Quinta-feira, Maio 01, 2008

Conviver com o diferente

Não é raro surgir acusação de que os espíritas que anseiam por uma maior coerência com os princípios doutrinários na verdade seriam pessoas sem habilidades para “conviver com o diferente”, alias ultimamente vem se apresentando como regra tal argumento. Mas em que consiste esse “conviver com o diferente”? Oras, espera-se que o convivio seja com quem for, sempre prime pelo respeito, o qual devera ser em duas vias, ou seja, ambos respeitam para serem respeitados. Mas o que parece entender a maioria que evoca o argumento de que “não se sabe conviver com o diferente”? Demonstram que em sua acepção o conviver com o diferente envolve anular-se a tal ponto que deixem de existir as diferenças e reste apenas um amalgama que nunca representara na totalidade nem uma coisa, tampouco outra. Oras, se é necessário saber-se conviver com o diferente, importante é que se preserve as diferenças, respeitando-as, conhecendo os limites de um lado e de outro.

Por fim a pergunta: Por que não sabem eles conviver com o diferente, já que o diferente é também aquele que deseja a coerência doutrinaria em sua essência? Ou porque esse “diferente” não merece ser respeitado em seus princípios e valores?


A Mangueira Maluca


-Na minha terra tem uma mangueira que ficou caduca. De repente começou a produzir caju, goiaba, mamão, tudo quanto é qualidade de fruta. Alguém perguntou: -- Mas abacaxi, aposto que ela não dava! -- Dava sim... mas só no tronco, assim bem perto da raiz.

Pensei comigo, coitada da mangueira, perdeu a identidade, será que ela se conhece? Lembrei-me de quem não sabe quem é, nem sabe do que gosta. Pensei nas pessoas, raças, comunidades inteiras massacradas e descaracterizadas por poderosos e pelas imposições de crenças diversas. Os gigantes insaciáveis não nos lembram as nossas crianças “super-poderosas” e exigentes?

No alto de uma montanha havia um castelo. Nesse castelo morava um gigante. Ele e a mulher, gigante também, tinham muitos filhos. Esses filhos foram crescendo, crescendo e se tornando ainda maiores que os pais. Eles eram tão gulosos, comiam tanto, que o pai já não sabia o que fazer para alimentá-los.

Certo dia, chegou ao castelo um outro gigante. Ele viajara pelo mundo inteiro e contava maravilhas sobre os lugares que conhecera. Os meninos gigantes ouviam atentos todas aquelas histórias. Interessaram-se. ainda mais, quando o hóspede falou sobre um lugar maravilhoso, distante, além das sete montanhas e dos sete mares.

Tratava-se de uma planície com um imenso pomar. Todas as espécies de frutas que se pudesse imaginar eram ali encontradas e mais saborosas que as de outros lugares conhecidos. Entre uma árvore frutífera e outra, canteiros de flores, as mais coloridas e perfumadas, cobriam o chão. Realmente, nunca vira coisa igual! Os olhos dos filhos gigantes brilharam e logo estavam lambendo os lábios...

- Vamos logo para esse lugar, disseram em coro! Não importa que seja longe, temos as nossas botas de sete léguas!
O pai sentiu-se até aliviado com a partida dos filhos, passaria um tempo sem ter de providenciar comida para eles.
Seguiram o caminho indicado pelo visitante e logo avistaram o tal pomar - maior do que imaginavam. As flores das alamedas soltavam um perfume agradável, confundindo-se com o perfume da fruta madura. As árvores estavam carregadas.
Os gigantes, famintos depois da caminhada, avançaram nas frutas como um bando de urubus. Com os pés enormes pisavam nas flores, destruindo-as.
Um furacão não teria feito estrago maior. As flores, arrancadas dos pés, espalhavam-se pelo chão. As frutas, nenhuma permanecera presa nos galhos, até as ainda verdes faziam companhia às flores amassadas. Também os galhos foram danificados, quebrados, folhas arrancadas.

Depois de alguns dias, saciados, voltaram à casa do pai. Chegando ao palácio, relataram como haviam se fartado. Foram indagados pelo hóspede gigante:
-Vocês pretendem lá voltar?
- Claro!
- Espero que tenham deixado tudo em ordem, as flores em seus canteiros, as frutas amadurecendo nos pés e nenhum galho de árvore destruído...

Os gigantes olharam uns para os outros e só então se deram conta do mal praticado.
O hóspede continuou:

- Vocês sabem: as flores alimentam as abelhas que fazem a polinização, os galhos quebrados podem matar uma árvore, as frutas atraem os pássaros. Eles são importantes para o equilíbrio entre esses elementos.
Se destruíram o pomar, quando lá voltarem não encontrarão uma fruta sequer.

Pela expressão dos jovens gigantes, o hóspede soube logo da verdade.

- Ainda há tempo, voltem lá e consertem a desordem que fizeram. Colem cada flor na sua haste, cada fruta, que estiver no chão, em seu galho.
Os gigantes calçaram novamente as botas de sete léguas e voltaram ao pomar.

Colaram as flores nos caules, o mesmo fizeram com os frutos verdes e maduros espalhados pelo chão. Eram tantos os frutos, e eles, impacientes e desajeitados, logo se cansaram.

Sentaram-se para repousar debaixo de uma mangueira, a maior e mais antiga árvore do pomar. O trabalho não terminara, balaios e balaios estavam cheios de frutas. Para abreviar a tarefa colaram todas elas nos galhos da mangueira. Na imensa árvore via-se, lado a lado, maçãs, pêssegos, abacates, cajus, melancias...

Cumprida a obrigação, partiram.

Aconteceu o inusitado: os gigantes não conheciam as espécies das flores, colaram jasmins em roseiras, cravos em pés de girassol, violetas em caules de crisântemos. O mesmo aconteceu com as frutas: morangos foram colados em pés de laranja, abacaxis em parreiras de uva, jabuticabas em tronco de mamoeiro.

A conseqüência foi o que se podia esperar. Os pés de cada flor e de cada fruta não foram capazes de produzir coisa alguma. Perderam a receita de como fazer a fruta anterior e não souberam fabricar as que lhes foram impostas. O pessegueiro pendurado de amoras, não sabia se era pessegueiro ou amoreira. Desorientados, pés de flores e de frutas definharam até a morte.

Apenas a enorme mangueira sobreviveu. Continuou reproduzindo, febrilmente, obsessivamente, aquela variedade de frutas que haviam pendurado em seus galhos. Mas também ela já não possuía um nome. Não era mangueira, nem de macieira, nem de mamoeiro...perdera a identidade. Transformara-se numa aberração.

E ela foi enlouquecendo, enlouquecendo...

Quando os gigantes voltaram, viram com decepção que o pomar e os canteiros de flores não mais existiam. Só a mangueira lembrava o antigo lugar. Avançaram sobre seus variados frutos - não tinham sabor.
A grande árvore permaneceu ali, sem serventia. Quem por ali passava espantava-se com aquela árvore maluca. Fugia amedrontado, aquilo só podia ser coisa do demônio, uma árvore enfeitiçada.

Um dia, uma fada condoeu-se da velha mangueira. Chamou todos os pássaros e mandou que espalhassem as sementes das frutas. Aquelas sementes, em terreno propício, brotaram e transformaram-se em arvoredos. Quando os primeiros frutos amadureceram, a fada provou um por um - o sabor de cada fruta havia sido resgatado.
A mangueira, cumprida a missão de conservar os gens de cada espécie, primeiro perdeu as folhas, depois galhos e troncos escureceram. Deixou de ser uma coisa viva. Tornou-se um monumento, a lembrança de uma catástrofe.



