismo sem Chico Xavier</title><content type='html'>Texto de autoria do Randy, originalmente postado em uma comunidade do Orkut (link para a referida comunidade no titulo deste tópico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas vêm colocando a questão sobre o que seria um Espiritismo sem Jesus. E a acepção filosófica nos parece clara de que o caráter universal do Espiritismo não aceita a centralização em uma única figura. O Espiritismo é de todos e para todos que possam compreendê-lo, seja de cultura cristã, muçulmana, hindu, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu caráter universal, a única figura de que o Espiritismo não pode abrir mão é de Deus. Daí o fato de não ser possível entender um Espiritismo ateu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, no movimento espírita, feito por homens bem ou mal inspirados, todos em condição falível, vimos uma derrocada de seus principios cientificos e filosóficos quando ele foi desviado para um viés religioso atrasado e estagnador. Nao há conhecimentos novos apesar de haverem fatos novos; não há respostas novas para novas perguntas. E quanto mais o aspecto filosófico da DE é exercido, mais descobrimos o quanto a ausência de pesquisa cientifica e de metodologia de aferição prejudicam e jogam o ME para o atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o ME acomodou-se em Chico Xavier e seus derivados seguintes. Certamente bem intencionado, este escritor profícuo não conseguiu destacar ou pelo menos estimular entre os espíritas que admiram seus escritos essa necessidade das pesquisas. Chico, por exemplo, salvo engano nosso, JAMAIS mencionou o CUEE em seus escritos e tampouco a necessidade de aferição de suas próprias obras. Exatamente pelo tamanho de sua reputação, agrava-se o tamanho de sua responsabilidade em não retornar o Espiritismo ao seu foco de origem idealizado pelos espiritos superiores e compilado por Kardec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espiritismo popularizou-se com Chico Xavier? Eu prefiro dizer que a expressão "Espiritismo" é que tomou fama e que seus conceitos se vulgarizaram. Os defensores de Chico diriam que ele foi uma figura ímpar, um exemplo moral e etc... Mas, exemplos morais e figuras impares existem em todos os cantos do planeta e nem precisamos citar alguns. O que não existiu foi o papel de liderança para conter os desvios. E ao contrário, os desvios se multiplicaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que difere o Espiritismo de toda crença ou filosofia não é sua capacidade de produzir "lindas mensagens de amor" e "exemplos de caridade". Ninguém precisa ser espirita para escrever lindas mensagens de amor e muito menos ser exemplo de caridade. Nem mesmo foi o Espiritismo quem ensinou ou estimulou essa prática. Isso compõe um dos fundamentos das leis morais e naturais que o homem traz inscrito na consciência. O que difere o Espiritismo é sua capacidade de fornecer respostas cognitivas, informações, dados, parâmetros para que o individuo PENSE e aprimore sua capacidade moral, acelerando sua evolução espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos morais são fáceis de achar. As pessoas em geral subestimam seus pais, seus amigos, o vizinho, o pedinte da rua, o trabalhador, a dona de casa, em suma, as pessoas de bem que estão espalhadas em todo canto. Lá está o mendigo que não maldiz sua sorte e sempre sorri para os transeuntes; acolá está o pai de cinco filhos que acorda pela madrugada para honrar seus compromissos de trabalho no meio ao sofrimento de criar sua prole; ao nosso lado está o sujeito que vai ajudar seu vizinho que teve a casa inundada... ou seja, há sempre exemplos morais que podemos seguir e testemunhar, sem a necessidade de nos deslumbrarmos com fenomenos de mídia ou pessoas cuja vida intima não pudemos, de fato, acompanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Chico Xavier, como exemplo moral, é tão importante quanto qualquer trabalhador pelo bem. Aliás, ao menos em publico, ele jamais disse o contrário. Por que protestaria contra isso, então, um admirador deste escritor? Se ele não se considerava melhor do que ninguém, que autoridade qualquer pessoa tem para dizer que ele é melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, exemplos de estimulo ao conhecimento... Quantos temos?... Quantos são os pesquisadores espíritas?... Quantos são os catedráticos que se interessam em ciência espírita?... Onde estão estas pessoas?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é que tais pessoas foram susbistuidos por fenomenos de mercado derivados de Chico Xavier. Estão aí os "autores espiritas" que acumulam fama e fortuna com peças literárias que nada possuem de inéditas, senão persistir e prolongar a fantasia das colonias espirituais tão divulgadas por Chico Xavier. Ao menos sabemos que Chico não procurou usufruir de sua fama e nam auferiu lucros pessoais com seus escritos, ao passo de que seus discipulos preferiram as luzes do estrelato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se exemplos morais nós temos, mas exemplos intelectuais nem tanto, e sabendo que as obras de Chico promoveram uma situação de comodismo entre os espiritas, em especial nos espiritólicos, tanto quanto promoveram a contra-informação e desvios doutrinários, no meu conceito fica muito claro que o Espiritismo sem Chico Xavier estaria melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor em números? Bem, COM Chico Xavier somente 1,4% da população do maior país espirita do planeta se declara, de fato, espírita. Então, Chico não influenciou, DE FATO, na divulgação do Espiritismo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor em pesquisas cientificas? Sob influencia das obras de Chico, o Brasil não produziu pesquisas espíritas de alguma monta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor em atitudes morais?... Bem... as pessoas REALMENTE seguem o exemplo moral de Chico Xavier?... É isso o que vemos?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o ME não estaria tão acomodado. Sem os desvios doutrinários, o meio acadêmico não veria o Espiritismo como religião - o que de fato não é - e certamente o interesse oficial nas pesquisas e na obtenção de novas respostas para as novas perguntas já se teria feito fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bem que Chico Xavier fez para algumas pessoas somente tais pessoas podem dizer. Mas, o mal para o Movimento Espírita resultou no caos e no marasmo por que passamos, na criminosa deturpação do que nos ensina a codificação espírita, no misticismo, no sincretismo catolicista que jamais fez este planeta avançar. E com isso, se o Espiritismo veio CONSOLAR pela capacidade de fornecer respostas, quantas pessoas, de fato, deixaram de ser ajudadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem mais do que 1,4% da população deste país, certamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não crucificamos Chico. Ele fez o que fez, mas faltou a intenção de quem o promovia - e citamos a FEB em especial - de submeter seus escritos ao rigoroso critério de aferição da verdade. Chico, então, poderia escrever o que desejasse, desde que quem publicasse se preocupasse com a verdade. Estes irresponsáveis hoje são anomimos. Sobrou, portanto, a cruz para ser carregada por Chico Xavier. Foi uma boa pessoa? Tudo indica que sim. Foi um bom divulgador da Doutrina Espíritas? Certamente que não. Foi usado e manipulado pelos roustanguistas da FEB? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a menor dúvida, sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-2548710690662407228?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=495527&amp;tid=5275596698636230216' title='Espiritismo sem Chico Xavier'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/2548710690662407228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=2548710690662407228' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/2548710690662407228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/2548710690662407228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2008/12/espiritismo-sem-chico-xavier.html' title='Espiritismo sem Chico Xavier'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-8843903396773130535</id><published>2008-10-20T21:19:00.003-02:00</published><updated>2008-10-20T22:24:34.742-02:00</updated><title type='text'>De Que Lado está Emmanuel?</title><content type='html'>Temos percebido que em praticamente todo assunto a opinião do espírito Emmanuel é usada por boa parte de pessoas que se dizem espíritas para referendar determinada posição doutrinária, ou mesmo de cunho filosófico, científico e religioso.Porém, o que temos percebido ao longo do tempo é que a citada entidade espiritual, que só se comunicou através do médium Chico Xavier, &lt;strong&gt;adota posicionamentos antagônicos e contraditórios&lt;/strong&gt;, sempre se utilizando de uma postura um tanto "diplomática" demais, onde quem sai perdendo é a correta divulgação dos princípios doutrinários espíritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aqui exemplificar essa autêntica salada que é feita por Emmanuel na tentativa de agradar a tudo e a todos, exaltando doutrinas e personagens cujos pensamentos afrontam os mais caros princípios espiritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de listarmos essas posturas estranhas, é bom que se cite a possibilidade de algum arranjo para "encaixar" Emmanuel ao lado de certos grupos, com o intuito de dar autoridade a certas opiniões. Embora eu particularmente tenha minhas dúvidas sobre isso, o que se sabe bem até hoje é que a FEB sempre teve a "preocupação" de destruir os originais das mensagens psicografadas, sendo que Chico Xavier anuía com o fato, dentro de sua postura altamente passiva e subserviente, principalmente em relação aos dirigentes febeanos, que eram tratados como indivíduos praticamente perfeitos e acima de quaisquer suspeitas pelo citado médium. Assim sendo, &lt;strong&gt;não seria de admirar que tenha havido dois ou mais "Emmanuéis",&lt;/strong&gt; adredemente usados para declararem o que os dirigentes febeanos quisessem, assim como toda sorte de místicos que se aproximavam de Chico Xavier à busca de um "OK" daquele médium, erroneamente elevado à categoria de autoridade doutrinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Emmanuel e Roustaing&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais evidente aliança feita pelo espírito Emmanuel foi com o roustainguismo, isso é inegável. Tudo começou com o prefácio feito à obra &lt;strong&gt;"Vida de Jesus"&lt;/strong&gt;, do autor declaradamente &lt;strong&gt;rustenista Antônio Lima&lt;/strong&gt;, em que da primeira à última página, o autor defende os princípios rustenistas, como o corpo fluídico de Jesus e a queda angélica, entre outros disparates que colidem frontalmente com a DE. Emmanuel chega a afirmar que o entendimento das questões abordadas no livro exigem uma espécie de entendimento superior, que ainda não está ao alcance de todos. Defendendo a diversidade no meio doutrinário, Emmanuel chega a declarar que “Cada qual, à maneira de Antônio Lima, poderá trazer o fruto de suas meditações e de seus estudos para a grande oficina da Fé.”&lt;br /&gt;Mais tarde, Emmanuel reafirma suas convicções rustenistas, prefaciando, desta feita, a obra &lt;strong&gt;"Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho&lt;/strong&gt;", uma obra que também, do inicio ao fim, faz propaganda ao rustenismo, mesmo de uma maneira velada e imperceptível a quem não conhece as idéias contidas em "Os Quatro Evangelhos", de J.B. Roustaing. O livro chega a citar &lt;strong&gt;Roustaing como coadjutor de Kardec&lt;/strong&gt;, ao lado de León Dennis e Gabriel Delanne, além de fazer referência ao &lt;strong&gt;"anjo Ismael" como espírito guia do Brasil&lt;/strong&gt; - lembrando que o chamado anjo Ismael sempre estimulou e defendeu o roustainguismo. Além disso, o livro contém capítulos de propaganda febeana, em que exalta a condição daquela instituição como entidade máxima e legítima do MEB. E, pasmém os amigos, a obra também cita uma &lt;strong&gt;comunicação nitidamente apócrifa e mistificatória atribuída a Kardec-espírito&lt;/strong&gt;, em que o Codificador exalta a FEB, o anjo Ismael e, consequentemente, o rustenismo, ao adotar tbm um linguajar místico-religioso. Trancreveremos aqui mais adiante para que os amigos identifiquem os absurdos, principalmente os que ainda não conhecem bem a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Emmanuel e Pietro Ubaldi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O espírito Emmanuel, pela pena de F. C. Xavier, faz alguns comentários sobre a obra de Pietro Ubaldi:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- "&lt;em&gt;Quando todos os valores da civilização ocidental desfalecem numa decadência dolorosa, é justo que &lt;strong&gt;saudemos uma luz como esta&lt;/strong&gt;, que se desprende da grande voz silenciosa da 'Grande Síntese'."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A "Grande Síntese" é o Evangelho da Ciência&lt;/strong&gt;, renovando todas as capacidades da religião e da filosofia, reunindo-as à revelação espiritual e restaurando o messianismo do Cristo em todos os institutos da evolução terrestre."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;"Enquanto o mundo velho se prepara para as grandes provações coletivas, sugere que meditemos sobre o campo infinito da Providência Divina, que enaltece a glória sublime e imperecível do Espírito imortal."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vimos aí o apoio de Emmanuel à obra de Ubaldi, o que até se justifica pela &lt;strong&gt;similitude entre os princípios rustenistas e ubaldistas&lt;/strong&gt; em certos pontos importantes, como o da queda angélica, por exemplo, que afronta um princípio básico e elementar da DE que é o da não-retrogradação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Emmanuel, Herculano e Ubaldi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dentro desta mesma tendência de apoiar tudo e todos, Emmanuel afirma ser &lt;strong&gt;Herculano Pires&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;"o metro que melhor mediu Kardec". &lt;/strong&gt;Mesmo reconhecendo que o espírito foi justo na sua consideração desta feita, mais uma vez vemos o pensamento contraditório de Emmanuel, já que Herculano foi um &lt;strong&gt;defensor da coerência doutrinária&lt;/strong&gt;, e sempre alertou quanto aos perigos do &lt;strong&gt;Rustenismo, do Ubaldismo e do Ramatisismo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a Pietro Ubaldi, Herculano responde a mensagem que Pietro Ubaldi enviou ao VI Congresso Espírita Pan-Americano, realizado no mês de outubro de 1963, em Buenos Aires, e que causou estranheza nos meios doutrinários. Depois de discorrer sobre a estagnação das religiões, o autor de A Grande Síntese chega às seguintes conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1 - "O Espiritismo estacionou na teoria da reencarnação e na prática mediúnica;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2 - Não possuindo “um sistema conceptual completo”, não pode ele ser levado a sério pela cultura atual;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3 - A filosofia espírita é limitada, não oferece uma visão completa do Todo e “não abrange todos os momentos da lei de Deus;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;4 – O Espiritismo não construiu uma “teologia espírito-científica, que explique o que a católica não explica”;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5 - O Espiritismo “corre o perigo de ficar parado no nível Allan Kardec, como o catolicismo ficou no nível São Tomás e o protestantismo no nível Bíblia”.Diante dessa situação, propõe Ubaldi a adoção, pelo Espiritismo, dos livros de sua autoria, abrangendo a “série italiana” e a “série brasileira”.E explica: “Trata-se de um produto realizado de uma forma que permite que ele caiba dentro do Espiritismo, porque atingido por inspiração, que é por ele julgada a mais alta forma de mediunidade, aquela consciente, controlada pela razão”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E logo mais afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Só assim o Espiritismo poderá avançar paralelo à ciência e exigir atenção de parte dos materialistas, porque usa a forma mental e os métodos racionais dele. Só assim o Espiritismo poderá sair do trilho dos costumeiros conceitos que se repetem nas sessões rnediúnicas e colocar-se no nível do mais adiantado pensamento moderno, penetrando no terreno da filosofia e da ciência e situando-se na sua altura”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que &lt;strong&gt;Herculano responde&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A redação e a tradução dessa mensagem de Ubaldi, como se vê, por estes pequenos trechos, estão muito abaixo do texto de suas obras mais inspiradas, que pertencem à “série italiana”. Por outro lado, verifica-se que faltou a Ubaldi a percepção necessária para captar o processo espírita em suas verdadeiras dimensões. O admirável médium de A Grande Síntese revela &lt;strong&gt;absoluta falta de acuidade e de compreensão da realidade espírita no mundo de hoje&lt;/strong&gt;, onde o Espiritismo vem cumprindo serenamente a sua finalidade. A sua crítica ao Espiritismo, resumida nos cinco pontos acima, &lt;strong&gt;coincide com a dos adeptos menos instruídos na doutrina&lt;/strong&gt;, e pode ser respondida, ponto por ponto, por qualquer adepto de inteligência e cultura medianas, que conheça a Doutrina Espírita. Por outro lado, o oferecimento de suas obras ao Espiritismo &lt;strong&gt;revela desconhecimento da natureza da nossa doutrina e das exigências metodológicas para a aceitação da proposta, que não cobre essas exigências&lt;/strong&gt;. Ubaldi desenvolveu suas faculdades mediúnicas à margem do Espiritismo. Seu primeiro livro, A Grande Síntese, apresenta curioso paralelismo com o Espiritismo, o que lhe valeu a simpatia e a amizade dos espíritas brasileiros. Na Itália ou no Brasil, porém, Ubaldi recusou-se sempre a integrar-se no movimento espírita, filiando-se na península à corrente da Ultrafânia, do prof. Trespioli, que &lt;strong&gt;pretende haver superado a concepção espírita&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Em seu livro As Noúres, Ubaldi nos oferece a concepção ultrafâníca da mediunidade, na qual enquadra o seu caso pessoal. É uma &lt;strong&gt;pretensiosa concepção de mediunidade cósmica&lt;/strong&gt;, fugindo à naturalidade e simplicidade das comunicações espirituais entre espíritos desencarnados e médiuns. As pretensões de Ubaldi o transformaram, de simples médium em autor messiânico, agora &lt;strong&gt;arvorado em reformador do Espiritismo&lt;/strong&gt;.Respondemos aos itens da sua crítica da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 &lt;/strong&gt;- O Espiritismo é uma doutrina evolucionista, como o provam as suas obras fundamentais e o seu imenso desenvolvimento em apenas cem anos de existência;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt; - O sistema conceptual espírita é completo e sua síntese está em O Livro dos Espíritos;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt; - A filosofia espírita não pode abranger o Todo e muito menos “todos os momentos da lei de Deus”, porque isso não está ao alcance de nenhuma elaboração mental, no plano relativo da vida terrena;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 &lt;/strong&gt;- A teologia espírita é limitada às possibilidades atuais do conhecimento de Deus, segundo ensina Allan Kardec, e essas possibilidades não admitem ainda a criação na Terra de uma teologia científica, nem dentro nem fora do Espiritismo;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5&lt;/strong&gt; - O “nível Allan Kardec” não é o do Espiritismo, mas sim o “nível Espírito da Verdade”, de quem Kardec, segundo dizia, foi um “simples secretário”. Encontrando-se, pois, nesse plano de revelação constante e progressiva, que é o da manifestação do Espírito da Verdade, segundo o próprio Kardec adverte, o Espiritismo está livre dos perigos da estagnação dogmática.&lt;strong&gt; Se, pelo contrário, adotasse as obras de Ubaldi para completá-lo, o Espiritismo cairia imediatamente no dogmatismo&lt;/strong&gt;. Para cumprir sua missão, em todos os campos da atividade humana, o Espiritismo tem de manter-se como Ciência do Espírito (que investiga o elemento inteligente do Universo, paralelamente com a Ciência da Matéria, que investiga o elemento material); como Filosofia Livre, “sem os prejuízos do espírito de sistema”, segundo a expressão feliz de Kardec; e como Religião em Espírito e Verdade, de acordo com o anúncio do Cristo à Mulher Samaritana."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Emmanuel e Ramatis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Embora &lt;strong&gt;Ramatis discorde de Roustaing&lt;/strong&gt; na questão do corpo fluídico, possua teoria própria em relação à queda angélica, defenda Jesus como um espírito e o Cristo como outro, afirme, ao contrário de Emmanuel, que Jesus tenha estado e aprendido com os essênios, e defenda uma mescla com as religiões orientais, ao contrário da tese cristocêntrica apoiada pela FEB, anjo Ismael, Roustaing e Emmanuel, este último, seguindo sua tendência de apoiar tudo e todos contra a DE, comenta sobre o posicionamento de Ramatis em relação aos &lt;strong&gt;fim dos tempos catastrófico&lt;/strong&gt; e quejandos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Leiamos o relato ramatisista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Logo que apareceram as primeiras publicações da &lt;strong&gt;"Conexão de Profecias"&lt;/strong&gt; (hoje com o título Mensagens do Astral), de Ramatis, fomos a Pedro Leopoldo, a &lt;strong&gt;fim de ouvir a palavra autorizada de Emmanuel&lt;/strong&gt;, através daquele aparelho maravilhoso que é Francisco Cândido Xavier. Isto, porque o que era dito pelo espirito de Ramatis, parecia-nos perfeitamente lógico. Mas, como constituía novidade, não queríamos aceitar de pronto algo que não passasse pelo crivo de várias manifestações mediúnicas, através de diversos aparelhos.Desta forma, munidos do aparelho de gravação em fita, fomos atendidos gentilmente pelo médium, que respondeu às perguntas que fazíamos, repetindo as palavras da resposta, que eram ditadas por Emmanuel. A gravação foi feita no dia 5 de janeiro de 1954. Conservamos até hoje o rolo gravado em nosso poder. Passamos a estampar as perguntas e respectivas respostas:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pergunta&lt;/strong&gt;: - Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatis? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chico Xavier&lt;/strong&gt;: - &lt;em&gt;Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso. Cada período de atividade e cada período de repouso da matéria planetária, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.Assim sendo, os grandes instrutores da Humanidade, nos planos superiores, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada. Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra. Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos. Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo. Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito. Após a raça Lemuriana - em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado - chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana. Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros. Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;(Neste ponto, ele sutilmente discorda de Ramatis.)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso "habitat" terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão. Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui. Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo - lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Elogios rasgados e críticas veladas...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a "Conexão de Profecias", de Ramatis) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles ministros de Nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a coletividade planetária, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão. Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre. Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa de sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do terceiro milênio, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre. &lt;strong&gt;O prazo de 47 anos é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para uma clima mais aprimorado da existência&lt;/strong&gt;. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vimos, logo acima, uma &lt;strong&gt;flagrante discordância&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Xavier/Emmanuel prosseguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho. Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da Lei, em doloroso expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar novecentos (900) milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos -os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho - mal estamos passando das faixas litorâneas. Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo. E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico - que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo - mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais discordâncias, porém com elogios...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pergunta&lt;/strong&gt;: - &lt;em&gt;Foi, de fato, há &lt;strong&gt;37.000 anos&lt;/strong&gt; que submergiu a Atlântida?&lt;/em&gt; (Ramatis afirma isso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chico Xavier&lt;/strong&gt;: - &lt;em&gt;Diz nosso Amigo (Emmanuel) que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlântida, submergiram, mais ou menos, &lt;strong&gt;9 a 10 mil anos&lt;/strong&gt;, antes da Grécia de Sócrates.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pergunta&lt;/strong&gt;: - &lt;em&gt;Poderíamos ter alguns informes a respeito de &lt;strong&gt;Antúlio&lt;/strong&gt;?&lt;/em&gt; (Para Ramatis, Antúlio foi uma das encarnações de Jesus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chico Xavier&lt;/strong&gt;: -&lt;em&gt; Vejo, aqui, nosso diretor espiritual, Emmanuel, que nos diz que um estudo acerca da personalidade de Antúlio exigiria minudências relacionadas com a história, no espaço e no tempo, que, de imediato, não podemos realizar. De modo que, tão somente, pode afiançar-nos que se trata de uma entidade de elevada hierarquia, no plano espiritual; vamos dizer, &lt;strong&gt;um assessor, ou um daqueles assessores&lt;/strong&gt;, que servem nos trabalhos de execução do plano divino, confiado ao Nosso Senhor Jesus Cristo, para a realização do progresso da Terra, em geral. Esclarece nosso amigo que Jesus Cristo, como governador de nosso mundo, no sistema solar, conta, naturalmente, com grandes instrutores, para a evolução física e para a evolução espiritual, na organização planetária. E, subordinados a esses ministros, para o progresso da matéria e do espirito, no plano que nós habitamos presentemente, conta Ele com uma assembléia de múltiplos instrutores, de variadas condições, que lhe obedecem as ordens e instruções, numa esfera, cuja elevação, de momento, escapa à nossa possibilidade de apreciação. &lt;strong&gt;Antúlio forma no quadro destes elevados servidores&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. (Visão cristocêntrica de &lt;strong&gt;Emmanuel&lt;/strong&gt; x visão descentralizada de &lt;strong&gt;Ramatis&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem consegue entender?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pergunta&lt;/strong&gt;: - &lt;em&gt;Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatis deva ser divulgada com amplitude?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chico Xavier&lt;/strong&gt;: - &lt;em&gt;Diz nosso Orientador que &lt;strong&gt;a Mensagem é de elevado teor&lt;/strong&gt;... E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, &lt;strong&gt;merece a nossa mais ampla consideração&lt;/strong&gt;, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa salada doutrinária de Emmanuel, temos elogios e considerações favoráveis a todos. Teses e idéias das mais antagônicas são apoiadas por Emmanuel, desde o orientalismo catastrofista de Ramatis até o religiosismo católico impregnado em Roustaing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pergunta é: &lt;strong&gt;De que lado está/esteve Emmanuel?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adendos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conforme prometido, vamos analisar o que o &lt;strong&gt;Kardec-espírito da FEB&lt;/strong&gt; teria ditado em sua mensagem através do médium rustenista Frederico Júnior e espertamente publicada no livreto &lt;strong&gt;"A Prece",&lt;/strong&gt; como para referendar a "missão" do anjo Ismael, a da FEB como "casa-máter", a do Brasil como "coração do mundo, pátria do Evangelho" e do roustainguismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Sendo assim, a esse pedaço de terra, a que chamais Brasil, foi dada também a Revelação da Revelação...",&lt;/em&gt; pág. 13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso comentário: Revelação da Revelação é sub-título de "os Quatro Evangelhos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Ismael, o vosso guia, tomando a responsabilidade de vos conduzir ao grande templo do amor e da fraternidade humana, levantou a sua bandeira, tendo inscrito nela - Deus, Cristo e Caridade. Forte pela dedicação, animado pela misericórdia de Deus. que nunca falta aos trabalhadores, sua voz santa e evangélica ecoou em todos os corações, procurando atraí-los para um único agrupamento onde, unidos..., onde enlaçados num único sentimento - o do amor - pudessem adorar o Pai em Espírito e Verdade..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso comentário: A expressão "em espírito e verdade" &lt;strong&gt;é exaustivamente repetida nos livros de Roustaing&lt;/strong&gt;, e na mensagem a puseram na boca de Kardec...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais referências do &lt;strong&gt;Kardec-espírito da FEB enaltecendo o anjo Ismael&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"...todos os espíritas tinham o dever sagrado de vir aqui se agruparem - ouvir a palavra sagrada do bom Guia Ismael - &lt;strong&gt;único&lt;/strong&gt; que dirige a propaganda da Doutrina nesta parte do planeta e &lt;strong&gt;único&lt;/strong&gt; que tem a responsabilidade de sua marcha e desenvolvimento."&lt;/em&gt; (págs. 14/15)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pseudo-Kardec da FEB renuncia á sua condição de Codificador do Espiritismo ao declarar que a Doutrina Espírita está contida nos "Os Quatro Evangelhos" de Roustaing - A Revelação da Revelação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...&lt;em&gt;tudo converge para a Doutrina Espírita - Revelação da Revelação&lt;/em&gt;". (pág. 16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "templo" de Ismael é exaltado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Disciplinai-vos pelos bons costumes no Templo de Ismael..."&lt;/em&gt; (pág. 19)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, num centro doutrinariamente roustainguista, a mensagem atribuída a Kardec não poderia ser de outra forma. Os espíritos, adeptos do Docetismo (que pregava o corpo aparente de Jesus), ressuscitado por Roustaing, &lt;strong&gt;a cuja falange pertence Ismael&lt;/strong&gt;, forjaram um Kardec para atestar a suposta missão do "anjo" Ismael e a importância da "Revelação da Revelação". Um Kardec irreconhecível, que sai em defesa desesperada de Ismael e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Assim, quando os inimigos da Luz - quando o espírito da trevas julgava esfacelada a bandeira de Ismael, símbolo da Trindade Divina..."&lt;/em&gt; (pág. 14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos dois erros graves: a expressão "&lt;strong&gt;espírito das trevas&lt;/strong&gt;", que Kardec jamais usou, por ser errada e inadequada (ver pergunta 361-A de O LE), e a defesa da &lt;strong&gt;trindade divina&lt;/strong&gt;, inaceitável para o Espiritismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Kardec da FEB é místico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vejam só:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Se fora possível, a todos os que estremecem diante desses quadros horrorosos, praticar o &lt;strong&gt;jejum &lt;/strong&gt;de que falava Jesus aos seus apóstolos; se fora possível a cada um compreender o papel do verdadeiro sacerdote, de que se acha incumbido, quando procura repartir a &lt;strong&gt;hóstia sagrada, no altar de Jesus&lt;/strong&gt;, com seus irmãos na Terra."&lt;/em&gt; (p.250)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pseudo-Kardec da FEB enaltece a &lt;strong&gt;caridade sem discernimento&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A caridade que exclui a razão, a prudência e o bom-senso - a verdadeira caridade - é instintiva!"&lt;/em&gt; (p.29)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se contradiz mais adiante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Assim pois, o bem deve ser feito indistintamente, seja qual for o terreno em que houvermos de praticar. Mas, nem o próprio bem pode excluir a nossa razão, quando, tratando-se da justiça de Deus, pretendemos contrariá-la."&lt;/em&gt; (p.36)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais alguns detalhes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emmanuel: &lt;strong&gt;"O Consolador",&lt;/strong&gt; perg. 243, 277, 283 e 287, afirma, em defesa da evolução de Jesus em linha reta, isto é, sem reencarnar, exatamente como encontramos em &lt;strong&gt;Roustaing&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Todas as entidades espirituais encarnadas no orbe terrestre são Espíritos que resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado, &lt;strong&gt;com exceção de Jesus-Cristo&lt;/strong&gt;, fundamento de toda a verdade neste mundo, &lt;strong&gt;cuja evolução se verificou em linha reta&lt;/strong&gt; para Deus, e em cujas mãos angélicas repousa o governo espiritual do planeta, desde os seus primórdios."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O Eleito, porém, é aquele que &lt;strong&gt;se elevou para Deus em linha reta&lt;/strong&gt;, sem as quedas que nos são comuns, sendo justo afirmar que o orbe terrestre só viu um eleito, que é Jesus-Cristo."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Antes de tudo, precisamos compreender que Jesus não foi um filósofo e nem poderá ser classificado entre os valores propriamente humanos, tendo-se em conta os valores divinos de sua hierarquia espiritual, na direção das coletividades terrícolas."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A dor material é um fenômeno como o dos fogos de artifício, em facedos legítimos valores espirituais."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Homens do mundo, que morreram por uma idéia, muitas vezes não chegaram a experimentar a dor física, sentindo apenas a amargura da incompreensão do seu ideal."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Imaginai, pois, o Cristo, que &lt;strong&gt;se sacrificou pela Humanidade inteira&lt;/strong&gt;, e chegareis a contemplá-Lo na imensidão da sua dor espiritual, augusta e indelével para a nossa apreciação restrita e singela."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"De modo algum poderíamos fazer um estudo psicológico de Jesus,estabelecendo dados comparativos entre o Senhor e o homem."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Examinados esses fatores, a dor material teria significação especial para que a obra cristã ficasse consagrada? A dor espiritual, grande demais para ser compreendida, não constitui o ponto essencial da sua perfeita renúncia pelos homens?" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chico Xavier fala de Roustaing&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Aguardo, com justificado interesse, o teu trabalho sobre &lt;strong&gt;Kardec-Roustaing&lt;/strong&gt;. Deve ter sido um esforço exaustivo, mas muito lindo, o de procurar notícias das relações de ambos, nas publicações do "Espiritismo jovem". Creio que esse trabalho, do qual te ocupas agora, é de profunda significação para o nosso movimento. Esperarei o "Reformador", de outubro próximo, ansiosamente." (&lt;/em&gt;Carta de Chico Xavier ao então presidente da FEB, Wantuil de Freitas, a 15 de setembro de 1946, a propósito de um estudo de autoria de Wantuil, publicado na edição de outubro do mesmo ano em "O Reformador")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Sinto inveja da leitura que vens fazendo com o &lt;strong&gt;Ismael&lt;/strong&gt; da "Revue Spirite". Deve ser um encanto entrar em contato com essas coleções antigas. Creio que estás fazendo esse trabalho com a inspiração de nossos Maiores. Creio, não - tenho a certeza disso. Que possamos recolher muitos frutos dessa tarefa abençoada é o meu desejo muito sincero. Aguardo tuas notícias novas sobre a revisão do "Roustaing". Não te excedas nesse serviço. Das 7 às 23 horas é demais. Resguarda teus órgãos visuais. Lembra-te de que a tua família espiritual hoje é enorme. " (&lt;/em&gt;Idem, com data de 25 de setembro de 1946, ainda sobre o mesmo assunto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico comenta, ainda uma vez, em correspondência com data de 29 do mesmo mês, a nova edição da obra de Roustaing&lt;em&gt;:"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(...) Aguardo com muito interesse a nova edição do "Roustaing". Constituirá um grande serviço à Causa da Verdade e do Bem, nos moldes de que me tens dado notícias.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; Sobre o trecho de Roustaing em "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não te incomodes com a declaração havida de que o trecho alusivo a Roustaing, em "Brasil", foi colocado pela Federação. Quando descobrirem que a Casa de Ismael seria incapaz disso, dirão que fui eu. De qualquer modo, eles falarão. O adversário tem sempre um bom trabalho - o de estimular e melhorar tudo, quando estamos voltados para o bem.&lt;/em&gt; "(Carta de Chico para Wantuil, de 25 de março de 1947)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da FEB dá-lhe algumas informações sobre o caso, também por correspondência. Chico agradece, em nova missiva, esta última de 15 de abril do mesmo ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Agradeço as notícias que me deste, relativamente ao caso da acusação havida quanto ao livro "Brasil". Deus te proteja em teu ministério de supervisão espiritual."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses mais tarde, ambos retornam ao assunto, dessa vez falando sobre uma nova edição desta obra. Wantuil enviara a Chico um exemplar com pequenos ajustes de redação, mas estava especialmente preocupado com a polêmica surgida sobre o trecho referente a Roustaing, e avaliava a possibilidade de adiar-se um pouco a nova tiragem, ou mesmo de submeter o trecho à revisão do autor espiritual. Chico discorda, e apresenta sua ponderação, em correspondência de 24 de agosto de 1947:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Nosso gesto poderia traduzir, para muitos, temor ou excessiva consideração para com o bloco que nos acusa de interpolar os textos mediúnicos, porque não tendo havido uma providência desta, em qualquer edição dos livros recebidos em Pedro Leopoldo, desde a publicação do "Parnaso", há quinze anos, a mudança seria extremamente chocante."...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixa a decisão final para o então presidente da "Casa de Ismael", assinalando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"De uma coisa poderemos estar certos - é de que nunca estaremos livres da perseguição e da leviandade dos nossos adversários gratuitos. Mais vale recebê-los com paternal vigilância que dispensar-lhes excessiva consideração.(...)"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa ingenuidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a revisão geral do texto, de natureza linguística, Chico agradece a dedicação de Wantuil em nova carta, enviada apenas seis dias depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Restituí-te o livro ontem com todas as corrigendas que fizeste e podes crer que esses reajustamentos e todos os outros que puderes fazer, no "Brasil, Coração do Mundo"e em todos os outros livros, representam motivo de imenso prazer e de indefinível conforto para mim. Deus te recompense."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 1947, Wantuil publica em "O Reformador" um artigo sobre a questão do corpo fluídico de Jesus, um dos pontos mais importantes da obra "Os Quatro Evangelhos". Chico elogia o trabalho feito em missiva de 13 de novembro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Considero muito valiosa a página "Corpo Fluídico?", do Reformador de outubro próximo passado. É de autoria de quem? Trata-se de um trabalho condensado de grande expressão educativa."... &lt;/em&gt;e ainda reforça o elogio em outra, de 22 do mesmo mês&lt;em&gt;:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Minhas felicitações pela encantadora e substanciosa página "Corpo Fluídico?". Creio que deves continuar a produzir trabalhos semelhantes para a nossa edificação geral."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;1951, 15 de março. Os filhos de Wantuil seguem para a Europa. Vão a Bordéus (&lt;strong&gt;cidade de Roustaing&lt;/strong&gt;) e Paris, em missão de pesquisa. Chico alegra-se com a notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Estou muito contente com a partida dos teus rapazes para a Europa. Será um grande serviço à nossa Causa a visita a Bordéus e Paris. Observador quanto é, Zêus pode trazer muito material informativo edificante para nós no Brasil, mormente no que se refere à obra de Roustaing. Também lastimo que o tempo dos dois estimados viajantes seja tão curto lá."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;1952, 23 de outubro: "&lt;em&gt;Minhas felicitações pelo teu belo trabalho com a obra de Roustaing. Está realizando um serviço de grande importância para o nosso ideal."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em março de 53, Chico demonstra curiosidade sobre as vendas das obras de Kardec, Roustaing e dos grandes pioneiros de nossa doutrina - Léon Denis, Flammarion e Dellane - ressaltando seu valor doutrinário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"&lt;strong&gt;Tendo em alta conta e profunda estima a obra de Kardec e de Roustaing&lt;/strong&gt; e dos grandes pioneiros que foram Léon Denis, Flammarion e Delanne, ficaria muito contente e agradecido se me desses a conhecera estatística sobre a penetração dos livros que nos legaram, em nossa Pátria, caso tenhas essa estatística com facilidade. Considero essa penetração muito importante para o traalho de nossa Consoladora Doutrina, no Brasil."Wantui envia-lhe os dados requeridos. Chico agradece, a 27 de junho do mesmo ano:"Grato pelas notícias dos grandes pioneiros Roustaing, Denis, Flammarion e Dellane. Se a "Revue Spirite" algo publicar, esperarei tuas notícias."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mensagem de Ismael sobre a Concepção da "Virgem" e a Natureza do Corpo de Jesus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo uma mensagem de Ismael sobre o corpo de Jesus, recebida por Frederico Pereira da Silva Junior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meus filhos, bem pouco me cabe dizer sobre o vosso estudo de hoje. Soubestes guardar convosco a paz que os vossos guias vos trouxeram e, recebendo facilmente as suas inspirações, pudestes, com o vosso próprio espírito, tocar a verdade. É assim que firmastes opinião definitiva sobre a&lt;strong&gt; concepção da sempre Virgem e sobre o corpo aparentemente carnal de Nosso Senhor Jesus Cristo&lt;/strong&gt;. Se a opinião isolada do vosso bom Mestre Allan Kardec pôde, de alguma sorte, influir no entendimento de alguns, fazendo-lhes crer que o Redentor do mundo viera revestir-se da matéria grosseira dos corpos comuns, para dar o exemplo das maiores virtudes, encaminhando a humanidade inteira para a terra da promissão, hoje, que todos os Espíritos bem iluminados afirmam que o nascimento de Jesus foi todo aparente, que o seu corpo apenas se constituíra de fluidos concentrados no seio da sempre Virgem Maria, não há razão de ser para duas opiniões a tal respeito. Maria foi sempre mãe de Jesus, como todas as mães são mães dos homens. Se o que se gera no ventre da mulher não é o Espírito, mas sim a massa que vai vestir o mesmo Espírito, incontestavelmente Maria foi mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, bem o vêdes, realizaram-se todas as profecias; e, assim, veio ao mundo Aquele a quem devemos a Seara da abundância, os frutos da verdade. Insistamos: a opinião do homem, falível quase sempre, pôde como que inocular, no espírito de seus irmãos, a idéia de que Jesus, se não revestisse um corpo carnal, igual ao de todas as criaturas humanas, seus sofrimentos seriam nulos. Entretanto, como bem disseram entre vós, qual o maior sofrimento, o físico ou o sofrimento moral? Mas, mesmo com esse corpo de natureza celeste, com essa reunião de moléculas fluídicas, que ainda desconheceis, não seria possível o próprio sofrimento físico do Redentor? Quem sofre, é o Espírito ou a carne? Não é a lesão, o golpe sobre a matéria que, por intermédio do perispírito, faz chegar ao Espírito as sensações e a dor? Vêdes, portanto, que não pode prevalecer de modo algum a&lt;strong&gt; opinião isolada do vosso bom Mestre Allan Kardec&lt;/strong&gt;. Meus filhos, &lt;strong&gt;continuemos a estudar os Evangelhos do Senhor&lt;/strong&gt; em todos os seus mais pequeninos detalhes. Procurai conhecer o espírito de toda a letra, com humildade, porque a verdade há de fazer-se aos vossos olhos, como um testemunho do agrado do Senhor, que vos vê esquecidos das paixões do mundo, concentrados, estudando a vida do seu amado Filho. O único requisito que se vos pede é a humildade. &lt;strong&gt;Ismael&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-8843903396773130535?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/8843903396773130535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=8843903396773130535' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/8843903396773130535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/8843903396773130535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2008/10/de-que-lado-est-emmanuel.html' title='De Que Lado está Emmanuel?'/><author><name>Artur Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16121944091129794376</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_RWH6uO53frg/R2qlPjf6T0I/AAAAAAAAAAw/08ti2zoXC4I/S220/Artur_a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-6071279341720142746</id><published>2008-07-26T10:22:00.000-03:00</published><updated>2008-07-26T10:24:20.489-03:00</updated><title type='text'>Rede Social</title><content type='html'>Comunicamos a criação de uma rede social especifica para discussão sobre coerência doutrinária no endereço http://doutrinaespirita.ning.com onde todos poderão colaborar de maneira mais efetiva. Isso não significa o fim desse blog, que permanecerá sendo utilizado para a transcrição de artigos, analises e excertos de significância para a nossa proposta de resgate da coerência doutrinária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-6071279341720142746?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://doutrinaespirita.ning.com' title='Rede Social'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/6071279341720142746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=6071279341720142746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/6071279341720142746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/6071279341720142746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2008/07/rede-social.html' title='Rede Social'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-8401044223709010808</id><published>2008-05-01T19:06:00.003-03:00</published><updated>2008-05-01T19:12:58.124-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Codificação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tolerância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Conviver com o diferente</title><content type='html'>Não é raro surgir acusação de que os espíritas que anseiam por uma maior coerência com os princípios doutrinários na verdade seriam pessoas sem habilidades para “conviver com o diferente”, alias ultimamente vem se apresentando como regra tal argumento. Mas em que consiste esse “conviver com o diferente”? Oras, espera-se que o convivio seja com quem for, sempre prime pelo respeito, o qual devera ser em duas vias, ou seja, ambos respeitam para serem respeitados. Mas o que parece entender a maioria que evoca o argumento de que “não se sabe conviver com o diferente”? Demonstram que em sua acepção o conviver com o diferente envolve anular-se a tal ponto que deixem de existir as diferenças e reste apenas um amalgama que nunca representara na totalidade nem uma coisa, tampouco outra. Oras, se é necessário saber-se conviver com o diferente, importante é que se preserve as diferenças, respeitando-as, conhecendo os limites de um lado e de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim a pergunta: Por que não sabem eles conviver com o diferente, já que o diferente é também aquele que deseja a coerência doutrinaria em sua essência? Ou porque esse “diferente” não merece ser respeitado em seus princípios e valores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Mangueira Maluca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Na minha terra tem uma mangueira que ficou caduca. De repente começou a produzir caju, goiaba, mamão, tudo quanto é qualidade de fruta. Alguém perguntou: -- Mas abacaxi, aposto que ela não dava! -- Dava sim... mas só no tronco, assim bem perto da raiz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pensei comigo, coitada da mangueira, perdeu a identidade, será que ela se conhece? Lembrei-me de quem não sabe quem é, nem sabe do que gosta. Pensei nas pessoas, raças, comunidades inteiras massacradas e descaracterizadas por poderosos e pelas imposições de crenças diversas. Os gigantes insaciáveis não nos lembram as nossas crianças “super-poderosas” e exigentes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No alto de uma montanha havia um castelo. Nesse castelo morava um gigante. Ele e a mulher, gigante também, tinham muitos filhos. Esses filhos foram crescendo, crescendo e se tornando ainda maiores que os pais. Eles eram tão gulosos, comiam tanto, que o pai já não sabia o que fazer para alimentá-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Certo dia, chegou ao castelo um outro gigante. Ele viajara pelo mundo inteiro e contava maravilhas sobre os lugares que conhecera. Os meninos gigantes ouviam atentos todas aquelas histórias. Interessaram-se. ainda mais, quando o hóspede falou sobre um lugar maravilhoso, distante, além das sete montanhas e dos sete mares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tratava-se de uma planície com um imenso pomar. Todas as espécies de frutas que se pudesse imaginar eram ali encontradas e mais saborosas que as de outros lugares conhecidos. Entre uma árvore frutífera e outra, canteiros de flores, as mais coloridas e perfumadas, cobriam o chão. Realmente, nunca vira coisa igual! Os olhos dos filhos gigantes brilharam e logo estavam lambendo os lábios... