quarta-feira, julho 12, 2006

Recomendação literária

Com muito prazer e alegria, recebemos do amigo Jacob Melo, informações sobre um novo livro de sua autoria, que esta para ser lançado. O assunto é instigante por unir o interesse espírita sobre o magnetismo, com um dos maiores males do século que vivemos, que vem a ser a depressão.

Abaixo a descrição que recebemos do Jacob sobre o livro:

A cura da depressão pelo magnetismo.

Antes de oferecer alguns detalhes do livro vale salientar que uma das grandes preocupações de nossa Editora e do autor do livro é combater o suicídio e as idéias e perturbações que levem as criaturas a pensarem nessa hipótese como saída para seus problemas e conflitos. Como a depressão tem um vínculo muito forte com essa problemática, este lançamento se torna, por isso mesmo, muito mais oportuno do que poderíamos imaginar.

Sobre o livro:
Trata-se de um livro de pesquisa. Surgiu porque o autor decidiu pesquisar mais o assunto passes e magnetismo, especialmente após ter sofrido uma profunda crise de Depressão há cerca de 6 anos. Durante a doença, recebeu passes de vários colegas, inclusive dos que aprenderam com ele suas técnicas e, mesmo assim, na ocasião, aqueles passes não o levaram a obter qualquer melhora. Só depois de passado tudo foi que descobriu o que ocorria e o porquê dos passes não funcionarem. E é isso, e muito mais, que ele narra, explicando e ensinando nesse novo livro. Depois dessa experiência, partiu para a pesquisa determinada, com a qual obteve resultados magistrais, preciosos e ímpares do uso dessa prática na ação sobre aquela desesperadora doença. Hoje já existem vários grupos aplicando essa técnica, inclusive nos Estados Unidos, sempre contando com resultados extremamente valiosos. Apesar de técnico, o livro aborda o tema de forma a menos complicada possível, apresentando narrativas e depoimentos muito interessantes. Todas as técnicas e procedimentos são explicados, além de tratar várias questões correlacionadas, de invulgar importância, como o mecanismo dos fluidos, detalhes acerca da doença, os motivos pelos quais muitos passes não funcionam nessa terapia, como entender a ação dos fluidos e dos centros vitais dos depressivos e uma rica abordagem sobre a esperança e outros fatores complementares de superação.

O livro terá 220 páginas, no tamanho 14cm x 21cm, em papel especial (pólen) e capa em policromia plastificada com orelhas. O Prefácio é de Mackenzie Melo, escrito nos bancos do Central Park, em New York.

Como dado complementar:
Jacob Melo é o autor dos seguintes livros:
O Passe, seu estudo, suas técnicas, sua prática – editado pela FEB
Manual do passista – nossa edição
Cure-se e cure pelos passes – nossa edição
Viver ainda é a melhor saída – nossa edição
Há coisas boas por todos os lados – nossa edição
Reflexões de Morenno - nossa edição
George D´Andréa Morenno: Ele Sabia! - nossa edição
Aprendendo com a Vida - pela Mojico
O Lado Positivo de Tudo - pela Mnêmio Túlio
Pense sobre isso e pense muito melhor – pela Martin Claret

Mais informações podem ser obtidas através do e-mail da editora (vidaesaber@interjato.com.br), com a Lucila (lumelo@interjato.com.br)
ou pelo fone/fax (84) 3231.4410.

domingo, julho 02, 2006

Eu tenho um sonho

Texto de autoria do Raphael


"I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: 'We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal'."

"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença: 'Nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.'" [ Mr. Martin Luther King, em discurso realizado em 28 de agosto de 1963, em Washington, EUA, no Lincoln Memorial ]

O sonho de King, não representava apenas um ideal em prol da igualdade de raças.Representava um ideal em prol da humanidade.

Em prol da liberdade.

Qualquer semelhança no discurso de King com o ideal espírita, não é mera coincidência.

Afinal, onde está, a liberdade tão sonhada por King, e tão propalada pelos espíritos?

”– É pelo pensamento que o homem desfruta de uma liberdade sem limites, porque o pensamento desconhece obstáculos. Pode-se deter seu vôo, mas não aniquilá-lo.” [ in O livro dos Espíritos – Questão 833 ]

Liberdade plena e irrestrita de pensamento?

Balela.

Que liberdade é essa, tão obtusa, que pode ser detida?

Que liberdade é essa, restrita, e que não pode ser aniquilada, nos trazendo o falso conforto da ignorância?

Onde está a consciência, a real e irrestrita consciência, de modo que todo e qualquer ser saia do ostracismo melífluo que assola a humanidade?

Não adianta nada, empunhar a bandeira do sectarismo, em prol de uma causa que não se luta.

Se um dia sonhamos em construir um mundo melhor, que tal nos livrar dos pré-conceitos impostos pelos costumes e hábitos irrefletidos da sociedade?

Se buscamos o universalismo, somos obrigados a compreender o quão amplo é esse termo.

Somos obrigados a compreender, o quão profundo é esse ideal.

"Na necessária unidade, na dúvida liberdade, em todas as coisas caridade." (Santo Agostinho)

A unidade necessária, só pode ser validada por propósitos morais aceitos por toda a humanidade.