* Marilene Lemos é escritora e contadora de histórias. Faz parte do Grupo “Conto e Encontro” que atua em hospitais e grupos de convivência. Livro publicado: A Vida Transformada em Histórias, onde fatos da vida real e atual viram metáforas, usando elementos dos contos de fadas tradicionais.





Esse texto de Marilene Lemos se encaixa perfeitamente nesse questionamento sobre a identidade do movimento espírita. Devemos ver os bons frutos sim, mas devemos saber distinguir as árvores pelo que produzem; preservando assim respeito às diferenças tão saudáveis.

Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

O que é importante saber do espíritismo

Devemos saber o que é Filosofia, para podermos compreender melhor o aspecto filosófico do Espiritismo.
Que é Filosofia? Eis a pergunta que se faz, naturalmente, quando se iniciam estudos dessa natureza.
Tendo o Espiritismo, como se sabe, uma parte filosófica, é natural que procuremos ter,como base de conhecimentos gerais,pelo menos alguma noção do assunto.
Filosofia – diz se – é a Ciência dos porquês, justamente porque trata do porquê das coisas,isto é,explica a origem,a causa das coisas.
Isto, porém, é a Filosofia no sentido clássico.Modernamente,com o desenvolvimento das pesquisas científicas,a Filosofia é a atividade que consiste na coordenação dos fatos da Ciência,para que se encontre uma causa geral.É a Filosofia aplicada à Ciência.Filosofia é também concepção da vida e do Universo.No sentido amplo,porém,Filosofia quer dizer:explicação das causas,do porquê das coisas.Daí chamar-se “a Ciência das primeiras e últimas causas” segundo uma definição clássica.
Resumo do assunto: a Ciência examina a coisa,como ela é,de que se compõe,etc.; a Filosofia diz porque a coisa existe,qual a sua causa.Como se vê, a Ciência trata do conhecido,a Filosofia trata do desconhecido.Estas noções,como todas as outras deste estudo,são muito primárias,e por isso não passam de simples embocadura do assunto.Temos,portanto,no Espiritismo,também uma parte filosófica,porque:
a) – A parte científica trata do fenômeno,suas características,a lei que o rege, o mecanismo do fenômeno;
b) – A parte filosófica explica a origem do fenômeno, isto é, porque existe o Espírito,sua natureza, e para que fim se dá o fenômeno.
Temos aí, bem definidos, dois campos no Espiritismo: o científico e o filosófico.

FILOSOFIA e CIÊNCIA – O Espiritismo tem uma parte científica e outra filosófica,como já vimos. Há distinção entre Ciência e Filosofia.
A Ciência trata do concreto,a Filosofia trata do abstrato.A palavra Filosofia quer dizer “amor à sabedoria”.Diz a tradição que foi Pitágoras, sábio da antigüidade, quem propôs o uso da palavra “filósofo” para substituir o qualificativo de “sábio”,usado entre os antigos.Realmente filósofo (amigo do saber ou da Ciência) é o que procura a verdade, a razão de ser das coisas,a causa primária do universo e da vida,de acordo com a formação da palavra (Philos -amigo e Sophia - sabedoria, Ciência),ao passo que o qualificativo de sábio parece arrogante,porque dá idéia se saber tudo,não ignorar coisa alguma.Naturalmente,Pitágoras achou a designação de filósofo mais modesta do que a de sábio.O papel da Ciência, que não é moral nem imoral, não é religioso nem ateu, é examinar,experimentar,comparar,estudar os fenômenos e as suas leis para dizer,no fim de tudo,se uma coisa é ou não é;o papel da Filosofia é dizer porque a coisa existe e para que existe.Exemplo: a Ciência estuda o fenômeno,procura a lei do fenômeno,diz qual o agente do fenômeno(Espírito,por exemplo)que conclui a sua tarefa,afirmando ou negando;a Filosofia trata da causa que produz a lei,vai buscar a origem do Espírito que deu causa ao fenômeno.Temos,pois,no conhecimento humano,três departamentos:

a) A Ciência, que se preocupa com os fatos para verificar se é verdadeiro ou falso aquilo que se afirma.
b) A Filosofia, que se preocupa com a origem de tudo o que existe, a causa inteligente que produz o Espírito,etc.
c) A Moral, que se preocupa com a aplicação, o fim útil que devem ter as coisas.
Estes departamentos correspondem à seguinte escala: Ver (Ciência); Raciocinar (filosofia); praticar (moral).
Em suma, para terminar esta parte: A Ciência diz É ou não É; a Filosofia diz PORQUE; a moral diz COMO devemos proceder em face do que aprendemos, qual o uso que devemos fazer do conhecimento.
É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.O Espiritismo deixa de parte as teorias nebulosas, desprende-se dos dogmas e das superstições e vai apoiar-se nas base inabalável da observação científica”.
Em que consiste a parte filosófica do Espiritismo? Na explicação das causas, do porque dos fenômenos e suas conseqüências morais. Quando se tem a idéia geral do que é Filosofia, pode-se interpretar a parte filosófica do Espiritismo.
Assim, pois, a parte filosófica do Espiritismo abrange a questão da causa, da origem do espírito, como a origem do Universo e, finalmente, as conseqüências morais de tais indagações.Toda doutrina tem os seus princípios gerais. Quando se inicia o estudo de uma doutrina, logo se pergunta: quais são os princípios gerais, ou princípios básicos desta doutrina? Então, para estudar o Espiritismo, convém saber, de antemão, quais são os seus princípios fundamentais.Os princípios básicos ou fundamentais que caracterizam as doutrinas.
O Espiritismo tem os seguintes princípios básicos:
imortalidade da alma;
reencarnação;
existência de Deus.
Pelo enunciado destes princípios, qualquer pessoa que não conheça o
Espiritismo, já sabe que está lidando ou vai lidar com uma doutrina imortalista,
reencarnacionista e deísta. Tem-se aí a idéia geral da Doutrina.
O método científico (indutivo) de Galileu e Newton, é aquele que se acumulam dados experimentais (Bacon), formulam-se hipóteses de trabalho, seguidas de rigorosa experimentação (cartesianismo), para que as teorias se ajustem aos fatos e não vice-versa.
Há uma crença automática, natural, herança arquétipa das gerações passadas, que induz à aceitação dos fatos, das idéias e experiências, sem análise racional. E existe aqueloutra, que é resultado da elaboração da lógica, das evidências dos acontecimentos com as quais a razão anui. Crê-se, portanto, por instinto e por conhecimento experimental.