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vamos logo para esse lugar, disseram em coro! Não importa que seja longe, temos as nossas botas de sete léguas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O pai sentiu-se até aliviado com a partida dos filhos, passaria um tempo sem ter de providenciar comida para eles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seguiram o caminho indicado pelo visitante e logo avistaram o tal pomar - maior do que imaginavam. As flores das alamedas soltavam um perfume agradável, confundindo-se com o perfume da fruta madura. As árvores estavam carregadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os gigantes, famintos depois da caminhada, avançaram nas frutas como um bando de urubus. Com os pés enormes pisavam nas flores, destruindo-as.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um furacão não teria feito estrago maior. As flores, arrancadas dos pés, espalhavam-se pelo chão. As frutas, nenhuma permanecera presa nos galhos, até as ainda verdes faziam companhia às flores amassadas. Também os galhos foram danificados, quebrados, folhas arrancadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois de alguns dias, saciados, voltaram à casa do pai. Chegando ao palácio, relataram como haviam se fartado. Foram indagados pelo hóspede gigante:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Vocês pretendem lá voltar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Claro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Espero que tenham deixado tudo em ordem, as flores em seus canteiros, as frutas amadurecendo nos pés e nenhum galho de árvore destruído...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os gigantes olharam uns para os outros e só então se deram conta do mal praticado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O hóspede continuou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Vocês sabem: as flores alimentam as abelhas que fazem a polinização, os galhos quebrados podem matar uma árvore, as frutas atraem os pássaros. Eles são importantes para o equilíbrio entre esses elementos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se destruíram o pomar, quando lá voltarem não encontrarão uma fruta sequer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pela expressão dos jovens gigantes, o hóspede soube logo da verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ainda há tempo, voltem lá e consertem a desordem que fizeram. Colem cada flor na sua haste, cada fruta, que estiver no chão, em seu galho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os gigantes calçaram novamente as botas de sete léguas e voltaram ao pomar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Colaram as flores nos caules, o mesmo fizeram com os frutos verdes e maduros espalhados pelo chão. Eram tantos os frutos, e eles, impacientes e desajeitados, logo se cansaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sentaram-se para repousar debaixo de uma mangueira, a maior e mais antiga árvore do pomar. O trabalho não terminara, balaios e balaios estavam cheios de frutas. Para abreviar a tarefa colaram todas elas nos galhos da mangueira. Na imensa árvore via-se, lado a lado, maçãs, pêssegos, abacates, cajus, melancias...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cumprida a obrigação, partiram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aconteceu o inusitado: os gigantes não conheciam as espécies das flores, colaram jasmins em roseiras, cravos em pés de girassol, violetas em caules de crisântemos. O mesmo aconteceu com as frutas: morangos foram colados em pés de laranja, abacaxis em parreiras de uva, jabuticabas em tronco de mamoeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A conseqüência foi o que se podia esperar. Os pés de cada flor e de cada fruta não foram capazes de produzir coisa alguma. Perderam a receita de como fazer a fruta anterior e não souberam fabricar as que lhes foram impostas. O pessegueiro pendurado de amoras, não sabia se era pessegueiro ou amoreira. Desorientados, pés de flores e de frutas definharam até a morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apenas a enorme mangueira sobreviveu. Continuou reproduzindo, febrilmente, obsessivamente, aquela variedade de frutas que haviam pendurado em seus galhos. Mas também ela já não possuía um nome. Não era mangueira, nem de macieira, nem de mamoeiro...perdera a identidade. Transformara-se numa aberração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E ela foi enlouquecendo, enlouquecendo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando os gigantes voltaram, viram com decepção que o pomar e os canteiros de flores não mais existiam. Só a mangueira lembrava o antigo lugar. Avançaram sobre seus variados frutos - não tinham sabor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A grande árvore permaneceu ali, sem serventia. Quem por ali passava espantava-se com aquela árvore maluca. Fugia amedrontado, aquilo só podia ser coisa do demônio, uma árvore enfeitiçada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um dia, uma fada condoeu-se da velha mangueira. Chamou todos os pássaros e mandou que espalhassem as sementes das frutas. Aquelas sementes, em terreno propício, brotaram e transformaram-se em arvoredos. Quando os primeiros frutos amadureceram, a fada provou um por um - o sabor de cada fruta havia sido resgatado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A mangueira, cumprida a missão de conservar os gens de cada espécie, primeiro perdeu as folhas, depois galhos e troncos escureceram. Deixou de ser uma coisa viva. Tornou-se um monumento, a lembrança de uma catástrofe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;hr /&gt;* Marilene Lemos é escritora e contadora de histórias. Faz parte do Grupo “Conto e Encontro” que atua em hospitais e grupos de convivência. Livro publicado: A Vida Transformada em Histórias, onde fatos da vida real e atual viram metáforas, usando elementos dos contos de fadas tradicionais.&lt;/span&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto de Marilene Lemos se encaixa perfeitamente nesse questionamento sobre a identidade do movimento espírita. Devemos ver os bons frutos sim, mas devemos saber distinguir as árvores pelo que produzem; preservando assim respeito às diferenças tão saudáveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-8401044223709010808?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/8401044223709010808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=8401044223709010808' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/8401044223709010808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/8401044223709010808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2008/05/conviver-com-o-diferente.html' title='Conviver com o diferente'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-8684181245609152770</id><published>2008-01-03T12:26:00.002-02:00</published><updated>2008-04-26T22:54:15.823-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Principios básicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Espirita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>O que é importante saber do espíritismo</title><content type='html'>Devemos saber o que é Filosofia, para podermos compreender melhor o aspecto filosófico do Espiritismo.&lt;br /&gt;Que é Filosofia? Eis a pergunta que se faz, naturalmente, quando se iniciam estudos dessa natureza.&lt;br /&gt;Tendo o Espiritismo, como se sabe, uma parte filosófica, é natural que procuremos ter,como base de conhecimentos gerais,pelo menos alguma noção do assunto.&lt;br /&gt;Filosofia – diz se – é a Ciência dos porquês, justamente porque trata do porquê das coisas,isto é,explica a origem,a causa das coisas.&lt;br /&gt;Isto, porém, é a Filosofia no sentido clássico.Modernamente,com o desenvolvimento das pesquisas científicas,a Filosofia é a atividade que consiste na coordenação dos fatos da Ciência,para que se encontre uma causa geral.É a Filosofia aplicada à Ciência.Filosofia é também concepção da vida e do Universo.No sentido amplo,porém,Filosofia quer dizer:explicação das causas,do porquê das coisas.Daí chamar-se “a Ciência das primeiras e últimas causas” segundo uma definição clássica.&lt;br /&gt;Resumo do assunto: a Ciência examina a coisa,como ela é,de que se compõe,etc.; a Filosofia diz porque a coisa existe,qual a sua causa.Como se vê, a Ciência trata do conhecido,a Filosofia trata do desconhecido.Estas noções,como todas as outras deste estudo,são muito primárias,e por isso não passam de simples embocadura do assunto.Temos,portanto,no Espiritismo,também uma parte filosófica,porque:&lt;br /&gt;a) – A parte científica trata do fenômeno,suas características,a lei que o rege, o mecanismo do fenômeno;&lt;br /&gt;b) – A parte filosófica explica a origem do fenômeno, isto é, porque existe o Espírito,sua natureza, e para que fim se dá o fenômeno.&lt;br /&gt;Temos aí, bem definidos, dois campos no Espiritismo: o científico e o filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILOSOFIA e CIÊNCIA – O Espiritismo tem uma parte científica e outra filosófica,como já vimos. Há distinção entre Ciência e Filosofia.&lt;br /&gt;A Ciência trata do concreto,a Filosofia trata do abstrato.A palavra Filosofia quer dizer “amor à sabedoria”.Diz a tradição que foi Pitágoras, sábio da antigüidade, quem propôs o uso da palavra “filósofo” para substituir o qualificativo de “sábio”,usado entre os antigos.Realmente filósofo (amigo do saber ou da Ciência) é o que procura a verdade, a razão de ser das coisas,a causa primária do universo e da vida,de acordo com a formação da palavra (Philos -amigo e Sophia - sabedoria, Ciência),ao passo que o qualificativo de sábio parece arrogante,porque dá idéia se saber tudo,não ignorar coisa alguma.Naturalmente,Pitágoras achou a designação de filósofo mais modesta do que a de sábio.O papel da Ciência, que não é moral nem imoral, não é religioso nem ateu, é examinar,experimentar,comparar,estudar os fenômenos e as suas leis para dizer,no fim de tudo,se uma coisa é ou não é;o papel da Filosofia é dizer porque a coisa existe e para que existe.Exemplo: a Ciência estuda o fenômeno,procura a lei do fenômeno,diz qual o agente do  fenômeno(Espírito,por exemplo)que conclui a sua tarefa,afirmando ou negando;a Filosofia trata da causa que produz a lei,vai buscar a origem do Espírito que deu causa ao fenômeno.Temos,pois,no conhecimento humano,três departamentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) A Ciência, que se preocupa com os fatos para verificar se é verdadeiro ou falso aquilo que se afirma.&lt;br /&gt;b) A Filosofia, que se preocupa com a origem de tudo o que existe, a causa inteligente que produz o Espírito,etc.&lt;br /&gt;c) A Moral, que se preocupa com a aplicação, o fim útil que devem ter as coisas.&lt;br /&gt;Estes departamentos correspondem à seguinte escala: Ver (Ciência); Raciocinar (filosofia); praticar (moral).&lt;br /&gt;Em suma, para terminar esta parte: A Ciência diz É ou não É; a Filosofia diz PORQUE; a moral diz COMO devemos proceder em face do que aprendemos, qual o uso que devemos fazer do conhecimento.&lt;br /&gt;É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.&lt;br /&gt;Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.O Espiritismo deixa de parte as teorias nebulosas, desprende-se dos dogmas e das superstições e vai apoiar-se nas base inabalável da observação científica”.&lt;br /&gt;Em que consiste a parte filosófica do Espiritismo? Na explicação das causas, do porque dos fenômenos e suas conseqüências morais. Quando se tem a idéia geral do que é Filosofia, pode-se interpretar a parte filosófica do Espiritismo.&lt;br /&gt;Assim, pois, a parte filosófica do Espiritismo abrange a questão da causa, da origem do espírito, como a origem do Universo e, finalmente, as conseqüências morais de tais indagações.Toda doutrina tem os seus princípios gerais. Quando se inicia o estudo de uma doutrina, logo se pergunta: quais são os princípios gerais, ou princípios básicos desta doutrina? Então, para estudar o Espiritismo, convém saber, de antemão, quais são os seus princípios fundamentais.Os princípios básicos ou fundamentais que caracterizam as doutrinas.&lt;br /&gt;O Espiritismo tem os seguintes princípios básicos:&lt;br /&gt;imortalidade da alma;&lt;br /&gt;reencarnação;&lt;br /&gt;existência de Deus.&lt;br /&gt;Pelo enunciado destes princípios, qualquer pessoa que não conheça o&lt;br /&gt;Espiritismo, já sabe que está lidando ou vai lidar com uma doutrina imortalista,&lt;br /&gt;reencarnacionista e deísta. Tem-se aí a idéia geral da Doutrina.&lt;br /&gt;O método científico (indutivo) de Galileu e Newton, é aquele que se acumulam dados experimentais (Bacon), formulam-se hipóteses de trabalho, seguidas de rigorosa experimentação (cartesianismo), para que as teorias se ajustem aos fatos e não vice-versa.&lt;br /&gt;Há uma crença automática, natural, herança arquétipa das gerações passadas, que induz à aceitação dos fatos, das idéias e experiências, sem análise racional. E existe aqueloutra, que é resultado da elaboração da lógica, das evidências dos acontecimentos com as quais a razão anui. Crê-se, portanto, por instinto e por conhecimento experimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As velhas crenças, ainda influenciadas pelo espiritualismo da Idade Média, afirmavam a imortalidade da alma após a morte; mas de que servia a afirmação, se não havia provas?  O Espiritismo, com o seu conteúdo objetivo de fatos atinentes à sobrevivência da alma, reergueu a filosofia espiritualista, revigorou a crença em Deus. As religiões devem, portanto, grande serviço ao Espiritismo, justamente porque o Espiritismo lhes fornece elementos que provam a imortalidade da alma, que é a base de toda a concepção da vida futura ou vida espiritual.Ora,pelo fato de o Espiritismo constituir-se de em Doutrina progressista,não quer dizer anexar a ela tudo aquilo que nos convenha,pois que nos foi legada integral em sua estrutura liberta de atavios e idiossincrasias desta ou daquela cultura.Eis o caráter universalista da Doutrina dos Espíritos:não privilegia nenhum povo ou cultura,nem se encontra vinculada ao Ocidente ou ao Oriente,pois ensina que a Humanidade é constituída de Espíritos imortais e não de "orientais" ou "ocidentais",pois que as VERDADES ESPIRITUAIS SÃO ÚNICAS,ESTANDO AS LEIS DE DEUS VIGORANDO EM TODOS OS CANTOS DO PLANETA E EM TODO O UNIVERSO.Atentar para o fascínio que exercem as várias colocações espiritualistas através de seus ritos,das suas expressões atávicas,dos seus modismos,produzem muito impacto nas mentes sonhadoras e pelo desconhecimento das bases da Doutrina Espírita,que não tem culto,não tem ritual e e nem está vinculada aos atavismos clericais do passado,sem inserir novos cultos e novos ritos como parte integrante do Espiritismo.Essa tendência sincrética é própria dos encarnados e Espíritos pouco evoluídos,que gostam de impor suas idiossincrasias culturais e propostas religiosas para o corpo doutrinário do Espiritismo.Há muita confusão ideológica.O Espiritismo é uma Doutrina universalista,mas é indispensável não levar a noção de universalismo ao arbítrio de acomodações inconvenientes,senão prejudiciais à clareza do espírito analítico.O Espiritismo é universalista,porque os fatos do Espírito são universais,os seus problemas tem o sentido da universalidade,mas também é oportuno acentuar que o ESPIRITISMO NÃO É UMA FORMA DE SINCRETISMO DOUTRINÁRIO OU RELIGIOSO, SEM UNIDADE OU CONSISTÊNCIA. Não, absolutamente. JÁ SE FALSEOU MUITO A IDÉIA DE UNIVERSALISMO. SER UNIVERSALISTA É TER VISÃO GLOBAL DO CONHECIMENTO,É ESTIMAR A UNIVERSALIDADE DOS VALORES ESPIRITUAIS ACIMA E ALÉM DE TODAS AS CONFIGURAÇÕES GEOGRÁFICAS OU HISTÓRICAS.UNIVERSALISMO É CONVICÇÃO, É UMA POSIÇÃO CONSCIENTE EM FACE DA CULTURA HUMANA E ESPIRITUAL;NÃO É PORTANTO, A JUNÇÃO PURA E SIMPLES DE CRENÇAS ,DOUTRINAS E PRÁTICAS DIVERSAS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-8684181245609152770?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/8684181245609152770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=8684181245609152770' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/8684181245609152770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/8684181245609152770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2008/01/o-que-importante-saber-do-espiritismo.html' title='O que é importante saber do espíritismo'/><author><name>Sergio Ma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06453271135214772422</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_F6fUCIlfaC4/SfXa_YO2liI/AAAAAAAAAQM/RQolMAQInrA/S220/sergio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-1910910985009395540</id><published>2007-12-26T23:58:00.002-02:00</published><updated>2008-04-26T22:10:44.927-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Organismos Espiritas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritismo no mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Controle Universal do Ensino Espirita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Espiritismo'/><title type='text'>Organismos espiritas no tempo de Kardec</title><content type='html'>Abaixo uma relação de organismos espiritas que foram identificados na Revista Espírita. A origem dessa compilação encontra-se no endereço http://www.consejoespirita.com/larevistaespirita/mil.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta como autoria de Washington, de São Paulo, tendo sido produzida em Outubro de 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista dos 37 Países onde o Espiritismo se fez presente no tempo de Allan Kardec&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EUROPA&lt;/strong&gt; (18 países e 222 localidades): I - ALEMANHA, II – ÁUSTRIA, III – BÉLGICA, IV – DINAMARCA, V – ESCÓCIA, VI – ESPANHA, VII - FRANÇA (163 LOCALIDADES), VIII – GRÉCIA, IX – HOLANDA, X – INGLATERRA, XI – ITÁLIA, XII – POLÔNIA, XIII – PORTUGAL, XIV - PRÚSSIA, XV – RÚSSIA, XVI – SUÉCIA, XVII – SUÍÇA, XVIII – UCRÂNIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMÉRICA&lt;/strong&gt; (8 países e 23 localidades): XIX – BRASIl, XX – CANADÁ, XXI – COLÔMBIA, XXII – CUBA, XXIII - ESTADOS UNIDOS, XXIV - GUIANA FRANCESA, XXV – MÉXICO, XXVI – PERU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ÁFRICA&lt;/strong&gt; (5 países e 14 localidades): XXVII - PEQUENA CIDADE AFRICANA, XXVIII – ARGÉLIA, XXIX – EGITO, XXX - GUINÉ BISSAU, XXXI - ILHAS MAURÍCIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ÁSIA&lt;/strong&gt; (6 países e 9 localidades): XXXII – EXTREMO DA ÁSIA, XXXIII – CHINA, XXXIV – COCHINCHINA (INDOCHINA), XXXV - SÍRIA, XXXVI –TURQUIA, XXXVII - ISRAEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista das 268 Localidades onde o Espiritismo se fez presente no tempo de Allan Kardec*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;EUROPA (18 países e 222 localidades)&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;I - ALEMANHA - RE, Nov/1858; RE, Mar/1861; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 1) BEBLEWHEIM (ALEMANHA) – RE, Abr/1867; 2) BERGZABERN (ALEMANHA) – RE, Mai/1858; 3) KARLSRUHE (ALEMANHA) – RE, Jun/1861, Dez/1861; 4) LEIPZIG (ALEMANHA) – RE, Fev1868; 5) SAXÔNIA (LEIPZIG, ALEMANHA) – RE, Jun/1859; 6) WIESBADEN (ALEMANHA) – RE, Jul/1862; 7) PROVÍNCIAS DANUBIANAS (ALEMANHA) - RE, Fev/1869&lt;br /&gt;II - ÁUSTRIA (IX) – RE, Jul/1864; 8) VIENA – RE, Jul/1860; RE, Abr/1862, Jun/1862, Set/1862; RE, Jun/1863; RE, Jan/1865;&lt;br /&gt;III – BÉLGICA; 9) ANTUÉRPIA (ou ANVERS) – RE, Abr/1864, RE, Ago/1864, Out/1864 (3x), Nov/1864, Dez/1864; RE, Jan/1865; RE, Set/1867, Dez/1867; RE, Nov/1868; RE, Ago/1858; RE, Out/1864, Nov/1864, Dez/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 10) BRUXELAS – RE, Jul/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860, Abr/1860, Jun/1860; RE, Jun/1860; RE, Mai/1861, Dez/1861; RE, Jan/1864, Fev/1864, Abr/1864, Out/1864, Nov/1864 (2x*); RE, Abr/1865 (2x); RE, Ago/1866; 11) SAINT JOSSE TENNOODE – RE, Out/1864;&lt;br /&gt;IV - 12) DINAMARCA - RE, Mar/1864; RE, Jan/1869;&lt;br /&gt;V - 13) ESCÓCIA - RE, Mai/1858, Ago/1858;&lt;br /&gt;VI - ESPANHA – RE, Mar/1866, Nov/1866; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 14) ANDUJAR – RE, Mar/1869 ; 15) BARCELONA – RE, Fev/1863, Mar/1863; RE, Set/1864 (3x); RE, Maio/1865 (2x), Jun/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867; 16) CADIZ - RE, Set/1864; RE, Abr/1868; 17) CAEN (CALVADOS) – RE, Set/1866; RE, Mai/1868; 18) CIUDAD-REAL – RE, Mar/1869; 19) LEON – RE, Mar/1869; 20) MADRID – RE, Ago/1858; RE, Set/1864; RE, Fev/1867, Mar/1864 (2x); RE, Abr/1864; RE, Dez/1868 (Calle Del Arco); 21) MÚRCIA – RE, Set/1864; 22) SALAMANCA - RE, Mar/1869; 23) SEVILHA – RE, Set/1864; RE, Mar/1869, Abr/1869;&lt;br /&gt;VII - FRANÇA (163 LOCALIDADES) – RE, pág. 6; 24) ABBÉVILLE (SOMME)- RE, Fev/1860; 25) AISNE (DEPTO.) – RE, Out/1866; 26) AIX (BOUCHES-DU-RHÔNE) – RE, Jul/1865; 27) ALBI (TARN) – RE, Fev/1863, Mar/1863; RE, Mar/1865; 28) ALDEIA DA BRETANHA (MORBIHAN) – RE, Jul/1867; 29) ALDEIA DE E. – RE, Dez/1865; 30) ALDEIA DE HAUTE- SAÔNE (DEPTO) – Mar/1863; 31) ALDEIA DE MONIM (BASSES PYRÈNNÉES) – RE, Dez/1867; 32) ALDEIA PERTO DE CAZÈRES (HAUTE-GIRONDE) – RE, Fev/1866; 33) ALLOBROGOS (VELHA CIDADE) – RE, Mar/1864; 34) ALSÁCIA (MOSA) – RE, Mai/1858; 35) AMBROISE (INDRE-ET-LOIRE) – RE, Abr/1863; 36) ANGERS (MAINE-ET-LOIRE) – RE, Mai/1865; 37) ANGOULÊME (CHARENT) – RE, Fev/1863, Mar/1863; 38) ANNECY (ALTA-SABÓIA) – RE, Abr/1862; 39) ANTIBES (ALPES MARÍTIMOS) – RE, Mar/1865; 40) AUBE (DEPTO) – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; RE, Dez/1865; 41) AURILLAC (CANTAL) – RE, Jul/1867; 42) AUTHEUSEL (EURE-ET-LOIRE) - RE, Fev/1863; 43) AVIGNON-(BONNET FILS) (DEPTO. VAUCLUSE) – RE, Mar/1865; 44) BAYONNE (BASSES-PYRENÉES) – RE, Jan/1858; RE, Abr/1863; 45) BELFORT (ALTO RHENO) – RE, Fev/1860; 46) BÉZIERS (DETO. HÉRAULT) – RE, Fev/1860; 47) BLAYE (DEPTO. GIRONDE) – RE, Fev/1863; RE, Jul/1867; 48) BOIS-DE DOEUIL (CHARENTE-INFERIEUR) – RE, Mai/1864; 49) BONE (HAUTE-SAVOIE) – RE, Fev/1863; 50) BORDEAUX (GIRONDE) – RE, Jan/1858, Mar/1858, Jul/1858; RE, Fev/1860, Nov/1860; RE, Mai/1861, Jun/1861 (2x); RE, Fev/1862 (2x), Mar/1862, Abr/1862 (4x), Jun/1862, Set/1862; RE, Mar/1863 (2x), Mai/1863, Jun/1863 (2x), Jul/1863, Ago/1863, Out/1863, Dez/1863; RE, Mar/1864, Mai/1864, Jul/1864, Ago/1864 (2x), Set/1864, Dez/1864; RE, Set/1865; RE, Jan/1867, Jun/1867 (2x), Jul/1867, Ago/1867; RE, Fev/1868, Set/1868; 51) BOUCHES-DU-RHÔNE (Depto Fr.) - RE Abr/1864; 52) BOULOUGNE-SUR-MER (PAS-DE-CALAIS) - RE, Nov/1858; RE, Fev/1863; RE, Fev/1866; RE, Mar/1868; 53) BRESSUIRE (DEUX-SÉVRES) – RE, Mar/1864; 54) BROTTEAUX (RHÔNE) – RE, Out/1861; 55) BROU (EURE-LOIRE) – RE, Jul/1867; 56) BRUNSWICK – RE, Set/1864; 57) BURGO DE BASSE-INDRE (LOIRE-INFÈRIEUR) – RE, Abr/1867; 58) CAHORS (LOT) – RE, Abr/1863; 59) CHÂLONS (CAMPO DE) (MAINE) – RE, Jul/1860; RE, Out/1866; 60) CANTAL (DEPTO. AUVERGNE) – RE, Ago/1867; 61) CARCASSONE (AUDE) – RE, Ago/1863, Nov/1863; RE, Jan/1866; RE, Jul/1867, Nov/1867; 62) CARMAUX (TARN) – RE, Mar/1863; 63) CAZÉRES (HAUTE-GIRONDE) – RE, Fev/1866; 64) CEMPUIS (OISE) – RE, Out/1863; RE, Jun/1864; 65) CERTEILLERIE – RE, Jul/1867; 66) CHÂTILLON (CÔTE D’OR) – RE, Set/1864, Nov/1864; 67) CHAUNY (DEP. VIZINHO DE PARIS, CIDADEZINHA ONDE O ESPIRITISMO PENETROU HAVIA SEIS MESES) – RE, Fev/1862; RE, Mar/1863, Abr/1863; 68) CIDADEZINHA PROVINCIANA DA FRANÇA – RE, Jun/1861; 69) CHERBOURG (DEP. MANCHE) – RE, Out/1861; RE, Mar/1862; 70) CIDADE DEPTº HAUTES-ALPES – RE, Abr/1869; 71) CIDADE DO MIDI – RE, Mai/1863; 72) CIDADE DO SUL DA FRANÇA – RE, Jan/1858; 73) COGNAC (CHATENTE) – RE, Fev/1863; 74) COMUNA DE SAINTE-MARTHE – RE, Jun/1867; 75) CONDOM (GERS) – RE, Fev/1863; 76) CORRÉZE (DEPTO.) – RE, Abr/1866; 77) D-DONAI – RE, Jun/1866; 78) DEPTOS. DE FRANÇA – RE, Ago/1858; 79) DIEPPE (BURGO DE APANDES-TENDES/SIENE MARITIME) – RE, Abr/1860; 80) DOEUIL (CHARENT-INFERIEUR) - RE, Mai/1864; 81) DÔLE (DEPTO. JURA) – RE, Abr/1863; 82) D’ORTHEZ (LANDES) – RE, Fev/1863; 83) DOUAY (NORD) – RE, Out/1864; RE, Ago/1865 (2x); RE, Mai/1867; 84) FIVES (DEPTO-DU-NORD) – RE, Ago/1865; 85) FLAVIGNY – RE, Fev/1867; 86) FONS (LOT) – RE, Fev/1860 (2x); 87) FRANCFORT – RE, Abr/1862; 88) GAILLON (EURE LOUVERS) – RE, Fev/1863; 89) GENOUILLY (DEP. SAÔNE-ET-LOIRE) – RE, Dez/1865; 90) GRAMAT (LOT) – RE, Fev/1859; 91) GRANDVILLERS (VOGES) – RE, Jun/1864; 92) GRAY (HAUTE SAÔNE) – RE, Ago/1865; 93) HAVRE (SEINE-MARITIME) – RE, Fev/1860; RE, Mar/1862; RE, Mar/1864; RE, Fev/1868; 94) HENNEBON (MORBIHAN) – RE, Fev/1860, Mar/1860, Abr/1860; 95) ILE DE RÉ (ARS-EN-RE) – RE, Fev/1863; 96) ILHA DE OLÉRON (CHARENTE MARITIME) – RE, Jan/1864; 97) ILHAS MAURÍCIA – RE, Jul/1864; RE, Jan/1867, Jul/1867; RE, Mar/1869; 98) ILLIERS (DEPT.EVRE-ET-LOIRE) – RE, Jul/1867 (2x); 99) INDRE (DEPTO.) – RE, Jan/1861; 100) JOINVILLE – RE, Fev/1863, Ago/1863; RE, Ago/1865; 101) JOINVELLE-SUR-MARNE (HAUTE-MARNE) – RE, Set/1868; 102) JURA (DEPTO.) – RE, Mai/1860; 103) LAMBALLE (CÔTES-DU-NORD) – RE, Mar/1869; 104) LIBOURNE (GIROND) – RE, Jul/1867; 105) LILLE (NORD) – RE, Jan/1863; 106) LIMOGES (HAUTE-VIENNE) – RE, Ago/1860; RE, Dez/1864; RE, Abr/1867; 107) LORETTE (LOIRE) – RE, Dez/1866; 108) LYON (LIÃO) (RHONE) – RE, Fev/1858, Mai/1858; RE, Mai/1860, Out/1860 (3x), Nov/1860, Dez/1860; RE, Jun/1861, Out/1861; RE, Fev/1862 (3x), Fev/1862, Abr/1862, Nov/1862; RE, Jan/1863, Fev/1863, Mar/1863 (2x), Abr/1863 (2x), Mai/1863, Jun/1863, Jul/1863, Ago/1863, Nov/1863, Dez/1863; RE, Jan/1864 (2x), Mai/1864, Jul/1864, Ago/1864, Nov/1864; RE, Jan/1865, Mai/1864 (2x), Ago/1864, Set/1864, Nov/1864; RE, Jul/1866; RE, Mar/1867, Abr/1867 (2x), Mai/1867, Ago/1867; RE, Mar/1868, Abr/1868, Mai/1868; 109) LUTTER (ARREDORES DE) (HAUTE RHIM) – RE, Set/1864; 110) MÂCÓN (SAÔNE-ET-LOIRE) – RE, Nov/1860; 111) MAINE-ET-LOIRE (DEPTO.) – RE, Mar/1864; RE, Jul/1867; RE, Mar/1868; 112) MARSAIS (VENDEE) – RE, Mai/1864; 113) MARENNES (CHARENT MARITIME) – RE, Fev/1863; RE, Jan/1864; RE, Abr/1866; RE, Jan/1868; 114) MARMANDE (LOT E GARONE) – RE, Dez/1861; RE, Out/1862; RE, Fev/1864 (2x), Mar/1864 (2x); RE, Jan/1865, Nov/1865; RE, Fev/1866; RE, Jun/1867, Jul/1867; 115) MARSELHA – RE, Mai/1860, Jun/1860, Ago/1860; RE, Jan/1861, Nov/1861; RE, Fev/1863, Abr/1863; RE, Mar/1864, Abr/1864, Set/1864, Out/1864; RE, Jan/1865, Abr/1865 (2x); RE, Fev/1867, Mar/1867, Abr/1867, Ago/1867, Nov/1867; 116) MAUBOURQUET (HAUTE-PYRENÉES) – RE, Fev/1863; 117) MESCHER-SUR-GIROND (CHARENTE MARITIME) – RE, Mar/1863; 118) METZ (MOSELLE) – RE, Jul/1860; RE, Set/1861, Nov/1861 (2x); RE, Fev/1862; RE, Mar/1863, Mai/1863, Out/1863, Dez/1863; RE Out/1861, Nov/1861; 119) MELUN (SEINE-ET-MARNE) – RE, Set/1864; 120) MIGRÉ (CHARENTE MARITIME) – RE, Mai/1864; 121) MOLITG-LES-BAINS (PYRENÉES ATLANTIQUES) – RE, Ago/1863; 122) MONTANBAN (TARN-ET-GARONE) – RE, Abr/1865 (2x); 123) MONTERAT (TARN) – RE, Mar/1863; 124) MONTREUIL (PAS-DE-CALAIS) – RE, Nov/1863; 125) MONTREUIL-SUR-MER (PAS DE CALAIS) – RE, Fev/1863, Mar/1863, Out/1863; RE, Ago/1865; RE, Mai/1866; 126) MORZINE (HAUTE SAVOIE) – RE, Jan/1863, Fev/1863, Mai/1863; RE, Ago/1864; 127) MOULINS (ALLIERS) – RE, Set/1863; 128) MULHOUSE (HAUT-RHIN) – RE, Mar/1861, Set/1861; RE, Nov/1868; 129) NEUILLY – RE, Ago/1862; 130) NEUVIC (CORRÈZE) – RE, Fev/1863; 131) NIORT (DEUX-SÉVRES) – RE, Set/1861; RE, Fev/1863, Abr/1863; RE, Mai/1865; RE, Jul/1867; 132) NOIALLES (OISNE) – RE, Jun/1864; 133) NORD (DEPTO.) – RE, Jan/1866; 134) NORMANDIE (SEINE-MARITIME) – RE, Jul/1867; 135) OLORON (BASSES-PYRÈNNÉES) – RE, Dez/1867; 136) ORLÉANS (LOIRET) – RE, Mai/1861; RE, Fev/1863, Set/1863; RE, Jul/1867; 137) PARIS (SEINE) – RE, Fev/1858 (2x), Mar/1858 (2x), Mai/1858 (3x), Jun/1858 (4x), Jul/1858, Ago/1858, Nov/1858 (2x); RE, Fev/1859, Jun/1859; RE, Fev/1860 (4x), Jun/1859 (2x), Jul/1859, Set/1859, Out/1859, Nov/1859; RE, Fev/1862, Mar/1862, Abr/1862, Mai/1862, Jul/1862; RE, Jan/1863 (2x), Fev/1863, Mar/1863 (4x), Abr/1863, Mai/1863, Jun/1863, Jul/1863 (3x), Ago/1863 (3x), Set/1863, Out/1863 (3x), Nov/1863, Dez/1863 (3x); RE, Jan/1864, Fev/1864 (2x), Mar/1864, Abr/1864, Jun/1864, Set/1864, Out/1864 (2x), Nov/1864 (2x), Dez/1864 (3x); RE, Fev/1865 (6x), Mar/1865, Abr/1865, Mai/1865 (7x), Jun/1865, Jul/1865 (4x), Ago/1865 (2x), Set/1865, Nov/1865 (4x), Dez/1865 (4x); RE, Jul/1866 (2x); RE, Jan/1867 (5x), Fev/1867 (3x), Mar/1867 (7x), Abr/1867, Mai/1867, Jun/1867 (3x), Jul/1867, Ago/1867, Set/1867, Out/1867 (4x), Nov/1867, Dez/1867 (3x); RE, Jan/1868, Fev/1868 (2x), Mar/1868, Abr/1868 (2x), Mai/1868 (2x), Jun/1868, Ago/1868, Set/1868, Out/1868, Nov/1868 (5x); RE, Jan/1869 (4x), Fev/1869 (5x), Mar/1869, Abr/1869 (5x); 138) PASSY (HAUTE-SAVOIE) – RE, Mar/1862; RE, Nov/1864, Dez/1864; RE, Dez/1866; 139) PAU (PYRENÉES ATLATIQUES) – RE, Mar/1863; 140) PECHBUSQUE (HAUTE GARONNE), RE Jan/1860; 141) PERPIGNAN (PYRENÉES-ORIENTALES) – RE, Nov/1865; 142) PLESSIS-BOUDET (PERTO LOUDÉX - CÔTES-DU-NORD) – RE, Abr/1860, Jun/1860; 143) POITIERS (VIENNE) – RE, Fev/1863 (2x); RE, Fev/1864, Mar/1864; 144) PONT-LE VÊGUE (CALVADO) – RE, Abr/1865; 145) PRIAIRE – RE, Mai/1864; 146) PROVINS (SEINE-ET-MARNE) – RE, Fev/1863; 147) RAMBOUILLET (YVELINÉS) – RE, Dez/1858; 148) ROCHEFORT (CHARENT-MAIRTIME) – RE, Dez/1862; 149) ROCHEFORT-SUR-MER (CHARENT MARITIME) – RE, Dez/1866; 150) ROUEN (SEINE MARITIME) – RE, Fev/1860, Jun/1860; RE, Jan/1863; 151) SAINT-GEMME (DEUX-SÉVRES) – RE, Ago/1862; 152) SAINT LAURENT-SUR-SEVES (ALDEIA DE VOGES) – RE, Mar/1864; 153) SAINTE-ÉTIENNE (LOIRE) – RE, Mai/1859 (2x); RE, Mai/1860, Nov/1860; 154) SAINT-GEMME (TARN) – RE, Ago/1862,; RE, Mar/1863; 155) SAINT-GERMAIN (YVELINÉS) – RE, Jul/1867; 156) SAINT-JEAN-D’ANGELY (CHARENTE MARITIME) – RE, Ago/1862; RE, Mar/1863; RE, Ago/1864; RE, Abr/1865 (2x), Jul/1865; 157) SAINT-MALO (ILLE E VILAINE) – RE, Fev/1863; 158) SAINT SAUFLIEU (SOMME-PICADIE) – RE, Fev/1868; 159) SAINT-SYMPHORIEN-SUR-COISE (DEP. LOIRE) – RE, Out/1867; 160) SENS (YONNE) – RE, Nov/1860 (2x), Dez/1860; RE, Mar/1861 (2x), Out/1862, Nov/1862; RE, Fev/1862, Abr/1862; RE, Fev/1863, Jun/1863; RE, Fev/1864; RE, Ago/1868, Set/1868; 161) SONNAC (CHARENTE INFERIEUR) – RE, Ago/1864 (2x); RE, Mar/1865; 162) SOULTZ (ALTO RENO) – RE, Jul/1861; 163) STRASBURG (BAS-RHIN) – RE, Mar/1864; 164) TARBES (HAUTES PYRENÉES) – RE, Fev/1863; 165) TARN (DEPTO.) – RE, Mar/1863; 166) TEIL D’ARDÈCHE (ARDÉCHE) – RE, Fev/1860, Abr/1860; 167) TERRE-NOIRE (LOIRE) – RE, Nov/1860; 168) THIONVILLE (MOSELLE) – RE, Se/1863, Out/1863; 169) THONON (ALTA SABÓIA) – RE, Ago/1864; 170) TOULON (DEPTO. VAR) – RE, Fev/1867; 171) TOULOUSE (HAUTE GARONE) – RE, Jan/1860; RE, Nov/1861; RE, Jun/1863, Nov/1863; RE, Jan/1865; RE, Abr/1866; RE, Jul/1867; RE, Set/1868; RE, Jan/1869; 172) TOURS (INDRE-ET-LOIRE) - RE, Fev/1863 (2x), Mar/1863, Abr?1863 (4x); RE, Jun/1865; RE, Jul/1867; 173) TROYES (AUBE) – RE, Fev/1860, Mai/1860, Dez/1860 (2x); RE, Dez/1865; 174) TULLE (CORRÈZE) – RE, Abr/1866; 175) TUSSEL (CORRÉZE) – RE, Jan/1864; 176) VERSAILLES (YVELINÉS) – RE, Abr/1863; 177) VIENNE (DEPTO.) – RE, Jan/1861; RE, Mai/1865; 178) VILLATE (COMUNA, PERTO DE NOZOI), - RE, Ago/1864; 179) VILLE-AU-MOINE – RE, Mai/1864; 180) VILLENAVE-DE-RIONS (DEPTO GIRONDE) – RE, Dez/1863; 181) VILLENENUVE (ALPES HAUTE PROVENCE) – RE, Jul/1867; 182) VILLENENUVE-SUR-LOT (LOT-ET-GARONE) – RE, Nov/1867; 183) VILLENEUVE-LA-CONTESSE (CHARENT INFERIEUR) – RE, Mai/1864; 184) VICQ-SUR-NAHON (INDRE) – RE, Abr/1867; 185) VIVIERS (ARDÈCHE) – RE, Jun/1864.&lt;br /&gt;VIII - 186) GRÉCIA - RE, Jan/1869;&lt;br /&gt;IX - HOLANDA - RE, Mar/1858, Ago/1858, Out/1858; 187) HAIA - RE, Mai/1858; RE, 1862; 188) ZELÂNDIA (PROV. HOLANDA) – RE, Dez/1867; 189) ZIÈRICSÉE (PROV. HOLANDA) – RE, Dez/1867;&lt;br /&gt;X - INGLATERRA – RE, Ago/1858; RE, Ago/1859; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 190) LIVERPOOL (INGLAT)- RE, Jun/1860; 191) LONDRES (INGLAT) – RE, Jan/1860 (2x), Jul/1860 (2x); RE, Nov/1865; RE, Fev/1867; RE, Mar/1869;&lt;br /&gt;XI - ITÁLIA – RE, Mar/1861; RE, Jun/1862; RE, Mar/1864, Jul/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 192) BOLONHA – RE, Fev/1865; RE, Mar/1868; 193) CATÂNIA – RE, Jan/1867; 194) FLORENÇA – RE, Mar/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860; RE, Abr/1869; 195) GÊNOVA – RE, Ago/1858; RE, Jul/1860; 196) MILÃO – RE, Ago/1858; RE, Set/1860; 197) NÁPOLES – RE, Ago/1858; 198) PALERMO – RE, Jul/1863; 199) PARMA – RE, Dez/1862; RE, Ago/1863; 200) ROMA – RE, Fev/1858; RE, Arb/1861; RE, Fev/1864, Jun/1864; 201) SCÓRDIA (Sicília) – RE, Jun/1866; 202) SICÍLIA - RE, Jul/1863; RE, Jan/1867; 203) TURIM – RE, Ago/1858; RE, Jan/1864, Mar/1864, Ago/1864; RE, Fev/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867;&lt;br /&gt;XII - POLÔNIA - RE, Jan/1864; RE, Fev/1869; 204) CRACÓVIA – RE, Fev/1861, Dez/1861; RE, Mai/1865 (2x); 205) VARSÓVIA – RE, Mar/1861, Mai/1861; 206) PODÓLIA – RE, Fev/1861;&lt;br /&gt;XIII - 207) PORTUGAL - RE, Fev/1869;&lt;br /&gt;XIV - 208) PRÚSSIA - RE, Ago/1858;&lt;br /&gt;XV - RÚSSIA - RE, Out/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 209) MOSCOU – RE, Ago/1858; RE, Jun/1860, Jul/1860; RE, Nov/1861; 210) SÃO PETERSBURGO – RE, Mai/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860 (2x), Fev/1860, Abr/1860; RE, Mai/1861, Nov/1861; RE, Ago/1863; RE, Mai/1864; RE, Fev/1865, Jun/1865, Jun/1865; RE, Set/1868, Out/1868; XVI 211) UCRÂNIA - RE, Fev/1861; 212) KHARKOW – RE, Nov/1865; 213) ODESSA – RE, Mar/1867;&lt;br /&gt;XVII - 214) SUÉCIA - RE, Jan/1869;&lt;br /&gt;XVIII - 215) SUIÇA - RE, Ago/1858; RE, Jun/1868; RE, Jan/1869; 216) BERNA – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; 217) CANTÃO DO BERNE – RE, Out/1864; 218) CIDADEZINHA ANTIGA BORGONHA (ATUAL SUÍÇA ROMANDA) – RE, Fev/1869; 219) GENEBRA (GÉNEVE) – RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Abr/1863; RE, Ago/1864; RE, Jun/1868; 220) GLARIS (CANTÃO) – RE Jan/1861; 221) LOCARNO – RE, Ago/1863; 222) ZIMMERWALD – RE, Jan/1863;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII - 186) GRÉCIA - RE, Jan/1869;&lt;br /&gt;IX - HOLANDA - RE, Mar/1858, Ago/1858, Out/1858; 187) HAIA - RE, Mai/1858, RE, Abr/1862; 188) ZELÂNDIA (PROV. HOLANDA) – RE, 1867, pág. 363; 189) ZIÈRICSÉE (PROV. HOLANDA) – RE, 1867, pág. 363;&lt;br /&gt;X - INGLATERRA – RE, Ago/1858; RE, Ago/1859; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 190) LIVERPOOL (INGLAT)- RE, Jun/1860; 191) LONDRES (INGLAT) – RE, Jan/1860 (2x), Jul/1860 (2x); RE, Nov/1865; RE, Fev/1867; RE, Mar/1869;&lt;br /&gt;XI - ITÁLIA – RE, Mar/1861; RE, Jun/1862; RE, Mar/1864, Jul/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 192) BOLONHA – RE, Fev/1865; RE, Mar/1868; 193) CATÂNIA – RE, Jan/1867; 194) FLORENÇA – RE, Mar/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860; RE, Abr/1869; 195) GÊNOVA – RE, Ago/1858; RE, Jul/1860; 196) MILÃO – RE, Ago/1858; RE, Set/1860; 197) NÁPOLES – RE, Ago/1858; 198) PALERMO – RE, Jul/1863; 199) PARMA – RE, Dez/1862; RE, Ago/1863; 200) ROMA – RE, Fev/1858; RE, Abr/1861; RE, Fev/1864, Jun/1864; 201) SCÓRDIA (Sicília) – RE, Jun/1866; 202) SICÍLIA - RE, Jul/1863; RE, Jan/1867; 203) TURIM – RE, Ago/1858; RE, Jan/1864, Mar/1864, Ago/1864; RE, Fev/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII - POLÔNIA - RE, Jan/1864; RE, Fev/1869; 204) CRACÓVIA – RE, Fev/1861, Dez/1861; RE, Mai/1865 (2x); 205) VARSÓVIA – RE, Mar/1861, Mai/1861; 206) PODÓLIA – RE, Fev/1861;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII - 207) PORTUGAL - RE, Fev/1869;&lt;br /&gt;XIV - 208) PRÚSSIA - RE, Ago/1858;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XV - RÚSSIA - RE, Out/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 209) MOSCOU – RE, Ago/1858; RE, Jun/1860, Jul/1860; RE, Nov/1861; 210) SÃO PETERSBURGO – RE, Mai/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860 (2x), Fev/1860, Abr/1860; RE, Mai/1861, Nov/1861; RE, Ago/1863; RE, Mai/1864; RE, Fev/1865, Jun/1865, Jun/1865; RE, Set/1868, Out/1868; XVI 211) UCRÂNIA - RE, Fev/1861; 212) KHARKOW – RE, Nov/1865; 213) ODESSA – RE, Mar/1867;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVII - 214) SUÉCIA - RE, Jan/1869;&lt;br /&gt;XVIII - 215) SUIÇA - RE, Ago/1858; RE, Jun/1868; RE, Jan/1869; 216) BERNA – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; 217) CANTÃO DO BERNE – RE, Out/1864; 218) CIDADEZINHA ANTIGA BORGONHA (ATUAL SUÍÇA ROMANDA) – RE, Fev/1869; 219) GENEBRA (GÉNEVE) – RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Abr/1863; RE, Ago/1864; RE, Jun/1868; 220) GLARIS (CANTÃO) – RE Jan/1861; 221) LOCARNO – RE, Ago/1863; 222) ZIMMERWALD – RE, Jan/1863;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;AMÉRICA (8 países e 23 localidades)&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;XIX - 223) BRASIL - RE, Mar/1861; RE, Jan/1867; 224) RIO DE JANEIRO – RE, Jul/1864; 225) SALVADOR/BA – RE, Nov/1865; RE, Jul/1869;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XX - 226) CANADÁ - RE, Ago/1858; 227) MONTREAL – RE, Mar/1862; RE, Mai/1864;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XXI – 228) COLÔMBIA - SANTA-FÉ DE BOGOTÁ (NOVA GRANADA) – RE, Out/1868;&lt;br /&gt;XXII - 229) CUBA - HAVANA – RE, Ago/1860;&lt;br /&gt;XXIII - 230)_ESTADOS UNIDOS - RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 231) ÁTICA (Indiana) – RE, Nov/1858; 232) BATÁVIA – RE, Ago/1858; 233) BOSTON – RE, Mar/1863; 234) CARDINGTON (Ohio) – RE, Nov/1858; 235) CLÉVELAND – RE, Abr/1869; 236) ESTADO DO MAINE – RE, Mar/1869; 237) NEW-ÓRLEANS – RE, Jan/1858; RE, Fev/1861, Mar/1861; RE, Set/1868; RE, Abr/1869; 238) NEW-YORK – RE, Fev/1861, Ago/1861, Dez/1861; RE, Abr/1869; 239) PROVIDENCE RHODE-ISLAND (NEW YORK) – RE, Jan/1867; 240) RAVENSWOOD – RE, Mar/1867; 241) SÃO FRANCISCO – RE, Mai/1864;&lt;br /&gt;XXIV - GUIANA FRANCESA - 242) CAYENNE – RE, Ago/1858;&lt;br /&gt;XXV – 243) MÉXICO - RE, Ago/1858; RE, Mar/1861, Jul/1861, Nov/1861; RE, Jan/1862, jun/1862;&lt;br /&gt;XXVI - 244) PERU; RE, Ago/1867; Set/1867; 245) LIMA – RE, Mai/1859;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;ÁFRICA – 5 países e 14 localidades&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;XXVII - 246) PEQUENA CIDADE AFRICANA – RE, Ago/1862;&lt;br /&gt;XXVIII - ARGÉLIA – RE, Nov/1861; RE, Fev/1862, Jun/1862; RE, Nov/1863; RE, Dez/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1867, Fev/1867 (3x); 247) ARGEL (ARGÉLIA) – RE, Set/1864; 248) CONSTANTINA (ARGÉLIA) – RE, Jun/1862, Ago/1862; RE, Jul/1864 (2x); RE, Fev/1868; 249) EL-AFROUN (ARGÉLIA) – RE, Dez/1866; 250) GUELMA (ARGÉLIA) – RE, Fev/1863; RE, Ago/1868; 251) LA CALLE (ARGÉLIA) – RE, Nov/1862; 252) LAGHOUAT (ARGÉLIA) – RE, Nov/1868; 253) MILIANAH (ARGÉLIA) – RE, Mar/1866; 254) ORAN (ARGÉLIA) – RE, Nov/1861; 255) SÈTIF (ARGÉLIA) – RE, Abr/1860, Jun/1860, Set/1860, Nov/1860; RE, Nov/1861; RE, Jan/1863, Jul/1863, Set/1863, Nov/1863, Dez/1863; RE, Jun/1867; RE, Fev/1868, Mai/1868; 256) GUELMA (ARGÉLIA), RE, Fev/1863;&lt;br /&gt;XXIX - 257) EGITO – RE, Dez/1864; RE, Jan/1868 (nota)&lt;br /&gt;XXX - GUINÉ BISSAU - 258) SÃO DOMINGOS – RE, Jun/1864;&lt;br /&gt;XXXI - ILHAS MAURÍCIA - 259) PORT LOUIS - RE, Set/1866;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;ÁSIA – 5 países e 9 localidades&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;XXXII - 260) (EXTREMO DA ÁSIA) – RE, Set/1867;&lt;br /&gt;XXXIII - 261) CHINA – RE, Fev/1869; 262) SHANGAI – RE, Set/1858;&lt;br /&gt;XXXIV - COCHINCHINA (INDOCHINA) - 263) SAIGON – RE, Out/1868;&lt;br /&gt;XXXV – 264) SÍRIA – RE, Nov/1868;&lt;br /&gt;XXXVI – 265) TURQUIA – RE, Fev/1869; 266) CONSTANTINOPLA – RE, Jul1861; RE,Jul/1863; RE, Jul/1864; RE, Nov/1865; 267) SMYRNA – RE, Jan/1864, Jul/1864;&lt;br /&gt;XXXVII - ISRAEL - 268) VILNA – CI, Cap. VIII, Szymel Slizgol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;* Os indicativos (2x), (3x), (4x) etc, representam o número de citações da cidade (duas vezes, três vezes, quatro vezes etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Alguns países foram numerados também como localidade quando não havia nenhum nome de local indicado ou, em havendo, remanesce a possibilidade de ser outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia: - Os volumes da Revista Espírita consultados foram: A Revista Espírita, Ed. EDICEL/São Paulo, 1971, vols. 1857 a 1869. Indicamos no texto as páginas da Revista Espírita mas para propiciar sua publicação em outros países fizemos este outro artigo colocando a indicação dos meses da Revista Espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Céu e O Inferno, 40a Ed., FEB/RJ, 1995 (único livro da Codificação, de todos os outros consultados, em que houve cidade não citada na Revista Espírita).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-1910910985009395540?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.consejoespirita.com/larevistaespirita/mil.htm' title='Organismos espiritas no tempo de Kardec'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/1910910985009395540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=1910910985009395540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/1910910985009395540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/1910910985009395540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2007/12/organismos-espiritas-no-tempo-de-kardec.html' title='Organismos espiritas no tempo de Kardec'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-8606839239377278578</id><published>2007-08-06T23:51:00.001-03:00</published><updated>2008-12-11T02:27:31.668-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Espiritismo'/><title type='text'>Retrato de Kardec aos 25 anos – um equívoco?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Por Sonia Zaghetto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P_VBPVUyw4I/RrfgGiFdHYI/AAAAAAAAAAo/odHs3dGPxz0/s1600-h/monvoisin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095787906226527618" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P_VBPVUyw4I/RrfgGiFdHYI/AAAAAAAAAAo/odHs3dGPxz0/s320/monvoisin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma das mais famosas imagens de Allan Kardec pode não retratar o Codificador do Espiritismo. O desenho que mostraria Kardec aos 25 anos de idade provavelmente é um auto-retrato do pintor francês Raymond Auguste Quinsac Monvoisin (1790 – 1870).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Monvoisin é o autor de um retrato do Codificador do Espiritismo. Foi uma doação de oito quadros desse pintor renomado que estimulou em Kardec o desejo de fazer um Museu Espírita. A idéia foi apresentada pelo Codificador na Revista Espírita de dezembro de 1868. O texto sobre a "Constituição Transitória do Espiritismo" apresentava os planos de Kardec para o futuro do Espiritismo. Ele incluiu, entre as diversas ações a cargo do Comitê Central, a criação de um museu que reunisse “as primeiras obras de arte espírita, os trabalhos mediúnicos mais notáveis, os retratos dos adeptos que bem tiverem merecido da Causa por seu devotamento, os dos homens que o Espiritismo honra, posto que estranhos à Doutrina, como benfeitores da humanidade, grandes gênios missionários do progresso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamente nesse item, Kardec acrescentou uma nota em que afirma que "o futuro museu já possui oito quadros de grandes dimensões, que só esperam um local conveniente, verdadeiras obras-primas de arte, especialmente executadas em vista do Espiritismo, por um artista de renome, que generosamente os ofereceu à Doutrina. É a inauguração da arte espírita, por um homem que reuniu a fé sincera ao talento dos grandes mestres”. A nota encerra com uma promessa: “Em tempo hábil daremos sua descrição detalhada". Não foi possível, pois três meses depois Kardec desencarnou e o nome do pintor e das obras ficou oculto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto voltou às páginas da Revista em julho de 1869, no texto "Museu do Espiritismo”, no qual se lê um resumo sobre os planos de Allan Kardec sobre o museu e uma lista dos quadros mencionados pelo Codificador: Retrato alegórico do Sr. Allan Kardec; Retrato do autor (Monvoisin); três cenas espíritas da vida Jeanne d'Arc (Jeanne na fonte, Jeanne ferida e Jeanne sobre a fogueira); o Auto-de-fé de João Huss; um quadro simbólico das Três Revelações, e a Aparição de Jesus entre os apóstolos, depois da morte corporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o texto da Revista, que foi extraído da ata da sessão da Sociedade ocorrida em 7 de maio de 1869: “&lt;em&gt;Quando o Sr. Allan Kardec publicou esse artigo na Revista, ele tinha a intenção de dar a conhecer o nome do autor, a fim de que todos pudessem render homenagem a seu talento e à firmeza de suas convicções. Se disso nada fez, é que aquele, que a maioria dentre vós conhece, por um sentimento de modéstia que compreendeis facilmente, desejava guardar o incógnito e não ser conhecido senão depois de sua morte. Hoje as circunstâncias mudaram, o Sr. Allan Kardec não está mais entre nós, e, se devemos nos esforçar por executar os seus desejos tanto quanto o possamos, devemos também, todas as vezes de que disso tivermos a possibilidade, pôr nossa responsabilidade a coberto e evitar as eventualidades que os acontecimentos imprevistos ou as manobras malevolentes possam fazer surgir. É com esta intenção, senhores, que a senhora Allan Kardec me encarrega de vos saber fazer que seis dos quadros designados acima, foram remetidos às mãos de seu marido, que se acham atualmente entre os seus, e que ela os conservará em depósito até que um local apropriado, comprado com os fundos provenientes da caixa geral, e gerido por conseqüência sob a direção da comissão central encarregado dos interesses gerais da Doutrina, permita dispô-los de maneira conveniente&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto prossegue, informando que, doravante, todo espírita poderia examinar e apreciar os quadros na residência particular da senhora Allan Kardec, às quartas-feiras, de duas horas às quatro horas. A Revista informou que dois quadros ainda estavam com o autor, que é finalmente identificado: “É, com efeito, o Sr. Monvoisin que, haurindo uma nova energia na firmeza de suas convicções, quis, apesar de sua idade avançada, concorrer ao desenvolvimento da Doutrina, abrindo uma era nova para a pintura, e se pondo à frente daqueles que, no futuro, ilustrarão a arte espírita. Nós não diremos mais a esse respeito; o Sr. Monvoisin é conhecido e apreciado por todos, tanto quanto artista de talento como espírita devotado, e ele tomará lugar ao lado do mestre, nas fileiras daqueles que terão muito merecido do Espiritismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se observa, entre as obras listadas há um retrato de Kardec e um auto-retrato de Monvoisin. Em 1954 – quando todos os que conviveram com Kardec e Monvoisin já haviam desencarnado e os arquivos da Sociedade haviam sofriam os efeitos dos transtornos de duas guerras mundiais – a Revue Spirite publicou, pela primeira vez, o suposto retrato de Allan Kardec aos 25 anos. Repetiu o retrato na edição de 1962. A partir de então, pesquisadores e biógrafos brasileiros passaram a utilizar a imagem como sendo o Codificador na juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, uma comparação entre os auto-retratos de Monvoisin atualmente disponíveis em diversos museus e coleções particulares mostram uma espantosa semelhança com a suposta imagem de Kardec aos 25 anos. Os mais impressionantes são retratos obtidos junto ao Museo de Bellas Artes do Chile (que constam dessa página e do site &lt;a href="http://www.artistasplasticoschilenos.com/"&gt;http://www.artistasplasticoschilenos.com/&lt;/a&gt;) e o que está disponível no endereço &lt;a href="http://www.naon.com/dic03/htms/dic03_051esp.htm"&gt;www.naon.com/dic03/htms/dic03_051esp.htm&lt;/a&gt; - este é uma pintura a óleo vendida em dezembro de 2003 por R$ 53 mil dólares, pela empresa argentina J.C Naón e Cia S.A, especializada em leilões de objetos de arte. O quadro, que constava do lote 4, foi adquirido por um colecionador. A Naón garante a autenticidade: é um auto-retrato de Monvoisin. Apesar de um pouco mais velho, são perceptíveis as semelhanças com a imagem de Kardec aos 25 anos: a farta cabeleira, o nariz alongado, a barba rala e o formato dos lábios, do rosto, dos olhos e das sobrancelhas. No Portal de Arte (&lt;a href="http://www.portaldearte.cl/autores/monvoisin1.htm"&gt;www.portaldearte.cl/autores/monvoisin1.htm&lt;/a&gt;), patrocinado pelo Ministério da Educação, pela UNESCO pelo Museo Nacional de Bellas Artes do Chile também há um auto-retrato de Monvoisin em absolutamente tudo assemelhado ao que acredita-se ser Kardec. Lançada a questão, que cada um analise, compare e tire as conclusões que achar convenientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem é Raymond Monvoisin&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raymond Auguste Quinsac Monvoisin nasceu em 31 de maio de 1790, em Bordeaux, França. Pintor de gênero, paisagem, história e retrato, foi um dos mais destacados discípulos do Barão Guérin na Escola de Belas Artes de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premiado diversas vezes, aos 27 anos tornou-se pensionário do rei da França, em Roma. Ao voltar à França, distinguiu-se nos Salons e por duas vezes foi premiado com o primeiro lugar. Dessa época, que se estendeu até 1842, datam suas séries de retratos dos reis da França e dos marechais da Renascença, encomendados pelo governo para as galerias históricas do palácio de Versailles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1836, Monvoisin – que tinha um forte temperamento – desentendeu-se com o diretor dos museus reais franceses, Sr. de Cailleux. Abalado pelo episódio e por outros problemas particulares deixou a França em maio de 1842.