Do contrário, não há universalidade.Há somente a geração e a sustentação de pseudo-necessidades que degeneram o espírito humano.Isso não pode e nem deve mais ocorrer.A postura condescendente com esse mecanismo, ou seja, o mecanismo que sustenta a “necessidade do escândalo”, necessariamente deve ser - e será - erradicado pelo homem de bem.

A unidade de todos, em detrimento da unidade sectária de alguns grupos.

Eis a unidade necessária.

Com essa, não resta dúvidas ante a consciência.Busquemos a liberdade, em prol da caridade.

De todos.

"Nenhum homem é livre se não puder comandar a si mesmo." (Pitágoras)

Somente a moral é capaz de conduzir os homens a fraternidade.Independente de raça, religião, agremiação política ou filosófica.

Tolerância entre os seres, é a chave para essa moral.Mas não a tolerância ao erro, aquela que sustenta inconscientemente – ou conscientemente – a “necessidade do escândalo” como dito antes.

Como separar essa tênue linha?

A verdadeira tolerância, por John Locke:

”A necessidade (sic) em que nos encontramos de acreditar sem conhecimento e, muitas vezes, até sobre fracos fundamentos, no estágio passageiro da ação e da cegueira em que vivemos sobre a terra, esta necessidade, digo eu, deveria tornar-nos mais cuidadosos em nos instruir-nos a nós mesmos do que em obrigar os outros a aceitar nossas opiniões...
A opção que deveríamos tomar nesta ocasião seria ter piedade da nossa mútua ignorância e procurar dissipá-la por todas as vias suaves e honestas de que podemos nos lembrar para esclarecer o espírito, e não maltratar primeiramente os outros como pessoas obstinadas e perversas, porque não querem deixar as suas opiniões e aceitar as nossas...
Pois, onde está o homem que têm provas incontestáveis da verdade de tudo oque defende ou da falsidade de tudo o que condena, ou que pode dizer que examinou a fundo todas as suas opiniões ou todas as dos outros homens?”
[ in “Ensaio sobre o Entendimento humano” - 1671, IV cap.I6,4 – LOCKE, John ]

Em prol de todos, com quem ficamos?

Com todos, ou com apenas alguns?

Resta refletir.

"O Espiritismo não tem nacionalidade e não faz parte de nenhum culto existente; nenhuma classe social o impõe, visto que qualquer pessoa pode receber instruções de seus parentes e amigos de além-túmulo. Cumpre seja assim, para que ele possa conduzir todos os homens à fraternidade. Se não se mantivesse em terreno neutro, alimentaria as dissensões, em vez de apaziguá-las."
[ in Controle Universal do Ensino dos Espíritos - KARDEC, Allan ]

Tomamos oque foi concebido para ser universal para si?Ou no estágio passageiro da ação e da cegueira que vivemos sobre a terra, acabamos por esquecer que a verdade é de todos, e não de apenas alguns?

Que caridade é essa propagada por essa “nossa verdade”, que impede todos de ter acesso a essa?

Respondo:

Não há caridade, quando essa não é a favor do bem comum.Se defendemos a verdade, não nos deveríamos nos eximir de propaga-la a todos, sem exceção.Não há moral, onde habita o egoísmo e o sectarismo.

Não há moral onde habita meias-verdades.

"(...)muitas pessoas tropeçam pela vida até a beira do abismo sem saber onde estão indo.Às vezes, isso acontece porque aquele cuja vocação é dar expressão cultural aos seus pensamentos deixaram de examinar a verdade, preferindo o sucesso rápido ao esforço da indagação paciente sobre oque torna a vida digna de ser vivida." (Karol Wojtyla)

Não há moral, onde habita o proselitismo.

A todos os povos e a todas as crenças, o Espiritismo foi concebido.

E assim será.

”E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho cântico negro:

"Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal." (Marthin Luther King)


Texto de autoria do Raphael

Religião?

"Não é, pois, assim como alguns o pretendem, sempre porque não o conhecem, uma religião nova, uma seita que se forma às expensas de suas irmãs mais velhas: é uma doutrina puramente moral que não se ocupa, de nenhum modo, dos dogmas e deixa a cada um inteira liberdade de suas crenças, uma vez que não se impõe a ninguém; e a prova disso é que tem adeptos em todas, entre os mais fervorosos católicos, como entre os protestantes, entre os judeus e os muçulmanos.

O Espiritismo repousa sobre a possibilidade de se comunicar com o mundo invisível, quer dizer, com as almas; ora, como os judeus, os protestantes, os muçulmanos têm alma como nós, disso resulta que podem se comunicar com elas tão bem quanto conosco, e que, por conseguinte, podem ser Espíritas como nós.

Não é mais uma seita política, como não é uma seita religiosa;é a constatação de um fato que não pertence mais a eletricidade e os caminhos de ferro;é, digo eu, uma doutrina moral, e a moral está em todas as religiões e em todos os partidos."

"Haverá nisso alguma coisa de anti-religioso? Muito ao contrário, porquanto os incrédulos encontram aí a fé e os tíbios a renovação do fervor e da confiança. O Espiritismo é, pois, o mais potente auxiliar da religião."
[ in Revue Spirit, KARDEC, Allan ]