As velhas crenças, ainda influenciadas pelo espiritualismo da Idade Média, afirmavam a imortalidade da alma após a morte; mas de que servia a afirmação, se não havia provas? O Espiritismo, com o seu conteúdo objetivo de fatos atinentes à sobrevivência da alma, reergueu a filosofia espiritualista, revigorou a crença em Deus. As religiões devem, portanto, grande serviço ao Espiritismo, justamente porque o Espiritismo lhes fornece elementos que provam a imortalidade da alma, que é a base de toda a concepção da vida futura ou vida espiritual.Ora,pelo fato de o Espiritismo constituir-se de em Doutrina progressista,não quer dizer anexar a ela tudo aquilo que nos convenha,pois que nos foi legada integral em sua estrutura liberta de atavios e idiossincrasias desta ou daquela cultura.Eis o caráter universalista da Doutrina dos Espíritos:não privilegia nenhum povo ou cultura,nem se encontra vinculada ao Ocidente ou ao Oriente,pois ensina que a Humanidade é constituída de Espíritos imortais e não de "orientais" ou "ocidentais",pois que as VERDADES ESPIRITUAIS SÃO ÚNICAS,ESTANDO AS LEIS DE DEUS VIGORANDO EM TODOS OS CANTOS DO PLANETA E EM TODO O UNIVERSO.Atentar para o fascínio que exercem as várias colocações espiritualistas através de seus ritos,das suas expressões atávicas,dos seus modismos,produzem muito impacto nas mentes sonhadoras e pelo desconhecimento das bases da Doutrina Espírita,que não tem culto,não tem ritual e e nem está vinculada aos atavismos clericais do passado,sem inserir novos cultos e novos ritos como parte integrante do Espiritismo.Essa tendência sincrética é própria dos encarnados e Espíritos pouco evoluídos,que gostam de impor suas idiossincrasias culturais e propostas religiosas para o corpo doutrinário do Espiritismo.Há muita confusão ideológica.O Espiritismo é uma Doutrina universalista,mas é indispensável não levar a noção de universalismo ao arbítrio de acomodações inconvenientes,senão prejudiciais à clareza do espírito analítico.O Espiritismo é universalista,porque os fatos do Espírito são universais,os seus problemas tem o sentido da universalidade,mas também é oportuno acentuar que o ESPIRITISMO NÃO É UMA FORMA DE SINCRETISMO DOUTRINÁRIO OU RELIGIOSO, SEM UNIDADE OU CONSISTÊNCIA. Não, absolutamente. JÁ SE FALSEOU MUITO A IDÉIA DE UNIVERSALISMO. SER UNIVERSALISTA É TER VISÃO GLOBAL DO CONHECIMENTO,É ESTIMAR A UNIVERSALIDADE DOS VALORES ESPIRITUAIS ACIMA E ALÉM DE TODAS AS CONFIGURAÇÕES GEOGRÁFICAS OU HISTÓRICAS.UNIVERSALISMO É CONVICÇÃO, É UMA POSIÇÃO CONSCIENTE EM FACE DA CULTURA HUMANA E ESPIRITUAL;NÃO É PORTANTO, A JUNÇÃO PURA E SIMPLES DE CRENÇAS ,DOUTRINAS E PRÁTICAS DIVERSAS.

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

Organismos espiritas no tempo de Kardec

Abaixo uma relação de organismos espiritas que foram identificados na Revista Espírita. A origem dessa compilação encontra-se no endereço http://www.consejoespirita.com/larevistaespirita/mil.htm


Consta como autoria de Washington, de São Paulo, tendo sido produzida em Outubro de 2004


Lista dos 37 Países onde o Espiritismo se fez presente no tempo de Allan Kardec


EUROPA (18 países e 222 localidades): I - ALEMANHA, II – ÁUSTRIA, III – BÉLGICA, IV – DINAMARCA, V – ESCÓCIA, VI – ESPANHA, VII - FRANÇA (163 LOCALIDADES), VIII – GRÉCIA, IX – HOLANDA, X – INGLATERRA, XI – ITÁLIA, XII – POLÔNIA, XIII – PORTUGAL, XIV - PRÚSSIA, XV – RÚSSIA, XVI – SUÉCIA, XVII – SUÍÇA, XVIII – UCRÂNIA.

AMÉRICA (8 países e 23 localidades): XIX – BRASIl, XX – CANADÁ, XXI – COLÔMBIA, XXII – CUBA, XXIII - ESTADOS UNIDOS, XXIV - GUIANA FRANCESA, XXV – MÉXICO, XXVI – PERU

ÁFRICA (5 países e 14 localidades): XXVII - PEQUENA CIDADE AFRICANA, XXVIII – ARGÉLIA, XXIX – EGITO, XXX - GUINÉ BISSAU, XXXI - ILHAS MAURÍCIA

ÁSIA (6 países e 9 localidades): XXXII – EXTREMO DA ÁSIA, XXXIII – CHINA, XXXIV – COCHINCHINA (INDOCHINA), XXXV - SÍRIA, XXXVI –TURQUIA, XXXVII - ISRAEL.


Lista das 268 Localidades onde o Espiritismo se fez presente no tempo de Allan Kardec*



EUROPA (18 países e 222 localidades)