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio para a América do Sul. Monvoisin e Rugendas foram os dois mais importantes artistas a visitar o continente americano nessa época. Depois de uma rápida passagem por Buenos Aires, chegou ao Chile em janeiro de 1843, portando pouco mais de dez painéis que foram exibidos em março daquele ano na Universidade de São Filipe. Essa mostra, que tornou-se um marco na história da arte no Chile, atraiu a atenção de diversas personalidades e causou admiração pela perícia e beleza das obras. Monvoisin recebeu pelo menos uma centena de encomendas de retratos: pintou praticamente toda a aristocracia chilena da época. O governo prometeu-lhe a direção da futura academia de desenho e pintura do Chile, mas acabou por escolher o italiano Alexandre Cicarelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo, Monvoisin visitou o Peru e o Brasil. Chegou ao Rio de janeiro em 19 de outubro de 1847. Em carta ao irmão, reclamou do calor e informou que pintaria um retrato de D. Pedro II, que o recebeu calorosamente. A pintura – que mostra D. Pedro de pé, em traje imperial – é considerado o mais fiel retrato do imperador brasileiro. Em reconhecimento, D. Pedro concedeu ao artista a insígnia de Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro e uma pêndula de bronze. O quadro – que pode ser visto no Museu Imperial de Petrópolis – pertence ao príncipe D. João de Orleans e Bragança, bisneto de D. Pedro II. O imperador tinha, em sua pinacoteca no paço S. Cristóvão, outro quadro de Monvoisin: Jovem Peruano (ou Jovem Araucano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monvoisin voltou à França em 1858, quando o Espiritismo estava no auge. Tornou-se espírita e adepto da homeopatia. A primeira referência a ele está Revista Espírita de maio de 1866. A seção “Conversas de Além-Túmulo” traz a transcrição de uma evocação do espírito do Abade Laverdet, um dos pastores da Igreja francesa, ocorrida no dia 5 de janeiro de 1866. Ali, Kardec informa que “um dos mais íntimos amigos do abade, o Sr. Monvoisin, o eminente pintor de história, espírita fervoroso, tendo desejado ter dele algumas palavras de além-túmulo, nos pediu para evocá-lo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pintor faleceu em Boulogne-sur-Seine (Paris), em 26 de março de 1870. Na edição de maio daquele ano, a Revista Espírita noticiou a desencarnação com ampla reportagem, em que são contadas sua vida e sua dedicação ao Espiritismo. No texto são citadas frases. Entre elas: “Eu serei o precursor e o pai da pintura espírita”. Ao desencarnar, trabalhava em uma série de retratos dos precursores do Espiritismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-8606839239377278578?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/8606839239377278578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=8606839239377278578' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/8606839239377278578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/8606839239377278578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2007/08/retrato-de-kardec-aos-25-anos-um.html' title='Retrato de Kardec aos 25 anos – um equívoco?'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P_VBPVUyw4I/RrfgGiFdHYI/AAAAAAAAAAo/odHs3dGPxz0/s72-c/monvoisin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-1990193753125610812</id><published>2007-06-14T00:45:00.002-03:00</published><updated>2008-04-26T22:55:15.918-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Recomendacao'/><title type='text'>Espiritismo em estudo</title><content type='html'>Embora já tenha sido divulgado na Comunidade "&lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=154184"&gt;Espiritismo Ortodoxo&lt;/a&gt;" no Orkut é mais do que oportuno, é quase um imperativo, divulgar também aqui a existência e endereço para o blog "&lt;a href="http://espiritismoemestudo.blogspot.com/"&gt;Espiritismo em Estudo&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Links: Utilize esses links caso prefira "copiar e colar" por questões de segurança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Blog "Espiritismo em Estudo": &lt;a href="http://espiritismoemestudo.blogspot.com/"&gt;http://espiritismoemestudo.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2. Comunidade "Espiritismo Ortodoxo": &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=154184"&gt;http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=154184&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-1990193753125610812?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/1990193753125610812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=1990193753125610812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/1990193753125610812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/1990193753125610812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2007/06/espiritismo-em-estudo.html' title='Espiritismo em estudo'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-1008340933881748786</id><published>2007-05-27T14:09:00.003-03:00</published><updated>2008-04-26T22:53:07.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lei Moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Espirita'/><title type='text'>Da série: As respostas do Raimundo n. 6</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sobre Deus e Sobre “OS Bem”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Moura Rêgo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na obra “Introdução A Filosofia Espírita, seu autor, José Herculano Pires faz brilhante apanhado de idéias quando coloca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Os adversários do Espiritismo desconhecem tudo a respeito e fazem tremenda confusão. Os próprios espíritas, por sua vez, na sua esmagadora maioria estão na mesma situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por-quê? É fácil explicar. Os adversários partem do preconceito e agem por precipitação. Os espíritas em geral fazem o mesmo: formulam uma idéia pessoal da Doutrina, um estereótipo mental a que se apegam. A maioria, dos dois lados, se esquece desta coisa importante: o Espiritismo é uma doutrina que existe nos livros e precisa ser estudada. Trata-se, pois, não de fazer sessões, provocar fenômenos, procurar médiuns, mas de debruçar o pensamento sobre si mesmo, examinar a concepção espírita do mundo e reajustar a ela a conduta através da moral espírita.”&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta constatação, tristemente verdadeira, torna-se a qualquer um de nós, bastando para tal que conheça, pelo menos de sobre o assunto sobre o qual se conversa, uma obrigação em que se restabeleça o correto, se o foco da conversa estiver em desacordo como que expressou a página doutrinaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão desse pequeno artigo é a de promover um debate sobre a conversa que vem a seguir e que faz lume a uma dúvida que se não nos assaltou ainda, tende a que nos assalte algum dia; A natureza do Bem, ou como coloquei antes, “dos Bem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraterna discussão teve início numa das listas espíritas nas quais presto o meu pequeno contributo em torno da doutrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a parte que nos interessa da troca de idéias, e para qual peço de vocês comentários, embasados na doutrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do texto abaixo retiro tão somente o nome do missivista, por questão ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde logo, agradeço a Moura Rêgo por, pela segunda vez, dispor-se a responder a uma questão por mim colocada.&lt;br /&gt;Quanto a esta última dúvida, a que concerne à relação entre a vontade de Deus e o Bem, peço desculpa por voltar a insistir na mesma questão. Pois, segundo o que infiro da resposta avançada por Moura Rêgo, já se está a pressupor que é Deus quem "cria" o Bem. Isto é, o Bem só seria o Bem porque Deus assim determinaria, pelo que a Lei Moral se identificaria com a vontade divina. Sem Deus, não poderíamos falar em Bem ou em Lei Moral. Porém, pergunto se isto é mesmo assim. É o Bem "criável"? Não será algo que independe da vontade de Deus? Poderia Deus determinar que o Bem tivesse um qualquer conteúdo, isto é, que fosse outra coisa que não aquilo que nós julgamos que é? Não será antes que Deus quer o Bem (que o façamos) porque este é, precisamente o Bem e Deus, como é absolutamente bom, não poderia querer outra coisa? Se não existisse Deus não poderíamos falar, ainda assim, que o Bem é o Bem e que existiria, deste modo, uma Lei Moral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo Chico,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agradeço a sua atenção para as minhas colocações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejamos: Sob meu ponto de vista, este embasado pelo ensino da doutrina, para que relacionássemos o Bem, como sendo independente da vontade d'Ele, deveríamos ter provas irrefutáveis de que a Vontade inicial ou a Ação inicial não vieram de Deus, e assim provaríamos outra coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus não foi o primeiro, e que algo ou alguém já estava para recebê-lo em sua chegada ao Éter. Ora, tal situação modificaria todas as crenças teológicas que tenham suas bases n'Ele, partindo da primeira e estagiando pelo Cristianismo, chegando a nós, Espíritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doutra feita, podemos elencar dois "bem", um com inicial em maiúscula, significando a creação de Deus, outro com a inicial em minúscula, evidenciando ser, o exalar de nossa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando -se por regra, então, que não somos nenhuma "Brastemp", que estamos a reencarnar sucessivamente num dos mundos mais atrasados que existem, reconheceremos com total isenção que este "bem" creado por nós, é tão imperfeito, como o sejamos nós, no momento de sua creação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, nossa consciência, habitáculo da Razão, estará sempre a nos impulsionar para o Bem, com a inicial em maiúscula, não só porque seja ele creação de Deus, mas por outra e este o ponto de apoio, por ser esse "Bem", Perfeito, já que emanou da Perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Bem, creação do Increado, ao qual todos nos devamos adornar, é para mim, sob os luzires doutrinários, a suprema concepção moral, geratriz da lei que agiganta hierarquicamente o Espírito em ascensão por meio dos reencarnes sucessivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero ter sanado suas dúvidas, mas, reconheço a dificuldade em explanar sobre esse tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Moura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É então, desta amável troca idéias, como devem ser todas as discussões entre Espíritas, que peço aos amigos os comentários, sempre bem-vindos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro,18 de maio de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-1008340933881748786?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/1008340933881748786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=1008340933881748786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/1008340933881748786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/1008340933881748786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2007/05/da-srie-as-respostas-do-raimundo-n-06.html' title='Da série: As respostas do Raimundo n. 6'/><author><name>Moura Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497128894644418925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-2645968754302344460</id><published>2007-05-27T14:06:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:25:31.379-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><title type='text'>Da série: As respostas do Raimundo nº 7</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Crimes Passionais – O Como e o Porque&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Moura Rêgo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há conversas nos fóruns Espíritas por onde escrevo, que mereçam ser comentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas é a que lhes descrevo abaixo, com o excerto que faço da reposta que coloquei num fórum espírita da Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversávamos, todos sobre um tópico, sugerido por um dos criadores do fórum e cujo título é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CRIMES PASSIONAIS –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao começar minha resposta resolvi falar sobre o título, que foi uma das melhores sacadas que já vi expostas pela Internet, e a qual dava azo a que se desenvolvesse um pensamento embasado pela obra codificada que traria mais luz ao tema subentendido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PAIXÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi eu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês atentaram para o título?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CRIMES PASSIONAIS –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que alude esse título, dentro do que ensine a obra codificada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente! Aos atos irrefletidos que os cometemos sem reflexão alguma... Em suma: Por PAIXÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kardec, respondendo ao padre na obra “O Que é o Espiritismo” diz ao final de uma explicação sobre ser ou não religião a doutrina. "(...)mas a paixão não raciocina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fala o codificador da afeição entre João e Maria, (posto que esta já tem um designativo: AFEIÇÃO), fala de outra natureza e qualidade do “sentir”, fala da PAIXÃO. Esta que dizem ser DESENFREADA, quer dizer, SEM FREIOS, ou seja, SEM MEDIDAS. E isso, embora nos pareça figura distante em nosso tempo e espaço, é figurinha carimbada nos dias de hoje, quer seja em Portugal, ou aqui no Brasil, por que? Porque, seja no Brasil ou em Madagascar, ainda hoje os Espíritos hão de ser da mesma classe e ordem, segundo a Escala Espírita, logo, Espíritos Imperfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É amigos, falamos de PAIXÃO, mas com o entendimento de que esta seja o amor adoecido, que se esteia na posse, no ter, no querer sem raciocinar, por isso Kardec a disse não raciocinar e com justa razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o Espírito Vianna de Carvalho, que essa PAIXÃO é a paixão criança, que não vê outro senão ela mesma e sua vontade e alegria e que, por isso mesmo sofre a dor, seja em que matiz o for. Se abusa do ciúme, sofre a solidão. Se abusa da insegurança, sofre com o medo de perder e por ai vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim e nesse andar trôpego e indeciso, quem caminha pelas pernas da PAIXÃO, pode uma vez, chegar as raias do crime... E mata. O pior é que ainda embriagado pela PAIXÃO, diz: "matei por amor", ao que sempre respondo: "Me dá um tempo valeu?" Imaginem o maior intérprete e professor do amor, matando algo ou alguém... Isso mesmo Jesus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vitor e a Susaninha já devem estar gritando, "para com isso Raimundo, ninguém merece!", o Paulo e o Francisco afirmam, o Moura está doidão, Jesus a matar alguém? "Minha maninha Olga, estarrecida escreve: "maninho Moura, sem querer te contrariar e já contrariando, posso afirmar que não está em nenhum local da doutrina tal informação." E assim, todos deste fórum opinarão no mesmo sentido. E estarão todos cobertos de razão... E razão Espírita!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há senão na PAIXÃO, o eivo do crime, exatamente porque a PAIXÃO nos remete ao mais distante dos liames, aquele que nos liga a animalidade. O Instinto. Que nesse caso é, além de primário, irracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de matar, quer seja a esperança, Jesus pontificou no Bem e no Amor, toda a sua cátedra, nós fomos os maus alunos, que cabulando as aulas do Mestre, nos encontramos hoje aqui, neste que é, dos mundos um dos mais atrasados, a estagiarmos ainda nos primórdios do conhecimento. Por isso relembro, nesse fechamento, as palavras dos Espíritos Superiores, quando responderam sobre a possibilidade de mais rápido avanço para o Espírito encarnado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Disse o filosofo: conhece-te a ti mesmo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, aquele que, pautando-se no Bem age com amor, por certo elucida suas questões e progride, sigamo-lo sem medo e progrediremos também, atrás de nós deixando a chaga dolorida da PAIXÃO CEGA que tal como a fé, quando cega, não representa um bom alicerce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 23 de maio de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-2645968754302344460?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/2645968754302344460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=2645968754302344460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/2645968754302344460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/2645968754302344460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2007/05/da-srie-as-respostas-do-raimundo-n-7.html' title='Da série: As respostas do Raimundo nº 7'/><author><name>Moura Rego</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00497128894644418925</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-7054596829616249222</id><published>2007-05-27T10:23:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:32:28.630-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Tratando da Capacidade Anímica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autoria: Moura Rêgo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como algumas pessoas, gostando de certos assuntos, tentam invariadas vezes, introduzi-los nas esferas em que estejam a participar, dessa maneira é que aparecem os “modismos”, mesmo no movimento espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há deles para todos os gostos. Vão desde a natureza fluídica de Jesus, até o Planeta Chupão, da existência de colônias nos Mundos Transitórios às crianças Índigo, passando, naturalmente, pela idéia de um desdobramento voluntário e consciente, como se este fosse possível a qualquer mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente minhas palavras são respondidas por apupos, mais das vezes apopléticos, vindos dos que desse modismo último são partidários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca respondo, senão na mesma tônica de quem me responda, afinal, não estou incluído na classe dos Puros Espíritos, e estagio na Terra, um dos mais atrasados mundos, como ensina a Doutrina Espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabem, lá no fundo, não acho que eles estejam errados em quererem divulgar suas idéias, ou mesmo, formarem uma nova doutrina. Esse é um direito inalienável deles, porém, (sempre tem um porém não?), o que não lhes é permitido, ou que seja, não lhes é facultado, é que queiram intrujar, esses conceitos, errados, mal acabados e concebidos do erro de interpretação, como tema doutrinário ou por outra, como sendo abonados pelos Espíritos reveladores, que se sabe serem da classe Dos Superiores. Estes, ensina a obra codificada, “ Não se contradizem nunca, porque &lt;strong&gt;&lt;em&gt;só falam&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do que conhecem e do que &lt;em&gt;&lt;strong&gt;podem falar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, notem bem, as aspas demonstram que esse texto é uma enxertia que faço das palavras trazidas em O Livro dos Espíritos, logo não são minhas, mas deles, os Espíritos Superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como eu dizia, não me preocupo com que tais pessoas gostem, acreditem ou propalem tais idéias, porém só não as podem dizer espíritas, isso não! Sempre encontrarão minhas palavras ditas ou escritas demonstrando a impossibilidade de tal argumentação ser tida como crível e espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo um trecho de uma entrevista com o desenvolvedor dessa idéia, O senhor Waldo Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“AZ - O que é projeção astral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - O homem se compõe de várias camadas superpostas de energia chamadas "corpos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo físico é a camada percebida pelos sentidos físicos, o que não impede a detecção das demais através de vários processos. A sede da individualidade, da inteligência, encontra-se no corpo físico quando todas as demais camadas estão em coincidência, isto é, quando a pessoa está acordada. Com o sono, é como se o corpo ligasse o "piloto automático" das funções autônomas, e a sede do eu, juntamente com as outras camadas, sai do corpo físico. As funções normais do indivíduo estão inibidas pelo sono e tudo se passa como se nada tivesse acontecido. O que pode ocorrer é que a pessoa, de repente, se ache "boiando" pelo quarto, como um balão, ou observando o seu próprio corpo adormecido. Quase sempre esse fenômeno ocorre espontaneamente e quem o experimenta, muitas vezes evita comentá-lo, com medo da reação dos outros. A projeção astral é muito comum na adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o jovem conta aos pais que fez uma projeção, geralmente eles tentam tranqüilizar o filho procurando convencê-lo de que tudo não passou de um sonho. Em certos casos, procuram imediatamente um médico. Atualmente, com a maior divulgação dos estudos sobre esse tipo de fenômeno, ficou mais fácil falar do assunto sem correr o risco de ser internado numa clínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AZ - Há alguma pesquisa que comprove isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WV - Segundo as estatísticas internacionais, 89% das pessoas têm projeções inconscientes, pois quase todo mundo sai do corpo enquanto dorme. Restam 11%. Destes, 9,8% têm as chamadas projeções semiconscientes, ou o "sonho lúcido". É quando o sujeito sabe que está sonhando e chega mesmo a imprimir alguma intenção ao sonho para modificá-lo. Ele está fora do microuniverso consciencial localizado no corpo humano. Somente 1,2% da população mundial consegue efetuar projeções totalmente lúcidas, ou seja, são projetores conscientes. É o caso da maior parte das pessoas que trabalham aqui no Instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&amp;amp;c=684"&gt;http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&amp;amp;c=684&lt;/a&gt;&lt;http: id="1&amp;amp;c="&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&amp;amp;c=703"&gt;http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&amp;amp;c=703&lt;/a&gt;&lt;http: id="1&amp;amp;c="&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projeção Astral é a capacidade parapsíquica de a consciência se projetar temporariamente para fora do corpo físico. É conhecida popularmente como viagem astral ou saída do corpo. Dependendo da doutrina ou grupo pesquisado, esse fenômeno recebe diferentes designações. Por exemplo: Projeção astral (Teosofia); Experiência fora do corpo (Parapsicologia); Projeção da consciência (Projeciologia); Desdobramento espiritual, desprendimento espiritual ou emancipação da alma (Espiritísmo); Saída astral (Gnose); Projeção do corpo psíquico (Ordem Rosacruz); ou simplesmente "Viagem fora do corpo". As experiências fora do corpo ocorrem espontâneamente com todos os seres humanos pelo menos uma vez a cada noite, durante o sono. É uma capacidade natural que todos temos, independente de contexto religioso, cultural, social, esotérico, sexual ou racial. Ocorre que, quando deitamos para dormir, o nosso corpo sofre uma redução natural do seu metabolismo; os batimentos cardíacos ficam mais tranqüilos e o padrão de ondas cerebrais se modifica. Enquanto o corpo físico descansa, o corpo espiritual (também chamado de corpo astral, perespírito, psicossoma, alma, corpo sutil ou corpo de luz) desprende-se e flutua acima da parte física. Por ser um corpo de natureza sutil, pode se locomover em alta velocidade e voar a lugares do plano físico ou espiritual. Para se entender melhor a projeção tem que ficar claro que além do corpo físico, temos corpos mais sutis como o energético (a aura), o psicossoma (alma ou espírito) e o corpo mental (consciência). Quando a consciência está no estado de vigília, eles estão alinhados, co-incidentes; quando ela se projeta, ela decola com o psicossoma, estando coincidentes ou não. Essa projeção astral pode ocorrer de três maneiras básicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Projeção consciente - A pessoa está lúcida fora do corpo e pode controlar a experiência. (Apenas 1% da humanidade se projeta dessa forma)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Projeção semi-consciente - A pessoa está fora do corpo meio desperta; percebe as coisas mas não consegue interagir lucidamente com a experiência. (10% da humanidade se projeta dessa forma)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Projeção inconsciente - A pessoa está projetada fora do corpo mas não tem consciência disso; está dormindo fora do corpo. É o que ocorre com a maioria das pessoas, quase todas as noites. (89% da humanidade se projeta dessa forma).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem que eles até dão a porcentagem e de maneira final, não como uma hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que quiserem dar uma espiada no texto completo este o endereço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/Area51/Shadowlands/7501/parapsic2.html"&gt;http://www.geocities.com/Area51/Shadowlands/7501/parapsic2.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra codificada por Kardec, a qual dizem alguns dos cultores da idéia do desdobramento consciente ou projeciologia, diz um capítulo inteiro sobre assunto que perpassa a doutrina trazida pelo sr. Waldo, é o que trás o título de Emancipação da Alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestem bastante atenção, os Espíritos superiores falam em Emancipação da Alma, esse o tema genérico, do qual, a suposta teoria de “desdobramento consciente” é especialidade, logo, é a teoria um dos temas elencados pela palavra dos Espíritos não a geratriz do tema, por favor, que entendamos todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina também a doutrina que no caso do desdobramento consciente, (como se o Espírito pudesse, dobrar-se e desdobrar-se, tal como uma carteira de notas ou um telefone celular do formato flip), voltando então, ensina a doutrina que é uma capacidade anímica esse emancipar-se conscientemente, como fez a muito lembrada Yvone Pereira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a saber-se que se trata de capacidade anímica, vê-se logo que esta, a uns alude, mas a outros tantos não. Trata-se unicamente as capacidades inerentes àquele Espírito e não a todos os Espíritos, tal como as qualidades mediúnicas das quais Kardec fala em O Livro dos Médiuns... Simples assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alias, Kardec dá uma lição sobre essas últimas, e a coloco logo a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LM 218. “Se, apesar de todas as tentativas, a mediunidade não se tiver revelado de maneira alguma, é necessário renunciar a ela, como se renuncia a cantar quando não se tem voz. Quem não sabe uma língua serve-se de um intérprete.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;159."Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se notar, ainda, que essa faculdade não se revela em todos da mesma maneira. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os médiuns têm, geralmente, aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-x-x-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessarte, após esta pequena lembrança que trago excertada da obra básica, não há entre nós, aquele que não se tenha relembrado desse ensino tão básico, porém tão importante para que se possa compreender o tema desse artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como a qualidade mediúnica que têm alguns médiuns e que a outros não alude nem em gérmen, a capacidade anímica de se emancipar conscientemente é também algo de que só aquele que a possua poderá experimentar, testar, expandir ou aprender a utilizar, outro qualquer que não a tenha, dela não pode nem pensar em obter algo, posto que, sendo inerente somente a alguns, quem não a tenha, a ela não possa vir a ter, tal como se adquirisse um sanduíche, um televisor, ou uma bateria de máquina fotográfica das modernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez, minhas afirmações nos chegam não da minha inventiva ilusória, mas dos ensinos da obra básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo nesse final de pensamento, tão somente reafirmar e sob o estandarte espírita, a codificação, não meu antagonismo quer ao companheiro Waldo ou ao Wagner Borges, mas sim externar, como espírita que sou, o pensamento legado a todos nós, espíritas pelos Espíritos Superiores, para eu no futuro, em se vendo notícias enveredando por esse erro, possam também os amigo, externarem não a sua aversão, mas sim a palavra haurida da obra codificada, única que contém a certificação do C.U.E.E.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 26 de maio de 2007. &lt;/http:&gt;&lt;/http:&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-7054596829616249222?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/7054596829616249222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=7054596829616249222' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/7054596829616249222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/7054596829616249222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2007/05/tratando-da-capacidade-anmica.html' title='Tratando da Capacidade Anímica'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-116818372770005892</id><published>2007-01-07T13:26:00.001-02:00</published><updated>2008-04-26T22:34:29.895-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Herculano Pires'/><title type='text'>O médium solitário</title><content type='html'>O médium solitário vive apenas em duas dimensões: a dimensão do espírito comunicante e a sua própria dimensão individual. Falta-lhe a dimensão social, sem a qual não há possibilidade de confronto de suas percepções e captações com a realidade tridimensional do mundo. Mas além disso falta-lhe a dimensão cultural das relações doutrinárias, que lhe abriria as perspectivas do inteligível, uma estrutura de planos e superplanos do entendimento superior e global das situações existenciais. Quer dizer: a sua solidão voluntária o reduz a uma situação existencial única, desligada das variadas situações em que se desenvolve o processo cultural espírita. Alheio à variedade crescente desse processo, ele cai numa posição doméstica, sem os dados necessários à orientação das suas funções mediúnicas e à verificação da legitimidade de suas captações. Nessa posição está exposto ao envolvimento das entidades mistificadoras, que desviarão facilmente as suas energias mediúnicas para o campo das confusões doutrinárias e portanto do aviltamento da doutrina. Se a nossa realidade existencial no mundo se fecha apenas nas três dimensões, a realidade espiritual, pelo contrário, se abre nas múltiplas dimensões das percepções extra-sensoriais, indispensáveis ao conhecimento total da realidade em que vivemos, bem como das relações estruturais do sensível com o inteligível. O médium solitário torna-se vulnerável à fascinação e à subjugação de entidades interessadas em fazer o conhecimento espiritual retroceder às condições do passado monástico e teológico que o Espiritismo rompeu para iniciar uma nova era da cultura terrena.&lt;br /&gt;As relações sociais no Espiritismo, em campo aberto, têm por finalidade o apoio recíproco de médiuns, estudiosos e pesquisadores dos fenômenos mediúnicos, para troca&lt;br /&gt;de idéias e de experiências, de maneira a facultar o desenvolvimento de uma cultura espiritual desligada das superstições do passado obscurantista, em que o isolamento orgulhoso das Igrejas em relação ao avanço científico separou a cultura religiosa da cultura geral. A condição de isolamento do médium, impedindo e frustrando o processo necessário das suas relações mediúnicas, impede a abertura da sua mente para as concepções mais amplas da atualidade cultural. Em poucas palavras: o médium egoísta e seu orientador espiritual semelhante a ele se engolfam em suas próprias lucubrações desprovidas de validade social e perturbam a evolução do processo espírita. Ao mesmo tempo, o apego às suas produções mediúnicas, por ele mesmo consideradas como de grande valor, o afasta cada vez mais do meio social espírita e conseqüentemente do meio cultural em que deve desenvolver-se. Nas relações com as instituições espíritas o médium encontra também uma barreira que geralmente o decepciona, fazendo-o retroceder ao seu isolamento. É o círculo vicioso em que caímos no movimento espírita brasileiro, infelizmente em conseqüência da nossa própria formação religiosa e da nossa falta generalizada de conhecimentos filosóficos, que deu ênfase excessiva, entre nós, ao aspecto religioso do Espiritismo e às tendências&lt;br /&gt;místicas e mágicas do nosso povo. O apelo de Kardec à razão não despertou as camadas da população que se voltaram para a doutrina, e nem mesmo à absoluta maioria dos homens de cultura que se revelaram dominados por essa herança ambivalente, ao mesmo tempo mística e positivista, nos últimos tempos sobrecarregadas de influências positivistas e materialistas. O Prof. Cruz Costa observou que a influência do chamado espírito prático português dominam nossas atividades culturais.&lt;br /&gt;Esse complexo de fatores (ressalvada a ambivalência acima referida) deu ao nosso movimento espírita uma condição conflitiva, que aumenta a confusão no tocante à compreensão da doutrina. O resultado é o aparecimento de mestres doutrinários imbuídos de pretensões revisionistas, inventores de novas práticas e criadores de princípios estranhos à natureza do Espiritismo. Os adeptos sempre aparecem em nossa paisagem cultural anêmica mas pretensiosa, incentivando o aparecimento de novos missionários que se apresentam -&lt;br /&gt;com uma confiança alarmante em suas escassas forças proclamando-se reencarnações de grandes figuras históricas e afirmando-se incumbidos de levar o Brasil à liderança espiritual do mundo. A ingenuidade dos crentes, que não são apenas criaturas incultas mas também dotadas de cultura universitária (ou pelo menos graduadas), equivale à audácia dos líderes estranhamente convencidos de sua própria grandeza espiritual. Diante dessa escatologia quixotesca, as relações mediúnicas se confinam em escolas divergentes, pulverizando-se nos divisionismos irreconciliáveis. Médiuns de uma escola não aceitam os princípios de outras, de maneira que as relações se tornam inviáveis. Contra essa situação sem perspectivas, lutam os grupos que defendem os fundamentos legítimos da doutrina, à espera de melhores dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEDIUNIDADE por J. Herculano Pires&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-116818372770005892?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/116818372770005892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=116818372770005892' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/116818372770005892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/116818372770005892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2007/01/o-mdium-solitrio.html' title='O médium solitário'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-116766082712888318</id><published>2007-01-01T11:56:00.002-02:00</published><updated>2008-04-26T22:36:13.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resposta a comentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Principios básicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roustainguismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Controle Universal do Ensino Espirita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Espiritismo'/><title type='text'>O que nos diferencia dos seguidores de Roustaing?</title><content type='html'>No dia 31/12/2006 um certo Sr. Jose (que não deixou e-mail para resposta), deixou um comentário/crítica/ameaça em relação ao post "&lt;a href="http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/04/confisso-da-mistificao.html"&gt;Confissão da Mistificação&lt;/a&gt;":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Nunca vi um site tao hipocrita na internet como esse!&lt;br /&gt;Ora esse sim e um depoimento fajuto e falso! Joao Batista Roustaing, um missionario de Deus, veio com uma missao extraordinaria de nos iluminar! Eu sentiria no lugar de voces vergonha de escrever tanta besteira! Alias o verdadeiro espirita, ainda nao crendo em certas coisas, nao atira pedras, e nem se preocupa, porque a mentira por si so desaparece, entao porque tanto medo, nao? Voces ja pensaram nas explicacoes que terao que dar do lado de la, isto e os "reparos" que terao que fazer? E isto mesmo, vao ter que voltar e passr uma borracha em tudo isso, afinal acredito que pelo menos as leis que nos administram voces conhecem nao? Nao existe castigo o que eu fizer de errado, eu mesmo terei que de alguma maneira corrigir, portanto..."&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Oras Sr. José, se o Sr. acredita ser um "&lt;em&gt;verdadeiro espírita ... que não atira pedras ... porque a mentira por sí só desaparece&lt;/em&gt;", porque então a necessidade em nos alertar sobre o que o Sr. acredita ser erro nosso? É essa a mesma postura dos "&lt;em&gt;verdadeiros espiritas&lt;/em&gt;" que fazem uso de medidas liminares para impor o Roustainguismo, tão óbvia e claramente contrário à Doutrina Espírita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não Sr. José, não nos preocupamos com suas ameaças veladas, que seguem o mesmo estilo que durante milênios foram utilizadas para manter a humanidade ocidental na ignorância. Até porque o Sr. esta sendo incoerente com sua crença em Roustaing que elimina a possibilidade de volta para se reparar algo, mas que impõem um estranho modelo no qual a pessoa reencarna como um "criptógramo carnudo", um tipo de minhoca, portanto Sr. José, por esse e por muitos outros motivos, não nos preocupamos com suas ameaças veladas a tal ponto que o convidamos a estudar aquilo que o Sr. prega para que não pregue incorretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente Sr. José, também incorreta esta sua crença de que a mentira tente a não se sustentar a longo tempo. Temos ai o próprio Roustainguismo como exemplo claro que sua tese esta incorreta. Demorou, mas a humanidade aprendeu que "uma mentira repetida inúmeras vezes acaba assumindo ares de verdade" e assim acaba sendo aceita, principalmente se negam aos seres humanos acesso a outros pontos de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido Sr. José e todos que pensam como o Sr., oferecemos abaixo uma pequena contribuição que foi produzida em um sadio debate em nossa comunidade. Abaixo, uma relação de artigos e livros que são pró ou contra Roustaing. Talvez o Sr. se espante, mas todos que contribuiram com a indicação desses artigos e livros, são Espíritas, ou seja, não são Roustainguistas ao qual refutam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpading="0" border="1" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Pró&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;strong&gt;Contra&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;"O Cristo de Deus". Manoel Quintão - ed. FEB&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"O Verbo e a Carne". Júlio Abreu Filho e José Herculano Pires&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;"O Reformador". Diversos artigos publicados pela FEB nesta revista.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p&gt;"Retalhos de um Atalho". Nazareno Tourinho&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;"O atalho". Luciano dos Anjos &lt;em&gt;(o mesmo que proibiu o exercicio de democracia na FEB, no qual se votaria a manutencao ou nao de uma clausula roustainguista no estatuto da FEB)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"A bem da verdade". Dr. Henrique Andrade. Edição própria. Um livro bem antigo, que só pode ser encontrado em antiquários ("sebos").&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;"Universo e vida". Hernani T. Santana (médium) e Áureo (espírito)&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"Kardec x Roustaing". Erasto de Carvalho Prestes. Edit. Mandarino, Rio de Janeiro, RJ&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;"Elos doutrinários". Ismael Gomes Braga. Edit. FEB &lt;/td&gt;&lt;td&gt;"Allan Kardec - Bom senso ou contra-senso?!". Erasto de Carvalho Prestes. Edit. Mandarino, Rio de Janeiro, RJ&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;"Jesus, nem Deus, nem homem". Guillon Ribeiro Editora: FEB&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"Brasil: Pátria do anticristo". Erasto de Carvalho Prestes. Edit. Mandarino, Rio de Janeiro, RJ&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;"A história de Roustaing". Jorge Damas Martins&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"As tolices e pieguices de Roustaing". Nazareno Tourinho. Edições Correio Fraterno, São Bernardo do Campo, SP.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"Será a obra de Roustaing Espírita?". Carlos Alberto Ferreira, Editora EME&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"Conscientização Espírita". Gélio Lacerda&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"Roustaing: Um estudo desapaixonado". Krishnamurti de Carvalho Dias&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"O corpo fluidico". Wilson Garcia. Edit. Correio Fraterno do ABC&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;.&lt;/td&gt;&lt;td&gt;"Erros Doutrinários". Júlio Abreu Filho e hoje praticamente só encontrável em Sebos&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-116766082712888318?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/116766082712888318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=116766082712888318' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/116766082712888318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/116766082712888318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2007/01/o-que-nos-diferencia-dos-seguidores-de.html' title='O que nos diferencia dos seguidores de Roustaing?'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-116250919949665575</id><published>2006-11-02T20:09:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:37:58.060-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Herculano Pires'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Aparências, reencarnações suntuosas e passes.</title><content type='html'>Podemos ir ainda mais longe e perguntar: quem se conhece a si mesmo e pode avaliar-se com segurança? Se os nossos estudos e as nossas práticas espíritas ainda não nos deram sequer a compreensão da inferioridade do nosso planeta, da precariedade dos juízos humanos, da nossa incapacidade para dominar os problemas de ordem superior do plano espiritual, é evidente que precisamos de uma revisão imediata e profunda da nossa posição doutrinária. Nessa mesma linha de pensamento devemos encarar os problemas do conhecimento de nossas encarnações anteriores. Essa questão vem também servindo como possível critério avaliativo de médiuns e pregadores. Estes, por sua vez, encontram apoio para a sua possível autoridade na doutrina em suas possíveis lembranças de vidas anteriores. Mas de que recursos dispomos para penetrar com segurança nesse problema, investigando as nossas vidas passadas e até mesmo as vidas passadas dos outros? O único critério de que dispomos nos foi dado sabiamente por Kardec: examinarmos as nossas condições atuais para sabermos em que condições vivemos no passado remoto. Esse critério se baseia no princípio da evolução e no imperativo do conhece-te a ti mesmo. Mas a nossa ignorância em relação à posição do Espiritismo no mundo, é tanta que nos esquecemos da inutilidade dos títulos e posições do passado para querer saber quem fomos e não o que fomos. Queremos ter a certeza, mesmo através de uma autosugestão, de que fomos esta ou aquela figura histórica importante — uni príncipe, um cardeal ou pelo menos o seu assistente, uma rainha ou um grande guerreiro — porque assim nos sentimos maiores e fazemos que os homens atuais nos considerem com mais respeito. Isso quer dizer simplesmente que trocamos os valores espirituais por valores materiais peremptos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perguntamos pela nossa humildade, moralidade, espiritualidade, bondade e pureza no passado. perguntamos pela vaidade, arrogância, criminalidade e imoralidade. Sabemos muito bem que os grandes de ontem, na trágica história humana, foram ferozes dominadores, e queremos nos apresentar ainda hoje com as insígnias da grandeza brutal de outros tempos. Como dizia Aristides Lobo, o grande jornalista paulistano, materialista e tradutor de obras filosóficas, que acabou aceitando o Espiritismo e proferindo na Biblioteca Municipal uma memorável palestra sobre a sua conversão: "O que estranho no meio espírita é que tenho encontrado muitos patifes reencarnados, mas nenhum camponês ou lixeiro honesto". Se nos fosse benéfico lembrar as encarnações anteriores, é evidente que as lembraríamos. Essas lembranças estão em nós mesmos, gravadas em nossa consciência profunda. Mas em nosso benefício as lembranças do passado são filtradas ao passar da consciência subliminar à consciência supraliminar. O filtro protetor só permite que passem pela linha divisória de limiar os resultados de nossas experiências anteriores em forma de aspirações, aptidões, tendências, vocações, e sobretudo os propósitos de não regredirmos jamais àquelas condições negativas que devemos esquecer. Este problema das reencarnações anteriores é sempre disfarçado pela declaração de que a lembrança serve para provar o princípio da reencarnação. Na realidade, o que em geral se busca não é isso, mas uma base maior e tanto mais impressionante quanto aureolada pelo maravilhoso, para o nosso prestígio atual no meio espírita. Esquecemo-nos, porém de que a revelação dessas supostas lembranças serve também para nos ridicularizar ante os espíritas de bom-senso e a grande maioria não-espírita. E o que é pior: servem para ridicularizar a teoria da reencarnação e o próprio Espiritismo perante os meios culturais. Acontece o mesmo na questão dos passes. É natural a nossa tendência para a simulação, o disfarce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingeniero dedicou volumoso estudo a essa questão. Nas competições da vida tem muita importância a aparência. Somos sempre tentados pelo prestígio das aparências. O funcionário subalterno de uma repartição pública aturde o público com exigências de toda espécie, inteiramente desnecessárias, para fazer valer a importância do seu cargo, o que vale dizer a sua importância. Formam-se ordens honoríficas numerosas para conceder comendas e latarias variadas aos compradores de importância. Pessoas de poucos recursos gastam o que não podem para falar grosso no meio social. É conhecida a preferência dos homens de pequena estatura pelos automóveis rabo-de-peixe. As Universidades se enchem de alunos que lutam para a conquista de um título que lhes dê prestígio, pouco interessados no conhecimento a adquirir,&lt;br /&gt;no seu desenvolvimento cultural. Os fardões acadêmicos transformam muitos escritores de valor em múmias comedoras de bolacha. É tão natural essa tendência que geralmente não se percebe o ridículo de todas essas coisas. É também natural que essa tendência exista no meio espírita, apesar de todas as advertências doutrinárias sobre a efemeridade das glórias mundanas. O exemplo de Jesus, o rabi popular que não procurou as investiduras do Templo, foi soterrado pelas honrarias de após morte que lhe conferiram, transformando-o até mesmo num terço de Deus. Ora, uma terceira parte de Deus projetada na Terra podia dar-se ao luxo de não ligar para as coisas do mundo. Mas nós os homens, não podemos fazer isso. Toda a suntuosidade do Templo e das suas prerrogativas, que Jesus rejeitou, foi transformada na suntuosidade das igrejas cristãs e nas ordenações sacerdotais, com sua hierarquia e seu ritualismo complicado.&lt;br /&gt;No Espiritismo os homens não iriam perder de um momento para outro essa tendência da espécie. Como a doutrina não permite as regalias do sistema igrejeiro, era necessário arranjar alguns substitutivos. Um deles, é o das graduações mediúnicas e das reencarnações suntuosas. Surgiram e surgem constantemente as complicações da prática. O passe tornou-se popular por sua eficácia. Mas é tão simples um passe que não se pode fazer mais do que dá-lo. Criaram-se então as complicações. São necessários cursos especiais, com lições de anatomia e fisiologia, para que uma criatura de boavontade estenda as mãos sobre uma cabeça sofredora. Mas como impor as mãos é coisa muito simples, criaram-se também as técnicas do passe, com palavrórios fantasiosos e gesticulação de ginástica sueca, que os humildes passistas têm de aprender com&lt;br /&gt;especialistas em educação física. Veja-se a mistura que se conseguiu fazer, numa espécie de liga metálica em que entram diversos reforços. O resultado foi a transformação do passe numa exibição de habilidades em ritmo de balé. Ninguém se lembra de que o passe não é uma técnica, mas uma doação fluídica de amor. O passe espírita é apenas a imposição das mãos ensinada e praticada por Jesus. Não é passe magnético, é passe mediúnico. A palavra mediúnico já diz que não é o passista quem dá o passe, são os espíritos através dos médiuns. Um passista é um médium e pede a assistência do seu guia ao dar o passe. Mas quando o guia encontra o passe estilizado, padronizado, transformado num ritual de candomblé, desiste e espera que o sofredor procure um local de simplicidade cristã, em que ele possa agir com eficácia. Os círculos mediúnicos com o paciente no meio pressupõem uma concentração de forças. Os médiuns já não são mais médiuns, são pilhas elétricas fornecedoras de energias. Não são os espíritos que sabem o que o doente precisa. São os bisonhos aprendizes de anatomia e fisiologia, de magnetismo e ginástica com subsídios de bailados rituais dos templos egípcios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que desejam realmente iniciar-se no Espiritismo devem compreender, antes de tudo, que Espiritismo é simplicidade e bom-senso. Fora disso o que temos são encenações que desvirtuam a doutrina. São essas invigilâncias que ameaçam a prática espírita. Ninguém deseja que os espíritas sejam ignorantes, mas é evidente que devem ser simples e humildes, compreendendo que nem Salomão se vestia com a beleza das flores simples do campo. Temos de superar o fermento dos fariseus, se quisermos realmente fazer-nos dignos do Espiritismo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MEDIUNIDADE por J. Herculano Pires&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-116250919949665575?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/116250919949665575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=116250919949665575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/116250919949665575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/116250919949665575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/11/aparncias-reencarnaes-suntuosas-e.html' title='Aparências, reencarnações suntuosas e passes.'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-116088077225813536</id><published>2006-10-14T23:43:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:38:52.347-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Campeonato da Insensatez</title><content type='html'>Quando o conhecimento libertava-se da grilheta soez da ignorância e as ciências adquiriam cidadania cultural, alargando os horizontes do pensamento e facultando melhor entendimento em torno da finalidade existencial, em meado do século XIX, surgiu o Espiritismo como um sol para a Nova Era, que deveria iluminar a Humanidade a partir de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a resposta dos Céus às rogativas dos sofrimentos que se espalhavam pela Terra. Conforme Jesus houvera prometido, tratava-se de O Consolador, que chegava para atender às múltiplas necessidades humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintetizando o idealismo filosófico com as conquistas da experimentação científica moderna, ao tempo em que a ética do Evangelho se fazia restaurada, essa incomparável Doutrina propunha-se a oferecer os instrumentos hábeis para a aquisição da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O obscurantismo ancestral cedia lugar a novas conquistas libertadoras, enquanto Espíritos de escol encarregavam-se de promover o progresso material, social e intelectual no Orbe, sacrificando-se fiéis aos anseios de iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os objetivos da liberdade alcançada desde os dias sangrentos de 1789, com a queda da Bastilha e os movimentos que a seguiram, facultavam o florescimento da verdadeira fraternidade entre todos, igualando-os em relação aos direitos e aos deveres que lhes diziam respeito, pelo menos teoricamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiravam-se novos ares sem os tóxicos dos preconceitos e da intolerância religiosa, que cedia ante o vigor das conquistas incomparáveis da evolução que diariamente chegavam às massas sofridas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arrogância de Napoleão III, em França, refletindo a dominação clerical, que teimava em prosseguir soberana, graças aos vínculos com Roma, que apoiava governos usurpadores e perversos na Europa, assinalava o declínio do Velho Mundo de ostentação e privilégios, a fim de que os vexilários do amor e da paz abrissem clareiras na imensa noite amedrontadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Espíritos, considerados mortos, romperam o apavorante silêncio a que foram relegados e proclamaram os lídimos ensinos do Cristo como fundamentais à vida, bem como a própria imortalidade, restaurando a pulcritude do Evangelho que houvera sido gravemente adulterado, desse modo despertando as consciências para a vivência da concórdia, do bem e da caridade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paradigmas científicos do Espiritismo revestiam-se do vigor indispensável ao enfrentamento com o materialismo de Frederico Engels e de Schopenhauer, de Marx e de Nietzsche, revitalizando a ética centrada na Boa Nova, conforme Jesus e Seus primeiros discípulos a haviam vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um renascimento da Palavra e um reencontro com a Verdade, que houvera perdido o brilho, empanada pelos dogmas ultramontanos e a Teologia partidarista, elaborada apenas para atender aos interesses mesquinhos e subservientes aos poderosos que, às vezes, eram também submetidos ao talante do seu atrevimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitindo-se investigar até a exaustão, os imortais confabularam com as criaturas terrestres, oferecendo-lhes explicações seguras sobre a vida, seus objetivos, os problemas do sofrimento, do destino, do ser humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca, até então, uma Doutrina abrangeria tantos temas e questões porque, afinal, não procedia de uma pessoa, mas de uma equipe de pensadores como João Evangelista, Paulo, o Apóstolo, Santo Agostinho, Descartes, Lacordaire, Cura d'Ars, São Luís de França, Joana d'Arc, Henri Heine, Fénelon, para citar apenas alguns poucos, todos sob a inspiração de Jesus Cristo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa trilogia sintetizada num bloco monolítico - Ciência, Filosofia e Religião - deveria enfrentar o futuro, acompanhando o progresso, aceitando todas as suas conquistas, mas interpretando-as com discernimento apurado, porque estuda as causas, enquanto as ciências estudam os seus efeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um século e meio quase transcorrido, após o surgimento de O Livro dos Espíritos, em Paris, a 18 de abril de 1857, a Doutrina resistiu a todas as investidas da cultura científica, tecnológica, filosófica, permanecendo vigorosa e insuperável como no instante da sua consolidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Movimento Espírita espraiou-se por diversas nações terrestres, apresentou escritores, médiuns, oradores e conferencistas, pedagogos, psicólogos, médicos e advogados, juízes e desembargadores, entre muitos outros profissionais, todos incorruptíveis, que deixaram um legado honorável, mas que, infelizmente, em alguns de seus bolsões, não está sendo dignamente preservado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atavismos ancestrais, em diversos espíritas, que se elegeram ou foram eleitos líderes por si mesmos, no entanto, não têm suportado o peso da responsabilidade pela execução do trabalho que lhes diz respeito, e, preocupados injustamente com o labor organizacional, vêm-se desviando dos conteúdos insofismáveis da Doutrina, qual fizeram ontem em relação à Mensagem cristã, que transformaram em romanismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às preocupações em torno da caridade fraternal em referência aos infelizes em todo porte, entregam-se à conquista de patrimônio material e de projeção social, vinculando-se a políticos de realce, nem sempre portadores de conduta louvável, para partilharem das migalhas do mundo em detrimento das alegrias do reino dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Substituem a simplicidade e a espontaneidade dos fenômenos mediúnicos por constrições e diretrizes escolares que culminam, lamentavelmente, com a diplomação de médiuns e de doutrinadores, que também alcançam os patamares teológicos de autofascinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigências descabidas e vaidosas agridem a simplicidade que deve viger nas Sociedades espíritas, antes desvestidas de atavios ditos tecnológicos e atuais, que eram vivenciados pela tolerância e bondade entre os seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao estudo sério dos postulados doutrinários, sucede-se a chocarrice e o divertimento em relação ao público que busca as reuniões, em atitudes mais compatíveis com os espetáculos burlescos do que com a gravidade de que o Espiritismo se reveste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O excesso de discussões em torno de questões secundárias toma o tempo para análise e reflexão em relação aos momentosos desafios sociais e humanos aos quais o Espiritismo tem muito a oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presunção e a soberba elegem delineamentos e condutas que recordam aqueles formulados pelos antigos sacerdotes, e que ora pretendem se encarreguem de definir os rumos que devem ser tomados pelo Movimento, após reuniões tumultuadas com resíduos de mágoas e animosidades mal disfarçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvem-se as mensagens dos Benfeitores espirituais, comovendo-se com as suas dissertações, e logo abandonando-as dominados pela alucinação da frivolidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apegam-se ao poder, como se fossem insubstituíveis, esquecidos de que as enfermidades e a desencarnação os desalojam das funções que pretendem preservar a qualquer preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tecnicismo complicado vem transformando as Instituições em Empresas dirigidas por executivos brilhantes, mas sem qualquer vínculo com os postulados doutrinários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divisões que se vão multiplicando por setores, por especializações, ameaçam a unidade do corpo doutrinário, olvidando-se daqueles que não possuem títulos terrestres, mas que são pobres de espírito, simples e puros de coração, em elitismo injustificável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escasseiam o amor, a compaixão e a caridade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticas sórdidas, perseguições públicas, malquerenças grassam, onde deveriam vicejar o perdão, o bem-querer, a compreensão fraternal, a caridade sem jaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se dispõe de tempo, consumido pelo vazio exterior, para a assistência aos sofredores e necessitados que aportam às casas espíritas, relegados a segundo plano, nem para a convivência com os pobres e desconhecedores da Doutrina, que são encaminhados a cursos, quando necessitam de uma palavra de conforto moral urgente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os corações enregelam-se e a fraternidade desaparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo resistiu bravamente a trezentos anos enquanto perseguido e odiado, até o movimento em que o imperador Constantino o vilipendiou, no dia 13 de junho de 313, mediante o Edito de Milão, que o tornou tolerado em todo o Império romano, descambando posteriormente para religião do Estado, em olvido total às lições de Jesus Cristo, passando, depois, de perseguido a perseguidor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espiritismo ainda não completou o seu sesquicentenário de surgimento na Terra e as mesmas nuvens borrascosas ameaçam-no de extermínio, por invigilância de alguns dos seus profitentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de estancar-se o passo na correria desenfreada em busca das ilusões, a fim de fazer-se uma análise mais profunda em torno da Doutrina Espírita e dos seus objetivos, saindo-se das brilhantes teorias para a prática, a vivência dos ensinamentos libertadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é momento para escamotear-se a realidade, em face do anseio para conseguir-se, embora rapidamente, o brilho momentâneo dos holofotes, como se blasona com certa mofa, em relação aos que disputam as glórias terrestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos competição e mais cooperação, deve ser a preocupação de todos espíritas sinceros, a fim de transferir a Doutrina para as futuras gerações, conforme a receberam do Codificador e dos seus iluminados trabalhadores das primeiras horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons espíritas, meus bem-amados, sois todos obreiros da última hora, conforme proclamou o Espírito protetor Constantino, em O Evangelho segundo o Espiritismo. (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vos esqueçais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estais comprometidos, desde antes da reencarnação, com o Espiritismo que agora conheceis e vos fascina a mente e o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende cuidado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitai conspurcá-lo com atitudes antagônicas aos seus ensinamentos e imposições não compatíveis com o seu corpo doutrinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornar às bases e vivê-las qual o fizeram Allan Kardec e todos aqueles que o seguiram desde o primeiro momento é dever de todo espírita que travou contato com a Terceira Revelação judaico-cristã porque o tempo urge e a hora é esta, sem lugar para o campeonato da insensatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Vianna de Carvalho e outros Espíritos-espíritas *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica da noite de 17 de julho de 2006, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, BA, Brasil).&lt;br /&gt;(*) Capítulo XX - "Os trabalhadores da última hora", item 2. Nota do Autor espiritual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-116088077225813536?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/116088077225813536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=116088077225813536' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/116088077225813536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/116088077225813536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/10/campeonato-da-insensatez.html' title='Campeonato da Insensatez'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-115482570372860361</id><published>2006-08-05T21:46:00.002-03:00</published><updated>2008-04-26T22:53:50.610-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedagogia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Espirita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>A Filosofia Espírita da Educação</title><content type='html'>Autor: Marcus Alberto De Mário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofia é "a ciência geral dos princípios e causas, ou sistema de noções gerais sobre o conjunto das coisas; esforço para generalizar, aprofundar, refletir e explicar, sistema de valores, força moral e elevação de espírito com que o homem se coloca acima dos preconceitos; sabedoria". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espiritismo é uma doutrina filosófica porque possui princípios e causas e se constitui num sistema devidamente organizado explicando o homem e a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreendermos a filosofia espírita necessitamos ter a visão de que o Espiritismo não está restrito apenas ao "O Livro dos Espíritos", sua obra fundamental, mas espraia-se pelo conteúdo das obras kardequianas, inclusive as chamadas subsidiárias, pois no dizer de Kardec "ninguém, pois, se iluda: o estudo do Espiritismo é imenso; interessa a todas as questões da metafísica e da ordem social; é um mundo que se abre diante de nós". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mundo que se abre diante de nós estrutura automaticamente uma filosofia espírita da educação. O aspecto educacional do Espiritismo através de sua filosofia descortina um mundo novo para renovação moral do homem a partir da constatação da imortalidade e da reencarnação. E a palavra abalizada de Kardec sentencia: "É pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a humanidade". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Herculano Pires, a "filosofia da educação (...) abrange todo o contexto de ações e reações subjetivas que vai do ser como ser ao social como social e como cultura. A filosofia da educação extravasa de sua própria polaridade no momento em que transcende o social para penetrar no cultural, no pleno domínio do espírito". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(4)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual a filosofia da educação que penetra no "pleno domínio do espírito"? É a filosofia espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que outras doutrinas espiritualistas tenham desconsiderado o Espírito, mas nenhuma possui a sistematização do conhecimento do ser enquanto ser imortal criado por Deus, como possui o Espiritismo, e sistematização em bases lógicas, racionais, comprovadas por pesquisas sérias acerca da reencarnação e pelas investigações pós-morte proporcionadas pela mediunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ney Lobo assim se refere à visão espírita do ser e das coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Doutrina Espírita (...) se ocupa de toda a realidade em todas as suas dimensões. Da intimidade do átomo penetra em ascensão, todos os reinos naturais, inclusive o dos Espíritos, culminando em Deus. É até mais abrangente do que qualquer outra filosofia, pois inclui em suas reflexões o plano dos Espíritos, objetivamente, como reais, e não como entes abstratos, de razão ou míticos. Admite a filosofia espírita, as íntimas relações dos Espíritos conosco, os encarnados, e suas manifestações no plano físico, com reflexões especulativas sobre isso tudo, sem prejuízo das experiências científicas correspondentes". &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(5)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da filosofia emana a filosofia da educação, que por sua vez desenvolve uma pedagogia, e com o Espiritismo não é diferente. De sua filosofia temos com naturalidade a filosofia espírita da educação, que é um sistema ético-moral tendo por base a moral ensinada e vivida por Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da filosofia espírita da educação temos algumas coordenadas que nortearão todo o processo pedagógico da evolução do Espírito:&lt;br /&gt;a) o educando é um Espírito reencarnado;&lt;br /&gt;b) todo Espírito é criado por Deus e possui potencialidades naturais;&lt;br /&gt;c) o educando possui idéias inatas e tendências trazidas de seu passado (vidas anteriores);&lt;br /&gt;d) a formação de hábitos morais deve preponderar sobre a instrução intelectual;&lt;br /&gt;e) o educando deve construir sua perfectibilidade;&lt;br /&gt;f) a vida é educação;&lt;br /&gt;g) a reencarnação é instrumento pedagógico divino; e&lt;br /&gt;h) o amor, sentimento maior, comanda a educação do Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são algumas das coordenadas pedagógicas trazidas à luz pela filosofia espírita da educação, e que estão devidamente traçadas em "O Livro dos Espíritos" e nas demais obras da Codificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já citamos, no dizer de Herculano Pires a filosofia da educação abrange o domínio social e cultural do homem - espírito reencarnado - e, também, penetra no pleno domínio do Espírito, no entendimento que o mundo corpóreo e o mundo espiritual interagem, sendo a humanidade o conjunto dos dois mundos, que se interpenetram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cosmovisão do ser e da vida, de forma sistêmica, é apanágio da filosofia espírita, o que nos leva a considerar, necessariamente, que temos em mãos uma nova educação: a educação total do Espírito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar a filosofia espírita e suas conseqüências educacionais para chegar à prática pedagógica espírita no lar e na escola é tarefa que não se pode adiar, pois significa legar ao mundo a chave para sua transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as correntes de pensamento e pesquisas as mais diversas sobre o homem esbarram quase sempre na leitura do mesmo como ser biológico, cognitivo, com o seu psiquismo atrelado aos complexos mentais de ordem física. A transcendentalidade do ser é apenas fuga religiosa ou interpessoal, busca de equilíbrio interior para uma existência sem continuidade após a morte, quando o Espírito completa, alarga e mesmo modifica tais pensamentos e pesquisas, sempre válidos mas carentes da realidade do homem como Espírito imortal criado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos então a educação debater-se sobre as questões de ordem ética e moral sem conseguir soluções satisfatórias, e perguntamos: não está na hora de levar a filosofia espírita da educação para os educadores e para escola? A prática educacional condiciona-se aos fins da educação, e que fins podem ser esses dentro da visão materialista do ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente a filosofia espírita pode alavancar o fazer educacional para fins superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências bibliográficas:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Ilustrado, Editora Civilização Brasileira, 1973;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, introdução, item 13.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Obras Póstumas, Allan Kardec, página 384.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(4)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Pedagogia Espírita, Herculano Pires, Editora EDICEL.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(5)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Filosofia Espírita da Educação, vol. 1, Ney Lobo, Editora FEB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;(Publicado originalmente no jornal Mundo Espírita de Agosto de 1997)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-115482570372860361?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.espirito.org.br/portal/artigos/mundo-espirita/a-filosofia-espirita.html' title='A Filosofia Espírita da Educação'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/115482570372860361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=115482570372860361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/115482570372860361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/115482570372860361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/08/filosofia-esprita-da-educao.html' title='A Filosofia Espírita da Educação'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-115275650017803677</id><published>2006-07-12T22:58:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:42:00.869-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Recomendacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Passes'/><title type='text'>Recomendação literária</title><content type='html'>Com muito prazer e alegria, recebemos do amigo Jacob Melo, informações sobre um novo livro de sua autoria, que esta para ser lançado. O assunto é instigante por unir o interesse espírita sobre o magnetismo, com um dos maiores males do século que vivemos, que vem a ser a depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo a descrição que recebemos do Jacob sobre o livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;A cura da depressão pelo magnetismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Antes de oferecer alguns detalhes do livro vale salientar que uma das grandes preocupações de nossa Editora e do autor do livro é combater o suicídio e as idéias e perturbações que levem as criaturas a pensarem nessa hipótese como saída para seus problemas e conflitos. Como a depressão tem um vínculo muito forte com essa problemática, este lançamento se torna, por isso mesmo, muito mais oportuno do que poderíamos imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o livro:&lt;br /&gt;Trata-se de um livro de pesquisa. Surgiu porque o autor decidiu pesquisar mais o assunto passes e magnetismo, especialmente após ter sofrido uma profunda crise de Depressão há cerca de 6 anos. Durante a doença, recebeu passes de vários colegas, inclusive dos que aprenderam com ele suas técnicas e, mesmo assim, na ocasião, aqueles passes não o levaram a obter qualquer melhora. Só depois de passado tudo foi que descobriu o que ocorria e o porquê dos passes não funcionarem. E é isso, e muito mais, que ele narra, explicando e ensinando nesse novo livro. Depois dessa experiência, partiu para a pesquisa determinada, com a qual obteve resultados magistrais, preciosos e ímpares do uso dessa prática na ação sobre aquela desesperadora doença. Hoje já existem vários grupos aplicando essa técnica, inclusive nos Estados Unidos, sempre contando com resultados extremamente valiosos. Apesar de técnico, o livro aborda o tema de forma a menos complicada possível, apresentando narrativas e depoimentos muito interessantes. Todas as técnicas e procedimentos são explicados, além de tratar várias questões correlacionadas, de invulgar importância, como o mecanismo dos fluidos, detalhes acerca da doença, os motivos pelos quais muitos passes não funcionam nessa terapia, como entender a ação dos fluidos e dos centros vitais dos depressivos e uma rica abordagem sobre a esperança e outros fatores complementares de superação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro terá 220 páginas, no tamanho 14cm x 21cm, em papel especial (pólen) e capa em policromia plastificada com orelhas. O Prefácio é de Mackenzie Melo, escrito nos bancos do Central Park, em New York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dado complementar:&lt;br /&gt;Jacob Melo é o autor dos seguintes livros:&lt;br /&gt;O Passe, seu estudo, suas técnicas, sua prática – editado pela FEB&lt;br /&gt;Manual do passista – nossa edição&lt;br /&gt;Cure-se e cure pelos passes – nossa edição&lt;br /&gt;Viver ainda é a melhor saída – nossa edição&lt;br /&gt;Há coisas boas por todos os lados – nossa edição&lt;br /&gt;Reflexões de Morenno - nossa edição&lt;br /&gt;George D´Andréa Morenno: Ele Sabia! - nossa edição&lt;br /&gt;Aprendendo com a Vida - pela Mojico&lt;br /&gt;O Lado Positivo de Tudo - pela Mnêmio Túlio&lt;br /&gt;Pense sobre isso e pense muito melhor – pela Martin Claret&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações podem ser obtidas através do e-mail da editora (&lt;a href="mailto:vidaesaber@interjato.com.br"&gt;vidaesaber@interjato.com.br&lt;/a&gt;), com a Lucila (&lt;a href="mailto:lumelo@interjato.com.br"&gt;lumelo@interjato.com.br&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;ou pelo fone/fax (84) 3231.4410.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-115275650017803677?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/115275650017803677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=115275650017803677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/115275650017803677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/115275650017803677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/07/recomendao-literria.html' title='Recomendação literária'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-115189389190327694</id><published>2006-07-02T23:29:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:42:48.746-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tolerância'/><title type='text'>Eu tenho um sonho</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Texto de autoria do Raphael&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: 'We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença: 'Nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.'" [ Mr. Martin Luther King, em discurso realizado em 28 de agosto de 1963, em Washington, EUA, no Lincoln Memorial ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho de King, não representava apenas um ideal em prol da igualdade de raças.Representava um ideal em prol da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em prol da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer semelhança no discurso de King com o ideal espírita, não é mera coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, onde está, a liberdade tão sonhada por King, e tão propalada pelos espíritos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”– É pelo pensamento que o homem desfruta de uma liberdade sem limites, porque o pensamento desconhece obstáculos. Pode-se deter seu vôo, mas não aniquilá-lo.” [ in O livro dos Espíritos – Questão 833 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade plena e irrestrita de pensamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que liberdade é essa, tão obtusa, que pode ser detida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que liberdade é essa, restrita, e que não pode ser aniquilada, nos trazendo o falso conforto da ignorância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a consciência, a real e irrestrita consciência, de modo que todo e qualquer ser saia do ostracismo melífluo que assola a humanidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta nada, empunhar a bandeira do sectarismo, em prol de uma causa que não se luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia sonhamos em construir um mundo melhor, que tal nos livrar dos pré-conceitos impostos pelos costumes e hábitos irrefletidos da sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se buscamos o universalismo, somos obrigados a compreender o quão amplo é esse termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos obrigados a compreender, o quão profundo é esse ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na necessária unidade, na dúvida liberdade, em todas as coisas caridade." (Santo Agostinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A unidade necessária, só pode ser validada por propósitos morais aceitos por toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do contrário, não há universalidade.Há somente a geração e a sustentação de pseudo-necessidades que degeneram o espírito humano.Isso não pode e nem deve mais ocorrer.A postura condescendente com esse mecanismo, ou seja, o mecanismo que sustenta a “necessidade do escândalo”, necessariamente deve ser - e será - erradicado pelo homem de bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A unidade de todos, em detrimento da unidade sectária de alguns grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a unidade necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa, não resta dúvidas ante a consciência.Busquemos a liberdade, em prol da caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nenhum homem é livre se não puder comandar a si mesmo." (Pitágoras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente a moral é capaz de conduzir os homens a fraternidade.Independente de raça, religião, agremiação política ou filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tolerância entre os seres, é a chave para essa moral.Mas não a tolerância ao erro, aquela que sustenta inconscientemente – ou conscientemente – a “necessidade do escândalo” como dito antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como separar essa tênue linha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira tolerância, por John Locke:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”A necessidade (sic) em que nos encontramos de acreditar sem conhecimento e, muitas vezes, até sobre fracos fundamentos, no estágio passageiro da ação e da cegueira em que vivemos sobre a terra, esta necessidade, digo eu, deveria tornar-nos mais cuidadosos em nos instruir-nos a nós mesmos do que em obrigar os outros a aceitar nossas opiniões...&lt;br /&gt;A opção que deveríamos tomar nesta ocasião seria ter piedade da nossa mútua ignorância e procurar dissipá-la por todas as vias suaves e honestas de que podemos nos lembrar para esclarecer o espírito, e não maltratar primeiramente os outros como pessoas obstinadas e perversas, porque não querem deixar as suas opiniões e aceitar as nossas...&lt;br /&gt;Pois, onde está o homem que têm provas incontestáveis da verdade de tudo oque defende ou da falsidade de tudo o que condena, ou que pode dizer que examinou a fundo todas as suas opiniões ou todas as dos outros homens?”&lt;br /&gt;[ in “Ensaio sobre o Entendimento humano” - 1671, IV cap.I6,4 – LOCKE, John ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em prol de todos, com quem ficamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todos, ou com apenas alguns?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta refletir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Espiritismo não tem nacionalidade e não faz parte de nenhum culto existente; nenhuma classe social o impõe, visto que qualquer pessoa pode receber instruções de seus parentes e amigos de além-túmulo. Cumpre seja assim, para que ele possa conduzir todos os homens à fraternidade. Se não se mantivesse em terreno neutro, alimentaria as dissensões, em vez de apaziguá-las."&lt;br /&gt;[ in Controle Universal do Ensino dos Espíritos - KARDEC, Allan ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomamos oque foi concebido para ser universal para si?Ou no estágio passageiro da ação e da cegueira que vivemos sobre a terra, acabamos por esquecer que a verdade é de todos, e não de apenas alguns?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que caridade é essa propagada por essa “nossa verdade”, que impede todos de ter acesso a essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há caridade, quando essa não é a favor do bem comum.Se defendemos a verdade, não nos deveríamos nos eximir de propaga-la a todos, sem exceção.Não há moral, onde habita o egoísmo e o sectarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há moral onde habita meias-verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)muitas pessoas tropeçam pela vida até a beira do abismo sem saber onde estão indo.Às vezes, isso acontece porque aquele cuja vocação é dar expressão cultural aos seus pensamentos deixaram de examinar a verdade, preferindo o sucesso rápido ao esforço da indagação paciente sobre oque torna a vida digna de ser vivida." (Karol Wojtyla)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há moral, onde habita o proselitismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos os povos e a todas as crenças, o Espiritismo foi concebido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho cântico negro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal." (Marthin Luther King)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto de autoria do Raphael&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-115189389190327694?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/115189389190327694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=115189389190327694' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/115189389190327694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/115189389190327694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/07/eu-tenho-um-sonho.html' title='Eu tenho um sonho'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-115189372037475667</id><published>2006-07-02T23:27:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:56:55.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allan Kardec'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Principios básicos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Codificação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Religião?</title><content type='html'>"Não é, pois, assim como alguns o pretendem, sempre porque não o conhecem, uma religião nova, uma seita que se forma às expensas de suas irmãs mais velhas: é uma doutrina puramente moral que não se ocupa, de nenhum modo, dos dogmas e deixa a cada um inteira liberdade de suas crenças, uma vez que não se impõe a ninguém; e a prova disso é que tem adeptos em todas, entre os mais fervorosos católicos, como entre os protestantes, entre os judeus e os muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espiritismo repousa sobre a possibilidade de se comunicar com o mundo invisível, quer dizer, com as almas; ora, como os judeus, os protestantes, os muçulmanos têm alma como nós, disso resulta que podem se comunicar com elas tão bem quanto conosco, e que, por conseguinte, podem ser Espíritas como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é mais uma seita política, como não é uma seita religiosa;é a constatação de um fato que não pertence mais a eletricidade e os caminhos de ferro;é, digo eu, uma doutrina moral, e a moral está em todas as religiões e em todos os partidos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Haverá nisso alguma coisa de anti-religioso? Muito ao contrário, porquanto os incrédulos encontram aí a fé e os tíbios a renovação do fervor e da confiança. O Espiritismo é, pois, o mais potente auxiliar da religião."&lt;br /&gt;[ &lt;strong&gt;in Revue Spirit, KARDEC, Allan&lt;/strong&gt; ]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-115189372037475667?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/115189372037475667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=115189372037475667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/115189372037475667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/115189372037475667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/07/religio.html' title='Religião?'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-114759766652143396</id><published>2006-05-14T06:05:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:44:55.082-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Até quando?</title><content type='html'>Na comunidade "&lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=154184"&gt;Espiritismo Ortodoxo&lt;/a&gt;" no Orkut, o Marcelo Traeger nos brindou com o texto abaixo, o qual agora compartilhamos com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Até quando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando, meu Deus, até quando?&lt;br /&gt;Até quando, Senhor, escutarei alguém dizer.&lt;br /&gt;Que Armond superou Kardec, Senhor, veja só Você!&lt;br /&gt;Até quando, meu Deus, até quando?&lt;br /&gt;Até quando, Senhor, terei eu de escutar.&lt;br /&gt;Que médium pode ser maledicente, personalista e auto-suficiente.&lt;br /&gt;Mas jamais (é pecado mortal), nunca mesmo ele pode fumar!&lt;br /&gt;Até quando, meu Deus, até quando?&lt;br /&gt;Até quando, Senhor, verei um sabereta dizer com charme.&lt;br /&gt;Que eu tenho que me manter anêmico.&lt;br /&gt;Porque não posso (Deus nos acuda), não posso nem comer CARNE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me questiono, te pergunto.&lt;br /&gt;Cadê meu estudo, cadê o seu?&lt;br /&gt;Me questiono, te pergunto.&lt;br /&gt;Ninguém sabe, desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quando, meu Deus, até quando?&lt;br /&gt;Até quando, Senhor, ouvirei falas de mel.&lt;br /&gt;Dizendo para eu me abster de sexo.&lt;br /&gt;Pois assim mais cedo irei pro céu!&lt;br /&gt;Até quando, meu Deus, até quando?&lt;br /&gt;Até quando, Senhor, eles ainda falarão.&lt;br /&gt;Que se hoje sou assaltado.&lt;br /&gt;É porque ontem fui um ladrão!&lt;br /&gt;Até quando, meu Deus, até quando?&lt;br /&gt;Até quando, Senhor, o lugar comum dentro do movimento.&lt;br /&gt;Que para eu evoluir devo correr atrás do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me questiono, te pergunto.&lt;br /&gt;Cadê meu estudo, cadê o seu?&lt;br /&gt;Me questiono, te pergunto.&lt;br /&gt;Ninguém sabe, aqui não apareceu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Marcelo Traeger&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-114759766652143396?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/114759766652143396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=114759766652143396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/114759766652143396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/114759766652143396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/05/at-quando.html' title='Até quando?'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-113938638988274008</id><published>2006-02-08T06:08:00.001-02:00</published><updated>2008-04-26T22:45:22.800-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Espiritismo'/><title type='text'>Visita ao Museu Espírita e Palestra</title><content type='html'>Temos o prazer de convida-los para uma visita ao Museu Espirita de São Paulo, conforme programa abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Data&lt;/span&gt;: 18 Fevereiro de 2006&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Local&lt;/span&gt;: Museu Espirita de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Endereço&lt;/span&gt;: Rua Guaricanga, 357 / 359, no bairro da Lapa. em São Paulo, SP - Brasil&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Site&lt;/span&gt;: &lt;a href="http://www.frontier.com.br/icesp/index.htm"&gt;http://www.frontier.com.br/icesp/index.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entrada&lt;/span&gt;: Solicitamos doar um quilo de alimento não perecivel, a ser encaminhado para uma entidade assistencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Programação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13:45h&lt;/span&gt; Recepção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14:00h&lt;/span&gt; Visitação monitorada ao acervo do Museu, com a respectiva apresentação das características, curiosidades e demais dados acerca dos itens do acervo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15:00h&lt;/span&gt; Mini palestra sobre divulgação da Doutrina Espírita através da Internet, relatando experiência de grupos dos quais participamos ou temos contato e apresentando resultados obtidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15:15h&lt;/span&gt; Palestra sobre “TCI perante a codificação”, na qual o Sr. Pedro Vieira abordará a temática das pesquisas relacionadas à transcomunicação instrumental pelo enfoque doutrinário. O Sr. Pedro, Engenheiro Eletrônico pela UFRJ, Mestrado também pela UFRJ, é trabalhador no “C.E. Leon Denis” (RJ) e também no “C.E. Cristófilos” onde coordena um grupo de pesquisas sobre TCI. Nesta palestra o Sr. Pedro também apresentará os resultados que vem obtendo, as dificuldades e oportunidades encontradas com tal pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;16:00h&lt;/span&gt; Inicio do debate no qual os presentes poderão expor suas duvidas e pontos de vista acerca dos temas tratados, bem como acerca de outros assuntos pertinentes à Doutrina Espírita. Esse debate devera funcionar nos moldes de uma "mesa redonda" com a participação de todos e moderação de um dos coordenadores presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17:00h&lt;/span&gt; Encerramento das atividades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Agradecimentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos à Katia pela idéia de um debate em moldes de "mesa redonda" o qual estamos implementando neste evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos também à Diretoria do Museu Espírita que prontamente se dispos a nos receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agradecimentos também a todos aqueles que anonimamente trabalharam e vibraram para que esse evento pudesse ser realizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-113938638988274008?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/113938638988274008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=113938638988274008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113938638988274008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113938638988274008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/02/visita-ao-museu-esprita-e-palestra.html' title='Visita ao Museu Espírita e Palestra'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-113855065493300592</id><published>2006-01-29T14:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-29T14:04:14.946-02:00</updated><title type='text'>O Espiritismo e a Investigação Científica</title><content type='html'>Autoria: Deolindo Amorim&lt;br /&gt;Texto publicado no Anuário Espírita 74 do "Instituto de Difusão Espírita" de  Araras, São Paulo, Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto foi transcrito do &lt;a href="http://www.geae.inf.br/pt/boletins"&gt;Boletim GEAE&lt;/a&gt;, o qual recomendamos pela qualidade e seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvimos dizer, mais de uma vez, que "o Espiritismo parou no século XIX", em matéria de estudos científicos. Depois de uma fase realmente notável, fase em que refulgiram os nomes de CROOKES, AKSAKOF, ZOELLNER, por exemplo, nunca mais se fez um trabalho de cunho científico, na acepção exata. É o que se diz. Até certo ponto, sinceramente, honestamente, devemos reconhecer que a crítica tem alguma procedência, não há duvida. Das últimas décadas do século passado ao começo do nosso século[1], é inegável, houve experiências rigorosas, comunicações e relatórios de alto teor científico. De certo tempo em diante, parece que se deu uma espécie de arrefecimento do espírito científico no campo mediúnico. Isto não quer dizer que não haja material. Há, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons médiuns existem por toda parte, ocorrem fenômenos relevantes, mas a impressão que se tem, hoje em dia, é de que não há mais investigadores do tipo de Crookes, Gibier, Bozzano e outros. Quase não se fazem registros nos trabalhos experimentais, nem há certos cuidados, na maioria dos casos. Muito fenômeno importante fica sem anotação, sem documento para exame ou verificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos crer que haja homens de envergadura intelectual para investigações sérias, mas talvez não haja condições, ambiente favorável, em grande parte, pois nem todas as pessoas que se dedicam a parte experimental do Espiritismo tem mentalidade científica. Há muita diferença entre mentalidade científica e cultura científica. É certo que a cultura abre horizontes largos e pode contribuir muito para a formação da mentalidade,  mas é preciso não perder de vista que muitas pessoas adquirem boa cultura científica, tem muita leitura, fazem cursos especializados, etc., etc., mas não tem a verdadeira mentalidade científica. Pode parecer um contra-senso. Quem, por exemplo, fica logo deslumbrado diante de um fenômeno ou de uma comunicação "sensacional" sem qualquer análise, não tem mentalidade científica, pois está procedendo apenas emocionalmente, não analiticamente. E quanta gente há, por aí, que procede assim, apesar de possuir currículos universitários?... Há pessoas que são muito rigorosas noutros campos de pesquisa, mas quando entram no campo mediúnico procedem mais como místicos do que propriamente como homens de ciência. Não basta, portanto, ter a formação científica dos livros ou dos cursos de Universidade, é preciso ter atitudes científicas diante dos fenômenos. E é o que muita gente não tem. Há pessoas, no entanto, que não fizeram uma cultura científica regular, não dispõe de certos instrumentos de pesquisa, mas apresentam reações diferentes, dando a impressão de que tem muito mais espírito científico do que muitos laureados. Mas não se pode dizer que não haja, atualmente, gente capaz de realizar trabalhos científicos. Talvez essas pessoas não encontrem compreensão nem apoio para certos tipos de sessões. É outro problema. Em que sociedade, em que ambiente organizar uma sessão com médiuns preparados para determinadas experiências? Não é fácil, digamos a verdade. Por isso mesmo, e sem analisar o problema também por outros ângulos, é que algumas pessoas dizem que "o Espiritismo parou no século passado". Não parou, pois a mediunidade não se acabou, mas a preocupação científica, em grande parte, está sendo prejudicada pelas atitudes devocionais, atitudes que pretendem muito mais divinizar os espíritos e santificar os médiuns do que, a rigor, procurar a verdade pelo fio da razão esclarecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema comporta ainda outras considerações, não pode ser colocado apenas dentro de uma faixa de crítica. Aqui mesmo, no Brasil, onde o Espiritismo não ficou apenas na pura comprovação mediúnica, já se deram fenômenos de grande valor científico, mas não se fez relatório, não se deu divulgação, a bem dizer. Indiscutivelmente, nós nos descuidamos de anotar, confrontar, registrar em ata, testemunhar. Tudo isso faz parte do legítimo espírito científico, que é sempre cauteloso. Nosso temperamento geralmente não dá muito para esperar com paciência, aguardando que as primeiras impressões se confirmem. Somos indiferentes em determinadas coisas e, ao mesmo tempo, somos precipitados noutras coisas: ou não damos a devida importância a manifestações realmente significativas ou somos capazes de nos arrebatar com pouca coisa... A experiência que o diga. O lado místico, por sua vez, também pesa muito na prática mediúnica e, por isso mesmo, não é fácil imprimir uma orientação metódica em determinados grupos, ainda que haja médiuns de possibilidades aproveitáveis. A legião de sofredores é muito grande, em todas as camadas sociais, e a maior parte do públic, por isso mesmo, recorre aos "canais mediúnicos" simplesmente como fonte de consolações ou à procura de esclarecimentos imediatos para suas situações; nunca, porém, como elemento de pesquisa, com visão científica ou filosófica. Tudo isso, afinal-de-contas, deve ser objeto de consideração, pois há vários fatores confluentes no campo mediúnico. Então, voltemos ao ponto de partida: o Espiritismo não parou, mas as condições, hoje, são bem diferentes das condições em que pontificaram certos homens de ciência. Não se pode pensar em investigação científica sem pensar, necessariamente, no material humano que deve ser utilizado em trabalhos de tal natureza, muito específica e de muita complexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século passado[2] - vejamos bem - havia uma preocupação dominante, absorvente: provar ou negar a comunicação dos espíritos. Não havia outra alternativa. O Espiritismo enfrentava o desafio da ciência, muito mais relevante do que a sistemática oposição religiosa. Alguns homens de ciência entraram nesse campo exclusivamente para tirar a limpo a questão da comunicação entre vivos e mortos. Não tinham outro fito. E, por isso mesmo, empregaram todos os meios, forraram-se de cuidados especiais, amarraram médiuns, fiscalizaram sessões com vigilância implacáveis, mediram, pesaram, confrontaram, fizeram tudo. E era necessário. Chegaram às provas. A maioria deles ficou apenas no terreno experimental, deu testemunho, colocando-se corajosamente acima de preconceitos e conveniências, mas verdade é que não se dedicou à especulação filosófica, não chegou à Doutrina, em suma. Grande contribuição, indiscutivelmente, no campo experimental. Não foi o caso, entretanto, de Gabriel Delanne. Este, sim, tinha embocadura de experimentador, era homem de formação científica, mas também fez obra doutrinária, na linha intelectual de ALLA KARDEC, LÉON DENIS, por exemplo. DELANNE partiu do fenômeno, como vários outros, mas entrou na indagação, fez estudos filosóficos, tirou conclusões válidas e lúcidas. A todos, no entanto, de um lado e do outro lado, isto é, tanto do lado puramente fenomênico quanto do lado doutrinário, muito deve o movimento espírita, pois todos eles são figuras clássicas na história do Espiritismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo tempo em diante (devemos compreender bem a situação), uma vez provada e comprovada a comunicação entre vivos e mortos, naturalmente já não havia tanto interesse pelo campo experimental, diante dos depoimentos de homens de projeção científica, sem qualquer compromisso de ordem sentimental, religiosa ou doutrinária.  