I - ALEMANHA - RE, Nov/1858; RE, Mar/1861; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 1) BEBLEWHEIM (ALEMANHA) – RE, Abr/1867; 2) BERGZABERN (ALEMANHA) – RE, Mai/1858; 3) KARLSRUHE (ALEMANHA) – RE, Jun/1861, Dez/1861; 4) LEIPZIG (ALEMANHA) – RE, Fev1868; 5) SAXÔNIA (LEIPZIG, ALEMANHA) – RE, Jun/1859; 6) WIESBADEN (ALEMANHA) – RE, Jul/1862; 7) PROVÍNCIAS DANUBIANAS (ALEMANHA) - RE, Fev/1869
II - ÁUSTRIA (IX) – RE, Jul/1864; 8) VIENA – RE, Jul/1860; RE, Abr/1862, Jun/1862, Set/1862; RE, Jun/1863; RE, Jan/1865;
III – BÉLGICA; 9) ANTUÉRPIA (ou ANVERS) – RE, Abr/1864, RE, Ago/1864, Out/1864 (3x), Nov/1864, Dez/1864; RE, Jan/1865; RE, Set/1867, Dez/1867; RE, Nov/1868; RE, Ago/1858; RE, Out/1864, Nov/1864, Dez/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 10) BRUXELAS – RE, Jul/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860, Abr/1860, Jun/1860; RE, Jun/1860; RE, Mai/1861, Dez/1861; RE, Jan/1864, Fev/1864, Abr/1864, Out/1864, Nov/1864 (2x*); RE, Abr/1865 (2x); RE, Ago/1866; 11) SAINT JOSSE TENNOODE – RE, Out/1864;
IV - 12) DINAMARCA - RE, Mar/1864; RE, Jan/1869;
V - 13) ESCÓCIA - RE, Mai/1858, Ago/1858;
VI - ESPANHA – RE, Mar/1866, Nov/1866; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 14) ANDUJAR – RE, Mar/1869 ; 15) BARCELONA – RE, Fev/1863, Mar/1863; RE, Set/1864 (3x); RE, Maio/1865 (2x), Jun/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867; 16) CADIZ - RE, Set/1864; RE, Abr/1868; 17) CAEN (CALVADOS) – RE, Set/1866; RE, Mai/1868; 18) CIUDAD-REAL – RE, Mar/1869; 19) LEON – RE, Mar/1869; 20) MADRID – RE, Ago/1858; RE, Set/1864; RE, Fev/1867, Mar/1864 (2x); RE, Abr/1864; RE, Dez/1868 (Calle Del Arco); 21) MÚRCIA – RE, Set/1864; 22) SALAMANCA - RE, Mar/1869; 23) SEVILHA – RE, Set/1864; RE, Mar/1869, Abr/1869;
VII - FRANÇA (163 LOCALIDADES) – RE, pág. 6; 24) ABBÉVILLE (SOMME)- RE, Fev/1860; 25) AISNE (DEPTO.) – RE, Out/1866; 26) AIX (BOUCHES-DU-RHÔNE) – RE, Jul/1865; 27) ALBI (TARN) – RE, Fev/1863, Mar/1863; RE, Mar/1865; 28) ALDEIA DA BRETANHA (MORBIHAN) – RE, Jul/1867; 29) ALDEIA DE E. – RE, Dez/1865; 30) ALDEIA DE HAUTE- SAÔNE (DEPTO) – Mar/1863; 31) ALDEIA DE MONIM (BASSES PYRÈNNÉES) – RE, Dez/1867; 32) ALDEIA PERTO DE CAZÈRES (HAUTE-GIRONDE) – RE, Fev/1866; 33) ALLOBROGOS (VELHA CIDADE) – RE, Mar/1864; 34) ALSÁCIA (MOSA) – RE, Mai/1858; 35) AMBROISE (INDRE-ET-LOIRE) – RE, Abr/1863; 36) ANGERS (MAINE-ET-LOIRE) – RE, Mai/1865; 37) ANGOULÊME (CHARENT) – RE, Fev/1863, Mar/1863; 38) ANNECY (ALTA-SABÓIA) – RE, Abr/1862; 39) ANTIBES (ALPES MARÍTIMOS) – RE, Mar/1865; 40) AUBE (DEPTO) – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; RE, Dez/1865; 41) AURILLAC (CANTAL) – RE, Jul/1867; 42) AUTHEUSEL (EURE-ET-LOIRE) - RE, Fev/1863; 43) AVIGNON-(BONNET FILS) (DEPTO. VAUCLUSE) – RE, Mar/1865; 44) BAYONNE (BASSES-PYRENÉES) – RE, Jan/1858; RE, Abr/1863; 45) BELFORT (ALTO RHENO) – RE, Fev/1860; 46) BÉZIERS (DETO. HÉRAULT) – RE, Fev/1860; 47) BLAYE (DEPTO. GIRONDE) – RE, Fev/1863; RE, Jul/1867; 48) BOIS-DE DOEUIL (CHARENTE-INFERIEUR) – RE, Mai/1864; 49) BONE (HAUTE-SAVOIE) – RE, Fev/1863; 50) BORDEAUX (GIRONDE) – RE, Jan/1858, Mar/1858, Jul/1858; RE, Fev/1860, Nov/1860; RE, Mai/1861, Jun/1861 (2x); RE, Fev/1862 (2x), Mar/1862, Abr/1862 (4x), Jun/1862, Set/1862; RE, Mar/1863 (2x), Mai/1863, Jun/1863 (2x), Jul/1863, Ago/1863, Out/1863, Dez/1863; RE, Mar/1864, Mai/1864, Jul/1864, Ago/1864 (2x), Set/1864, Dez/1864; RE, Set/1865; RE, Jan/1867, Jun/1867 (2x), Jul/1867, Ago/1867; RE, Fev/1868, Set/1868; 51) BOUCHES-DU-RHÔNE (Depto Fr.) - RE Abr/1864; 52) BOULOUGNE-SUR-MER (PAS-DE-CALAIS) - RE, Nov/1858; RE, Fev/1863; RE, Fev/1866; RE, Mar/1868; 53) BRESSUIRE (DEUX-SÉVRES) – RE, Mar/1864; 54) BROTTEAUX (RHÔNE) – RE, Out/1861; 55) BROU (EURE-LOIRE) – RE, Jul/1867; 56) BRUNSWICK – RE, Set/1864; 57) BURGO DE BASSE-INDRE (LOIRE-INFÈRIEUR) – RE, Abr/1867; 58) CAHORS (LOT) – RE, Abr/1863; 59) CHÂLONS (CAMPO DE) (MAINE) – RE, Jul/1860; RE, Out/1866; 60) CANTAL (DEPTO. AUVERGNE) – RE, Ago/1867; 61) CARCASSONE (AUDE) – RE, Ago/1863, Nov/1863; RE, Jan/1866; RE, Jul/1867, Nov/1867; 62) CARMAUX (TARN) – RE, Mar/1863; 63) CAZÉRES (HAUTE-GIRONDE) – RE, Fev/1866; 64) CEMPUIS (OISE) – RE, Out/1863; RE, Jun/1864; 65) CERTEILLERIE – RE, Jul/1867; 66) CHÂTILLON (CÔTE D’OR) – RE, Set/1864, Nov/1864; 67) CHAUNY (DEP. VIZINHO DE PARIS, CIDADEZINHA ONDE O ESPIRITISMO PENETROU HAVIA SEIS MESES) – RE, Fev/1862; RE, Mar/1863, Abr/1863; 68) CIDADEZINHA PROVINCIANA DA FRANÇA – RE, Jun/1861; 69) CHERBOURG (DEP. MANCHE) – RE, Out/1861; RE, Mar/1862; 70) CIDADE DEPTº HAUTES-ALPES – RE, Abr/1869; 71) CIDADE DO MIDI – RE, Mai/1863; 72) CIDADE DO SUL DA FRANÇA – RE, Jan/1858; 73) COGNAC (CHATENTE) – RE, Fev/1863; 74) COMUNA DE SAINTE-MARTHE – RE, Jun/1867; 75) CONDOM (GERS) – RE, Fev/1863; 76) CORRÉZE (DEPTO.) – RE, Abr/1866; 77) D-DONAI – RE, Jun/1866; 78) DEPTOS. DE FRANÇA – RE, Ago/1858; 79) DIEPPE (BURGO DE APANDES-TENDES/SIENE MARITIME) – RE, Abr/1860; 80) DOEUIL (CHARENT-INFERIEUR) - RE, Mai/1864; 81) DÔLE (DEPTO. JURA) – RE, Abr/1863; 82) D’ORTHEZ (LANDES) – RE, Fev/1863; 83) DOUAY (NORD) – RE, Out/1864; RE, Ago/1865 (2x); RE, Mai/1867; 84) FIVES (DEPTO-DU-NORD) – RE, Ago/1865; 85) FLAVIGNY – RE, Fev/1867; 86) FONS (LOT) – RE, Fev/1860 (2x); 87) FRANCFORT – RE, Abr/1862; 88) GAILLON (EURE LOUVERS) – RE, Fev/1863; 89) GENOUILLY (DEP. SAÔNE-ET-LOIRE) – RE, Dez/1865; 90) GRAMAT (LOT) – RE, Fev/1859; 91) GRANDVILLERS (VOGES) – RE, Jun/1864; 92) GRAY (HAUTE SAÔNE) – RE, Ago/1865; 93) HAVRE (SEINE-MARITIME) – RE, Fev/1860; RE, Mar/1862; RE, Mar/1864; RE, Fev/1868; 94) HENNEBON (MORBIHAN) – RE, Fev/1860, Mar/1860, Abr/1860; 95) ILE DE RÉ (ARS-EN-RE) – RE, Fev/1863; 96) ILHA DE OLÉRON (CHARENTE MARITIME) – RE, Jan/1864; 97) ILHAS MAURÍCIA – RE, Jul/1864; RE, Jan/1867, Jul/1867; RE, Mar/1869; 98) ILLIERS (DEPT.EVRE-ET-LOIRE) – RE, Jul/1867 (2x); 99) INDRE (DEPTO.) – RE, Jan/1861; 100) JOINVILLE – RE, Fev/1863, Ago/1863; RE, Ago/1865; 101) JOINVELLE-SUR-MARNE (HAUTE-MARNE) – RE, Set/1868; 102) JURA (DEPTO.) – RE, Mai/1860; 103) LAMBALLE (CÔTES-DU-NORD) – RE, Mar/1869; 104) LIBOURNE (GIROND) – RE, Jul/1867; 105) LILLE (NORD) – RE, Jan/1863; 106) LIMOGES (HAUTE-VIENNE) – RE, Ago/1860; RE, Dez/1864; RE, Abr/1867; 107) LORETTE (LOIRE) – RE, Dez/1866; 108) LYON (LIÃO) (RHONE) – RE, Fev/1858, Mai/1858; RE, Mai/1860, Out/1860 (3x), Nov/1860, Dez/1860; RE, Jun/1861, Out/1861; RE, Fev/1862 (3x), Fev/1862, Abr/1862, Nov/1862; RE, Jan/1863, Fev/1863, Mar/1863 (2x), Abr/1863 (2x), Mai/1863, Jun/1863, Jul/1863, Ago/1863, Nov/1863, Dez/1863; RE, Jan/1864 (2x), Mai/1864, Jul/1864, Ago/1864, Nov/1864; RE, Jan/1865, Mai/1864 (2x), Ago/1864, Set/1864, Nov/1864; RE, Jul/1866; RE, Mar/1867, Abr/1867 (2x), Mai/1867, Ago/1867; RE, Mar/1868, Abr/1868, Mai/1868; 109) LUTTER (ARREDORES DE) (HAUTE RHIM) – RE, Set/1864; 110) MÂCÓN (SAÔNE-ET-LOIRE) – RE, Nov/1860; 111) MAINE-ET-LOIRE (DEPTO.) – RE, Mar/1864; RE, Jul/1867; RE, Mar/1868; 112) MARSAIS (VENDEE) – RE, Mai/1864; 113) MARENNES (CHARENT MARITIME) – RE, Fev/1863; RE, Jan/1864; RE, Abr/1866; RE, Jan/1868; 114) MARMANDE (LOT E GARONE) – RE, Dez/1861; RE, Out/1862; RE, Fev/1864 (2x), Mar/1864 (2x); RE, Jan/1865, Nov/1865; RE, Fev/1866; RE, Jun/1867, Jul/1867; 115) MARSELHA – RE, Mai/1860, Jun/1860, Ago/1860; RE, Jan/1861, Nov/1861; RE, Fev/1863, Abr/1863; RE, Mar/1864, Abr/1864, Set/1864, Out/1864; RE, Jan/1865, Abr/1865 (2x); RE, Fev/1867, Mar/1867, Abr/1867, Ago/1867, Nov/1867; 116) MAUBOURQUET (HAUTE-PYRENÉES) – RE, Fev/1863; 117) MESCHER-SUR-GIROND (CHARENTE MARITIME) – RE, Mar/1863; 118) METZ (MOSELLE) – RE, Jul/1860; RE, Set/1861, Nov/1861 (2x); RE, Fev/1862; RE, Mar/1863, Mai/1863, Out/1863, Dez/1863; RE Out/1861, Nov/1861; 119) MELUN (SEINE-ET-MARNE) – RE, Set/1864; 120) MIGRÉ (CHARENTE MARITIME) – RE, Mai/1864; 121) MOLITG-LES-BAINS (PYRENÉES ATLANTIQUES) – RE, Ago/1863; 122) MONTANBAN (TARN-ET-GARONE) – RE, Abr/1865 (2x); 123) MONTERAT (TARN) – RE, Mar/1863; 124) MONTREUIL (PAS-DE-CALAIS) – RE, Nov/1863; 125) MONTREUIL-SUR-MER (PAS DE CALAIS) – RE, Fev/1863, Mar/1863, Out/1863; RE, Ago/1865; RE, Mai/1866; 126) MORZINE (HAUTE SAVOIE) – RE, Jan/1863, Fev/1863, Mai/1863; RE, Ago/1864; 127) MOULINS (ALLIERS) – RE, Set/1863; 128) MULHOUSE (HAUT-RHIN) – RE, Mar/1861, Set/1861; RE, Nov/1868; 129) NEUILLY – RE, Ago/1862; 130) NEUVIC (CORRÈZE) – RE, Fev/1863; 131) NIORT (DEUX-SÉVRES) – RE, Set/1861; RE, Fev/1863, Abr/1863; RE, Mai/1865; RE, Jul/1867; 132) NOIALLES (OISNE) – RE, Jun/1864; 133) NORD (DEPTO.) – RE, Jan/1866; 134) NORMANDIE (SEINE-MARITIME) – RE, Jul/1867; 135) OLORON (BASSES-PYRÈNNÉES) – RE, Dez/1867; 136) ORLÉANS (LOIRET) – RE, Mai/1861; RE, Fev/1863, Set/1863; RE, Jul/1867; 137) PARIS (SEINE) – RE, Fev/1858 (2x), Mar/1858 (2x), Mai/1858 (3x), Jun/1858 (4x), Jul/1858, Ago/1858, Nov/1858 (2x); RE, Fev/1859, Jun/1859; RE, Fev/1860 (4x), Jun/1859 (2x), Jul/1859, Set/1859, Out/1859, Nov/1859; RE, Fev/1862, Mar/1862, Abr/1862, Mai/1862, Jul/1862; RE, Jan/1863 (2x), Fev/1863, Mar/1863 (4x), Abr/1863, Mai/1863, Jun/1863, Jul/1863 (3x), Ago/1863 (3x), Set/1863, Out/1863 (3x), Nov/1863, Dez/1863 (3x); RE, Jan/1864, Fev/1864 (2x), Mar/1864, Abr/1864, Jun/1864, Set/1864, Out/1864 (2x), Nov/1864 (2x), Dez/1864 (3x); RE, Fev/1865 (6x), Mar/1865, Abr/1865, Mai/1865 (7x), Jun/1865, Jul/1865 (4x), Ago/1865 (2x), Set/1865, Nov/1865 (4x), Dez/1865 (4x); RE, Jul/1866 (2x); RE, Jan/1867 (5x), Fev/1867 (3x), Mar/1867 (7x), Abr/1867, Mai/1867, Jun/1867 (3x), Jul/1867, Ago/1867, Set/1867, Out/1867 (4x), Nov/1867, Dez/1867 (3x); RE, Jan/1868, Fev/1868 (2x), Mar/1868, Abr/1868 (2x), Mai/1868 (2x), Jun/1868, Ago/1868, Set/1868, Out/1868, Nov/1868 (5x); RE, Jan/1869 (4x), Fev/1869 (5x), Mar/1869, Abr/1869 (5x); 138) PASSY (HAUTE-SAVOIE) – RE, Mar/1862; RE, Nov/1864, Dez/1864; RE, Dez/1866; 139) PAU (PYRENÉES ATLATIQUES) – RE, Mar/1863; 140) PECHBUSQUE (HAUTE GARONNE), RE Jan/1860; 141) PERPIGNAN (PYRENÉES-ORIENTALES) – RE, Nov/1865; 142) PLESSIS-BOUDET (PERTO LOUDÉX - CÔTES-DU-NORD) – RE, Abr/1860, Jun/1860; 143) POITIERS (VIENNE) – RE, Fev/1863 (2x); RE, Fev/1864, Mar/1864; 144) PONT-LE VÊGUE (CALVADO) – RE, Abr/1865; 145) PRIAIRE – RE, Mai/1864; 146) PROVINS (SEINE-ET-MARNE) – RE, Fev/1863; 147) RAMBOUILLET (YVELINÉS) – RE, Dez/1858; 148) ROCHEFORT (CHARENT-MAIRTIME) – RE, Dez/1862; 149) ROCHEFORT-SUR-MER (CHARENT MARITIME) – RE, Dez/1866; 150) ROUEN (SEINE MARITIME) – RE, Fev/1860, Jun/1860; RE, Jan/1863; 151) SAINT-GEMME (DEUX-SÉVRES) – RE, Ago/1862; 152) SAINT LAURENT-SUR-SEVES (ALDEIA DE VOGES) – RE, Mar/1864; 153) SAINTE-ÉTIENNE (LOIRE) – RE, Mai/1859 (2x); RE, Mai/1860, Nov/1860; 154) SAINT-GEMME (TARN) – RE, Ago/1862,; RE, Mar/1863; 155) SAINT-GERMAIN (YVELINÉS) – RE, Jul/1867; 156) SAINT-JEAN-D’ANGELY (CHARENTE MARITIME) – RE, Ago/1862; RE, Mar/1863; RE, Ago/1864; RE, Abr/1865 (2x), Jul/1865; 157) SAINT-MALO (ILLE E VILAINE) – RE, Fev/1863; 158) SAINT SAUFLIEU (SOMME-PICADIE) – RE, Fev/1868; 159) SAINT-SYMPHORIEN-SUR-COISE (DEP. LOIRE) – RE, Out/1867; 160) SENS (YONNE) – RE, Nov/1860 (2x), Dez/1860; RE, Mar/1861 (2x), Out/1862, Nov/1862; RE, Fev/1862, Abr/1862; RE, Fev/1863, Jun/1863; RE, Fev/1864; RE, Ago/1868, Set/1868; 161) SONNAC (CHARENTE INFERIEUR) – RE, Ago/1864 (2x); RE, Mar/1865; 162) SOULTZ (ALTO RENO) – RE, Jul/1861; 163) STRASBURG (BAS-RHIN) – RE, Mar/1864; 164) TARBES (HAUTES PYRENÉES) – RE, Fev/1863; 165) TARN (DEPTO.) – RE, Mar/1863; 166) TEIL D’ARDÈCHE (ARDÉCHE) – RE, Fev/1860, Abr/1860; 167) TERRE-NOIRE (LOIRE) – RE, Nov/1860; 168) THIONVILLE (MOSELLE) – RE, Se/1863, Out/1863; 169) THONON (ALTA SABÓIA) – RE, Ago/1864; 170) TOULON (DEPTO. VAR) – RE, Fev/1867; 171) TOULOUSE (HAUTE GARONE) – RE, Jan/1860; RE, Nov/1861; RE, Jun/1863, Nov/1863; RE, Jan/1865; RE, Abr/1866; RE, Jul/1867; RE, Set/1868; RE, Jan/1869; 172) TOURS (INDRE-ET-LOIRE) - RE, Fev/1863 (2x), Mar/1863, Abr?1863 (4x); RE, Jun/1865; RE, Jul/1867; 173) TROYES (AUBE) – RE, Fev/1860, Mai/1860, Dez/1860 (2x); RE, Dez/1865; 174) TULLE (CORRÈZE) – RE, Abr/1866; 175) TUSSEL (CORRÉZE) – RE, Jan/1864; 176) VERSAILLES (YVELINÉS) – RE, Abr/1863; 177) VIENNE (DEPTO.) – RE, Jan/1861; RE, Mai/1865; 178) VILLATE (COMUNA, PERTO DE NOZOI), - RE, Ago/1864; 179) VILLE-AU-MOINE – RE, Mai/1864; 180) VILLENAVE-DE-RIONS (DEPTO GIRONDE) – RE, Dez/1863; 181) VILLENENUVE (ALPES HAUTE PROVENCE) – RE, Jul/1867; 182) VILLENENUVE-SUR-LOT (LOT-ET-GARONE) – RE, Nov/1867; 183) VILLENEUVE-LA-CONTESSE (CHARENT INFERIEUR) – RE, Mai/1864; 184) VICQ-SUR-NAHON (INDRE) – RE, Abr/1867; 185) VIVIERS (ARDÈCHE) – RE, Jun/1864.
VIII - 186) GRÉCIA - RE, Jan/1869;
IX - HOLANDA - RE, Mar/1858, Ago/1858, Out/1858; 187) HAIA - RE, Mai/1858; RE, 1862; 188) ZELÂNDIA (PROV. HOLANDA) – RE, Dez/1867; 189) ZIÈRICSÉE (PROV. HOLANDA) – RE, Dez/1867;
X - INGLATERRA – RE, Ago/1858; RE, Ago/1859; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 190) LIVERPOOL (INGLAT)- RE, Jun/1860; 191) LONDRES (INGLAT) – RE, Jan/1860 (2x), Jul/1860 (2x); RE, Nov/1865; RE, Fev/1867; RE, Mar/1869;
XI - ITÁLIA – RE, Mar/1861; RE, Jun/1862; RE, Mar/1864, Jul/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 192) BOLONHA – RE, Fev/1865; RE, Mar/1868; 193) CATÂNIA – RE, Jan/1867; 194) FLORENÇA – RE, Mar/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860; RE, Abr/1869; 195) GÊNOVA – RE, Ago/1858; RE, Jul/1860; 196) MILÃO – RE, Ago/1858; RE, Set/1860; 197) NÁPOLES – RE, Ago/1858; 198) PALERMO – RE, Jul/1863; 199) PARMA – RE, Dez/1862; RE, Ago/1863; 200) ROMA – RE, Fev/1858; RE, Arb/1861; RE, Fev/1864, Jun/1864; 201) SCÓRDIA (Sicília) – RE, Jun/1866; 202) SICÍLIA - RE, Jul/1863; RE, Jan/1867; 203) TURIM – RE, Ago/1858; RE, Jan/1864, Mar/1864, Ago/1864; RE, Fev/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867;
XII - POLÔNIA - RE, Jan/1864; RE, Fev/1869; 204) CRACÓVIA – RE, Fev/1861, Dez/1861; RE, Mai/1865 (2x); 205) VARSÓVIA – RE, Mar/1861, Mai/1861; 206) PODÓLIA – RE, Fev/1861;
XIII - 207) PORTUGAL - RE, Fev/1869;
XIV - 208) PRÚSSIA - RE, Ago/1858;
XV - RÚSSIA - RE, Out/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 209) MOSCOU – RE, Ago/1858; RE, Jun/1860, Jul/1860; RE, Nov/1861; 210) SÃO PETERSBURGO – RE, Mai/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860 (2x), Fev/1860, Abr/1860; RE, Mai/1861, Nov/1861; RE, Ago/1863; RE, Mai/1864; RE, Fev/1865, Jun/1865, Jun/1865; RE, Set/1868, Out/1868; XVI 211) UCRÂNIA - RE, Fev/1861; 212) KHARKOW – RE, Nov/1865; 213) ODESSA – RE, Mar/1867;
XVII - 214) SUÉCIA - RE, Jan/1869;
XVIII - 215) SUIÇA - RE, Ago/1858; RE, Jun/1868; RE, Jan/1869; 216) BERNA – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; 217) CANTÃO DO BERNE – RE, Out/1864; 218) CIDADEZINHA ANTIGA BORGONHA (ATUAL SUÍÇA ROMANDA) – RE, Fev/1869; 219) GENEBRA (GÉNEVE) – RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Abr/1863; RE, Ago/1864; RE, Jun/1868; 220) GLARIS (CANTÃO) – RE Jan/1861; 221) LOCARNO – RE, Ago/1863; 222) ZIMMERWALD – RE, Jan/1863;