Passou, até certo ponto, a fase das experiências objetivas, porque a própria expansão das idéias espíritas começou a provocar interesses de outra natureza, devido às necessidades humanas. Abriram-se, na realidade, dois focos de atenção: o fenômenico e o doutrinário. A divulgação da Doutrina criou a bem dizer uma polarização muito intensa, justamente porque muita gente queria mensagem, reclamava uma filosofia de vida, não se contentava somente com a prova direta das comunicações. Os estados de angústia, a desorientação espiritual, a falta de segurança interior, a deficiência de cultura religiosa, tudo isso, realmente, levou o homem, depois de algum tempo, a procurar a mensagem espírita em estado de quase sofreguidão e, por isso, deixou de se concentrar muito nas experiências científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio, daí, a popularização do Espiritismo, trazendo certos prejuízos, é inegável, porque se desprezou muito o estudo sério, a pesquisa, o raciocínio analítico para enveredar pela simples crença nos espíritos, como que abrindo caminho para a formação de mais uma seita... Esse desvirtuamento, convenhamos, afastou certos homens afeitos a estudos científicos. Tudo isto é aceitável na consideração do problema. Há, porém, outro aspecto, e este deve ser levado em conta. É justamente o aspecto humano. O Espiritismo, hoje em dia, não é apenas um campo de experiências mediúnicas, é uma doutrina de vida, representa a solução de muitos problemas do homem moderno. As necessidades humanas vão aumentando cada vez mais, na medida em que a sociedade se torna mais complexa. E o Espiritismo, para boa parte da sociedade atual, é a "última esperança", é a grande resposta, que o homem não encontra noutras doutrinas, apesar de haver batido em muitas portas... É uma realidade diferente daquela realidade, que, na segunda metade do século XIX, viveram grandes experimentadores da fenomenologia mediúnica. Justamente por isso, o problema, não pode ser apresentado apenas por um prisma, seja qual for, mas através de vários angulos de observação, sobretudo quanto às peculiaridades de cada país. Podemos, pois, chegar a estas sumárias conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, pelo fato de não haver, hoje, ao que conste, experiências do tipo de Crookes, Geley, Lombroso e outros, isto não significa que não haja médiuns nem tampouco nos permite concluir que o ciclo experimental do Espiritismo tenha deixado de ser necessário;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, se é verdade, até certo ponto, que a falta de interesse pela investigação científica é prejudicial à compreensão e ao conceito do Espiritismo, também é verdade que o homem atual é absorvido por uma série de problemas prementes e, por isso, o aspecto doutrinário tem, para ele, maior interesse no momento, por causa da mensagem, que vai ao sentimento, aliviando as feridas da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo isso, afinal, podemos inferir que é necessário encarecer e estimular as pesquisas, a experiência científica, que teve sua razão de ser no século passado[2] e ainda se faz indispensável nos dias atuais, mas não devemos perder de vista o lado verdadeiramente humano do Espiritismo diante do sofrimento e da profunda decadência moral que se observa em todos os níveis sociais. Não nos esqueçamos de que o Espiritismo atende, ou deve atender, ao mesmo tempo, a necessidades diversas: necessidades científicas, necessidades sociais, necessidades emocionais e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observações do &lt;a href="http://www.geae.inf.br/pt/boletins"&gt;GEAE&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Deolindo Amorim escreveu este texto em 1974 assim ele se refere ao período que vai das últimas décadas do século XIX ao início do XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Século XIX&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-113855065493300592?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/113855065493300592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=113855065493300592' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113855065493300592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113855065493300592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/01/o-espiritismo-e-investigao-cientfica.html' title='O Espiritismo e a Investigação Científica'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-113845913892802566</id><published>2006-01-28T12:29:00.000-02:00</published><updated>2006-01-28T13:10:56.956-02:00</updated><title type='text'>Algumas lembranças...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Este texto, elaborado pelo nosso amigo Cláudio Silva (&lt;u&gt;Aleph&lt;/u&gt;), possui uma excelente análise&lt;br /&gt;do desenvolvimento do espiritismo no Brasil. Foi disponibilizado originalmente&lt;br /&gt;na comunidade "Espiritismo Ortodoxo", do Orkut, em um debate acerca do emprego&lt;br /&gt;do termo "Ortodoxo", equivocado no ponto de vista de algumas pessoas, mas&lt;br /&gt;apropriado em nosso entender por tomarmos por base a busca da coerência para com&lt;br /&gt;os principios doutrinários em detrimento de tantas inovações que foram&lt;br /&gt;implementadas no correr dos anos, sem nenhum embasamento na metodologia da&lt;br /&gt;Doutrina Espirita, que determina os mecanismos para sua evolução e aceitação de&lt;br /&gt;novos fatos ou paradigmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, a transcrição ipsis literis do texto elaborado pelo Aleph&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algumas lembranças...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento espírita foi calcado sobre uma instituição intelectual: a &lt;strong&gt;Sociedade Espírita de Estudos Parisienses&lt;/strong&gt;. Com ela, a produção da Revista Espírita, que tinha um carater psicológico (não confundir com Psicologia Espírita, nada a ver pois esta nem existe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inegável a cultura que aqueles homens tinham e, a superlativa capacidade de compreensão da doutrina em relação a massa que hoje adorna as instituições espíritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos mais tarde, em 1867, quando o Espiritismo chegou na Bahia, em Salvador - Pelourinho, com Luiz Olímpio Teles de Menezes e o &lt;strong&gt;Grêmio Familiar Espírita&lt;/strong&gt;, surge um outro tipo de formatação do movimento espírita. O &lt;strong&gt;grupo de estudo doutrinário&lt;/strong&gt; e as primeiras comunicações (inclusive de pseudo-sábios). Um célebre caso do "&lt;u&gt;anjo de Deus&lt;/u&gt;" motivou Kardec a enviar uma carta-resposta a esta associação (vide A História do Movimento Espírita na Bahia de Lúcia Loureiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma de publicação foi o jornal, o &lt;strong&gt;Eco de Além Túmulo&lt;/strong&gt;, uma espécie de informativo, com artigos respostas as acusações da Igreja a doutrina espírita e as atividades do Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apartir de 1875, Bezerra de Menezes passa a se envolver com o Espiritismo, no rio de Janeiro e cria o &lt;strong&gt;Centro Espírita&lt;/strong&gt;, com o seu &lt;em&gt;Curso de Desenvolvimento Mediúnico&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tônica de Bezerra neste processo, foi totalmente diferente. Apesar dele incitar o estudo da doutrina, as pessoas iam &lt;u&gt;fascinadas pela mediunidade&lt;/u&gt;. É importante lembrar que o Rio de Janeiro foi um dos focos mediúnicos mais intensos do Brasil (assim como Salvador), devido as vertente africanista mediunista (Candomblé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um bolo ou salada de frutas entre o Candomblé e o Espiritismo, a ponto de em 1905, no Rio de Janeiro, surgir a Umabanda, que comumente se chama de mesa branca. A ênfase na mediunidade e nos espíritos nativos foi muito intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto chamou muitos estudiosos do espiritismo a atenção, inclusive Deolindo Amorim, que publicou Espiritismo e Africanismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destes estudos, Deolindo fez questão de frizar em suas obras, a necessidade de se criar um &lt;strong&gt;Instituto de Cultura Espírita&lt;/strong&gt; que pudesse estudar algumas questões concernentes a antropologia e a doutrina espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta instituição teria aspecto eminentemente de estudo e se voltaria para aspectos de desenvolvimento e desdobramento da doutrina espírita nos seus aspectos filosóficos, científicos e religiosos, buscando oferecer elementos de compreensão sob o âmbito antropológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, a reunião das seguintes instituições: Sinagoga Espírita Nova Jerusalém, a União Federativa Espírita Paulista, a Federação Espírita do Estado de São Paulo e a Liga Espírita do Estado de São Paulo, organizaram-se em 1946 no inutuito de formar a União Social Espírita ou USE, visando unificar o movimento espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge o (famigerado) federativismo espírita, com o intuito claro de uniformizar as bases do movimento espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Aonde eu quero chegar com isto? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta diversidade de casas e pensamentos sobre a doutrina espírita levariam o movimento espírita a divergir entre si, sobre as bases de uma &lt;strong&gt;ortodoxia&lt;/strong&gt;. Vejam que as bases do que se pensa ser a doutrina espírita versam sobre: &lt;li&gt;caráter de pesquisa e divulgação (Kardec);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;caráter doutrinário e de divulgação (Luis Olímpio Teles de Menezes);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;caráter de desenvolvimento mediúnico e estudo (Bezerra de Menezes);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;caráter de estudos antropológicos e contextualização da doutrina (Deolindo Amorim);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;caráter federativo (União Social Espírita).&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aparentemente tais modelos são conciliáveis, mas na prática não o são.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bases de estruturação de progressão e pesquisa do espiritismo modifica entre elas, quando uma dá ênfase ao fenômeno e outra dá ênfase a doutrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A federação espírita distoa de todas, pois enfatiza o movimento espírita, que por si só é completamente dispare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisaríamos de diretrizes para estruturar o movimento espírita... Elas estão ditas no Livro dos Médiuns capítulo XXIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extrairem dois itens que gosto muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rivalidades entre as Sociedades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;348. Os grupos que se ocupam exclusivamente com as manifestações inteligentes e os que se entregam ao estudo das manifestações físicas têm cada um a sua missão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nem uns, nem outros se achariam possuídos do verdadeiro espírito do Espiritismo&lt;/strong&gt;, desde que &lt;/em&gt;&lt;em&gt;não se olhassem com bons olhos; e aquele que atirasse pedras em outro provaria, por esse simples fato, a má influência que o domina. &lt;strong&gt;Todos devem concorrer, ainda que por vias diferentes, para o objetivo comum, que é a pesquisa e a propaganda da verdade&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os antagonismos, que não são mais do que efeito de orgulho superexcitado, ornecendo armas aos detratores, só poderão prejudicar a causa, que uns e outros pretendem defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;349. Estas últimas reflexões se aplicam igualmente a todos os grupos que porventura divirjam sobre alguns pontos da Doutrina. Conforme dissemos, no capítulo &lt;strong&gt;Das Contradições&lt;/strong&gt;, essas divergências, as mais das vezes, apenas versam sobre acessórios, não raro mesmo sobre simples palavras. Fora, portanto, pueril constituírem bando à parte alguns, por não pensarem todos do mesmo modo. Pior ainda do que isso seria o se tornarem ciosos uns dos outros os diferentes grupos ou associações da mesma cidade. Compreende-se o ciúme entre pessoas que fazem concorrência umas às outras e podem ocasionar recíprocos prejuízos materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havendo, porem, especulação, o ciúme só traduz mesquinha rivalidade de amor-próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Como, em definitiva, não há sociedade que possa reunir em seu seio todos os adeptos, as que se achem animadas do desejo sincero e propagar a verdade, que se proponham a um fim unicamente moral, devem assistir com prazer à multiplicação dos grupos e, se alguma concorrência haja de entre eles existir, outra não deverá ser senão a de fazer cada um maior soma de bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As que pretendam estar exclusivamente com a verdade terão que o provar, tomando por divisa: Amor e Caridade, que é a de todo verdadeiro espírita. Quererão prevalecer-se da superioridade dos Espíritos que as assistam? Provem-no, pela superioridade dos ensinos que recebam e pela aplicação que façam deles a si mesmas. Esse o critério infalível para se distinguirem as que estejam no melhor caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns Espíritos, mais presunçosos do que lógicos, tentam por vezes impor sistemas singulares e impraticáveis, à sombra de nomes veneráveis com que se adornam. O bom-senso acaba sempre por fazer justiça a essas utopias, mas, enquanto isso não se dá, podem elas semear a dúvida e a incerteza entre os adeptos. Daí, não raro, uma causa de dissentimentos passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos meios que temos indicado de as apreciar, outro critério há, que lhes dá a medida exata do valor: o número dos partidários que tais sistemas recrutam. A razão diz que, de todos os sistemas, aquele que encontra maior acolhimento nas massas, deve estar mais próximo da verdade, do que os que são repelidos pela maioria e vêem abrir caros nas suas fileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tende, pois, como certo que, quando os Espíritos se negam a discutir seus próprios ensinos, é que bem reconhecem a fraqueza destes. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;Como surgiria então uma ortodoxia?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Inicialmente através da estruturação das atividades mediúnicas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;346. Os trabalhos de cada sessão podem regular-se conforme se segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Leitura das comunicações espíritas recebidas na sessão anterior, depois de passadas a limpo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Relatórios diversos.&lt;br /&gt;- Correspondência.&lt;br /&gt;- Leitura das comunicações obtidas fora das sessões.&lt;br /&gt;- Narrativa de fatos que interessem ao Espiritismo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Matéria de estudo.&lt;br /&gt;- Ditados espontâneos.&lt;br /&gt;- Questões diversas e problemas morais propostos aos Espíritos.&lt;br /&gt;- Evocações.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Conferência.&lt;br /&gt;- Exame crítico e analítico das diversas comunicações.&lt;br /&gt;- Discussão sobre diferentes pontos da ciência espírita.&lt;/em&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/em&gt;Depois, pela unificação da metodologia de análise da comunicação. Para isto, lanço mão da introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;"Sabe-se que os Espíritos, em virtude da diferença entre as suas capacidades, longe se acham de estar, individualmente considerados, na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que o saber de cada um deles é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares mais não sabem do que muitos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos e sofômanos, que julgam saber o que ignoram; sistemáticos, que tomam por verdades as suas idéias; enfim, que só os Espíritos da categoria mais elevada, os que já estão completamente desmaterializados, se encontram despidos das idéias e preconceitos terrenos; mas, também é sabido que os Espíritos enganadores não escrupulizam em tomar nomes que lhes não pertencem, para impingirem suas utopias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí resulta que, com relação a tudo o que seja fora do âmbito do ensino exclusivamente moral, as revelações que cada um possa receber terão caráter individual, sem cunho de autenticidade; que devem ser consideradas opiniões pessoais de tal ou qual Espírito e que imprudente fora aceitá-las e propagá-las levianamente como verdades absolutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro exame comprobativo é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos Espíritos. "&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Ortodoxia do do latim &lt;em&gt;&lt;strong&gt;orthodoxu&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e do grego &lt;em&gt;&lt;strong&gt;orthódoxos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que está com a opinião, do grego &lt;em&gt;&lt;strong&gt;doxa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ortodoxia propiciaria saber o conteúdo, a essência pela qual um conhecimento se estrutura de forma a se tornar "senhor" dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ortodoxia espírita precisaria se ajustar então, a forma como as casas espíritas se organizam, sem perder de vista os princípios da: universalidade e da concordância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto seria o que Thomas Khum propõe de &lt;em&gt;núcleo irredutível&lt;/em&gt; de uma ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O núcleo irredutível do Espiritismo seriam os princípios básicos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;existência de Deus;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;imortalidade da alma;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;progresso dos espíritos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;leis morais;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;reencarnação;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;comunicabilidade com os mortos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;pluralidade dos mundos habitados;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;inexistência do céu e do inferno;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;código penal da vida futura (Céu e Inferno);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Controle Universal do Ensino dos Espíritos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Código Moral Universal estruturado no Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O núcleo irredutível da doutrina espírita não seriam dogmas&lt;/strong&gt;, &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;mas princípios pelos quais diferenciariam o Espiritismo das demais doutrinas espiritualistas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. &lt;em&gt;Isto é amplamente discutido por Kardec na Introdução de o Livro dos Espíritos e, propicia uma referência de como se estruturar o movimento espírita&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Para cada tipo de organização seria necessário um tipo de ortodoxia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente não... Mas, os &lt;strong&gt;procedimentos&lt;/strong&gt; e ou, técnicas necessárias para estruturá-la em &lt;strong&gt;cada modalidade de instituição&lt;/strong&gt;, levariam a mostrar que para cada uma delas, seriam necessários procedimentos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo...&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Para uma instituição com bases mediúnicas, haveria necessidade de um núcleo federativo que concatenasse as comunicações e estudasse-as, antes de publicá-las como obras.&lt;br /&gt;Elas seriam estruturadas como os editores de livros, que os analisam e criticam exaustivamente, até chegar a um ponto de concordância.&lt;br /&gt;Obviamente, isto levaria os romances a passar mais tempo de espera.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;As instituições de cultura e pesquisa espírita, necessitaria de fóruns e simpósios que levassem as suas descobertas e pesquisas, de forma a divulgarem efetivamente seus trabalhos.&lt;br /&gt;Desta forma, a "Ciência Espírita" afloraria, porque somente através da publicação séria de pesquisas e realização de simpósios abalizados, é possível surgir um aciência.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;As instituições doutrinárias também necessitariam publicar artigos em fóruns específicos, dando uma conotação pluralistas ao termo "ortodoxia espírita"&lt;br /&gt;Esta organização, em específico, deveria fazer frente as interfaces da doutrina espírita com outros pensamentos espiritualistas.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;O medo do estrangeirismo doutrinário deveria ser banido, visto que se há universalidade nos ensinamentos dos espíritos, ele se manifestará independente de ser uma instituição espírita ou não&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este item em particular me chama mais atenção, &lt;strong&gt;por que tem a ver com a transdisciplinaridade&lt;/strong&gt; da doutrina Espírita. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;O Espiritismo é uma chave mestra para um mundo bem maior a ser encontrado em outras doutrinas mais antigas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (vide O Livro dos Fluidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, acho que redimo-me das meras críticas e passo para as propostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz profunda, sincera e fraternal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS:. Espero que alguém tenha tido coragem de ler até o final.&lt;/li&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-113845913892802566?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/113845913892802566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=113845913892802566' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113845913892802566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113845913892802566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/01/algumas-lembranas.html' title='Algumas lembranças...'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-113685372615853245</id><published>2006-01-09T22:40:00.000-02:00</published><updated>2006-01-25T13:52:40.386-02:00</updated><title type='text'>Tentativas de invasão</title><content type='html'>Provavelmente alguem que se julga na condição de "arauto da ética" vem tentando invadir esse blog. Lamentável que falte espelho para se ver o mau-caratismo estampado na face dessa pessoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-113685372615853245?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/113685372615853245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=113685372615853245' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113685372615853245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113685372615853245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2006/01/tentativas-de-invaso.html' title='Tentativas de invasão'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-113545623945782385</id><published>2005-12-24T18:30:00.001-02:00</published><updated>2008-04-26T22:48:37.762-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citacao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jesus Histórico'/><title type='text'>Jesus era simpatizante da seita dos fariseus</title><content type='html'>Um excerto do livro "Jesus, esse grande desconhecido" de Juan Arias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"... Mas, descartada a hipótese de que Jesus e os seus fizessem parte da comunidade dos essênios de Qumran, por mais que algumas de suas doutrinas possam ter influenciado o cristianismo primitivo, o que parece mais provável é que eles integravam o grupo dos fariseus, cuja doutrina era mais próxima àquela que Jesus pregava. Não podemos esquecer que foi um famoso fariseu de seu tempo, José de Arimatéia, quem cedeu seu túmulo para que Jesus fosse enterrado depois da crucificação. E foram alguns grupos de fariseus que foram avisar Jesus, para que ele fugisse, ao saberem que Herodes estava à sua procura para matá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois bem, uma pergunta se impõe de imediato: como é possível que Jesus fosse um fariseu se os quatro evangelhos apresentam os seguidores dessa seita como seus grandes inimigos e perseguidores? A explicação que hoje se dá a essa pergunta é muito simples. Parece que, quando os evangelhos foram escritos - o que coincide com o momento em que as primeiras comunidades cristãs começam a se afastar de suas raizes judaicas para entrar em contato com os pagãos e gentios, entre eles os romanos -, os fariseus eram o grupo dominante do judaísmo, não vendo com bons olhosa abertura do judeu-cristianismo para uma religião universalista, perseguiram duramente os judeus-cristãos, impedindo-os, por exemplo, de continuar entrando nas sinagogas, como haviam feito até então os judeus circuncisos convertidos a Jesus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nessas circunstâncias, os evangelistas atribuiram aos fariseus do tempo de Jesus - que eram muito diferentes -, coisas que correspondiam ao que eles estavam vivendo. Assim, todos os ataques sofridos por Jesus, partissem de quem quer que fosse, eram atribuidos aos fariseus. Todas as disputas e os insultos a Jesus foram atribuidos a eles, quando o normal seria que os maiores adversários de Jesus dentro do judaismo fossem, não os fariseus, que eram uma seita liberal - acreditando até na ressurreição dos corpos - mas os saduceus, que representavam a oficialidade do Templo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem dúvida, Jesus deve ter tido seus conflitos com os fariseus, sobretudo com os mais legalistas, mais atentos à letra que ao espírito da Lei, mas não ao ponto de eles serem os grandes inimigos do Mestre. Tanto assim que não se fala no envolvimento de nenhum fariseu durante o processo que levaria Jesus à condenação e à morte na cruz. Na verdade, muitos tinham sido tão amigos dele que até o convidavam para comer em suas casas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A postura dos evangelistas contra os fariseus foi tão dura que "fariseu" virou sinônimo de "hipócrita", palavra que puseram na boca de Jesus contra os fariseus. Agora uma coisa parece certa: se Jesus não pertencesse de algum modo ao grupo de fariseus, estes não teriam perdido tempo discutindo com ele; simplesmente o teriam desprezado ou ignorado, como mais um louco que se fazia passar pelo Messias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hoje a verdade é muito diferente. Poucos sabem, por exemplo, que boa parte das afirmações atribuidas exclusivamente a Jesus já pertenciam à doutrina liberal dos fariseus. Por exemplo, a famosa frase de Jesus, "o sabado foi criado para o homem e não o homem para o sábado", usada pelos fariseus para contrapor-se aos grupos mais tradicionais, que faziam da lei sabática algo estritamente formal. Igualmente, a regra de ouro, "Não façais aos outroso que não quiserdes que vos façam" vinha da doutrina farisaica, ao mesmo tempo em que os fariseus recusavam a prática do "olho por olho, dente por dente", também questionada por Jesus ao pregar, ao contrário, o perdão e o amor aos inimigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Acontece que os fariseus, alêm das normas escritas da Lei, defendiam uma tradição oral não-codificada, em que constava, por exemplo, que a circuncisão realizada no oitavo dia não violava o sábado. Mesmo as questões de maior controvérsia entre Jesus e os fariseus eram tópicos doutrinários já em discussão entre os vários grupos de fariseus, que tinham diferentes interpretações dasleis e da tradição judaicas. Tais discussões de Jesus com os diferentes grupos de fariseus vêm provar que, mesmo que não pertencesse estritamente à seita, ele, no mínimo a conhecia bem a fundo e adotara muitas de suas doutrinas."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-113545623945782385?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/113545623945782385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=113545623945782385' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113545623945782385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113545623945782385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/12/jesus-era-simpatizante-da-seita-dos.html' title='Jesus era simpatizante da seita dos fariseus'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-113487079571538400</id><published>2005-12-17T23:52:00.001-02:00</published><updated>2008-04-26T22:47:50.395-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Reformadores do Espiritismo</title><content type='html'>Os Reformadores do Espiritismo estão por ai, disseminados em inúmeras obras que se auto-intitulam como sendo espíritas mas que vão contradizendo de maneira paulatina os princípios básicos da Doutrina Espirita. Reformam sem demonstrar que estão reformando, adulteram sem demonstrar que estão adulterando. Como conseguem fazer isso? De uma maneira simples que poderia ser evitada com o estudo e valorização das orientações que encontramos na codificação quando nos orienta sobre como identificamos a natureza de um espírito, quais os indícios que nos permitem saber se um espírito age com respeito, seriedade e compromisso ou não, e definitivamente algumas caracteristicas negativas como "profecias" (dentre outras) são amplamente defendidas e utilizadas pelos "reformadores do espiritismo", claro que tudo isso embalado em doces palavras, repetindo sobretudo as palavras-chave Jesus e Amor à profusão. E já dizia um discípulo de que não bastaria dizer "Jesus, Jesus" para ser de fato um seguidor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, embalados nas doces palavras não se dão conta de que vão lentamente contrariando a codificação que alegam seguir, chegam até mesmo a exortar Kardec para já em seguida contradize-lo, exaltam também a Doutrina para imediatamente jogarem-na para escanteio oferecendo em troca algo que acreditam ser melhor, mas que é tão bom que necessita do nome "espiritismo" para ser aceito. Talvez se fosse bom de verdade seria aceito pelo que é e não pelo que procura desfigurar, destruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ai estão os "reformadores do espiritismo", e ai dos pobres "obsediados" que ousarem relembrar princípios doutrinários, deverão ser taxados disso: retrógrados, incapacitados para o amor, laicos, obsediados, presunçosos, dentre outras adjetivações negativas possíveis de se aplicar. São culpados e adjetivados por se negarem a seguir com a "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;manada&lt;/span&gt;", a seguirem os modismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o mais caracteristico seja notar que a Doutrina Espirita se distingue e se distancia de todas as demais filosofias e expressões de religiosidade por tomar uma base de profunda humildade; é a unica que não apregoa "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;verdades imutáveis&lt;/span&gt;", pelo contrário, conclama seus seguidores a exercerem o senso crítico e avaliarem detidamente tudo aquilo produzido sob a chancela de "espírita", não teme se colocar diante da ciência e até mesmo propagar que diante de uma constatação de que algum princípio se encontra equivocado, é responsabilidade (notem o peso da palavra responsabilidade) de que seus adeptos abandonem tal princípio e adotem a correção trazida pela ciência. Não é uma obra de um único homem, seja o codificador, seja quem a ditou, pelo contrário, é uma obra produzida coletivamente que traz um conceito expresso apenas posteriormente pela ciência dos "coletivos inteligentes", dentre outros que poderiam ser associados a essas práticas adotadas desde o princípio pela Doutrina. E exatamente nessa linha em que se fundamenta, lança também as diretivas para que as produções futuras não escapem desse modelo enveredando pelo personalismo. Mas o que buscam os "reformadores do espiritismo"? Exatamente subverter esse princípio trocando a produção coletiva pela imposição de um único ou de poucos. E conceitos estranhos como "infalibilidade mediunica" ou "infalibilidade do espírito embora o médium possa falhar" tomam o lugar das orientações doutrinárias que visam combater essa chaga do personalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que vemos nascer, dentre outros, Roustaing, Pietro Ubaldi, Osvaldo Polidoro, etc, etc, etc, que de um jeito ou de outro jogam a codificação a escanteio, alegando que se encontra ultrapassada e propõem que em seu lugar se adote aquilo que produziram individualmente. É exatamente o corolário oposto daquilo que a doutrina nos exorta. E muitos cedem pelas palavras doces com que se revestem tais distorções da Doutrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fanáticos pululam e se exasperam ao menor ruido propondo que incorreções sejam retiradas (&lt;u&gt;conforme orienta a Doutrina&lt;/u&gt;) e que em seu lugar a correção seja disseminada, alegam que tal "heresia" seria &lt;i&gt;adulterar a Doutrina&lt;/i&gt;, oras, a negação de se seguir o preceito doutrinário que indica que isso &lt;u&gt;deve&lt;/u&gt; ser feito é o que? Não seria a negação de se seguir os princípios doutrinários a primeira e mais básica de todas as "heresias" que adulteram a Doutrina? Pois é nesse interminável duelo entre seguir ou não seguir as orientações doutrinárias que surgem argumentos completamente distanciados dos fundamentos doutrinários, embasados unicamente em opiniões pessoais, via de regra movidos apenas por emoções, que acabam obstruindo que a humanidade possa conhecer a Doutrina espirita em sua totalidade, em sua tríplice fundamentação (ciência, filosofia e moral - conforme o original em Francês), e mais do que impedir que se conheça, obstruem também que se vivencie a doutrina em sua totalidade. Estranhamente adotam um único viés mas não se ruborizam de recorrer a citação de que a Doutrina é tambem ciência e filosofia quando acuados diante de argumentos contrários a seus pontos de vista, recorrem justamente a aquilo que obstruem a livre expressão e vivencia, com a argumentação de que constituem um viés desprovido de caridade, amor ao próximo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumem uma postura de que a Doutrina Espírita é uma religião, embora encontremos em seus alicerces que ela somente pode ser classificada como tal no aspecto filosófico. Mais do que isso, alegam que estão resgatando os principios dessa religião que teria sido adulterada com o passar do tempo por organizações humanas; estranhamente todas suas comunicações, todo seu embasamento &lt;u&gt;reza pela cartilha&lt;/u&gt; da instituição que seria a principal culpada pelas deturpações. Mas uma verdade subsiste nessa argumentação; pois que procedem da mesma maneira que no passado procederam, com a distorção dos ensinos de alguem e com a transformação desses ensinos numa religião, algo que nunca foi proposto pelo "fundador", mas a ele imposto pelos "seguidores". Os frutos vemos sendo colhidos, já se busca diante das leis o reconhecimento da figura de "autoridade religiosa do espiritismo", título a ser conferido a médiuns ou dirigentes espíritas para que assumam um papel que é destituido de qualquer fundamento doutrinário, pelo contrário, exposto como incorreto perante a Doutrina, aceitável para religiões tradicionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-113487079571538400?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/113487079571538400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=113487079571538400' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113487079571538400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113487079571538400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/12/reformadores-do-espiritismo.html' title='Reformadores do Espiritismo'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-113477599129891368</id><published>2005-12-16T21:26:00.000-02:00</published><updated>2006-12-24T13:51:38.856-02:00</updated><title type='text'>A intensidade de uma vida</title><content type='html'>Em homenagem a Eduardo Carvalho Monteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autoria de Wilson Garcia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezembro, 15, 2005. Eduardo partiu hoje, pela manhã. Pela Júlia Nezu e outros amigos recebi a notícia. Estive com ele no Hospital Alvorada dia 29 de novembro, em companhia do amigo comum Maurício Ribeiro. Estava esperançoso de retomar as atividades normais, mas sabia-se em grandes dificuldades. As pernas sem movimento, a voz baixa e marcas de incisões nos braços e no corpo. Reclamou de não poder mudar de posição no leito. Fez-nos, emocionado, confidências particulares, confidências que a nós faziam sentido e tinham imenso valor. Por cerca de uma hora, conversamos amenidades e recordamos fatos passados. Enfim, o deixamos. Era a despedida de quem estava de retorno aos campos floridos de um espaço sideral deixado anos atrás, onde a vida tem outros sentidos mais e, certamente, novas e fortes emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este momento sereno me conduz a relembrar a trajetória que, juntos, fizemos. Ficaria eu bastante chateado se não tivesse tido a feliz idéia de visitar o Eduardo em seu leito hospitalar, poucos dias antes de sua partida. Era preciso que isso ocorresse. Por muitas razões, entre as quais a de que ele se fez presente em grande parte da minha vida, especialmente em momentos cruciais. Recordar, portanto, a nossa trajetória significa prestar um preito de gratidão a quem realizou um grande e despretencioso trabalho pela causa do Espiritismo, na qual acreditava com todas as forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O início de tudo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Eduardo em 1978. Por alguma indicação da qual não me recordo, ele nos procurou na Editora Correio Fraterno do ABC para oferecer o livro que havia concluído sobre a vida de Jésus Gonçalves. A editora, como tal, era nova. Havia lançado então apenas dois títulos: “O Besouro Casca-Dura e outros contos”, de Iracema Sapucaia, e “Eurípedes Barsanulfo, o Apóstolo do Espiritismo”, de Jorge Rizzini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, Eduardo se motivou a nos procurar em vista deste último livro, pois, curiosamente, o seu copiava o título daquele: “Jésus Gonçalves, o Apóstolo do Espiritismo”. Ao entregar os originais, disse: “Faça uma revisão e o prefácio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos às vésperas do Carnaval. Coloquei os originais na mala e demandei com a família para minha cidade natal na Zona da Mata mineira. Ali, pus-me a ler com atenção o livro e procedi a diversas anotações, sugestões de mudanças e alguns cortes. Eduardo, então, já se mostrava um arguto pesquisador, mas carecia de melhores condições no preparo do texto e na organização das diversas partes do livro. Entre as minhas sugestões estava a de mudar o título para “A extraordinária vida de Jésus Gonçalves”, sob o argumento de que havia uma diferença fundamental entre a vida de um apóstolo e a de uma grande figura, na qual mais bem se encaixava o biografado. Eduardo resistiu um pouco mas, enfim, aceitou. Creio que cedeu por conta de desejar ver logo publicado aquele que seria o primeiro livro de sua copiosa produção literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adjetivo extraordinário contido no título do livro logo se aplicou, também, à sua aceitação pelo público: em menos de três meses se esgotaram os seis mil exemplares da edição, edição logo sucedida por outras e outras mais, tornando-se, assim, um verdadeiro sucesso de venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciava ali, também, uma longa convivência entre nós, convivência que se estenderia à vida privada de ambos, bem como nos levaria a produzir alguns livros em regime de co-autoria. A mim coube, também, publicar vários outros livros do Eduardo e alguns com o meu prefácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a dividir com o Eduardo o cotidiano, conheci seus dramas familiares, a trajetória obsessiva pela qual passou, sua chegada ainda jovem a Uberaba pelas mãos de uma grande amiga, a relação com Chico Xavier e sua adesão incondicional ao Espiritismo. Sabia-se mudado profundamente após essa dura experiência que a obsessão lhe impusera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torcedor quase fanático do São Paulo Futebol Clube, tinha cadeira cativa no Morumbi e chegou a ser chefe de torcida organizada. Ao assumir o Espiritismo, não deixou de acompanhar o clube do seu coração nem de torcer freneticamente por ele, mas foi reduzindo sua presença nos estádios e substituindo o tempo ali gasto por atividades mais úteis ao ser humano e à sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois do lançamento do seu livro sobre Jésus Gonçalves, Eduardo organizou um outro livro, com páginas psicografadas pelo médium Eurícledes Formiga, poeta premiado, de autoria do conhecido espírita Rubens Romanelli. Eduardo se afeiçoou a Formiga e tornou-se um de seus melhores amigos, acompanhado-o em suas atividades mediúnicas até o retorno de Formiga ao mundo invisível. O livro tem por título “Construções do Espírito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psicólogo por formação acadêmica, mas sem exercer a profissão, Eduardo esteve conosco em 1982, no VIII Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas, na capital baiana, integrando-se desde então na comissão que assumiu naquele evento máximo do Espiritismo de então a responsabilidade de realizar em São Paulo o próximo congresso. Ali também tivemos contato pela vez primeira com o médium Edson Queiroz, com quem o famoso Espírito do médico alemão Doutor Fritz realizava cirurgias mediúnicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem impressionados com a destreza mediúnica do médium, combinamos levá-lo à capital paulista, para atendimento público. Como, na ocasião, eu dirigia, também, o jornal “O Semeador”, da Federação de São Paulo, obtive com o então presidente, João Batista Laurito, o necessário apoio material e institucional para Edson em São Paulo. Vale registrar que foi esta a primeira (e última) vez que aquela instituição promoveu em suas instalações um evento de tal natureza, rompendo por instantes com os limites impostos pelo preconceito em relação a fenômenos mediúnicos dessa natureza. Mas não saiu impune o presidente Laurito. E nós também. O registro dessa desafiadora ação está no livro de minha autoria de título “Sinal de vida na imprensa espírita”, Editora EME.