VIII - 186) GRÉCIA - RE, Jan/1869;
IX - HOLANDA - RE, Mar/1858, Ago/1858, Out/1858; 187) HAIA - RE, Mai/1858, RE, Abr/1862; 188) ZELÂNDIA (PROV. HOLANDA) – RE, 1867, pág. 363; 189) ZIÈRICSÉE (PROV. HOLANDA) – RE, 1867, pág. 363;
X - INGLATERRA – RE, Ago/1858; RE, Ago/1859; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 190) LIVERPOOL (INGLAT)- RE, Jun/1860; 191) LONDRES (INGLAT) – RE, Jan/1860 (2x), Jul/1860 (2x); RE, Nov/1865; RE, Fev/1867; RE, Mar/1869;
XI - ITÁLIA – RE, Mar/1861; RE, Jun/1862; RE, Mar/1864, Jul/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1869; 192) BOLONHA – RE, Fev/1865; RE, Mar/1868; 193) CATÂNIA – RE, Jan/1867; 194) FLORENÇA – RE, Mar/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860, Fev/1860; RE, Abr/1869; 195) GÊNOVA – RE, Ago/1858; RE, Jul/1860; 196) MILÃO – RE, Ago/1858; RE, Set/1860; 197) NÁPOLES – RE, Ago/1858; 198) PALERMO – RE, Jul/1863; 199) PARMA – RE, Dez/1862; RE, Ago/1863; 200) ROMA – RE, Fev/1858; RE, Abr/1861; RE, Fev/1864, Jun/1864; 201) SCÓRDIA (Sicília) – RE, Jun/1866; 202) SICÍLIA - RE, Jul/1863; RE, Jan/1867; 203) TURIM – RE, Ago/1858; RE, Jan/1864, Mar/1864, Ago/1864; RE, Fev/1865; RE, Fev/1867, Mar/1867;