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo participou de tudo isso, lado a lado comigo. A comissão encarregada de organizar em São Paulo o próximo congresso de jornalistas e escritores teve nele o principal esteio, seja para enfrentar o desafio de um cometimento de tal envergadura, seja nos conflitos que se estabeleceram por conta de uma oposição política cujo interesse estava centrado no insucesso do congresso. Trabalhou ele arduamente em todas as etapas, da organização do temário à definição dos oradores, da escolha do local aos acertos dos detalhes mais simples. A ele se deve uma das maiores parcelas do sucesso do XIX congresso realizado em 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo nos primeiros tempos de organização do evento, propus ao Eduardo o desafio de escrevermos um livro sobre o patrono, Cairbar Schutel, com a finalidade de lançá-lo na abertura do congresso. Eduardo arregaçou mangas também aí e, juntos, passamos a fazer pesquisas, viajando diversas vezes a Matão, onde Cairbar realizou seu grandioso trabalho, bem assim a diversos outros lugares para entrevistas e levantamento de informações necessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valem alguns registros curiosos e interessantes. A franqueza com que os faço será, não tenho dúvida, apreciada pelo Eduardo. Se não o for, porém, será apenas mais um dos conflitos que vivenciamos em nossa relação de grande amizade e sentimentos recíprocos de afeto, conflitos que, se em alguns momentos nos distanciaram um do outro, não foram jamais suficientes para destruir uma amizade de longo tempo e muitas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha eu a intenção de participar com o Eduardo das pesquisas e trabalhar no texto final do livro. Eduardo não comungava da idéia. Antes, havia guardado desde 1978 um certo ressentimento pelo fato de haver eu interferido em seu livro sobre o Jésus Gonçalves, em especial pelas supressões sugeridas e os acertos estéticos do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nada comentar a respeito no curso das pesquisas, ao aproximar o fim do prazo para entregarmos à Editora o livro, veio até mim com uma pasta e disse: “Aqui está a minha parte. Leia, mas vou logo avisando, eu não aceito nenhuma mudança”. Surpreso, também bati o pé. Silencio por silencio, eu ganho, pois sou mineiro. Não li a parte do Eduardo, apenas juntei o que havia escrito e entreguei tudo ao Aparecido Belvedere, da Editora O Clarim, para a edição do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro fato interessante. Eduardo e eu, na companhia do amigo comum e inesquecível companheiro Hélio Rossi, que também integrava a comissão do congresso, estávamos na sede da Editora O Clarim discutindo com os seus diretores a respeito de detalhes do livro que estava na fase de pesquisa. Havia algumas informações sobre o biografado que Eduardo, com minha aquiescência, julgava ser necessário registrar no livro. Éramos de parecer que uma biografia não deveria omitir detalhes, mesmo que algum deles não fosse totalmente positivo para o biografado. Era o caso. Os diretores não aceitaram, argumentando que não havia prova definitiva sobre o acontecimento em análise. O conflito se estabeleceu e foi por diversas vezes discutido. No final, prevaleceu o argumento da Editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica do fato uma revelação sobre a personalidade do Eduardo, sempre disposto a defender a verdade, independentemente das circunstâncias e contextos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, em abril de 1986, o livro “Cairbar Schutel, o bandeirante do Espiritismo” foi lançado na sessão de abertura do XIX Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Deste congresso resultou ainda um outro livro, cuja autoria assumi, publicado em 2004 com apoio da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo (Abrade) e cujo título é “Espiritismo Cultural: Artes, Literatura e Teatro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outros trabalhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência com a obra sobre a vida de Cairbar Schutel me levou a propor ao Eduardo outro desafio: registrar em livro a vida de uma figura que me era muito cara: Pedro de Camargo, mais conhecido por Vinicius. Eduardo aceitou. Juntos, demos início a uma série de viagens, entrevistas, localização de documentos, contatos com familiares e tudo o mais que uma atividade dessas exige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns percalços no caminho levaram ao Eduardo um certo desânimo, especialmente porque alguns parentes sonegaram informações e julgaram-nos sem a devida competência para o trabalho. De forma que as pesquisas foram paralisadas até que um dia, alguns anos mais tarde, propus ao Eduardo reunir tudo o que já havíamos levantado a respeito de Vinicius para verificar a possibilidade de concluir a biografia. Entregou-me ele o material em seu poder e deu-me inteira liberdade para fazer o uso que desejasse, uma vez que ele não teria tempo para prosseguir em vista de outros compromissos assumidos. Conclui o trabalho e assim surgiu mais um livro em co-autoria: “Vinicius – educador de almas”, lançado pelo selo EME/Eldorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 1987, Eduardo fez-me uma proposta inusitada: convidou-me para ser maçom. Inusitada e surpreendente. Nunca pensara em me tornar maçom e sequer sabia que ele havia ingressado na Ordem. Eduardo insistiu, falou-me por alto do assunto, instigou minha curiosidade e saiu do meu escritório com o meu sim. Deixou-me um longo questionário de quatro páginas para ser preenchido e veio buscar pouco depois. Em seguida, veio ter comigo um senhor de nome Aluisio José de Freitas, proprietário da Sigbol, uma escola de corte e costura localizada na Vila Mariana. Pertencia ao quadro da Loja Maçônica Amphora Lucis e queria fazer uma entrevista comigo em continuidade ao questionário que o Eduardo havia entregado na Loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confessou ter desejado conhecer-me em razões de algumas coincidências matemáticas que ele encontrou nas informações do questionário. De fato, eram no mínimo intrigantes as coincidências. Aluisio havia nascido no mesmo dia que eu, alguns anos antes. Sua esposa havia nascido no mesmo dia que minha esposa. Um de seus filhos nascera no mesmo dia do meu filho mais velho. E outras coincidências semelhantes havia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo, pouquíssimo tempo para os padrões de exigências maçônicas, tive o meu processo aprovado e em dezembro daquele mesmo ano fui iniciado na Ordem Maçônica. Mais tarde vim a saber que Eduardo e Aluisio haviam apressado o meu ingresso porque queriam a minha experiência profissional no quadro de colaboradores da revista “A Verdade”, da Grande Loja Maçônica de São Paulo. Aluisio era o diretor geral da revista e Eduardo se integrara no corpo de colaboradores com intensa atuação. Eles dois, praticamente, respondiam pela revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que, mais uma vez, trilhei caminhos ao lado do Eduardo. Foi uma experiência que durou 14 anos e terminou em dezembro de 2001. Com o Eduardo e o novo amigo, Aluisio, mais o apoio do Grão-Mestre daquela potência maçônica, elaboramos um projeto de desenvolvimento da revista com o objetivo de torná-la uma das melhores do setor. Eduardo, com sua veia inata de pesquisador, produzia ótimos estudos. De minha parte, introduzi modificações técnicas necessárias e fui assumindo cada vez mais participação na revista. Aluisio, na condição de diretor, realizava um trabalho intenso de condução e manutenção das linhas do veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos depois, Aluisio viu-se na contingência de deixar a direção da revista. Instado pelo então Grão-Mestre a assumir sua direção, sugeri fosse o convite feito ao Eduardo, reconhecendo nele maior competência para o metier. Eduardo aceitou, muito feliz, porém ficou no cargo apenas alguns meses. Pediu demissão tão-logo se viu confrontado pelo então diretor de Relações Internas da Grande Loja, a quem competia responder pela revista perante a administração, em vista de uma matéria sobre economia a ser publicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio deixou suas marcas. Eduardo entendeu que eu deveria segui-lo. Divergimos sobre os motivos de sua demissão e sobre o próprio ato. Eduardo jamais voltou a colaborar com a revista e aliou-se, desde aquela época, à oposição política na Grande Loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo era dado a extremos. Passamos horas inúmeras conversando sobre estes fatos, mas ele entendia que quando tomava uma decisão, era definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco antes desses acontecimentos, ou seja, em 1994, havia eu concluído um novo livro com material sobre o período de mais de uma década de participação na equipe do Correio Fraterno do ABC, quando ele me informou que estava concluindo um texto histórico sobre os 70 anos da imprensa espírita no estado de São Paulo. Material pertinente ao livro. Foi assim que publicamos, em 1994, o nosso terceiro livro de parceria, intitulado “Sinal de vida na imprensa espírita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conflitos fazem parte do dia-a-dia humano. A boa ética nos ensina a conviver com os conflitos para superá-los através do entendimento. Nem sempre, porém, conseguimos nos equilibrar entre os extremos que os conflitos oferecem. Na Loja Maçônica Amphora Lucis, continuamos lado a lado, Eduardo e eu. Até o final de 2001. Entrei pelas mãos dele e pelas mesmas mãos saí, quando o conflito político-institucinal atingiu um clímax insuperável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso caminhos, porém, nos permitiram construir tantas e tantas obras juntos que um afastamento definitivo era humanamente impossível. Vivêramos intensamente emoções tão marcantes que jamais poderíamos imaginar, sequer, uma vida distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é preciso fazer uma digressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo sofrera intensamente com a situação familiar. Em certa altura da vida, tornou-se o amparo de sua mãe, padecendo com seus padecimentos e velando por sua constituição física, moral e espiritual. Os desencontros familiares marcaram-na profundamente e atingiram o Eduardo. O conhecimento espírita tornou-se a alavanca moral de sua atuação no lar, junto ao coração materno. Em grande medida, foi ele, também, uma presença marcante de um verdadeiro pai na educação de seu sobrinho, quando sua querida irmã viveu dias de desencontros. A desencarnação da mãe atingiu-o de modo muito particular, mas constitui-se no termo de um sofrimento que muito o angustiava. Ao conduzir seu corpo ao túmulo, ele se despediu de alguém por cuja felicidade lutou bravamente, enquanto pôde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhei com ele muitos desses momentos. Em contrapartida, ele vivenciou comigo na posição de amigo incondicional diversos revezes. Em 1991, em plena madrugada de uma noite de novembro, fui internado às pressas, com um princípio de infarto. Eduardo, naquele mesmo dia, estava entrando em um período de merecidas férias. Ao tomar conhecimento do que me havia acontecido, correu ao Pronto Socorro onde eu havia sido recolhido e assumiu a condução das providências, dando um apoio incalculável à minha família. Providenciou UTI, ambulância para locomoção, assumiu despesas financeiras, procedeu ao meu encaminhamento à Beneficência Portuguesa para os exames de cateterismo e providenciou a internação no mesmo hospital quando os exames indicaram a necessidade de intervenção cirúrgica. Desentendeu-se, inclusive, com a equipe médica encarregada do meu caso quando esta apresentou a cobrança de um pagamento “extra-contábil”. Mais tarde, ainda revoltado, me contou o fato. Todo esse processo, do instante da internação no Pronto Socorro até a alta hospitalar após a cirurgia demandou exatos 30 dias. Estas foram as férias do Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirmei anteriormente, Eduardo era de extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as obras a que se ligava, assumia integralmente a responsabilidade e se lançava ao trabalho. Um grande amigo me ensinou, um dia, que quem trabalha tem o direito de falar. Eduardo, da mesma forma que trabalhava intensamente por aquilo em que acreditava, exigia dos seus companheiros uma doação igual. E total lealdade. Tinha ele uma visão muito particular de lealdade e isso o fez sofrer muito. Queria uma lealdade incondicional, igual à que daria, na justiça e na injustiça. Mas cada indivíduo tem sua medida e suas noções sobre lealdade. Algo assim como o bom-senso de Descartes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Eduardo dissesse “estou com você”, podia-se acreditar cegamente nele. Em tudo era ele intenso e total. Quando realizava uma pesquisa qualquer, dedicava-se ao máximo e não descansava jamais, porque com o Eduardo as pesquisas jamais têm fim. O seu primeiro livro – “A extraordinária vida de Jésus Gonçalves” – deu frutos pela vida toda. Uma vez que ele puxasse o primeiro fio da meada, não o largaria em tempo algum. É possível que se perdesse em algum labirinto, mas então o fio preso em suas mãos o trazia de volta. Quem quer que vá aos seus arquivos de milhares de livros e documentos, por certo encontrará material inédito não apenas sobre Jésus Gonçalves, mas sobre qualquer assunto de qualquer de seus livros publicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com a mesma dedicação que ele integrou-se no trabalho junto aos hansenianos e viajou pelo Brasil inteiro por conta das lutas para mudar o paradigma dessa doença que tantas e tantas vidas segregou da sociedade. A causa hanseniana era uma entre tantas a que se filiou, um exemplo claro do modus operandi do Eduardo. Ela gerou o livro sobre Jésus Gonçalves, pontificou a assistência material permanente no Sanatório Pirapitingüi do interior de São Paulo, conduziu aos desafios políticos da mudança na legislação, enfim, estendeu-se para além, muito além dos limites visíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De igual modo e com a mesma energia, Eduardo assumiu outros muitos compromissos que lhe pareciam justos e honestos. Em 1991, reuniu um grupo de amigos, eu entre eles, para anunciar que havia recebido a oferta de doação de uma chácara no Bairro de Eldorado, na divisa da capital paulista com Diadema. Era uma chácara muito bonita, com algumas construções em alvenaria e cerca de 10 mil metros quadrados de área total. Para fazer a doação, o proprietário exigiu que fosse feito um trabalho social no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidimos pela fundação da Sociedade Espírita Anália Franco, numa homenagem à grande batalhadora da educação. Eduardo assumiu a presidência, fiquei eu com a vice e a obrigação de constituir uma editora para gerar receitas à obra. A sociedade assumiu o terreno, implantou rapidamente algumas atividades e preparou-se para receber a doação. Esta, porém, não se concretizou, então. O proprietário passou a fazer novas exigências, do que decorreram inúmeros conflitos. A Sociedade Anália Franco, porém, prosseguiu, ocupando apenas parte do terreno, tendo em vista a solidificação de suas atividades espíritas e assistenciais. A editora projetada para sustentação financeira da obra saiu do papel e editou vários livros. O primeiro deles um trabalho de pesquisa do próprio Eduardo, intitulado “Anália Franco, a grande dama da educação brasileira”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos mais tarde, a chácara foi doada à Grande Loja Maçônica de São Paulo, cabendo à Sociedade Anália Franco uma pequena parte do terreno, onde ainda se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turrão e amigo, amoroso e ácido. Eduardo era capaz de fazer os maiores elogios a você e, da mesma maneira, condenar face-a-face as atitudes das quais discordasse. Certa ocasião, viajamos em seu carro esportivo, um Puma que ele mantinha com certo desleixo, para compromissos no interior do estado de São Paulo. Araraquara, a primeira parada. Em instituição espírita local, ele fez uma comovida palestra sobre uma personalidade do movimento, que estava pesquisando. Quando retomamos a estrada para prosseguir a viagem, perguntou-me: o que você achou da palestra. Disse-lhe que ele não precisava imitar o Divaldo Franco, mas deveria assumir a própria personalidade, pois se daria melhor. Ficou furioso comigo. Mas entendeu. Na cidade seguinte, não mais utilizou aquele estilo eloqüente consagrado pelo orador baiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui visitar o Eduardo no seu leito hospitalar na companhia do Maurício Ribeiro, entendi que ele estava indo embora. Dormia ligeiramente quando chegamos, mas logo abriu os olhos e um leve sorriso apareceu em seus lábios. Começou a contar sua experiência de quase-morte, as visões que havia tido, o mundo novo que se lhe descortinava. O corpo imobilizado impedia-lhe de demonstrar a intensidade natural ao seu ser, mas era visível como aquilo lhe gratificava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certo momento, espontaneamente, revelou-nos algo muito íntimo. Disse Eduardo:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Sabe, eu aprendi muito nestes dias. Aprendi que a gente guarda muitas mágoas, elas se acumulam e acabam um dia fazendo um mal imenso.&lt;/blockquote&gt;Olhando-nos fixamente, demonstrando relativa tranqüilidade, prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Eu guardei muitas mágoas e não percebi isso. Elas foram me corroendo por dentro, me conduzindo a atitudes injustas. Eu estou mudando. Quando eu retomar a vida normal, vou rever minha agenda. Não vou fazer mais as coisas da maneira como vinha fazendo. Toda essa pressa, toda essa loucura não vale a pena. As coisas não podem ser dessa forma.&lt;/blockquote&gt;A vida normal para Eduardo, ali prostrado, era a dos milhares de dezenas de anotações, o convívio com os amigos e as pesquisas quase intermináveis. A intensidade é que mudaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo mudou. Mudou-se. Foi reencontrar-se com as centenas de almas por quem lutou e a mãezinha saudosa. Os amigos lhe desejam breve retorno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-113477599129891368?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/113477599129891368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=113477599129891368' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113477599129891368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/113477599129891368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/12/intensidade-de-uma-vida.html' title='A intensidade de uma vida'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-111423061062071923</id><published>2005-04-23T01:27:00.000-03:00</published><updated>2008-04-26T22:50:54.221-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roustainguismo'/><title type='text'>Confissão da Mistificação</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por J. B. Roustaing&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Do livro "Páginas de Além Túmulo", 3ª. edição - Rio de Janeiro - 1939.&lt;br /&gt;Médium: Carlos Gomes dos Santos&lt;br /&gt;"GUTTA CAVAT LAPIDEM"&lt;br /&gt;(Confiteor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A mensagem foi dada espontaneamente, no Centro "Família Espirita” Rua do Carmo, 15, Rio de Janeiro e publicada num opúsculo de distribuição gratuita, pelo diretor - fundador daquele Centro, cujo nome citamos com muito agrado e com muita saudade - Mariano Rango D'Aragona, destacada figura de lutador espírita.&lt;br /&gt;Este Centro fica no Catete, à Rua Pedro Américo, 22.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que as harmonias espirituais se façam em nossas almas são os meus mais ardentes desejos.&lt;br /&gt;Irmãos, da mesma forma que a gota da locução consegue furar a pedra, eu, gota animada do espírito, também hei-de conseguir, por mercê de Deus, arrasar a edificação, em muitos pontos falha, que a minha fragilidade, aliada a outros do Espaço, arquitetou, na melhor das intenções, porém sem reflexão.&lt;br /&gt;Sou, meus irmãos, uma pobre alma, que seria contada no número das que já desfrutam a felicidade integral, se em mim, na minha consciência, não pairasse um cúmulo de desgostos.&lt;br /&gt;Quando entre vós, nas mesmas condições vossas, tendo sido despertado de minha cegueira moral pelos lampejos brilhantíssimos da Luz Divina a nós outorgada por intermédio do missionário a que todos veneramos, sob a designação de Allan Kardec, quis também seguir-lhe as pisadas e, para tal o fazer, depois de acurado estudo do que ele já havia conseguido dos Espíritos reveladores, pensei alguma coisa construir que, se não o ultrapassasse, pelo menos muito concorresse para a conquista da glória, que tanto me agitava.&lt;br /&gt;Pensei – de mim para mim – porque somente a ele fora concedida a gloriosa tarefa de rasgar ao mundo o véu negro que esconde o brilho da luz diamantina que ilumina as almas? Porque não a outro, de boa vontade, também aspirante das recompensas porvindouras?&lt;br /&gt;E nestas conjeturas caminhava eu... quando, por uma circunstância toda espiritual, fui induzido à execução do plano que em mim agasalhava. Então, comecei por realizar o meu intuito, sim o meu intuito, que não era precisamente meu; não vos admireis desta negativa, porque vos declaro à face da verdade, que eu nada mais era, naqueles instantes, que instrumento dos inimigos invisíveis da verdade, que das sombras misteriosas do Além se aproveitavam da minha irreflexão para toldar, como se fora isto possível, a brilhantura da água cristalina que emanava daquela fonte maravilhosa de que vos falei. Sim, não vos admireis – repito – que tenha servido de veiculados da confusão, eu que tanto ansiava pelo destaque entre os meus pares.&lt;br /&gt;É infelizmente esta a triste verdade que confesso neste momento, como hei confessado já noutros pontos, onde me tem permitido Deus que eu faça o meu aparecimento. Mas, irmãos, quereis ver até onde vai a minha tortura? Pois bem: em quase todos os meios onde tenho feito esta sincera confissão, tenho sido repelido por aqueles que, na melhor das intenções, porém despercebidos, vão se envenenando na fonte impura dos ensinamentos que hei deixado.&lt;br /&gt;Fui, meus irmãos, um joguete dos inimigos da Luz-verdade; pois foram eles os autores responsáveis de tudo quanto fiz, contrariando a doutrina lídima que vinha sendo ensinada por Allan Kardec.&lt;br /&gt;Mas – direis – tenho bebido, através do vosso feito, a água pura da verdade. E responder-vos-ei: Não, irmãos, a água pura que bebeis, através do estudo de minha obra, não é minha, não foi obtida por mim. Esta é dele, porque eu e os que me induziam a semelhante atentado, quando não podíamos de todo contrariar, imitávamos, dando, todavia, ao, que imitávamos, uma aparência de novidade verdadeira 72.&lt;br /&gt;Hoje, porém, que se me depara mais uma ocasião de falar aos homens, venho, olhos d'alma fitos do Pai Universal, dizer-vos que mal andei tentando obumbrar a Luz brilhantíssima que irradiava do farol divino que é Allan Kardec.&lt;br /&gt;Irmãos, por caridade, ouvi-me:&lt;br /&gt;A verdade está no que vos legou e não no que vos hei deixado. Lembrai-vos que há, como sempre houve, usurpadores dos alheios direitos, como das alheias glórias; e eu, confesso, fui um deles.&lt;br /&gt;Assim, amigos, desta outra face da vida, em benefício vosso e também no meu próprio suplico-vos abandonardes, a fonte má que aí deixei e voltardes para aquela, donde emana a pureza que é a verdade, esta mesma Verdade que é a Luz.&lt;br /&gt;Abri pressurosos os tesouros kardecianos e esquecei – peço-vos, o que aí ficou do pobre e muito pobre Roustaing.&lt;br /&gt;Que Deus vos esclareça para poderdes caminhar, sem maiores tropeços, em busca da felicidade eterna. "Adeus!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-111423061062071923?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/111423061062071923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=111423061062071923' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/111423061062071923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/111423061062071923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/04/confisso-da-mistificao.html' title='Confissão da Mistificação'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-111222989117333545</id><published>2005-03-30T21:37:00.000-03:00</published><updated>2007-01-01T05:12:57.826-02:00</updated><title type='text'>Analise do livro "Seara Bendita"</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um novo projeto para o Espiritismo brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Garcia&lt;br /&gt;Recife-PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parcela, considerável, do movimento espírita brasileiro tem sérias divergências com a cúpula desse mesmo movimento. Por várias razões. Mas essa parcela não é uniforme quanto às divergências e por isso mesmo se divide em diversas tendências. Em vista disso, não é razoável imaginar a possibilidade de criar um “contra-movimento” capaz de aglutinar a todos. Tentativas feitas no passado sempre resultaram em grandes fracassos. Cada tendência espera ser contemplada por eventuais propostas novas, o que não é nada fácil. De qualquer modo, sempre que aparece uma novidade, idéias ou sugestões que de alguma forma vão ao encontro da parcela divergente, comentários e interesses são suscitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro Seara Bendita1 em boa medida cumpre esse papel. Não se trata de um livro novo, pois está completando cinco anos de publicação. Por ocasião do seu lançamento, a editora teve a gentileza de me remeter um exemplar, com certeza à espera de uma opinião a respeito, mas então eu estava comprometido com duas pós-graduações em comunicação, razão pela qual deixei guardado o livro. Nesse meio tempo, as suas teses ganharam visibilidade, muitos comentários positivos foram publicados, inclusive um movimento intitulado “Atitude de Amor” baseado no livro foi criado e está em pleno florescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suscitado por tais desdobramentos, mas também pelo compromisso de dar uma resposta respeitosa à editora, tomei o livro para análise e as reflexões a seguir dizem respeito às inúmeras observações que foram surgindo ao longo da leitura de suas 358 páginas. Inicialmente, devo esclarecer que a leitura estava contaminada pelos inúmeros elogios que a obra ganhou em todo esse tempo, de modo que o meu interesse imediato era constatar diretamente as teses aprovadas, a fim de estar familiarizado com elas e poder emitir uma opinião razoavelmente sustentada. Um aspecto em particular, no entanto, deve ser ressaltado. Logo que o livro surgiu estava em franco desenvolvimento uma salutar discussão em torno da ética da alteridade com base principalmente no pensamento de Emmanuel Lèvinas, introduzida nos meios espíritas pelo incansável e bom goiano Luís Signates e levado às listas de discussão da Abrade, Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo. Logo, as teses do livro foram identificadas com a proposta da ética alteritária, um movimento reforçou o outro e, em algum ponto, se fundiu com o outro, embora, deva se reconhecer, sejam propostas distintas. De modo objetivo, o livro Seara Bendita faz referência em algum momento à alteridade como proposta coerente dos dias atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitos esses esclarecimentos iniciais, torna-se necessário acrescentar que os apontamentos a seguir são colocados na estrita observância da própria ética alteritária, que considera o total respeito aos médiuns e autores do referido livro, respeito – não é demais afirmar – às suas intenções, ao seu labor e sacrifício, bem como aos leitores e admiradores da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seara Bendita possui uma apresentação, um prefácio e 47 mensagens classificadas como Capítulos, assinadas por vários Espíritos, além de um apêndice onde aparecem outras dez mensagens também de diferentes personalidades desencarnadas, destacando-se em importância a última, que tem por título “Atitude de Amor”. Como autores espirituais são ao todo 35 Espíritos, 34 dos quais estão identificados, sendo que um teve sua identidade preservada pelos médiuns psicográficos. Entre os signatários há interessantes e curiosas ligações que podem fornecer indicações à análise do material: a maioria, quando encarnada, teve relação direta ou indireta com a Federação Espírita Brasileira e seis deles são seus ex-presidentes. Por outro lado, oito atuaram na União Espírita Mineira na condição de presidentes ou exercendo cargos de destaque no espiritismo do Estado, sendo necessário lembrar que a federativa mineira sempre somou ao lado da FEB. Mais à frente, esses detalhes demonstrarão sua importância para o conjunto do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma constatação imediata é a de que a obra tem por objetivo indicar caminhos para mudanças consideradas fundamentais ao movimento de unificação capitaneado pela FEB, com explícito reconhecimento do valor do Pacto Áureo, um documento assinado em 1949 por dirigentes espíritas na sede da FEB, pelo qual se definiu o comando da organização administrativa do espiritismo brasileiro. Ao reconhecer o Pacto Áureo também reconhece implicitamente a legitimidade da FEB como organização gestora desse movimento. Nesse cenário, o Inede aparece como o espaço público onde as novas idéias são materializadas em discurso e oferecidas aos responsáveis pelo comando do movimento. Por isso mesmo, em lugar de iniciar a análise pela apresentação e prefácio, devemos dirigir nossas vistas para o Apêndice, a parte final do livro, aonde se encontra um texto de apresentação do Inede e a explicação de seus propósitos enquanto organização. Da curta página destaca-se o seguinte parágrafo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Visando o melhor esclarecimento dessa nossa programação àqueles tarefeiros que estão se juntando à mentalidade que o Inede abraça e também aos que tomarem contato com os trabalhos que faremos publicar em outros livros, divulgamos nesta apresentação dez mensagens de amigos espirituais, escolhidas dentre inúmeras que oportunamente serão editadas, para que reflitam nossa programação e visão, nossos sentimentos e concepções sobre unificação, nossas metas e estratégias de atuação junto aos centros espíritas e aos responsáveis e valorosos órgãos de unificação. Fiquem, portanto, queridos irmãos, com os amigos espirituais que nos emprestam suas idéias para comunicar ao movimento espírita as propostas de trabalho com as quais nos comprometemos, embora esse comprometimento obviamente se estenda também às percepções e ideais dos amigos espirituais registrados nestes quarenta e sete capítulos de Seara Bendita”.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Como se observa, o Inede se coloca como um espaço público de gestação de idéias renovadoras do espiritismo brasileiro, com propostas próprias partilhadas por Espíritos que pensam de acordo com ele. Esse detalhe não pode ser desprezado porque tem importância capital para o projeto do livro, ou seja, de forma pouco comum a organização deixa claro que possui uma posição firmada quanto ao caminho e ao processo em curso no movimento espírita brasileiro e fortalece essa posição com as mensagens psicografadas por seus idealizadores, assinadas por Espíritos que ostentam idêntica posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mensagens que se seguem, em número de dez, à página de apresentação do Inede vão todas falar da necessidade de renovação do movimento de unificação, com um discurso que abrange a necessidade de uma mudança de atitude (questão de ordem moral) e uma mudança de mentalidade para que o movimento possa aspirar a uma permanência real. A rigor, a página de apresentação do Inede deveria vir já no início do livro, bem como as dez mensagens referidas deveriam estar distribuídas como capítulos em lugar de aparecerem no apêndice da obra. A sua colocação ali, contudo, parece ter por objetivo enfatizar, nesta ordem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os propósitos do Inede enquanto organização decidida a atingir a meta específica de influir no movimento oficial de unificação;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.      As ligações da organização com Espíritos voltados ao mesmo propósito;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.      A similitude de idéias entre as duas partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta providência torna mais explícita a importância que a organização atribui à questão central e o apoio que ela recebe dos Espíritos. A ênfase funciona como elemento de convencimento para a justeza do empreendimento e das idéias que são apresentadas, ou seja, o Inede não está falando por si apenas, mas também por Espíritos desencarnados. O fato de vários de esses Espíritos virem de experiências reencarnatórias recentes no campo da unificação também se soma aí como fator a ser destacado. Entre os autores das dez mensagens do Apêndice, o único que não possui essa condição é Ermance Dufaux, mas ela tem a seu favor o fato de haver colaborado com Kardec, na condição de médium, quando da codificação do Espiritismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há entre os Espíritos uma perfeita identidade de pensamento. Assim, Armando de Oliveira e Cícero Pereira afirmam que “vivemos um tempo de constantes necessidades de reciclagem” e clamam pela necessidade de repensar as relações entre os espíritas, enquanto Ermance Dufaux avisa que “o movimento espírita precisa ser redefinido em seu caráter conceptual e metodológico (...), pois do contrário a ausência de reciclagem torná-lo-á impotente aos apelos do homem espiritual do terceiro milênio”. Francisco Thiesen ressalta que “ainda há tanto por realizar, há tanto por construir e reconstruir, que seria uma ilusão de nosso comodismo acreditar que nossas dignas representantes de unificação teriam condições de realizar a obra sem essa parceria”, enquanto Antonio Lima observa que “o livre exame e a pluralidade de movimentos em torno de seus fundamentos devem ser percebidos com alegria e fraternidade”, em reforço à afirmativa de Camilo Chaves quando disse que “os modelos institucionais de nosso movimento espírita estão em crise”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encerramento do Apêndice, que é também o final do livro, apresenta a mensagem de autoria de Cícero Pereira intitulada “Atitude de Amor”. O sentido da colocação dessa mensagem parece claro: o Inede quis dar ao leitor o melhor vinho no encerramento da festa... Sobre essa mensagem falaremos detalhadamente mais à frente, visto que ela tem um significado especial e um peso diferente das demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autores e conteúdo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dissemos no início, são 35 os autores do livro Seara Bendita (30 homens e 5 mulheres). Um deles teve seu nome omitido com a seguinte explicação: “A identidade espiritual de nosso companheiro foi resguardada com objetivo fraternal”. Restam, portanto, 34 autores sobre os quais se pode procurar construir um quadro analítico como medida de reforço da constatação da qualidade do livro. Neste ponto, vamos privilegiar dois aspectos: estilo e conteúdo. A razão é simples. Em análise desse tipo, em que o material disponível – no caso, o próprio livro impresso – não oferece senão essas duas possibilidades (por exemplo, não é possível contar com a identificação pelas assinaturas), comparar os estilos e avaliar a qualidade do conteúdo se mostram necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma constatação inicial torna a identificação pelo estilo extremamente difícil: quase todos os discursos apresentam um estilo único, ou seja, obedecem praticamente à mesma forma, tipo de construção das frases, estética, como se tivessem sido escritos pelo mesmo autor, o que significa que não havendo diferenciação real entre os discursos não há, também, como identificar a sua autoria comparando o estilo de cada autor nas duas situações: enquanto encarnado e no pós-morte. Pode-se fazer um esforço de ler cada mensagem (como se viu, os capítulos nada mais são do que mensagens únicas) sem considerar a sua autoria e se perceberá que as mensagens conduzem à crença de que estamos lendo um único autor, tudo isso reforçado pelo tema geral (a unificação) e pelos apelos à atitude moral, presentes em todas elas. Já na leitura do Sumário essa constatação aparece. Os textos que se seguem aos títulos são trechos retirados aleatória e intencionalmente das próprias mensagens e servem de amostra do estilo quase uniforme que permeia todas elas. Mesmo quando a autoria é de um Espírito feminino não há grandes alterações. Benedita Fernandes, Célia Xavier, Ermance Dufaux, Yvone Pereira e Amália de Aragão não só apresentam traços semelhantes entre si como, também, para com os demais autores do livro. As diferenças, se as há, são sutis: um detalhe aqui, uma expressão ali, uma frase acolá, mas nada que possa marcar um estilo próprio reconhecível. E isso é muito difícil de ocorrer, para não dizer impossível, quando se trata de personalidades distintas abordando o mesmo tema. Se a identidade de pensamento é legítima e conduz à aprovação de uma linha central por parte de indivíduos diversos, o mesmo não ocorre quando esses indivíduos (e aqui estamos falando de 35 deles) desenvolvem o seu pensamento por escrito. Aí, inevitavelmente, eles apresentam estilo próprio, independentemente de quaisquer outras circunstâncias que os unam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns desses Espíritos, a temática que os marcaram enquanto encarnados logo chama a atenção. Trata-se agora, porém, de uma abordagem inusitada e com algo em comum a todos estes autores: uma ênfase à própria temática, como se se desejasse marcar esse ponto identificador da personalidade. O inusitado fica por conta de um discurso singular, onde algumas contradições ou ambigüidades sobressaem, deixando claro o desencontro entre o discurso do Espírito e os do encarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos os exemplos de Cairbar Schutel, Vinícius2 e Telles de Menezes, em que a temática consagrada em cada um é posta em relevo. São três bons exemplos de estilos distintos e característicos: quando encarnado Cairbar era viril, Vinicius era suave e Telles possuía um discurso mais empolado. A coerência era uma marca comum aos três. Aqui, porém, além da uniformidade de estilo entre personalidades distintas, os três assumem algumas posturas estranhas. Os recursos empregados para identificar Cairbar incluem a utilização de expressões que seriam próprias dele, mas aqui elas aparecem sem o mesmo brilho e de modo acintoso, repetitivo, forçado qual não ocorria quando encarnado. Por exemplo, são utilizadas cinco expressões latinas, todas como referência direta ou indireta ao clero católico, uma delas tomada para título da mensagem: Edictus Vaticanum. Cairbar, a partir de uma contundente análise do Catolicismo faz acerba crítica aos espíritas não-religiosos (ditos laicos), classificando-os como espíritos de ex-padres, que no plano espiritual combatiam os espíritas, mas foram dolorosamente doutrinados e, reencarnados, de um lado aceitam o Espiritismo e de outro se opõem ao Espiritismo-religião. Trata-se de um argumento ingênuo. Além disso, esse tipo de postura não é comum a este Espírito e não é habitual em outros de incontestável superioridade. Acusar e denunciar ao mesmo tempo não une, desune. Por mais firmes que os Espíritos superiores sejam, jamais se aliam a uma facção em detrimento de outra. Trata-se, isto sim, de uma postura política comum a certa classe de encarnados, mas não aos Espíritos esclarecidos. Ainda nesse texto de Cairbar encontramos outro ponto discutível. É quando analisa a vinda do Papa João Paulo II ao Brasil e afirma que ela foi positiva para o Espiritismo, por ter confundido os Espíritos católicos que combatem-no através das influências que exercem a partir do plano espiritual. Eis a novidade perigosa que não possui senão o bom-senso como base de análise e, convenhamos, o bom-senso aqui não encontra lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora Vinícius. Não fora pela temática e pelo emprego de determinadas expressões, diríamos que não há vestígios do conhecido espírita neste texto. Antes leve, doce, espirituoso, de um estilo sóbrio em que as idéias se encadeiam, se entrelaçam até alcançar o seu termo e deixar fluir de forma clara o pensamento central, ele aqui foge ao hábito que o consagrou nos oito livros publicados ainda em vida para adotar um estilo pesado, rude, direto e sem brilho, onde assume uma postura inédita de chamar a atenção do leitor em tom ameaçador: “Até quando guardaremos obstinadamente a nossa postura infantil de receber os benefícios de nosso Pai, sem nada oferecer em troca?” Neste Vinicius, tem-se a nítida impressão de que foi construído para reforçar com seu nome os fins da obra, em que se reivindica um naco na construção do movimento espírita oficializado pelo Pacto Áureo. Os mesmos recursos utilizados em Cairbar aparecem em Vinicius, ou seja, o emprego de expressões que poderiam fazer a ligação entre o homem encarnado e o Espírito liberto do corpo. A partir do título, os substantivos farândola e farandolagem ocupam lugar de destaque e aparecem repetidamente em um curto texto de pouco mais de duas páginas, dotando-o de extremo mau gosto. Assim, temos farandolagens religiosas (três vezes), farandolagens da hipocrisia, da vaidade, da teimosia, do despotismo, farândolas religiosas, farandolagens inconseqüentes, farandolagens enfermiças e farândolas pesadas. É preciso esclarecer que se o emprego de certas expressões e o gosto por determinados temas marcam o estilo dos seres humanos, a ponto de identificá-los, o estilo propriamente dito, porém, se caracteriza muito mais pela maneira, a forma, o modo como os autores empregam estes termos ou com eles constroem suas sentenças e discursos inteiros. O estilo pode ser identificado mesmo na ausência da temática preferida ou das expressões características, uma vez que não depende delas para se distinguir. Ou seja, expressões e temática são elementos acessórios do estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos a Telles de Menezes, o baiano pioneiro da imprensa espírita no Brasil. Novamente, aqui, a temática aparentemente preferida de Telles: o jornalismo espírita. Ressalte-se, porém, que quem determinou que essa temática era dele foram os espíritas, que lhe deram o justo epíteto de pioneiro da imprensa espírita. Telles sequer era dotado de uma visão técnica do jornalismo, mesmo considerando-se a época em que atuou. O que parece ter havido nele foi a coragem de utilizar o meio impresso para divulgar opiniões e conceitos do Espiritismo. Pois bem, vemos agora Telles discorrendo sobre as conquistas tecnológicas da comunicação para convocar os espíritas a utilizarem todas essas conquistas, porém segundo uma visão muito mais de deslumbramento que propriamente consciente da importância de uma postura crítica frente aos meios técnicos. Sem deixar de notar uma singela ingenuidade, como neste parágrafo: “A mídia eletrônica, através do tele-jornalismo, faz do fato a notícia, e as técnicas de cor e movimento impressionam com requintes os sentidos, fazendo que a informação se materialize o mais perto possível da realidade. Na mídia impressa, o jornal diagramado estrategicamente faculta conforto ao leitor na seleção do que lhe interessa”. Nem sequer lhe passa pela cabeça informar o leitor sobre os perigos e as possibilidades de uma mídia manipuladora, tão comum entre nós, e de tal forma sonhada que alguns espíritas desejam utilizá-la até mesmo por conta da presença desses elementos. Ou seja, em acordo com a doutrina da sociedade do espetáculo. O mais contraditório em Telles, contudo, é a ambigüidade com que trata a questão da verdade. De um lado, afirma que a verdade deve ser o “cerne” da notícia, de outro critica os jornais que analisam aquilo que chama de “ocorrências políticas de nossa Seara”. Assim, o discurso atribuído a Telles é pobre em matéria de conceitos e próprio de um estudante de jornalismo recém-aprovado no vestibular. Com todo respeito ao estudante. Quanto ao estilo, nada há que lembre o incrível espírita da primeira hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O vazio da desinformação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros autores sugerem-nos um certo estranhamento. Vejamos três deles: Armando de Oliveira Assis, Wantuil de Freitas e Francisco Thiesen. Os três, juntamente com Leopoldo Cirne, Ewerton Quadros e Bezerra de Menezes são ex-presidentes da FEB. Sobre Bezerra, falaremos ao final, quando da análise da mensagem “Atitude de Amor”. Ewerton e Cirne deixaremos para outra ocasião. Os seis, entretanto, assinam quinze das 57 mensagens contidas no livro. Os três primeiros, somados, exerceram a presidência da FEB por cerca de 60 anos. Wantuil foi quem deu a tessitura final ao Pacto Áureo, objeto importante do livro Seara Bendita. Armando o sucedeu e foi quem teve o período mais curto: apenas cinco anos como presidente. E Thiesen, também com um longo período à frente da instituição, foi, digamos, o artífice, o estrategista da FEB no sentido de reunir em torno dela as forças nacionais que lhe faltavam para que assumisse em definitivo o comando do movimento oficial, eliminando as principais resistências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem Thiesen, Wantuil ou Armando dá qualquer sinal a respeito do período em que esteve à frente da FEB. Aqui e ali, esporadicamente, aparece uma que outra menção sobre mudança de visão da realidade no pós-morte. Objetivamente, porém, nada. O estranhamento ocorre, na verdade, porque estes três personagens estiveram no comando e, portanto, capitaneando todas as decisões que dizem respeito ao movimento espírita de 1940 até os dias atuais. Em Seara Bendita, os três passam a ter existência efetiva apenas a partir do momento mesmo em que começam o seu discurso e este discurso está desvinculado de qualquer fato ocorrido anteriormente. É como se nada tivesse existido antes, mas é exatamente isso que provoca um certo desconforto em quem os lê a partir de uma ótica histórica. O Pacto Áureo encerrou um período político em que a autoridade da FEB era contestada e, do ponto de vista da coordenação do movimento, encontrava-se imobilizada. A assinatura do acordo, se não aplacou as resistências à FEB, deu-lhe respaldo e permitiu-lhe estabelecer a estrutura que lhe convinha politicamente. Wantuil vive este período decisivamente e vai deixar a FEB consolidada em 1970. Armando substitui-lhe e passa cinco anos em luta intestina, movido por idéias aparentemente novas, mas conservadoras na essência. Ainda assim, é vencido. Thiesen assume com mãos firmes e articula um plano político, vencendo um a um os conflitos que se formam até que a FEB também se consolida politicamente. Todos os três possuem, portanto, uma história a contar e muitas reflexões sobre o passado a fazer. Em Seara Bendita, onde o Pacto Áureo é reverenciado e ao sistema unificacionista é oferecida uma proposta de atualização, nenhum deles faz qualquer menção ao passado e a sua atuação. Sequer ao processo de amadurecimento de suas idéias ou às razões que os conduziram a repensar o que haviam feito. Dessa forma, a crer que a ordem das mensagens no livro obedece a uma cronologia, Armando é o primeiro dos três a aparecer, e o faz exaltando os 50 anos do Pacto Áureo comemorado no congresso da FEB em 1999, para então, a partir de um discurso moralista em que se coloca como autoridade no assunto, chamar para uma reflexão em torno de mudanças e atualizações. Wantuil de Freitas, por sua vez, nas duas mensagens que assina, além de não apresentar referências ao passado, seu e da instituição, mantém o tom moral e a postura de autoridade para aconselhar sobre o assunto. Por fim, Thiesen, aquele que mais recentemente retornou à vida espiritual, discursa no mesmo tom dos dois primeiros, ou seja, como autoridade que nada tem a considerar sobre o seu passado, mas possui todas as razões para apontar as falhas atuais e admoestar quanto ao futuro: “Quando os planos dos homens cerceiam os de Deus, então a Providência Divina entra em regime de exceção e age definindo e consolidando as premissas elementares à demanda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta a estes discursos, como aos dos demais autores, esse fio condutor das idéias capaz de lhes dar sustentação e proporcionar ao leitor condições de análise. A omissão generalizada ao passado constitui uma supressão das raízes dessas mesmas personalidades. A opinião, por exemplo, de que eles todos mudaram sua forma de pensar a respeito daquilo que constituiu boa parte de suas lutas mais recentes no plano dos encarnados não passa de frágil justificativa, uma vez que eles retornam ao campo de batalha para prosseguir, mas não apresentam razões para um outro agir e pensar. Todos eles estão fortemente comprometidos com a situação atual, como artífices dela e, no entanto, não demonstram consciência disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Médiuns e produto mediúnico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complexo, o fenômeno mediúnico se apresenta tendo como elementos integrantes o médium e o Espírito comunicante e como produto final a mensagem. Além disso, possui um contexto. Quatro aspectos indissociáveis, portanto. A análise de Seara Bendita, até aqui, considerou questões relativas aos autores espirituais e ao produto mediúnico, restando refletir sobre os médiuns-receptores e o contexto. Como o contexto em que os médiuns atuam nos é pouco conhecido, dar-lhe-emos menor atenção. Sabemos, por exemplo, que o Inede é uma instituição respeitável e idônea. Temos também as informações constantes da página de apresentação do Inede, referida anteriormente, inclusa na seção Apêndice e ainda algumas alusões que surgem em uma ou outra mensagem. Mas não podemos deixar de destacar novamente que este ambiente está envolto em uma atmosfera favorável ao tema do movimento de unificação, com expressiva influência, portanto, sobre os Espíritos manifestantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro carece de algumas outras informações que poderiam deixar mais claro o processo mediúnico e o trabalho de cada médium, o que nos daria maiores condições de análise. Por exemplo, as mensagens não informam sobre a data em que foram recepcionadas, bem como o médium que as recebeu, procedimento esse muito necessário para especificar a responsabilidade em cada caso. Apenas a mensagem que compõe o prefácio informa a data em que foi escrita, mas não o médium que a recepcionou. Em obras de autoria múltipla, detalhes dessa natureza costumam estar esclarecidos de forma a eliminar possíveis dúvidas e definir com clareza as responsabilidades. Um bom exemplo pode ser visto no trabalho de parceria mediúnica entre Chico Xavier e Waldo Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Atitude de Amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos agora ao ponto culminante do livro. Como dissemos anteriormente, a mensagem final do livro Seara Bendita, intitulada “Atitude de Amor”, é o seu momento maior. Tem por objetivo instituir um novo período na história do Espiritismo, ao qual denomina ‘período da maioridade das idéias espíritas”. Seu autor é Cícero Pereira, mas a maior parte do texto é atribuída a Bezerra de Menezes. A observação é feita pela própria editora em nota de rodapé: “o texto que se segue é a descrição que o autor espiritual fez da palavra de Bezerra de Menezes”. O termo descrição está aí mal colocado. Melhor seria transcrição. Descrever é relatar, narrar com detalhes algum fato ou acontecimento. O que o autor faz na verdade é uma transcrição das palavras de Bezerra. Isto está muito claro. Observe como a transcrição começa: “Irmãos, Jesus seja a nossa inspiração e Kardec a luz de nossos raciocínios”. Até o momento em que passa a transcrever o autor de fato descreve um acontecimento. Daí por diante, outra personalidade assume a fala. Pouco antes do final, o autor retoma a descrição e apresenta suas conclusões. A utilização do termo descrição para a fala de Bezerra revela certa confusão que parece conduzir para além do simples equívoco terminológico. E aqui começam algumas estranhezas que merecem reflexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a redundante nota de rodapé reafirma o que já está claro, todo o texto aparece intercalado por subtítulos possivelmente criados após o fim da sua elaboração, mas criados não pelo autor e sim por um organizador alheio a ele. Porque são subtítulos cuja função máxima é chamar a atenção para o autor da fala, reafirmando, assim, a sua autoridade. São em número de cinco e todos eles repetem a expressão: “a palavra de Bezerra”. Isto não teria nenhuma importância se fosse um caso isolado, mas a verdade é que todo o livro se vale, repetida e ostensivamente, dos autores que assinam as mensagens, atribuindo-lhes um efetivo destaque, o que está assinalado na própria apresentação do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras estranhezas se sucedem. Cícero inicia o relato referindo-se a uma reunião que teria ocorrido na primeira noite após o encerramento do Congresso Espírita de Goiânia, onde se comemorou os cinqüenta anos do Pacto Áureo. Mais de cinco mil pessoas foram convocadas a ouvir a palavra de Bezerra de Menezes. Havia representantes de vários continentes, sendo que todos os estados brasileiros também se fizeram presentes (com representantes encarnados, supõe-se) e na impossibilidade de apontar todos os nomes, o autor relaciona alguns. Para nossa surpresa, ao lado de Deolindo Amorim e José Herculano Pires lá está ninguém menos que Jean Baptiste Roustaing. Um impacto! E a surpresa não fica apenas aí. Quando Bezerra encerra o seu discurso, “um dos mais procurados para o abraço afetivo e a palavra amiga”, segundo o relato de Cícero, era ele, Jean Baptiste Roustaing, que se encontrava “em um canto discreto do salão (...) cercado por amigos da Itália e da França”. Como se vê, temos bastante material para refletir, antes mesmo de entrar em considerações sobre o discurso de Bezerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anote-se: está se transformando em lugar comum as mensagens que fazem referência a reuniões portentosas do plano espiritual realizadas com o apoio dos Espíritos Superiores. Se verdadeiras ou não tais reuniões, não se tem como aferir. Em 1977, o médium e médico Antonio Baduy Filho disse ter recebido uma mensagem que se referia a uma dessas importantes reuniões havidas no plano espiritual, pela qual se comprovava que Chico Xavier era Kardec reencarnado. A mensagem de Baduy, contudo, não resiste a uma análise séria. Em Seara Bendita a principal mensagem tem como contexto uma dessas reuniões. Mas o que torna a questão suspeita nem é apenas a reunião, mas o peso a ela atribuída. Sabe-se perfeitamente que Espíritos Superiores jamais se servem de questões divisionárias em suas manifestações e menos ainda quando essas questões são secundárias, sem nenhum valor real para os destinos da humanidade. Que importância tem se Chico Xavier era ou não a reencarnação de Allan Kardec. Nenhuma. Entretanto, Baduy ficou plenamente convencido do valor da mensagem, concluindo que ela tinha o condão de pôr um ponto final à polêmica. Claro, a favor de sua própria opinião a respeito do assunto! “Atitude de Amor” segue por essa trilha com as referências a Roustaing. A centenária discussão acerca das teses roustainguistas continua presente em nossos dias. Com que finalidade Espíritos Superiores a alimentariam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro detalhe estranhável é a referência ao encontro de Bezerra com Ermance Dufaux ao final da reunião. O relato é insosso. Cícero fica boquiaberto com a reação de Bezerra, que teria emudecido diante da ex-médium. Como alguém que não encontra palavras para se expressar. Mas isso dura pouco porque ele logo retoma o domínio de si, enaltece-a e espontaneamente lhe diz que providenciaria apoio para sua disposição de continuar a jornada pelo Espiritismo. Logo surgem lágrimas no rosto de Ermance, pois ela descobre que Bezerra havia lido seus pensamentos mais íntimos. Eis um bom final de folhetim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Atitude de Amor” procura ser uma espécie de gran finale do livro. Suspeita-se que não seja tão grande assim. Vejamos rapidamente o discurso de Bezerra, que ocupa quase noventa por cento de seu espaço. A mensagem contida no discurso é interessante: trata-se de estabelecer uma crítica a respeito do futuro do movimento de unificação, a partir da constatação de que as conquistas nesse terreno foram incontestáveis. O caminho, contudo, é longo. Todos fizeram o que puderam. Eis então que Bezerra se serve de um exercício matemático para dividir a história do Espiritismo em três períodos de setenta anos cada: o primeiro caracterizado, segundo ele, pela “consagração das origens e das bases em que se sustenta a doutrina”. Algo como uma luta para manter a sua integridade textual. O segundo período teria se encerrado por volta do ano 2000. Foi o “tempo da proliferação”, mérito das entidades da unificação. E o terceiro período, que terá pela frente cerca de sessenta e cinco anos mais, será o da “maioridade das idéias espíritas”, da ética do amor, ou melhor, da Atitude de Amor. Eis a razão para o título da mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vejamos. A divisão da história do Espiritismo em três períodos iguais de setenta anos só faz sentido para quem tem uma proposta, como o autor. Serve para justificá-la. E a proposta é justamente a de um terceiro período que se apresenta como um novo tempo a ser marcado pela ética do amor, garantido por reencarnações de peso já adrede programadas. Note-se este detalhe: reencarnações de peso adrede programadas. Tudo muito bom não fora alguns senões. Primeiro essa fixação em períodos rígidos, impossíveis de serem garantidos e sabiamente relativizados até por inteligências comuns entre nós. Segundo, o fato de que este novo tempo não passa de uma abordagem moral e a questão moral está presente no Espiritismo como um conteúdo decorrente de sua filosofia, portanto, ela é, em si mesma, a própria essência doutrinária. Apontá-la como motivo para um período novo é relegar a própria realidade. O que se apresenta como novo é de fato velho, mesmo sob o argumento de que chegou a hora de prática e discurso andarem juntos ou que o tempo novo é o tempo das atitudes. O exercício da ética só é possível através da atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, é preciso considerar que a proposta do novo tempo mostra seu sentido real exatamente quando refletimos sobre a presença no texto dos quatro tópicos seguintes. No primeiro, o autor cuida de apontar o principal inimigo dos espíritas: o orgulho. Mas o orgulho aqui é tomado como o principal entrave à aceitação de mudanças estruturais que o movimento espírita necessita, pois todo o livro é um esforço para convencer de que este movimento precisa de novos ares (do que não discordamos, em particular). Portanto, a não aceitação da proposta implica em deixar-se levar pelo orgulho. No segundo tópico se explora aquilo que se chama atitude primordial, que outra não é que “aprendermos a amarmo-nos uns aos outros”. Também aqui se pode concluir que em não se mudando, implicitamente também não nos amamos. O tópico seguinte, o terceiro, apresenta a diretriz insuperável, e mais uma vez trata-se de um conteúdo moral: a diretriz é o amor ao próximo, ou seja, em não se adotando as novas idéias se estará demonstrando falta de amor ao próximo. Finalmente, o quarto tópico, este, sim, provido de uma solução: a educação, que deve ser privilegiada pelos centros espíritas, os quais têm por dever permutar experiências entre si e constituírem-se em “cooperativas do afeto cristão”, instaurando o período da unificação ética a ser aceito e trabalhado pelas federativas que integram o Pacto Áureo. O Espírito se declara em campanha “pela renovação das atitudes”, contra as más atitudes, que são, segundo ele, um problema real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há propriamente um projeto consistente. Não que se condene a proposta ética, nem que se veja na sua fusão com a ética da alteridade algo nocivo. Absolutamente. O aporte dos estudos da alteridade pelo Espiritismo só pode lhe fazer bem. Também não se coloca em dúvida muitas das críticas alusivas ao movimento espírita institucionalizado. A questão não é essa. O que se estranha é o uso de antigas mensagens e soluções como se elas constituíssem novidade. Talvez fosse bem melhor assumir as críticas, repetimos, muitas delas consistentes, sem o aporte das possíveis personalidades apresentadas como autores, pela razão mesma da impossibilidade de comprovar a autoria e pelas diversas estranhezas apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando analisado em seus detalhes mais significativos, Seara Bendita demonstra possuir vícios insanáveis. Isso não é pouco. Se adicionarmos alguns argumentos tornados públicos, como o que estranha o pensamento de Bezerra de Menezes aí presente não corroborado através de outros médiuns, as dificuldades aumentam. Procura-se uma explicação razoável para o fato de Bezerra, por exemplo, não reforçar esse seu projeto quando se manifesta por Divaldo Franco nas reuniões do Conselho Federativo Nacional, ali, onde exatamente o Pacto Áureo se materializa. E mais, questiona-se sobre as razões pelas quais ele sequer faça menção a esse projeto naquelas manifestações, quando o apresenta como da mais fundamental importância, especialmente por apontar um novo período de sete décadas para o Espiritismo mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, não está em jogo a idoneidade dos médiuns, nem se utiliza dessas reflexões para colocar em dúvida o esforço e a intenção daqueles que instituíram e conduzem o movimento “Atitude de Amor”. Lamenta-se, apenas, que não possamos emprestar ao livro todo o nosso empenho, especialmente ao seu esforço de convencer as lideranças espíritas para necessidades tão prementes, como aquela de encontrar um consenso capaz de reunir em um só conjunto de mentes toda a diversidade de pensamento presente no Espiritismo brasileiro e mundial, pois estamos, hoje mais do que antes, convencido de que o Espiritismo somente conseguirá ampliar significativamente sua influência social quando alcançar a maturidade da convivência respeitosa e solidária na diversidade. Para que tal ocorra, só necessitamos de um projeto de princípios mínimos e estes princípios não são outros senão os princípios básicos da doutrina, fora dos quais, sem dúvida, não há Espiritismo. No dia em que esses princípios constituírem a base da nossa convivência, toda a diversidade estará representada de forma digna e respeitosa. E o Espiritismo conhecerá um novo e coerente tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------&lt;br /&gt;1 Seara Bendita é uma publicação da Editora Inede, de Belo Horizonte, psicografia de Maria José C. Soares de Oliveira e Wanderley Soares de Oliveira, assinada por diversos Espíritos, 1a edição, ano 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Sempre fui um admirador de Cairbar e Vinicius, estudando-os com grande interesse por longo tempo. Sou autor, com Eduardo Monteiro, de suas biografias, respectivamente “Cairbar Schutel, o Bandeirante do Espiritismo” e “Vinicius, Educador de Almas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-111222989117333545?