XII - POLÔNIA - RE, Jan/1864; RE, Fev/1869; 204) CRACÓVIA – RE, Fev/1861, Dez/1861; RE, Mai/1865 (2x); 205) VARSÓVIA – RE, Mar/1861, Mai/1861; 206) PODÓLIA – RE, Fev/1861;

XIII - 207) PORTUGAL - RE, Fev/1869;
XIV - 208) PRÚSSIA - RE, Ago/1858;

XV - RÚSSIA - RE, Out/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 209) MOSCOU – RE, Ago/1858; RE, Jun/1860, Jul/1860; RE, Nov/1861; 210) SÃO PETERSBURGO – RE, Mai/1858, Ago/1858; RE, Jan/1860 (2x), Fev/1860, Abr/1860; RE, Mai/1861, Nov/1861; RE, Ago/1863; RE, Mai/1864; RE, Fev/1865, Jun/1865, Jun/1865; RE, Set/1868, Out/1868; XVI 211) UCRÂNIA - RE, Fev/1861; 212) KHARKOW – RE, Nov/1865; 213) ODESSA – RE, Mar/1867;

XVII - 214) SUÉCIA - RE, Jan/1869;
XVIII - 215) SUIÇA - RE, Ago/1858; RE, Jun/1868; RE, Jan/1869; 216) BERNA – RE, Jan/1861; RE, Jan/1863; 217) CANTÃO DO BERNE – RE, Out/1864; 218) CIDADEZINHA ANTIGA BORGONHA (ATUAL SUÍÇA ROMANDA) – RE, Fev/1869; 219) GENEBRA (GÉNEVE) – RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Abr/1863; RE, Ago/1864; RE, Jun/1868; 220) GLARIS (CANTÃO) – RE Jan/1861; 221) LOCARNO – RE, Ago/1863; 222) ZIMMERWALD – RE, Jan/1863;



AMÉRICA (8 países e 23 localidades)


XIX - 223) BRASIL - RE, Mar/1861; RE, Jan/1867; 224) RIO DE JANEIRO – RE, Jul/1864; 225) SALVADOR/BA – RE, Nov/1865; RE, Jul/1869;

XX - 226) CANADÁ - RE, Ago/1858; 227) MONTREAL – RE, Mar/1862; RE, Mai/1864;

XXI – 228) COLÔMBIA - SANTA-FÉ DE BOGOTÁ (NOVA GRANADA) – RE, Out/1868;
XXII - 229) CUBA - HAVANA – RE, Ago/1860;
XXIII - 230)_ESTADOS UNIDOS - RE, Jan/1858, Ago/1858; RE, Mar/1861; RE, Jan/1869; 231) ÁTICA (Indiana) – RE, Nov/1858; 232) BATÁVIA – RE, Ago/1858; 233) BOSTON – RE, Mar/1863; 234) CARDINGTON (Ohio) – RE, Nov/1858; 235) CLÉVELAND – RE, Abr/1869; 236) ESTADO DO MAINE – RE, Mar/1869; 237) NEW-ÓRLEANS – RE, Jan/1858; RE, Fev/1861, Mar/1861; RE, Set/1868; RE, Abr/1869; 238) NEW-YORK – RE, Fev/1861, Ago/1861, Dez/1861; RE, Abr/1869; 239) PROVIDENCE RHODE-ISLAND (NEW YORK) – RE, Jan/1867; 240) RAVENSWOOD – RE, Mar/1867; 241) SÃO FRANCISCO – RE, Mai/1864;
XXIV - GUIANA FRANCESA - 242) CAYENNE – RE, Ago/1858;
XXV – 243) MÉXICO - RE, Ago/1858; RE, Mar/1861, Jul/1861, Nov/1861; RE, Jan/1862, jun/1862;
XXVI - 244) PERU; RE, Ago/1867; Set/1867; 245) LIMA – RE, Mai/1859;



ÁFRICA – 5 países e 14 localidades


XXVII - 246) PEQUENA CIDADE AFRICANA – RE, Ago/1862;
XXVIII - ARGÉLIA – RE, Nov/1861; RE, Fev/1862, Jun/1862; RE, Nov/1863; RE, Dez/1864; RE, Mar/1866; RE, Jan/1867, Fev/1867 (3x); 247) ARGEL (ARGÉLIA) – RE, Set/1864; 248) CONSTANTINA (ARGÉLIA) – RE, Jun/1862, Ago/1862; RE, Jul/1864 (2x); RE, Fev/1868; 249) EL-AFROUN (ARGÉLIA) – RE, Dez/1866; 250) GUELMA (ARGÉLIA) – RE, Fev/1863; RE, Ago/1868; 251) LA CALLE (ARGÉLIA) – RE, Nov/1862; 252) LAGHOUAT (ARGÉLIA) – RE, Nov/1868; 253) MILIANAH (ARGÉLIA) – RE, Mar/1866; 254) ORAN (ARGÉLIA) – RE, Nov/1861; 255) SÈTIF (ARGÉLIA) – RE, Abr/1860, Jun/1860, Set/1860, Nov/1860; RE, Nov/1861; RE, Jan/1863, Jul/1863, Set/1863, Nov/1863, Dez/1863; RE, Jun/1867; RE, Fev/1868, Mai/1868; 256) GUELMA (ARGÉLIA), RE, Fev/1863;
XXIX - 257) EGITO – RE, Dez/1864; RE, Jan/1868 (nota)
XXX - GUINÉ BISSAU - 258) SÃO DOMINGOS – RE, Jun/1864;
XXXI - ILHAS MAURÍCIA - 259) PORT LOUIS - RE, Set/1866;



ÁSIA – 5 países e 9 localidades


XXXII - 260) (EXTREMO DA ÁSIA) – RE, Set/1867;
XXXIII - 261) CHINA – RE, Fev/1869; 262) SHANGAI – RE, Set/1858;
XXXIV - COCHINCHINA (INDOCHINA) - 263) SAIGON – RE, Out/1868;
XXXV – 264) SÍRIA – RE, Nov/1868;
XXXVI – 265) TURQUIA – RE, Fev/1869; 266) CONSTANTINOPLA – RE, Jul1861; RE,Jul/1863; RE, Jul/1864; RE, Nov/1865; 267) SMYRNA – RE, Jan/1864, Jul/1864;
XXXVII - ISRAEL - 268) VILNA – CI, Cap. VIII, Szymel Slizgol.