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/111222989117333545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=111222989117333545' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/111222989117333545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/111222989117333545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/03/analise-do-livro-seara-bendita.html' title='Analise do livro &quot;Seara Bendita&quot;'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-111040709288516173</id><published>2005-03-09T19:22:00.000-03:00</published><updated>2007-02-17T16:15:36.856-02:00</updated><title type='text'>Você pode!</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autor: Moura Rêgo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas das coisas ou atuações que se evidenciam por obra da ação daqueles com quem convivemos, quer em nossa casa, trabalho ou mesmo nas ruas de nossa cidade, por vezes nos parecem afastadas de nossas possibilidades. Na verdade, a possibilidade real de também podermos agir da mesma forma ou termos as mesmas atitudes que elas, nos é possível. Todos podemos uns mais facilmente outros não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seria assim tão fácil agirmos, atuarmos, termos a mesma atitude que outros que se nos parecem tão distantes no caminhar das vidas? Não creio nisso... Jesus, o afável Mestre, nos ensinou bem esse ponto quando nos disse: "Também podeis observar semelhantes coisas, se tiverdes fé, dize àquela montanha aparta-te daí e ela se moverá. Basta para isso que tenhais a fé do tamanho de um grão de mostarda.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se é tão fácil, Raimundo, por que então não conseguimos e acabamos por voltar às antigas atitudes e acometimentos? A resposta é muito simples: Não nos aplicamos de maneira correta. Apenas queremos, sem raciocinar, tentando poucas vezes e o pior, sem termos vontade, sem termos fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Chico, o nosso Chico, foi e é tão admirado, que não o seja tão somente por sua obra, mas primeiramente por sua bondade. E bons todos nós podemos ser. Haverá contradita a esta afirmação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O codificador, pelas mensagens dos Espíritos que com ele trabalharam para que o legado da codificação nos fosse deixado, afirma cabalmente isso, senão vejamos:&lt;br /&gt; Em a obra básica, O Livro dos Espíritos, a questão de número cento e vinte, trás em sua resposta um esclarecimento impar:&lt;br /&gt; - "Todos os Espíritos passam pela fieira do mal, para chegar ao bem?".&lt;br /&gt; - "Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo exposto, vê-se nitidamente que é o progresso que se nos apresenta como única estrada a ser percorrida por todos nós. Que é a ignorância, ou seja, o desconhecimento, o matiz que nos afasta do Bem, Logo, se todos somos tendentes ao progresso, haverá então óbice a que nos tornemos bons? Se a resposta é não, você pode!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outra, Se detemos inteligência, moral em processo de alargamento, intelecto desenvolvido, qual o ponto que nos afastaria do progresso? Ora, diriam uns, as dificuldades da vida. Outros afirmariam as más companhias, outros mais, nossas imperfeições. Todos responderiam corretamente a questão proposta, mas necessariamente não a responderiam em sua totalidade. Todos os matizes elencados, formam juntos neste rol de dificuldades que todos nós encontramos quando reencarnamos. O que nos sugere então nosso intelecto, como resposta? Exatamente! Vencermos estas que conhecemos como mazelas morais. Simples e fácil não é combatê-las, mas cabe-nos, esse trabalho, pois é ele que nos vai dignificar para que assomemos aos pórticos da elevação espiritual. Não pensemos que aqui estejamos apenas por uma simples e efêmera passagem e que depois tudo se esvaia pelos ralos do mundo, não, a verdade da reencarnação nos é a propositura do Pai no sentido amplo da elevação. Assim reencarnamos sempre em estagio diferente do inicial, quando éramos simples e ignorantes, sendo nossa missão primeira nossa própria transformação interior. Destarte: Você pode!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meus amigos, pela palavra do Rabi do Jugo Manso, soubemos: "Sois Deuses". Operemos então o milagre da transformação trabalhando nossas fraquezas, ajudando na reconstrução moral de outros, dessa maneira, estaremos mais que fazendo cumprir-se a Lei, mas mais que isso, estaremos trabalhando na dignificante tarefa do bem! Mas para que isso seja possível meus amigos, é condição "sine qua non" que inculquemos no imo de nosso ser que todos podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, VOCÊ PODE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, 09 de março de 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-111040709288516173?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/111040709288516173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=111040709288516173' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/111040709288516173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/111040709288516173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/03/voc-pode.html' title='Você pode!'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-111020873135097202</id><published>2005-03-07T12:17:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T12:50:44.456-03:00</updated><title type='text'>Herculano Pires responde a proposta de Pietro Ubaldi...</title><content type='html'>A mensagem que Pietro Ubaldi enviou ao VI Congresso Espírita Pan-Americano, realizado neste mês em Buenos Aires [outubro de 1963], vem causando estranheza nos meios doutrinários. Depois de discorrer sobre a estagnação das religiões, o autor de A Grande Síntese chega às seguintes conclusões:&lt;br /&gt;1 - O Espiritismo estacionou na teoria da reencarnação e na prática mediúnica;&lt;br /&gt;2 - Não possuindo “um sistema conceptual completo”, não pode ele ser levado a sério pela cultura atual;&lt;br /&gt;3 - A filosofia espírita é limitada, não oferece uma visão completa do Todo e “não abrange todos os momentos da lei de Deus;&lt;br /&gt;4 – O Espiritismo não construiu uma “teologia espírito-científica, que explique o que a católica não explica”;&lt;br /&gt;5 - O Espiritismo “corre o perigo de ficar parado no nível Allan Kardec, como o catolicismo ficou no nível São Tomás e o protestantismo no nível Bíblia”.&lt;br /&gt;Diante dessa situação, propõe Ubaldi a adoção, pelo Espiritismo, dos livros de sua autoria, abrangendo a “série italiana” e a “série brasileira”. E explica: “Trata-se de um produto realizado de uma forma que permite que ele caiba dentro do Espiritismo, porque atingido por inspiração, que é por ele julgada a mais alta forma de mediunidade, aquela consciente, controlada pela razão”. E logo mais afirma: “Só assim o Espiritismo poderá avançar paralelo à ciência e exigir atenção de parte dos materialistas, porque usa a forma mental e os métodos racionais dele. Só assim o Espiritismo poderá sair do trilho dos costumeiros conceitos que se repetem nas sessões rnediúnicas e colocar-se no nível do mais adiantado pensamento moderno, penetrando no terreno da filosofia e da ciência e situando-se na sua altura”.&lt;br /&gt;A redação e a tradução dessa mensagem de Ubaldi, como se vê, por estes pequenos trechos, estão muito abaixo do texto de suas obras mais inspiradas, que pertencem à “série italiana”.&lt;br /&gt;Por outro lado, verifica-se que faltou a Ubaldi a percepção necessária para captar o processo espírita em suas verdadeiras dimensões. O admirável médium de A Grande Síntese revela absoluta falta de acuidade e de compreensão da realidade espírita no mundo de hoje, onde o Espiritismo vem cumprindo serenamente a sua finalidade. A sua crítica ao Espiritismo, resumida nos cinco pontos acima, coincide com a dos adeptos menos instruídos na doutrina, e pode ser respondida, ponto por ponto, por qualquer adepto de inteligência e cultura medianas, que conheça a Doutrina Espírita. Por outro lado, o oferecimento de suas obras ao Espiritismo revela desconhecimento da natureza da nossa doutrina e das exigências metodológicas para a aceitação da proposta, que não cobre essas exigências. Ubaldi desenvolveu suas faculdades mediúnicas à margem do Espiritismo. Seu primeiro livro, A Grande Síntese, apresenta curioso paralelismo com o Espiritismo, o que lhe valeu a simpatia e a amizade dos espíritas brasileiros. Na Itália ou no Brasil, porém, Ubaldi recusou-se sempre a integrar-se no movimento espírita, filiando-se na península à corrente da Ultrafânia, do prof. Trespioli, que pretende haver superado a concepção espírita. Em seu livro As Noures, Ubaldi nos oferece a concepção ultrafâníca da mediunidade, na qual enquadra o seu caso pessoal. É uma pretensiosa concepção de mediunidade cósmica, fugindo à naturalidade e simplicidade das comunicações espirituais entre espíritos desencarnados e médiuns. As pretensões de Ubaldi o transformaram, de simples médium em autor messiânico, agora arvorado em reformador do Espiritismo.&lt;br /&gt;Respondemos aos itens da sua crítica da seguinte maneira:&lt;br /&gt;1 - O Espiritismo é uma doutrina evolucionista, como o provam as suas obras fundamentais e o seu imenso desenvolvimento em apenas cem anos de existência;&lt;br /&gt;2 - O sistema conceptual espírita é completo e sua síntese está em O Livro dos Espíritos;&lt;br /&gt;3 - A filosofia espírita não pode abranger o Todo e muito menos “todos os momentos da lei de Deus”, porque isso não está ao alcance de nenhuma elaboração mental, no plano relativo da vida terrena;&lt;br /&gt;4 - A teologia espírita é limitada às possibilidades atuais do conhecimento de Deus, segundo ensina Allan Kardec, e essas possibilidades não admitem ainda a criação na Terra de uma teologia científica, nem dentro nem fora do Espiritismo;&lt;br /&gt;5 - O “nível Allan Kardec” não é o do Espiritismo, mas sim o “nível Espírito da Verdade”, de quem Kardec, segundo dizia, foi um “simples secretário”.&lt;br /&gt;Encontrando-se, pois, nesse plano de revelação constante e progressiva, que é o da manifestação do Espírito da Verdade, segundo o próprio Kardec adverte, o Espiritismo está livre dos perigos da estagnação dogmática. Se, pelo contrário, adotasse as obras de Ubaldi para completá-lo, o Espiritismo cairia imediatamente no dogmatismo. Para cumprir sua missão, em todos os campos da atividade humana, o Espiritismo tem de manter-se como Ciência do Espírito (que investiga o elemento inteligente do Universo, paralelamente com a Ciência da Matéria, que investiga o elemento material); como Filosofia Livre, “sem os prejuízos do espírito de sistema”, segundo a expressão feliz de Kardec; e como Religião em Espírito e Verdade, de acordo com o anúncio do Cristo à Mulher Samaritana.&lt;br /&gt;De nossa parte, não obstante o respeito que votamos ao médium e sua obra, altamente inspirada, não poderíamos dar-lhe outra resposta, além da que apresentamos nestas linhas. Se Ubaldi tivesse lido “O Livro dos Espíritos” certamente jamais faria a proposta que fez. Mesmo porque a sua obra, como a de Flamarion, a de Delanne, a de Denis, a de Bozzano e tantas outras, longe de completar o Espiritismo, apenas procuram desenvolver alguns dos grandes temas que o Espiritismo levantou e sustenta no mundo moderno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-111020873135097202?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/111020873135097202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=111020873135097202' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/111020873135097202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/111020873135097202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/03/herculano-pires-responde-proposta-de.html' title='Herculano Pires responde a proposta de Pietro Ubaldi...'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-110826263899694887</id><published>2005-02-13T00:34:00.000-02:00</published><updated>2008-04-26T22:54:50.164-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Recomendacao'/><title type='text'>Sugestão literária: Jesus, esse grande desconhecido</title><content type='html'>Um livro de Juan Arias, no qual se faz uma extensa pesquisa sobre os estudos do "Cristo Histórico", de excelente conteúdo e muito bem embasado documentalmente. Da contra-capa do livro extraio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Jesus é, sem dúvida a figura histórica a respeito de quem mais se escreveu. O personagem de maior repercussão na história dos ultimos vinte séculos e que influenciou profundamente a vida, a arte, a cultura, os costumes e as consciências das milhares de pessoas que crêem nele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas quem foi este homem que aindamarca tanto nossas vidas, mesmo dois mil anos apôs a sua morte? Um rebelde, um inconformista, um revolucionário?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em "Jesus, esse grande desconhecido", Juan Arias procura responder a essas perguntas tão frequentes. Fruto de exaustiva pesquisa, o livro apresenta a história do homem de Nazaré de forma direta e acessível. Num relato de cunho jornalistíco, revela-nos um Jesus como nunca se viu antes."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-110826263899694887?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/110826263899694887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=110826263899694887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110826263899694887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110826263899694887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/02/sugesto-literria-jesus-esse-grande.html' title='Sugestão literária: Jesus, esse grande desconhecido'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-110811512521681495</id><published>2005-02-11T07:41:00.000-02:00</published><updated>2008-04-26T22:49:38.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Vamos parar de inventar?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autor: Moura Rêgo (RJ/RJ)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade não sei quem começou, se Espírito ou espírito, mas urge recolocarmos o trem na linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos uma doutrina progressista, inteligente, antenada para o novo e ao por vir, que nada tem de anunciante do mal ou do pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, as páginas das Obras Básicas, instrumento de estudo obrigatório a todos os espíritas responsáveis e sérios, resumem em seus ensinamentos, toda a gama de ações, atos e atitudes a serem observados, como também, as conseqüências morais que destes dimanam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se existem notificações, noções, se existem capítulos inteiros nas Obras Básicas, versando sobre tais acometimentos, o descuro, o desconhecimento, ou mesmo a falta de vontade em pelo menos pensar sobre estes, é que forma o patamar de ação dos profitentes da doutrina ficando por conta destes mesmos, a justa paga não é assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou dos que apregoam, aos quatro cantos os malefícios, as agruras, ou mesmo os acontecimentos danosos que poderão advir do descaso para com os ensinamentos deixados ao léu, até porque não encaro como obrigação, a não ser a moral, segui-los, e isso porque me lembro de um dos pontos mais básicos indicados nas próprias páginas de ensino doutrinário: A todos, o Supremo Arquiteto do Universo deu o LIVRE ARBÍTRIO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É então, por obra desse Livre Arbítrio que o espírito encarnado há de se pautar, colhendo os louros da vitória, em seu justo andar, ou os ardores da dor, por seu descuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carnaval, tema central deste, está então inserido entre uma das provas ou expiações que muitos hão ter de passar. A festividade de Momo, não tem sequer caráter maléfico, é como o nome diz, apenas uma festividade, embora queriam, alguns cultores das desgraças ou anunciantes do "Sobrenatural da Silva", afiançar que ao Espírita não seja dado o direito ou mesmo a faculdade de poder passar o "Tríduo Momesco", como ele entender, desejar ou quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que não cala nas mentes de todos é: Pode então o Espírita, estar a brincar sem se envolver nas nocivas correntes geradas pelos abusos de outrem no período carnavalesco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta redunda numa simplicidade sem nota: PODE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é anti-espírita, anti-bem, ou anti-qualquer coisa, a alegria, a descontração, o usar sem excessos dos bailes ou das tantas bandas que tocam pelas ruas de nossas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas existem aqueles que bebem, e se intoxicam de barbitúricos, que usam do sexo animalescamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem mesmo, e por existirem, você, seu filho ou eu e os meus, temos de também nos intoxicarmos da mesma maneira? Afinal, Existe o tal arrastamennto irresistível ? Se o amigo leitor é dos que acredita nisso, meu conselho é: Esqueça, não existe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diz isso é a mesma obra básica citada logo ao começo dessas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos juntos: é preciso que estejamos nos bailes, na sordidez das drogas e nos vícios em pelna rua, para que estejamos nos adoecendo? Claro que não. E aqueles que "zapeiam" em seus controles remotos da TV, a procurarem as cenas mais quentes dos bailes? E os que adoram ver os bailes e os acontecimentos internos dos salões do Gala Gay? Por estarem em casa, tomando refrigerantes, sentadinhos, não estão a se adoecerem? Perdoem-me os sanitaristas do MEB, mas voces precisam estudar mais a doutrina e se meterem menos na vida dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se são palavras duras? São sim, pois já estou farto de escutar apologias ao mal inexistente como se todos fossemos ignorantes que pudéssemos ser enganados por falácias descompromissadas para com a doutrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos portadores de duas faculdades: Raciocínio e Livre Arbítrio, nossos atos e pensamentos são de ordem própria, se de um lado vale o aviso o lembrete desindexado dessa alegoria mal feita, do outro cumpre-nos enquanto espíritas, velarmos por nossa própria conduta e não ficarmos a passar de irmãos celestiais, ou mesmo de interpretes do que nem bem conhecemos: A Doutrina Espírita. "Disse o filósofo(instrução em resposta à pergunta do Livro dos Espíritas) conhece-te a ti mesmo". Tal instrução levada a efeito a todo momento nos deixa por assim dizer, menos afeitos a sermos acometidos desse pretenso arrastamento oriundo do período de Momo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha sido por este motivo que há muito tempo atrás o Espírito Verdade nos tenha indicado estas palavras: "Espíritas. Instruí-vos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita Paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-110811512521681495?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/110811512521681495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=110811512521681495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110811512521681495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110811512521681495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/02/vamos-parar-de-inventar.html' title='Vamos parar de inventar?'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-110720843726385174</id><published>2005-01-31T19:35:00.000-02:00</published><updated>2008-04-26T22:51:35.478-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Recomendacao'/><title type='text'>Sugestão literária: Mediunidade e Animismo</title><content type='html'>Acabei de pegar em mãos o recem-lançado "Mediunidade e Animismo", de Odilon Fernandes, psicografado por Carlos A. Bacceli. Devo confessar de antemão que é um livro do tipo de literatura que me agrada, definitivamente dou preferência a leitura instrutiva no lugar de romances que muitas vezes ficam apenas no "agua com açucar", embora também alguns transmitam nas entrelinhas instruções aplicáveis à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um livro pequeno, que traz em 509 perguntas e respostas um panorama sobre os mecanismos da mediunidade, e também abordando questões particulares do dia a dia dos médiuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma rápida leitura e muito me agradou o livro, agora resta reler com maior atenção para poder confirmar a opinião, tenho certeza de que não me decepcionarei, tanto que até já arrisco a indicar esse livro como sendo um excelente material para estudo complementar daqueles que estejam em algum curso regular de Espiritismo, ou que tenham o desejo de se aprofundar nesse assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas de Odilon são concisas e objetivas, outra caracteristica que eu gosto. Em alguns casos a objetividade pode parecer contrária a algumas posturas que vemos, na qual algumas pessoas fazem verdadeiros malabarismos mentais para tentar justificar algo que poderia ser mais simples. Ah! a simplicidade! Quanto mais a perseguimos parece que mais ela se afasta... deixemos de persegui-la então e a tenhamos como constante companheira de nosso dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na página 108, questão 315 que abaixo transcrevo, temos o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;315 - Doutrinariamente, todavia, não existe muita coisa contraditória?&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os espíritos, como os homens, têm as suas opiniões, que não devem ser acatadas antes de devidamente analisadas. Nem tudo o que se produz mediunicamente é espírita&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo simples, direto, objetivo, conciso, nem um pouco diferente daquilo que encontramos na Codificação, mas que parece ser solenemente ignorado por uma significativa parcela do Movimento Espírita que acata mais pelo nome do que pelo conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;490 - Mediunidade e animismo?&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Impossível que um existisse sem o outro&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;491 - Portanto?...&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O animismo, como se convencionou conceber não existe. É um mito que precisamos nos empenhar para demolir&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;492 - O médium assume as caracteristicas do espírito ou é o inverso?&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A água sempre toma a forma do recipiente em que se derrama, o que não a impede de preservar as características que lhe são peculiares&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o fechamento do livro, a última questão é magistral em minha opinião...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;509 - Um recado aos companheiros espíritas?&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mesmo do Espírito da Verdade: "Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instrui-vos, eis o segundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-110720843726385174?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/110720843726385174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=110720843726385174' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110720843726385174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110720843726385174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/01/sugesto-literria-mediunidade-e.html' title='Sugestão literária: Mediunidade e Animismo'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-110618146694233854</id><published>2005-01-19T22:16:00.000-02:00</published><updated>2008-04-26T22:50:04.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Controle Universal do Ensino Espirita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Retomada do Controle Universal, um esboço</title><content type='html'>Este texto pretensioso pretende traçar apenas um esboço, uma sugestão de como poderíamos retomar a utilização da Metodologia Espírita, o Controle Universal do Ensino dos Espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada devemos compreender que pela ausência de utilização, alguns cuidados básicos deveriam ser tomados objetivando evitar tentativas de fraudes e garantindo que as opiniões coletadas não sejam afetadas por componentes anímicos, mas representem unicamente a opinião dos espíritos através dos médiuns. Para garantirmos esse requisito, seria interessante adotarmos pelo menos nas primeiras rodadas um "teste cego".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como isso funcionaria:&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;   &lt;li&gt;Elaborar um aplicativo (de preferência através da web) para armazenar questões a serem enviadas por colaboradores.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Deveria ser elaborado um cadastro de interessados em participar deste exercício. Receberiam as instruções de como proceder para a realização dos testes.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;As questões seriam selecionadas aletóriamente e impressas. Essas impressões seriam armazenadas em envelopes lacrados, os quais seriam embaralhados e receberiam etiquetas indicando os destinatários.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Recebendo os envelopes lacrados, os destinátarios teriam um prazo previamente definido para responder as questões, sem a possibilidade de violarem o lacre dos envelopes. A leitura dos documentos ficaria a cargo dos espíritos, que o fariam sem necessitarem romper o lacre.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;As respostas deveriam ser armazenadas em um outro envelope, a ser lacrado e identificado através de um código, por exemplo uma etiqueta com um código de barras, o mesmo do envelope de perguntas. Os envelopes com as respostas e perguntas deveriam ser entregues pessoalmente ou através do serviço do correio ao grupo responsável pela digitação das informações, sendo que este grupo disporia de duas equipes para recepção dos envelopes, uma cuidando dos envelopes com perguntas e outra cuidando dos envelopes com respostas.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Envelopes que apresentassem indicios de que o lacre foi violado deveriam ser descartados imediatamente.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;A equipe responsável pelo envelope com as respostas deveria efetuar a digitação das mesmas, apenas indicando um código que vincularia o médium, sendo preservada sua privacidade e identidade. O mesmo faria a equipe responsável pelo envelope com as perguntas.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Após a digitação das perguntas e respostas, deveria ser feita a impressão do conjunto, para uma triagem inicial que teria por objetivo descartar incoerências, por exemplo a pergunta é sobre alguma característica da biologia e a resposta é um tratado de filosofia. Por melhor que seja o conteúdo da resposta, estaria incoerente com a pergunta formulada, portanto deveria ser descartado.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Deveria ser estabelecido um índice para se aceitar os descartes, por exemplo, se o volume de descartes for igual ou superior a 25% de todas as perguntas, deveria ser cancelado o teste e ser feita uma nova rodada, sendo que três rodadas consecutivas descartadas indicariam o cancelamento de qualquer tentativa posterior, ou refinamento da seleção dos participantes.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;O material que houvesse passado pela primeira triagem deveria ser objeto de uma leitura mais acurada, com o consequente cruzamento de resultado através de um sumário a ser apresentado pelos responsáveis de tal leitura. O material ficaria disponível para uma auditoria aleatória para se verificar eventuais manipulações por parte destas pessoas.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;As perguntas identicas teriam seus sumários comparados buscando uma universalidade.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Poderia ser estabelecido um indice para aceitacao de divergência.&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Os resultados deveriam ser publicados, preferencialmente através de um web-site e também em meio impresso ou magnético para distribuição aos interessados.&lt;br /&gt;  &lt;/li&gt; &lt;/ol&gt; Estes itens, repetimos, apresentam apenas um esboço. Estão sujeitos a um aprofundamento e melhor detalhamento de cada uma das partes que o compõem. Acima de tudo ressalta a importância do comportamento dos envolvidos. Quanto mais ético, quanto mais transparente, melhor seria a qualidade a se obter.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-110618146694233854?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/110618146694233854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=110618146694233854' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110618146694233854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110618146694233854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/01/retomada-do-controle-universal-um.html' title='Retomada do Controle Universal, um esboço'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-110618013038648591</id><published>2005-01-19T22:00:00.000-02:00</published><updated>2008-04-26T22:50:04.341-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Controle Universal do Ensino Espirita'/><title type='text'>Metodologia previne males</title><content type='html'>De todos os problemas que comumente encontramos nos Centros Espiritas e entre os Espíritas, o desconhecimento de que a Doutrina possui uma Metodologia para seu desenvolvimento parece ser o mais complexo. Alguns até atestam conhecer, entretanto elencam uma infinidade de justificativas para que não se utilize desta metodologia, o que ao meu ver soa como um contra-senso uma vez que não se trata de uma invenção de alguem com objetivo de auto-promoção, mas sim um ferramental elaborado quando da Codificação da Doutrina visando mantê-la isenta de personalismos e garantir um minimo de coerência e fundamentação nas assertivas que a compõem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que um benefício imediato ao retomarmos a Metodologia, seria a interrupção de um processo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;agressões melífluas&lt;/span&gt; e também de críticas a maior parte das vezes sem uma fundamentação outra que não seja a opinião isolada do autor. Assuntos polêmicos que provocam celeuma e até mesmo cisão em alguns organismos seriam mais facilmente tratados com um embasamento de cunho metodológico, não representando a verdade absoluta sobre o assunto, sujeita portanto a mudanças com o passar do tempo e com a melhor capacitação dos envolvidos na discussão do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos motivos são apresentados como justificativa para as dificuldades na retomada do Controle Universal do Ensino dos Espíritos, entretanto creio que todas pecam pela presunção de uma superioridade que teríamos àquele que foi cognominado de "o bom-senso encarnado".  Dentre estes motivos poderíamos citar:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;   &lt;li&gt;Quem teria capacidade moral e intelectual para assumir este trabalho?&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Não seriam pretensos novos Kardecs os que buscam tal retomada?&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Quem centralizaria este trabalho?&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Como este trabalho seria feito?&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Como evitar a interferência anímica?&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;Como falar em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;universalidade&lt;/span&gt; se hoje estamos restritos praticamente ao Brasil?&lt;/li&gt;   &lt;li&gt;etc.&lt;br /&gt;  &lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; Várias outras justificativas poderiam se somar a estas, mas não me parece até o momento que nenhuma delas é absolutamente taxativa em tal impossibilidade. Dificuldades é claro que existirão, mas nunca uma dificuldade significou uma impossibilidade, mas sempre apresentou uma oportunidade de crescimento, de aquisição de novo conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você pensa a respeito disso? Quais são as críticas que você tem contra ou a favor da retomada da Metodologia Espírita? Você sabia que a Doutrina Espírita possui uma Metodologia? Escreva-nos!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-110618013038648591?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/110618013038648591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=110618013038648591' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110618013038648591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110618013038648591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2005/01/metodologia-previne-males.html' title='Metodologia previne males'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-110151107518851610</id><published>2004-11-26T21:12:00.000-02:00</published><updated>2008-04-26T22:56:55.720-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allan Kardec'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Codificação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Espiritismo'/><title type='text'>Discurso: 5 de abril de 1861</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas&lt;br /&gt;Revista Espírita, maio de 1861&lt;br /&gt;Discurso do Sr. Allan Kardec.&lt;br /&gt;por ocasião da renovação do ano social,&lt;br /&gt;pronunciado na sessão de 5 de abril de 1861.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Senhores e caros colegas,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;No momento em que a nossa Sociedade começa o seu quarto ano, creio que devemos um agradecimento especial aos bons Espíritos que consentiram em nos assistir, e, em particular, ao nosso Presidente espiritual, cujos sábios conselhos souberam nos preservar de mais de um escolho, e cuja proteção nos fez superar as dificuldades que semearam em nosso caminho, sem dúvida para porem em prova o nosso devotamento e a nossa perspicácia. Devemos reconhecê-lo, a sua benevolência jamais nos faltou, e, graças ao bom espírito do qual a Sociedade está agora animada, ela triunfou da má vontade dos seus inimigos. Permiti-me, a esse respeito, algumas observações retrospectivas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A experiência nos demonstrou lacunas lamentáveis na constituição da Sociedade, lacunas que abriram a porta para certos abusos; a Sociedade as preencheu, e desde então ela não teve senão que se aplaudir por isso. Realiza ela o ideal da perfeição? Não seríamos Espíritas se tivéssemos o orgulho de o crer; mas quando a base é boa e que o resto não depende senão da vontade, é necessário esperar que, os bons Espíritos ajudando, não pararemos no caminho.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Entre as reformas mais úteis, é necessário colocar em primeira linha a instituição dos Associados livres, que dá um acesso mais fácil aos candidatos, lhes permitindo se fazerem conhecer e apreciar antes de sua admissão como membros titulares; participando dos trabalhos e dos estudos da Sociedade, aproveitam de tudo o que nela se faz; mas, como não têm voz na parte administrativa, não podem, em nenhum caso, empenhar a responsabilidade da Sociedade. Vem em seguida a medida que teve por objeto restringir o número dos ouvintes, e de cercar com mais dificuldades, por uma escolha mais severa, a sua admissão nas sessões; depois, a que interditou a leitura de toda comunicação obtida fora da Sociedade, antes que, previamente, dela não tenha tomado conhecimento, e que essa leitura não esteja autorizada; enfim, as que armam a Sociedade contra quem poderia trazer-lhe a perturbação, ou tentar impor-lhe a sua vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Outras há que seria supérfluo lembrar, cuja utilidade não é menor, e das quais estamos, a cada dia, no estado de apreciar os felizes resultados. M as se esse estado de coisas é compreendido no seio da Sociedade, não ocorre o mesmo fora, onde, não é necessário dissimulá-lo, não temos senão amigos. Somos criticados sobre vários pontos, e embora não tenhamos que com isso nos preocupar, uma vez que a ordem da Sociedade não interessa senão a nós, talvez não seja inútil lançar uma vista de olhos sobre o que se nos censura, porque, em definitivo, se essas censuras forem fundadas, deveremos aproveitá-las.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Certas pessoas reprovam a severa restrição imposta na admissão dos ouvintes; elas dizem que, se queremos fazer prosélitos, é necessário esclarecer o público, e, para isso, abrir-lhes as portas de nossas sessões, autorizar todas as perguntas e todas as interpelações; que se não admitirmos senão pessoas crentes, não temos grande mérito em convencê-las. Este raciocínio é especioso, e se, abrindo as portas ao primeiro que chegue, o resultado suposto for alcançado, certamente estaremos errados em não fazê-lo; mas como é ao contrário o que ocorre, não o fazemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;De resto, seria bem deplorável que a propagação da doutrina fosse subordinada à publicidade de nossas sessões; por numeroso que pudesse ser o auditório, seria sempre muito restrito, imperceptível, comparado à massa da população. Por outro lado, sabemos, por experiência, que a verdadeira convicção não se adquire senão pelo estudo, a reflexão e uma observação continuada, e não assistindo a uma ou duas sessões, por interessantes que sejam; e isso é tão verdadeiro, que o número daqueles que crêem sem nada terem visto, mas porque estudaram e compreenderam, é imenso. Sem dúvida, o desejo de ver é muito natural, e estamos longe de censurá-lo, mas queremos que se veja em condições proveitosas; eis porque dizemos: Estudai primeiro e vereis em seguida, porque compreendereis melhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Se os incrédulos refletissem nessa condição, veriam a melhor garantia primeiro na nossa boa-fé, em seguida no poder da doutrina. O que o charlatanismo mais teme é ser compreendido; ele fascina os olhos e não é bastante tolo para se dirigir à inteligência, que descobriria facilmente a intriga. O Espiritismo, ao contrário, não admite a confiança cega; ele quer ser claro em tudo; quer ser compreendido inteiramente, que se lhe dê conta de tudo; portanto, quando prescrevemos estudar e meditar, é chamar o concurso da razão, e provar que a ciência espírita não teme o exame, uma vez que, antes de crer, nos fazemos uma obrigação de compreender.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;As nossas sessões não sendo sessões de demonstração, sua publicidade não alcançaria, pois, o objetivo, e teria graves inconvenientes; com um público sem seleção, trazendo mais curiosidade do que desejo verdadeiro de se instruir, e ainda mais desejoso de criticar e escarnecer, seria impossível ter o recolhimento indispensável para toda manifestação séria; uma controvérsia mais ou menos malévola, e baseada, na maioria das vezes, sobre a ignorância dos princípios mais elementares da ciência, traria perpétuos conflitos onde a dignidade poderia ser comprometida. Ora, o que nós queremos, é que, saindo de nossa casa, os ouvintes não levem a convicção, levem da Sociedade uma idéia de uma assembléia grave, séria, que se respeita e sabe se fazer respeitar, que discute com calma e moderação, examina com cuidado, aprofunda tudo com o olho do observador consciencioso que procura se esclarecer, e não com a leviandade de um simples curioso. E crede-o bem, senhores, essa opinião faz mais pela propaganda do que se saíssem com o único pensamento de terem satisfeito a sua curiosidade, porque a impressão que disso resulta os leva a refletir, ao passo que, em caso contrário, estariam mais dispostos a rir do que a crer.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Eu disse que as nossas sessões, não são sessões de demonstração, mas se nunca a fizemos desse gênero, para o uso de aprendizes que se trataria de instruir e de convencer, tudo aí se passaria com tanta gravidade e recolhimento como em nossas sessões comuns; a controvérsia se estabeleceria com ordem, de maneira a ser instrutiva e não tumultuosa, e quem ali se permitisse uma palavra inoportuna seria dela excluída; então a atenção seria firme, e a própria discussão seria proveitosa para todo o mundo; é provavelmente o que faremos um dia. Perguntar-nos-ão, sem dúvida, por que não o fizemos mais cedo no interesse da vulgarização da ciência; a razão disso é simples: é que quisemos proceder com prudência, e não como estouvados, mais impacientes do que refletidos; antes de instruir os outros, quisemos nos instruir a nós mesmos. Queremos apoiar o nosso ensinamento sobre uma imponente massa de fatos e observações, e não sobre algumas experiências desordenadas, observadas com leviandade e superficialmente. Toda ciência, em seu início, forçosamente encontra fatos que, à primeira vista, parecem contraditórios, e dos quais só um estudo completo, minucioso, pode demonstrar a conexão; é a lei comum desses fatos que quisemos procurar, a fim de apresentar um conjunto tão completo, tão satisfatório, quanto possível, e dando menos possível lugar à contradição. Com este objetivo, recolhemos os fatos, examinamo-los, escrutamo-los naquilo que têm de mais íntimo, nós o comentamos, discutimo-los friamente, sem entusiasmo, e foi assim que chegamos a descobrir o admirável encadeamento que existe em todas as partes dessa vasta ciência que toca os mais graves interesses da Humanidade. Tal foi, até o presente, senhores, o objeto de nossos trabalhos, objeto perfeitamente caracterizado pelo simples título de Sociedade de Estudos Espíritas que adotamos. Nós nos reunimos com o objetivo de nos esclarecer e não de nos distrair; não procuramos, de nenhum modo, nos divertir, não queremos divertir os outros; eis porque não devemos ter senão ouvintes sérios, e não curiosos que cressem encontrar aqui um espetáculo. O Espiritismo é uma ciência, e, não mais do que outra ciência, não se pode aprender brincando; bem mais, tomar as almas daqueles que não são mais como objetos de distração, seria faltar ao respeito que se lhes deve; especular sobre a sua presença e a sua intervenção, seria uma impiedade e uma profanação. Estas reflexões respondem à censura que algumas pessoas nos dirigiram, de retornar sobre fatos conhecidos, e de não procurar constantemente o novo. No ponto onde estamos, é difícil que à medida que avançamos, os fatos que se produzem não rolem pouco a pouco no mesmo círculo; mas se esquece que pontos tão importantes quanto aqueles que tocam ao futuro do homem não podem chegar ao estado de verdade absoluta senão depois de um grande número de observações; haveria leviandade em formular uma lei sobre alguns exemplos; o homem sério e prudente é mais circunspecto; não somente ele quer tudo ver, mas ver sempre e freqüentemente; é por isso que não recuamos diante da monotonia das repetições, porque delas ressaltam confirmações e, freqüentemente, nuanças instrutivas, e que se nela descobrimos fatos contraditórios, procuraremos a sua causa. Não estamos, de nenhum modo, apressados em sentenciar sobre os primeiros dados, necessariamente incompletos; antes de colher esperamos a maturidade. Se fomos menos adiante do que alguns o desejaram, ao capricho de sua impaciência, caminhamos com mais segurança, sem nos perder nos labirintos dos sistemas; talvez saibamos menos coisas, mas sabemos melhor, o que é preferível, e podemos afirmar o que sabemos sobre a fé na experiência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não creiais, de resto, senhores, que a opinião daqueles que criticam a organização da Sociedade seja a dos verdadeiros amigos do Espiritismo; não, é a de seus inimigos, que estão vexados por verem a Sociedade prosseguir a sua rota com calma e dignidade através das armadilhas que lhe estenderam e estendem ainda; lamentam que o acesso lhes seja difícil, porque estariam encantados indo ali semear a perturbação. É com esse objetivo que a censuram ainda por limitar o círculo de seus trabalhos, e pretendem que ela não se ocupe senão de coisas insignificantes e sem importância, porque ela se abstém de tratar de questões políticas e religiosas; gostariam de vê-la entrar na controvérsia dogmática; ora, é aí precisamente que se manifesta o seu verdadeiro caráter. A Sociedade está sabiamente encerrada num círculo inatacável à malevolência; gostar-se-ia, irritando o seu amor-próprio, de arrastá-la para um caminho perigoso, mas ela não se deixa nisso prender; ocupando-se exclusivamente das questões que interessam à ciência, e que não podem levar sombra a ninguém, colocou-se ao abrigo dos ataques, e ela tende a aí permanecer; pela sua prudência, sua moderação, sua sabedoria, ela conquistou a estima dos verdadeiros Espíritas, e a sua influência se estende até aos países distantes, onde aspiram à honra de fazer parte dela ; ora, essa homenagem que lhe é prestada por pessoas que não a conhecem senão de nome, pelos seus trabalhos, e pela consideração que adquiriu, lhe é cem vezes mais preciosa do que o sufrágio dos imprudentes muito apressados, ou dos malévolos que gostariam de arrastá-la para a sua perda, e estariam encantados em vê-la comprometer-se. Enquanto eu tiver a honra de dirigi-la, todos os meus esforços tenderão em mantê-la neste caminho; se jamais ela devesse dele sair, eu a deixaria imediatamente, porque, por nenhum preço, eu gostaria de assumir essa responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;De resto, senhores, sabeis por quais vicissitudes a Sociedade passou; tudo o que chegou antes e depois foi anunciado, e tudo se cumpriu assim como isso estava previsto; os seus inimigos querem a sua ruína; os Espíritos, que sabem o quanto ela é útil, querem a sua conservação, e ela está mantida, e ela se manterá enquanto seja necessária aos seus objetivos; se tivésseis mesmo observado, como pude fazê-lo, as coisas nos detalhes íntimos, não poderíeis desconhecer a intervenção de uma força superior, porque para mim ela é manifesta, e compreenderíeis que tudo foi para o melhor e no interesse da sua própria conservação; mas virá um tempo em que, tal como atualmente, ela não será mais indispensável; veremos então o que teremos a fazer, porque a marcha está traçada, tendo em vista todas as eventualidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os inimigos mais perigosos da Sociedade não são aqueles de fora; podemos lhes fechar as nossas portas e os nossos ouvidos; os mais a temer são os inimigos invisíveis que poderiam aqui se introduzir, apesar de nós. Cabe a nós provar-lhes, como já o fizemos, que eles perdem o seu tempo tentando se impor a nós. A sua tática, nós o sabemos, é procurar semear a desunião, lançar agitações de discórdia, inspirar o ciúme, a desconfiança e as pueris suscetibilidades que engendram o desafeto; oponhamo-lhes a proteção da caridade, da benevolência mútua, e seremos invulneráveis tão bem contra as suas malignas influências ocultas quanto contra as diatribes dos nossos adversários encarnados, que se ocupam mais de nós do que nos ocupamos deles; porque podemos, sem amor-próprio, nos proporcionar essa justiça que jamais aqui seu nome foi pronunciado, seja por um sentimento de conveniência, seja porque temos que nos ocupar com coisas mais úteis. Não forçamos ninguém a vir a nós; acolhemos com prazer e solicitude as pessoas sinceras e de boa vontade, seriamente desejosas de se esclarecerem, e as encontramos bastante para não perdermos o nosso tempo correndo atrás daqueles que nos voltam as costas por motivos fúteis de amor-próprio ou de ciúme. Aqueles não podem ser considerados como verdadeiros Espíritas, apesar das aparências; talvez sejam Espíritas que crêem nos fatos, mas infalivelmente não são Espíritas crentes na conseqüência moral dos fatos, de outro modo mostrariam mais de abnegação, de indulgência, de moderação, e menos de presunção em sua infalibilidade. Procurá-los seria mesmo prestar-lhes um mau serviço, porque isso faria crer em sua importância e que não se pode deles abster-se. Quanto àqueles que nos denigrem, não devemos com isso nos preocupar mais; homens que valiam cem vezes mais do que nós foram denegridos e achincalhados: não poderíamos ter o privilégio a esse respeito; cabe-nos provarmos, pelos nossos atos, que as suas diatribes não têm razão, e as armas de que se servem voltam-se contra eles.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Depois de ter, ao começar, agradecido aos Espíritos que nos assistem, não devemos esquecer os seus intérpretes, dos quais alguns nos dão o seu concurso com um zelo, uma complacência que não são jamais desmentidas; não podemos, em troca, lhes oferecer senão um estéril testemunho da nossa satisfação; mas o mundo dos Espíritos os espera, e lá todos os devotamentos são contados ao peso do desinteresse, da humildade e da abnegação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Em resumo, senhores, os nossos trabalhos caminharam, durante o ano que vem de se escoar, com uma perfeita regularidade, e nada os interrompeu; uma multidão de fatos, do mais alto interesse, foram narrados, explicados e comentados; questões muito importantes foram resolvidas; todos os exemplos que passaram sob os nossos olhos pelas evocações, todas as investigações às quais nos entregamos vieram confirmar os princípios da ciência e nos fortificar em nossas crenças; numerosas comunicações, de uma incontestável superioridade, foram obtidas por diversos médiuns; a província e o estrangeiro no-las dirigiram excessivamente notáveis, e que provam, não somente como o Espiritismo se propaga, mas também sob qual ponto de vista, grave e sério, ele agora é por toda a parte encarado. Este, sem dúvida, é um resultado do qual devemos estar felizes, mas há um não menos satisfatório e que, de resto, é uma conseqüência do que foi predito desde a origem: é a unidade que se estabelece na teoria da doutrina, à medida que é estudada e que é compreendida melhor. Em todas as comunicações que nos vêm de fora, encontramos a confirmação dos princípios que nos são ensinados pelos Espíritos, e como as pessoas que os obtêm nos são, em sua maioria, desconhecidas, não se pode dizer que elas sofrem a nossa influência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O próprio princípio da reencarnação que tinha, no primeiro momento, encontrado mais contraditores, porque não era compreendido, hoje é aceito pela força da evidência, e porque todo homem que pensa nele reconhece a única solução possível dos maiores problemas da filosofia moral e religiosa. Sem a reencarnação, para-se a cada passo, tudo é caos e confusão; com a reencarnação tudo se esclarece, tudo se explica da maneira mais racional; se ela encontra ainda alguns adversários, mais sistemáticos do que lógicos, o número deles é muito restrito; ora, quem a inventou? Não foi, seguramente, nem vós e nem eu; ela nos foi ensinada, nós a aceitamos, eis tudo o que fizemos. De todos os sistemas que surgiram no princípio, bem poucos sobrevivem hoje, e pode-se dizer que os seus raros partidários estão, sobretudo, entre as pessoas que julgam sob um primeiro aspecto, e, freqüentemente, segundo idéias preconcebidas ou preconceitos; mas é evidente agora que, quem se dá ao trabalho de aprofundar todas as questões e julga friamente, sem prevenção, sem hostilidade sistemática, sobretudo, é invencivelmente conduzido, pelo raciocínio quanto pelos fatos, à teoria fundamental que prevalece hoje, pode-se dizer, em todos os países do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Certamente, senhores, a Sociedade não fez tudo para esse resultado; mas creio que, sem vaidade, ela pode reivindicar-lhe uma pequena parte; sua influência moral é maior do que se crê, e isso precisamente porque ela jamais se desviou da linha de moderação que se traçou; sabe-se que ela se ocupa exclusivamente de seus estudos, sem se deixar desviar pelas mesquinhas paixões que se agitam ao seu redor; que ela o faz seriamente, como deve fazê-lo toda assembléia científica; que persegue o seu objetivo sem se misturar com nenhuma intriga, sem lançar pedra em ninguém, sem mesmo acolher aquelas que lhe são lançadas; eis, sem nenhuma dúvida, a principal causa do crédito e da consideração dos quais goza, e dos quais pode justamente estar orgulhosa, e que dão um certo peso à sua opinião. Continuemos, senhores, pelos nossos esforços, pela nossa prudência e o exemplo de união que deve existir entre os verdadeiros Espíritas, a mostrar que os princípios que professamos não são, para nós, uma letra morta, e que pregamos pelo exemplo tanto quanto pela teoria. Se as nossas doutrinas encontram tão numerosos ecos, é que, aparentemente, encontram-nas mais racional do que outras; duvido que isso assim seria se professássemos a doutrina da intervenção exclusiva do diabo e dos demônios nas manifestações espíritas, doutrina hoje completamente ridícula, que excita mais de curiosidade do que ela não causa de pavor, se isso não o é senão sobre algumas pessoas timoratas, que logo elas mesmas lhe reconhecerão a futilidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A Doutrina Espírita, tal como ela é hoje professada, tem uma amplitude que lhe permite abraçar todas as questões de ordem moral; satisfaz a todas as aspirações, e se o pode dizer à razão mais exigente para quem se dá ao trabalho de estudá-la e não está dominado pelos preconceitos; ela não tem as mesquinhas restrições de certas filosofias; alarga até o infinito o círculo das idéias, e nada é capaz de elevar mais alto o pensamento e de tirar o homem da estreita esfera do egoísmo, na qual se procurou confiná-lo; ela se apoia, enfim, sobre os imutáveis princípios da religião, da qual é a demonstração patente; eis, sem nenhuma dúvida, o que lhe conquistou tão numerosos partidários entre as pessoas esclarecidas de todos os países, e o que a fará prevalecer, num tempo mais ou menos próximo, e isso apesar dos seus adversários, na maioria mais opostos por interesse do que por convicção. Sua caminhada progressiva tão rápida, desde que ela entrou no caminho filosófico sério, nos é uma garantia segura do futuro que lhe está reservado, e que, como o sabeis, é anunciado por todas as partes. Deixemos, pois, os seus inimigos falarem e fazerem, eles nada podem contra a vontade de Deus, porque nada chega sem a sua permissão, e como dizia recentemente um eclesiástico esclarecido: Se essas coisas ocorrem, é que Deus o permite para conduzir à fé que se extingue nas trevas do materialismo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-110151107518851610?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/110151107518851610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=110151107518851610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110151107518851610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/110151107518851610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2004/11/discurso-5-de-abril-de-1861.html' title='Discurso: 5 de abril de 1861'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-109815617030956874</id><published>2004-10-19T00:17:00.000-03:00</published><updated>2004-10-19T00:22:50.310-03:00</updated><title type='text'>Sobre o ciúme entre os médiuns</title><content type='html'>Revista Espírita - Abril de 1861&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Envio do Sr. Ky..., correspondente da Sociedade em Carlsruhe.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem vão, de si mesmo e de sua própria inteligência, é tão desprezível quanto lamentável. Ele expulsa a verdade de diante de si, para substituí-la por seus argumentos e suas convicções pessoais, que crê infalíveis e irrevogáveis, porque lhe pertencem. O homem vão é sempre egoísta, e o egoísmo é o flagelo da Humanidade; mas desprezando o resto do mundo, ele não mostra senão muito a sua pequenez; repelindo as verdades que para ele são novas, mostra também o espaço limitado de sua própria inteligência pervertida pela sua obstinação, que aumenta ainda a sua vaidade e o seu egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infeliz do homem que se deixa dominar por esses dois inimigos de si mesmo! Quando este despertar neste estado onde a verdade e a luz fun-dir-se-ão sobre ele de todas as partes, então não verá em si senão um ser miserável que está loucamente exaltado acima da Humanidade, durante a sua vida terrestre, e que estará bem abaixo de certos seres mais modestos e mais simples aos quais pensava se impor neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sede humildes de coração, vós a quem Deus fez parte de seus dons espirituais. Não atribuais nenhum mérito a vós mesmos, não mais do que se atribui a obra, não às ferramentas, mas ao obreiro. Lembrai-vos bem que não sois senão os instrumentos dos quais Deus se serve para manifestarão mundo o seu Espírito todo-poderoso, e que não tendes nenhum motivo para vos glorificar por vós mesmos. Há tantos médiuns, ah! que se tomam vãos, em lugar de se tornarem humildes à medida que os seus dons crescem. Isto é um atraso no progresso, porque em lugar de ser humilde e passivo, o médium, freqüentemente, pela sua vaidade e pelo seu orgulho, repele comunicações importantes que vêm então à luz por pessoas mais merecedoras. Deus não olha a posição material de uma pessoa para lhe comunicar o seu espírito de santidade; bem longe disso, porque, freqüentemente, ele eleva os humildes entre os humildes, para dotá-los de maiores faculdades, a fim de que o mundo veja bem que não é o homem, mas o Espírito de Deus peto homem, que faz milagres. O médium é, como eu o disse, o simples instrumento do grande Criador de todas as coisas, e é a este último que é necessário render glória, é a ele que é necessário agradecer pela sua inesgotável bondade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de dizer também uma palavra sobre a inveja e o ciúme que, muito freqüentemente, reina entre os médiuns, e que, como a erva má, é necessário arrancar desde que ela comece a aparecer, de medo que ela não abafe os bons germes vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No médium o ciúme é tanto a temer como o orgulho; ele prova a mesma necessidade de humildade; direi mesmo que ele denota uma falta de senso comum. Não será vos mostrando ciumentos dos dons do vosso vizinho que os recebereis semelhantes, porque se Deus dá muito a uns e pouco aos outros, estejais certos de que agindo assim ele tem um motivo bem fundado! O ciúme azeda o coração; abafa mesmo os melhores sentimentos; é, pois, um inimigo que não se saberia evitar com muito cuidado, porque não deixa nenhum descanso, uma vez que se apodera de nós; isto se aplica a todos os casos da vida neste mundo; mas eu quis sobretudo falar do ciúme entre médiuns, tão ridículo quanto desprezível e mal fundado, e que prova o quanto o homem é fraco e o quanto se torna escravo de suas paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                                                                      LUOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA:&lt;/strong&gt; Quando da leitura desta última comunicação diante da Sociedade, uma discussão se estabeleceu sobre o ciúme dos médiuns comparado ao dos sonâmbulos. Um dos membros, o Sr. D..., disse que na sua opinião o ciúme é o mesmo nos dois casos, e que se parece tão freqüente nos sonâmbulos, é que, nesse estado, eles, não sabem dissimulá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Allan Kardec refutou esta opinião: "O ciúme, disse ele, parece inerente ao estado sonambúlico, e isso por uma causa da qual é difícil dar-se conta, e que os próprios sonâmbulos não podem explicar. Este sentimento existe entre sonâmbulos que, no estado de vigília, não têm um pelo outro senão da benevolência. Entre os médiuns, é longe de ser habitual, e se prende evidentemente à natureza moral do indivíduo. Um médium não é ciumento de um outro médium, senão porque está em sua natureza ser ciumento; essa falta, conseqüente do orgulho e do egoísmo, é essencialmente nociva à bondade das comunicações, ao passo que o sonâmbulo mais ciumento pode ser muito lúcido, e isto se concebe facilmente. O sonâmbulo vê por si mesmo; é o seu próprio Espírito que se liberta e age: ele não tem necessidade de ninguém; o médium, ao contrário, não é senão um intermediário: ele recebe tudo de Espíritos estranhos, e a sua personalidade está bem menos em jogo do que no sonâmbulo. Os Espíritos simpatizam com ele em razão de suas qualidades ou de seus defeitos: ora, os defeitos que são os mais antipáticos aos bons Espíritos são o orgulho, o egoísmo e o ciúme. A experiência nos ensina que a faculdade mediúnica, enquanto faculdade, é independente das qualidades morais; ela pode, do mesmo modo que a faculdade sonambúlica, existir no mais alto grau nos homens mais perversos. É completamente diferente com respeito às simpatias dos bons Espíritos, que se comunicam naturalmente tanto mais de boa vontade, quanto o intermediário encarregado de transmitir o seu pensamento seja mais puro, mais sincero, e se afaste mais da natureza dos maus Espíritos; eles fazem a esse respeito o que fazemos nós mesmos quando tomamos alguém por confidente. No que concerne especialmente ao ciúme, como esse defeito existe entre quase todos os sonâmbulos, e que é muito raro entre os médiuns, parece que nos primeiros é a regra, e nos segundos a exceção, de onde se seguiria que não deve haver a mesma causa nos dois casos.'&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-109815617030956874?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/109815617030956874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=109815617030956874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/109815617030956874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/109815617030956874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2004/10/sobre-o-cime-entre-os-mdiuns.html' title='Sobre o ciúme entre os médiuns'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-109815573711257255</id><published>2004-10-19T00:03:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:56:21.693-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Allan Kardec'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Codificação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História do Espiritismo'/><title type='text'>Discurso do Sr. Allan Kardec no banquete de Lyon</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Revista Espírita, outubro de 1861&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, todos vós, meus caros e bons irmãos em Espiritismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há circunstâncias em que se possa lamentar a insuficiência de nossa pobre linguagem humana, é quando se trata de exprimir certos sentimentos, e tal é, neste momento, a minha posição. O que eu sinto, ao mesmo tempo, é uma surpresa bem agradável quando vejo o terreno imenso que a Doutrina Espírita ganhou entre vós, há um ano, e admiro a Providência; uma alegria indizível pela visão do bem que ela aqui produz, de consolações que ela derrama sobre tantas dores, ostensivas ou ocultas, e disso deduzo o futuro que a espera; é uma felicidade inexprimível reencontrar-me no meio desta família, tornada tão numerosa em tão pouco tempo, e que aumenta todos os dias; é, enfim, e acima de tudo, uma profunda e sincera gratidão pelos tocantes testemunhos de simpatia que recebo de vós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta reunião tem caráter particular. Graças Deus! Estamos todos aqui, muito bons Espíritas penso, para termos o prazer de nos acharmos juntos, e não o de nos encontrar à mesa; e, seja dito de passagem, creio mesmo que um festim de Espíritas seria uma contradição. Presumo também que, me convidando tão graciosamente e com tantas instâncias, a vir ao vosso meio, não acreditastes que a questão de um banquete fosse motivo de atração para mim; foi o que me apressei a escrever aos meus bons amigos Rey e Dijoud, quando se escusaram sobre a simplicidade da recepção; porque, ficai bem convencidos de que o que mais me honra nesta circunstância, o de que, com razão, posso estar orgulhoso, é a cordialidade e a sinceridade da acolhida, o que se encontra muito raramente nas recepções pomposas, porque aqui não há máscaras sobre os rostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma coisa pudesse atenuar a felicidade que tenho por me encontrar em vosso meio, seria não poder permanecer senão tão pouco tempo; ser-me-ia muito agradável prolongar minha estada num dos centros mais numerosos e mais zelosos do Espiritismo; mas, uma vez que desejais receber algumas instruções de minha parte, não achareis mau, sem dúvida, que, a fim de utilizar todos os instantes, eu saia um pouco das banalidades muito comuns em semelhantes circunstâncias, e que minha alocução empreste alguma gravidade à própria gravidade do assunto que nos reuniu. Certamente, se estivéssemos num repasto de bodas ou de batismo, seria intempestivo falar das almas, da morte, e da vida futura; mas, eu o repito, estamos aqui para nos instruir, antes que para comer, e, em todo caso, não é para nos divertir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creiais, senhores, que esta espontaneidade que vos levou a vos reunir aqui seja um fato puramente pessoal; esta reunião, disso não duvideis, tem um caráter pessoal e providencial; uma vontade superior a provocou; mãos invisíveis a isso vos impeliram, com o vosso desconhecimento e talvez um dia ela marcará nos fastos do Espiritismo. Possam nossos irmãos futuros se lembrarem deste dia memorável em que os Espíritas lioneses, dando o exemplo de união e de concórdia, colocaram, nesses novos banquetes o primeiro passo da aliança que deve existir entre os Espíritas de todos os países do mundo; porque o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, apaga naturalmente todas as distinções estabelecidas entre os homens segundo as vantagens corpóreas e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou castas e os estúpidos preconceitos da cor. O Espiritismo, alargando o círculo da família pela pluralidade das existências, estabelece entre os homens uma fraternidade mais racional do aquela que não tem por base senão os frágeis laços da matéria, porque esses laços são perecíveis, ao passo que os do Espírito são eternos. Esses laços, uma vez bem compreendidos, influirão pela força das coisas, sobre as relações sociais, e mais tarde sobre a legislação social, que tomará por base as leis imutáveis do amor e da caridade; então ver-se-á desaparecem essas anomalias que chocam os homens de bom senso, como as leis da Idade Média chocam os homens de hoje. Mas isto é obra do tempo, deixemos a Deus o cuidado de fazer chegar cada coisa à sua hora; esperemos tudo de sua sabedoria e agradeçamo-lo somente por nos ter permitido assistir à aurora que se eleva para a Humanidade, e de nos ter escolhido como os primeiros pioneiros da grande obra que se prepara. Que ele se digne derramar a sua bênção sobre esta assembléia, a primeira onde os adeptos do Espiritismo estão reunidos em tão grande número, num sentimento de verdadeira confraternização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo verdadeira confraternização, porque tenho a íntima convicção de que todos aqui presentes, não trazem nenhuma outra; mas não duvideis que numerosas coortes de Espíritos estão aqui entre nós, que nos escutam neste momento, espiam todas as nossas ações, e sondam os pensamentos de cada um, investigando sua força ou sua fraqueza moral. Os sentimentos que os animam são bem diferentes; se uns estão felizes com esta união, outros, crede-o bem, estão horrivelmente enciumados com ela; saindo daqui, vão tentar semear a discórdia e a desunião; cabe-vos a todos vós, bons e sinceros Espíritas, provar-lhes que perdem seu tempo, e que se enganam crendo encontrar aqui corações acessíveis às suas pérfidas sugestões. Invocai, pois, com fervor a assistência de vossos anjos guardiães, a fim de que afastem de vós todo pensamento que não seria para o bem; ora, como o mal não pode ter a sua fonte no bem, o simples bom senso nos diz que todo pensamento mau não pode vir de um bom Espírito, e um pensamento é necessariamente mau quando é contrário à lei de amor e de caridade; quando ele tem por móvel a inveja e o ciúme, o orgulho ferido, ou mesmo uma pueril suscetibilidade de amor-próprio melindrado, irmão gêmeo do orgulho, que levaria a olhar seus irmãos com desdém. Amor e caridade para todos, disse o Espiritismo; amarás a teu próximo como a ti mesmo, disse o Cristo: isto não é sinônimo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vos felicitei, meus amigos, pelo progresso que o Espiritismo fez entre vós, e estou mais feliz por constatá-lo. Felicitai-vos, de vosso lado, daquilo que esse progresso é por toda parte; sim, este último ano viu, em todos os paísesi o Espiritismo crescer numa proporção que excedeu todas as esperanças; ele está no ar, nas aspirações de todos, e por toda a parte onde encontra eco, bocas que repetem: Eis o que eu esperava, o que uma voz secreta me fazia pressentir. Mas o progresso se manifesta ainda sob uma nova fase: é a coragem de sua opinião, que não existia ainda há pouco tempo. Não era senão em segredo, às escondidas que dele se falava; hoje confessa-se Espírita tão claramente quanto se confessa católico, judeu ou protestante; afronta-se a zombaria, e essa ousadia impõe aos zombadores, que são como esses cãezinhos que correm depois daqueles que fogem, e fogem se são perseguidos; ela dá coragem aos tímidos, e revela, em muitas localidades, numerosos Espíritas que se ignoravam mutuamente. Pode deter-se esse movimento? Pode-se detê-lo? Eu o digo claramente: Não; lançou-se mão de tudo para isso: sarcasmos, zombadas, ciência, anátema, e ele tudo suplantou sem retardar a sua marcha num segundo; cego, pois, quem não veja aí o dedo de Deus. Pode-se entravá-lo; detê-lo jamais, porque se não correr à direita, ele correrá à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo os benefícios morais que proporciona, as consolações que dá, os crimes mesmo que já impediu, pergunta-se quem pode ter interesse em combatê-lo. Ele tem contra si primeiro os incrédulos que o injuriam: estes não são de se temer, uma vez que se viram seus dardos afiados quebrar-se contra a sua couraça; os ignorantes que o combatem sem conhecê-lo: estes são os mais numerosos; mas a verdade, combatida pela ignorância, jamais teve a temer, porque os ignorantes se refutam eles mesmos sem o querer, testemunha o Sr. Louis Figuier em sua Historie du mer-veilleux. A terceira categoria de adversários é a mais perigosa, porque é tenaz e pérfida; ela se compõe de todos aqueles cujos interesses materiais podem ser feridos; combatem na sombra, e as setas envenenadas da calúnia não lhes faltam. Eis os verdadeiros inimigos do Espiritismo, como tiveram todas as idéias de progresso em todos os tempos, e os encontrareis em todas as fileiras em todas as classes da sociedade. Vencerão? Não; porque não é dado ao homem se opor à marcha da Natureza, e o Espiritismo está na ordem das coisas naturais; será preciso, pois, que cedo ou tarde tomem o seu partido, e que aceitem o que será aceito por todo o mundo. Não, não o vencerão; serão eles que serão vencidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo elemento vem se juntar à legião dos Espíritas: é o das classes trabalhadoras; e notai nisso a sabedoria da Providência. O Espiritismo, em primeiro lugar, propagou-se nas classes esclarecidas, nas sumidades sociais; isto era necessário, primeiro, para lhe dar mais crédito, segundo, porque foi elaborado e purgado das idéias supersticiosas que a falta de instrução teria podido nele introduzir, e com as quais o teria sido confundido. Apenas constituído, podendo-se falar assim de uma ciência tão nova, tocou a classe trabalhadora e nela se propagou com rapidez. Ah! É que lá há tanto de consolações a dar, tanto de coragem moral a levantar, tanto de lágrimas a secar, tanto de resignação a inspirar, que ele foi acolhido como uma âncora de salvação, como uma proteção contra as terríveis tentações da necessidade. Por toda a parte onde o vi penetrar na morada do trabalho, por toda a parte o vi ali produzir seus benfazejos efeitos moralizadores. Regozijai-vos, pois, operários lioneses que me escutais, porque tendes em outras cidades, tais como Sens, Lille, Bordeaux, irmãos Espíritas que, como vós, abjuraram as culpáveis esperanças da desordem e os criminosos desejos da vingança. Continuai a provar, pelo vosso exemplo, os benfazejos resultados desta doutrina. Àqueles que perguntam para que ela pode servir? respondei-lhes: Em meu desespero eu queria me matar: o Espiritismo me deteve, porque sei o que poderia me custar abreviar voluntariamente as provas que apraz a Deus enviar aos homens; para me estontear eu me embriagava: compreendi que desprezível era por me tirar voluntariamente a razão e que me privava assim de ganhar meu pão e o de meus filhos; estava divorciado de todos os sentimentos religiosos: hoje eu oro a Deus e coloco a minha esperança em sua misericórdia; eu não cria em coisa alguma senão no nada como supremo remédio para as minhas misérias: meu pai se comunicou comigo e me disse: Meu filho, coragem! Deus te vê; ainda um esforço e serás salvo! coloquei-me de joelhos diante de Deus e lhe pedi perdão; vendo os ricos e os pobres, as pessoas que têm tudo e outras que não têm nada, eu acusava a Providência: hoje sei que Deus pesa tudo na balança de sua justiça e espero o seu julgamento; se está em seus decretos que eu deva sucumbir na miséria, pois bem! sucumbirei, mas com a consciência pura, mas sem levar o remorso de ter roubado um óbolo àquele que poderia me salvar a vida. Dizei-lhe: Eis para que serve o Espiritismo, essa loucura, essa quimera, como o chamais. Sim, meus amigos, continuai a pregar pelo exemplo; fazei compreender o Espiritismo com as suas conseqüências salutares, e quando ele for compreendido, não se assustarão mais; bem mais, será acolhido como uma garantia da ordem social, e os próprios incrédulos serão forçados a falarem dele com respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei do progresso do Espiritismo; com efeito, não se tem exemplo que uma doutrina, qualquer que ela seja, haja caminhado com tanta rapidez, sem excetuar mesmo o cristianismo. Isto quer dizer que lhe seja superior, que deve suplantá-lo? Não; mas é aqui o lugar de fixar-lhe o verdadeiro caráter, a fim de destruir uma prevenção, geralmente, bastante difundida entre aqueles que não o conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cristianismo, em seu nascimento, tinha que lutar contra um poder terrível: o Paganismo, então universalmente difundido; não havia entre eles nenhuma aliança possível, não mais do que entre a luz e as trevas: em uma palavra, não podia se propagar senão destruindo o que existia; também a luta foi longa e terrível; as perseguições disso são a prova. O Espiritismo, ao contrário, nada tem a destruir, porque se assenta sobre as próprias bases do cristianismo; sobre o Evangelho, do qual não é senão a aplicação. Concebeis a vantagem, não de sua superioridade, mas de sua posição. Não é, pois, assim como alguns o pretendem, sempre porque não o conhecem, uma religião nova, uma seita que se forma às expensas de suas irmãs mais velhas: é uma doutrina puramente moral que não se ocupa, de nenhum modo, dos dogmas e deixa a cada um inteira liberdade de suas crenças, uma vez que não se impõe a ninguém; e a prova disso é que tem adeptos em todas, entre os mais fervorosos católicos, como entre os protestantes, entre os judeus e os muçulmanos. O Espiritismo repousa sobre a possibilidade de se comunicar com o mundo invisível, quer dizer, com as almas; ora, como os judeus, os protestantes, os muçulmanos têm alma como nós, disso resulta que podem se comunicar com elas tão bem quanto conosco, e que, por conseguinte, podem ser Espíritas como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é mais uma seita política, como não é uma seita religiosa; é a constatação de um fato que não pertence mais a um partido que a eletricidade e os caminhos de ferro; é, digo eu, uma doutrina moral, e a moral está em todas as religiões e em todos os partidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral que ele ensina é boa ou má? É subversiva? Aí está toda a questão. Que se estude, e saber-se-á a que se agarrar. Ora, uma vez que é a moral do Evangelho desenvolvida e aplicada, condená-la seria condenar o Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez o bem ou o mal? Estudai ainda e vereis. Que fez ele? Impediu inumeráveis suicídios; levou a paz e a concórdia a um grande número de famílias; tornou dóceis e pacientes os homens violentos e coléricos; deu resignação àqueles que não a tinham, consolações aos aflitos; levou a Deus aqueles que o desconheciam, destruindo as idéias materialistas, verdadeira praga social, que aniquila a responsabilidade moral do homem; eis o que fez, o que faz todos os dias, o que fará mais e mais à medida que estiver mais difundido. Está aí o resultado de uma doutrina má? Mas não sei que alguém tenha jamais atacado a moral do Espiritismo; somente diz-se que a religião pode produzir tudo isso. Convenho com isso perfeitamente; mas então por que não o produz sempre? É porque nem todo mundo a compreende; ora, o Espiritismo, tornando claro e inteligível para todos o que não o é, evidente o que é duvidoso, conduz à aplicação; ao passo que não se sente jamais a necessidade daquilo que não se compreende; portanto, o Espiritismo, longe de ser o antagonista da religião, dela é o auxiliar; e a prova é que reconduz às idéias religiosas aqueles que a haviam repelido. Em resumo, jamais aconselhou mudar de religião, nem de sacrificar as suas crenças; não pertence em particular a nenhuma religião ou, para dizer melhor, ele está em todas as religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras ainda, senhores, eu vos peço, sobre uma questão toda prática. O número crescente dos Espíritas, em Lyon, mostra a utilidade do conselho que vos dei no ano passado, relativamente à formação dos grupos. Reunir todos os adeptos em uma só sociedade, hoje já seria uma coisa materialmente impossível, e que o será bem mais ainda em algum tempo. Além do número, as distâncias a percorrer em razão da extensão da cidade, as diferenças de hábito segundo as posições sociais, acrescentam a essa impossibilidade. Por esse motivo, e por muitos outros que seria muito longo desenvolver aqui, uma única sociedade é uma quimera impraticável; multiplicai os grupos o mais possível; que haja dez deles, que haja cem, se for necessário, e ficai certos de que chegareis mais rápido e mais seguramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria aqui coisas muito importante a dizer sobre a questão da unidade de princípios; sobre a divergência que poderia existir, entre eles, sobre alguns pontos; mas me detenho para não abusar da vossa paciência em me escutar, paciência que já coloquei a prova muito longa. Se o desejais, disso farei o objeto de uma instrução especial que vos remeterei proximamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu termino, senhores, esta alocução, na qual me deixei arrastar pela própria raridade das ocasiões que tenho de ter a felicidade de estar em vosso meio. Levarei, de vossa benevolente acolhida, uma lembrança que não se apagará jamais, disso ficai bem persuadidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda uma vez, meus amigos, obrigado do fundo do coração pelas marcas de simpatia que consentistes me dar; obrigado pelas boas palavras que me dirigistes pelos vossos intérpretes, e das quais não aceito senão o dever que elas me impõem, por aquilo que me resta a fazer, e não os elogios. Possa esta solenidade ser a garantia da união que deve existir entre todos os verdadeiros Espíritas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levo um brinde aos Espíritas lioneses, e a todos aqueles, dentre eles, que se distinguem por seu zelo, seu devotamento, sua abnegação, e que vós os enumereis, vós mesmos, sem que eu tenha a necessidade de fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos Espíritas lioneses, sem distinção de opinião, estejam ou não presentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores, os Espíritos querem também ter sua parte nesta festa de família, e nela dizer suas palavras. O de Erasto, que conheceis pelas notáveis dissertações que foram publicadas na Revista, ditou espontaneamente, antes de minha partida, e em vossa intenção, a epístola seguinte, da qual me encarregou de vos ler em seu nome. É com alegria que me desincumbo desse encargo. Tereis assim a prova de que os Espíritos que se comunicam convosco não são os únicos a se ocuparem de vós e do que vos concerne. Esta certeza não pode senão consolidar a vossa fé e a vossa confiança, vendo que o olho vigilante dos Espíritos superiores se estende sobre todos, e que, sem disso duvidar, sois também o objeto de sua solicitude.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-109815573711257255?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/109815573711257255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=109815573711257255' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/109815573711257255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/109815573711257255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2004/10/discurso-do-sr-allan-kardec-no.html' title='Discurso do Sr. Allan Kardec no banquete de Lyon'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-109710608841596201</id><published>2004-10-06T20:36:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T22:57:43.314-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>O mistério do bem e do mal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Autoria:&lt;/strong&gt; José Herculano Pires&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; "Correio Fraterno do ABC", São Bernardo do Campo, 1992&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a formação doutrinária, não teremos um movimento espírita coeso e coerente. E, sem coesão e coerência, não teremos Espiritismo. Essa a razão por que os Espíritos Superiores confiaram às mãos de Kardec o pesado trabalho da Codificação. Kardec teve de arcar, sozinho, com a execução dessa obra gigantesca. Porque só ele estava em condições de realizá-la. Depois de Kardec, o que vimos? Léon Denis foi o único dos seus discípulos que conseguiu manter-se à altura do mestre, contribuindo vigorosamente para a consolidação da Doutrina. Era, aparentemente, o menos indicado. Não tinha a formação cultural de Kardec, residia na província, não convivera com ele, mas soubera compreender a posição metodológica do Espiritismo e não a confundia com os desvarios espiritualistas da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Denis, foi o dilúvio. A Revista Espírita virou um saco de gatos. A Sociedade Parisiense naufragou em águas turvas. A Ciência e a Filosofia Espíritas ficaram esquecidas. O aspecto religioso da Doutrina transviou-se na ignorância e no fanatismo. Os sucessores de Kardec fracassaram inteiramente na manutenção da chama espírita, na França. E, quando a Árvore do Evangelho foi transplantada para o Brasil, segundo a expressão de Humberto de Campos, veio carregada de parasitas mortais que, ao invés de extirpar, tratamos de cultivar e aumentar com as pragas da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso por quê? Por falta pura e simples de formação doutrinária. A prova está ai, bem visível, no fluidismo e no obscurantismo que dominam o nosso movimento no Brasil e no Mundo. Os poucos estudiosos, que se aprofundaram no estudo de Kardec, vivem como náufragos num mar tempestuoso, lutando, sem cessar, com os mesmos destroços de sempre. Não há estudo sistemático e sério da Doutrina. E o que é mais grave, há evidente sintoma de fascinação das trevas, em vastos setores representativos que, por incrível que pareça, combatem por todos os meios o desenvolvimento da cultura espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não compreendermos que Espiritismo é cultura, as tentativas de unificação do nosso movimento não darão resultados reais. Darão aproximações arrepiadas de conflitos, aumento quantitativo de adeptos ineptos, estimulação perigosa de messianismos individuais e de grupos. Flamarion, que nunca entendeu realmente a posição de Kardec, e chegou a dizer que ele fez obra um tanto pessoal, como se vê no seu famoso discurso ao pé do túmulo, teve, entretanto, uma intuição feliz quando o chamou de bom senso encarnado. Esse bom senso é que nos falta. Parece haver se desencarnado com Kardec, e volatizado com Denis. Hoje, estamos na era do contra-senso. Os mesmos órgãos de divulgação doutrinária que pregam o obscurantismo, exibem pavoneios de erudição personalista, em nome de uma cultura inexistente. Porque cultura não é erudição, livros empilhados nas estantes, fichário em ordem para consultas ocasionais. Cultura é assimilação de conhecimentos e bom senso em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer diante dessa situação? Cuidar da formação espírita das novas gerações, sem esquecer a alfabetização de adultos. Mobral: esse o recurso. Temos de organizar o Mobral do Espírito. E começar tudo de novo, pelas primeiras letras. Mas, isso em conjunto, agrupando elementos capazes, de mente arejada e coração aberto. Foi por isso que propus a criação das Escolas de Espiritismo, em nível universitário, dotadas de amplos currículos de formação cultural espírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem dizer que há contradições entre Mobral e nível universitário. Mas, nota-se, que falamos de Mobral do Espírito. A Cultura Espírita é o desenvolvimento da cultura acadêmica, é o seguimento natural da cultura atual, em que se misturam elementos cristãos, pagãos e ateus. Para iniciar-se na cultura espírita, o estudante deve possuir as bases da cultura anterior. "Tudo se encadeia no Universo", como ensina, repetidamente, O Livro dos Espíritos. Quem não compreende esse encadeamento, tem de iniciar pelo Mobral. Não ha outra forma de adaptá-lo às novas exigências da nova cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade nua e crua é que ninguém conhece Espiritismo. Ninguém mesmo, no Brasil e no Mundo. Estamos todos aprendendo, ainda, de maneira canhestra. E se me permito escrever isto, é porque aprendi, a duras penas, a conhecer a minha própria indigência. No Espiritismo, como já se dava no Cristianismo e na própria filosofia grega, o que vale é o método socrático. Temos, antes de tudo, de compreender que nada sabemos. Então, estaremos, pelo menos, conscientes de nossa ignorância e capazes de aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, aprender com quem? Sozinhos, como autodidatas, tirando nossas próprias lições dos textos, confiantes nas luzes da nossa ignorância? Recebendo lições de outros que tateiam como nós, mas que estufam o peito de auto-suficiência e pretensão? Claro que não. Ao menos isso devemos saber. Temos de trabalhar em conjunto, reunindo companheiros sensatos, bem intencionados, não fascinados por mistificações grosseiras e evidentes, capazes de humildade real, provada por atos e atitudes. Assim conjugados, poderemos aprender de Kardec, estudando suas obras, mergulhando em seus textos, lembrando-nos de que foi ele e só ele o incumbido de nos transmitir o legado do Espírito da Verdade. Kardec é a nossa pedra de toque. Não por ser Kardec, mas por ser o intérprete humilde que foi, o homem sincero e puro a serviço dos Espíritos Instrutores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que devemos ter nas Escolas de Espiritismo. Não Faculdades, nem Academias, mas, simplesmente, Escolas. O sistema universitário implica pesquisas, colaboração entre professores e alunos, trabalho conjugado e sem presunção de superioridade de parte de ninguém. O simpósio e o seminário, o livre debate, enfim, é que resolvem, e não o magister do passado. O espírito universitário, por isso mesmo, é o que melhor corresponde à escola espírita. Num ambiente assim, os Espíritos Instrutores disporão de meios para auxiliar os estudantes sinceros e despretensiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação espírita exige ensino metódico mas, ao mesmo tempo, livre. Foi o que os Espíritos deram a Kardec: um ensino de que ele mesmo participava, interrogando os mestres e discutindo com eles. Por isso, não houve infiltração de mistificadores na obra inteiriça, nesse bloco de lógica e bom senso, que abrange os cinco livros fundamentais de Codificação, os volumes introdutórios e os volumes da Revista Espírita, redigidos por ele durante quase doze anos de trabalho incessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa obra gigantesca é a plataforma do futuro, o alicerce e o plano de um novo mundo, de uma nova civilização. Seria absurdo pensar que podemos dominar esse vasto acervo de conhecimentos novos, de conceitos revolucionários, através de simples leituras individuais, sem método e sem pesquisa. Nosso papel, no Espiritismo, tem sido o de macacos em loja de louças. E incrível a leviandade com que oradores e articulistas espíritas tratam de certos temas, com uma falsa suficiência de arrepiar, lançando confusões ridículas no meio doutrinário. Temos de compreender que isso não pode continuar. Chega de arengas melífluas nos Centros, de oratória descabelada, de auditórios basbaques, batendo palmas e palavreado pomposo. Nada disso é Espiritismo. Os conferencistas espíritas precisam ensinar Espiritismo - que ninguém conhece - mas para isso precisam, primeiro aprendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de expositores didáticos, servidos por bom conhecimento doutrinário, arduamente adquirido em estudos e pesquisas. Expor os temas fundamentais da Doutrina, não é falar bonito, com tropos pretensamente literários, que só servem para estufar vaidade, à maneira da oratória bacharelesca do século passado. Esse palavrório vazio e presunçoso não constrói nada e só serve para ridicularizar o Espiritismo ante a mentalidade positiva e analítica do nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos numa fase avançada da evolução terrena. Nossa cultura cresceu espantosamente nos últimos anos e já está chegando à confluência dos princípios espíritas em todos os campos. A nossa falta de formação cultural espírita não nos permite enfrentar a barreira dos preconceitos para demonstrar ao mundo que Espiritismo, como escreveu Humberto Mariotti, é uma estrela de amor que espera no horizonte do mundo o avanço das ciências. É curiosa e ridícula a nossa situação. Temos o futuro nas mãos e ficamos encravados no passado mitológico e nas querelas medievais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para superar essa situação, temos de aprender com Kardec. Os que pretendem superar Kardec, não o conhecem. Se o conhecessem, não assumiriam a posição ridícula de críticos e inovadores do que, na verdade, ignoram. Chegamos a uma hora de definições. Precisamos definir a posição cultural espírita perante a nova cultura dos tempos novos. E só faremos isso através de organismos culturais bem estruturados, funcionais, dotados de recursos escolares capazes de fornecer, aos mais aptos e mais sinceros, a formação cultural de que todos necessitamos, COM URGÊNCIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIRES, José Herculano - &lt;strong&gt;O mistério do bem e do mal &lt;/strong&gt;- "Correio Fraterno do ABC", São Bernardo do Campo, 1992, pág 115/19.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-109710608841596201?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/109710608841596201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=109710608841596201' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/109710608841596201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/109710608841596201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2004/10/o-mistrio-do-bem-e-do-mal.html' title='O mistério do bem e do mal'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8594451.post-109697920201644180</id><published>2004-10-04T11:26:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T23:00:51.218-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tolerância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coerência'/><title type='text'>Coerência Espírita</title><content type='html'>O objetivo deste blog é o de fornecer um espaço para a publicação ou transcrição de textos e artigos que façam uma reflexão sobre o Espiritismo e seus caminhos no Brasil e no mundo, sobretudo buscando uma análise crítica quando for detectada uma oportunidade em se retomar a coerência espírita que por vezes é deixada de lado em nome de conceitos estranhos à Doutrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos a intenção de &lt;em&gt;converter&lt;/em&gt; ninguem à nossa maneira de refletir o Espiritimo, assim como não temos a ilusão de estarmos corretos enquanto as demais pessoas estão erradas, mas temos sim a pretensão de mostrar que existe uma alternativa na reflexão espírita, a qual acreditamos ser mais próxima à coerência com os princípios doutrinários. Se os leitores quiserem aderir à essa maneira de pensar, ótimo. Caso não queiram, excelente, continuarão sendo livres para pensar como desejarem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8594451-109697920201644180?l=coerenciaespirita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/feeds/109697920201644180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8594451&amp;postID=109697920201644180' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/109697920201644180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8594451/posts/default/109697920201644180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coerenciaespirita.blogspot.com/2004/10/coerncia-esprita.html' title='Coerência Espírita'/><author><name>Cesar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12719103537889510595</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