* Os indicativos (2x), (3x), (4x) etc, representam o número de citações da cidade (duas vezes, três vezes, quatro vezes etc).

* Alguns países foram numerados também como localidade quando não havia nenhum nome de local indicado ou, em havendo, remanesce a possibilidade de ser outro lugar.



Bibliografia: - Os volumes da Revista Espírita consultados foram: A Revista Espírita, Ed. EDICEL/São Paulo, 1971, vols. 1857 a 1869. Indicamos no texto as páginas da Revista Espírita mas para propiciar sua publicação em outros países fizemos este outro artigo colocando a indicação dos meses da Revista Espírita.

- O Céu e O Inferno, 40a Ed., FEB/RJ, 1995 (único livro da Codificação, de todos os outros consultados, em que houve cidade não citada na Revista Espírita).

Segunda-feira, Agosto 06, 2007

Retrato de Kardec aos 25 anos – um equívoco?

Por Sonia Zaghetto


Uma das mais famosas imagens de Allan Kardec pode não retratar o Codificador do Espiritismo. O desenho que mostraria Kardec aos 25 anos de idade provavelmente é um auto-retrato do pintor francês Raymond Auguste Quinsac Monvoisin (1790 – 1870).

Membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Monvoisin é o autor de um retrato do Codificador do Espiritismo. Foi uma doação de oito quadros desse pintor renomado que estimulou em Kardec o desejo de fazer um Museu Espírita. A idéia foi apresentada pelo Codificador na Revista Espírita de dezembro de 1868. O texto sobre a "Constituição Transitória do Espiritismo" apresentava os planos de Kardec para o futuro do Espiritismo. Ele incluiu, entre as diversas ações a cargo do Comitê Central, a criação de um museu que reunisse “as primeiras obras de arte espírita, os trabalhos mediúnicos mais notáveis, os retratos dos adeptos que bem tiverem merecido da Causa por seu devotamento, os dos homens que o Espiritismo honra, posto que estranhos à Doutrina, como benfeitores da humanidade, grandes gênios missionários do progresso”.

Precisamente nesse item, Kardec acrescentou uma nota em que afirma que "o futuro museu já possui oito quadros de grandes dimensões, que só esperam um local conveniente, verdadeiras obras-primas de arte, especialmente executadas em vista do Espiritismo, por um artista de renome, que generosamente os ofereceu à Doutrina. É a inauguração da arte espírita, por um homem que reuniu a fé sincera ao talento dos grandes mestres”. A nota encerra com uma promessa: “Em tempo hábil daremos sua descrição detalhada". Não foi possível, pois três meses depois Kardec desencarnou e o nome do pintor e das obras ficou oculto.

O assunto voltou às páginas da Revista em julho de 1869, no texto "Museu do Espiritismo”, no qual se lê um resumo sobre os planos de Allan Kardec sobre o museu e uma lista dos quadros mencionados pelo Codificador: Retrato alegórico do Sr. Allan Kardec; Retrato do autor (Monvoisin); três cenas espíritas da vida Jeanne d'Arc (Jeanne na fonte, Jeanne ferida e Jeanne sobre a fogueira); o Auto-de-fé de João Huss; um quadro simbólico das Três Revelações, e a Aparição de Jesus entre os apóstolos, depois da morte corporal.

Diz o texto da Revista, que foi extraído da ata da sessão da Sociedade ocorrida em 7 de maio de 1869: “Quando o Sr. Allan Kardec publicou esse artigo na Revista, ele tinha a intenção de dar a conhecer o nome do autor, a fim de que todos pudessem render homenagem a seu talento e à firmeza de suas convicções. Se disso nada fez, é que aquele, que a maioria dentre vós conhece, por um sentimento de modéstia que compreendeis facilmente, desejava guardar o incógnito e não ser conhecido senão depois de sua morte. Hoje as circunstâncias mudaram, o Sr. Allan Kardec não está mais entre nós, e, se devemos nos esforçar por executar os seus desejos tanto quanto o possamos, devemos também, todas as vezes de que disso tivermos a possibilidade, pôr nossa responsabilidade a coberto e evitar as eventualidades que os acontecimentos imprevistos ou as manobras malevolentes possam fazer surgir. É com esta intenção, senhores, que a senhora Allan Kardec me encarrega de vos saber fazer que seis dos quadros designados acima, foram remetidos às mãos de seu marido, que se acham atualmente entre os seus, e que ela os conservará em depósito até que um local apropriado, comprado com os fundos provenientes da caixa geral, e gerido por conseqüência sob a direção da comissão central encarregado dos interesses gerais da Doutrina, permita dispô-los de maneira conveniente”.

O texto prossegue, informando que, doravante, todo espírita poderia examinar e apreciar os quadros na residência particular da senhora Allan Kardec, às quartas-feiras, de duas horas às quatro horas. A Revista informou que dois quadros ainda estavam com o autor, que é finalmente identificado: “É, com efeito, o Sr. Monvoisin que, haurindo uma nova energia na firmeza de suas convicções, quis, apesar de sua idade avançada, concorrer ao desenvolvimento da Doutrina, abrindo uma era nova para a pintura, e se pondo à frente daqueles que, no futuro, ilustrarão a arte espírita. Nós não diremos mais a esse respeito; o Sr. Monvoisin é conhecido e apreciado por todos, tanto quanto artista de talento como espírita devotado, e ele tomará lugar ao lado do mestre, nas fileiras daqueles que terão muito merecido do Espiritismo”.

Como se observa, entre as obras listadas há um retrato de Kardec e um auto-retrato de Monvoisin. Em 1954 – quando todos os que conviveram com Kardec e Monvoisin já haviam desencarnado e os arquivos da Sociedade haviam sofriam os efeitos dos transtornos de duas guerras mundiais – a Revue Spirite publicou, pela primeira vez, o suposto retrato de Allan Kardec aos 25 anos. Repetiu o retrato na edição de 1962. A partir de então, pesquisadores e biógrafos brasileiros passaram a utilizar a imagem como sendo o Codificador na juventude.

Entretanto, uma comparação entre os auto-retratos de Monvoisin atualmente disponíveis em diversos museus e coleções particulares mostram uma espantosa semelhança com a suposta imagem de Kardec aos 25 anos. Os mais impressionantes são retratos obtidos junto ao Museo de Bellas Artes do Chile (que constam dessa página e do site http://www.artistasplasticoschilenos.com/) e o que está disponível no endereço www.naon.com/dic03/htms/dic03_051esp.htm - este é uma pintura a óleo vendida em dezembro de 2003 por R$ 53 mil dólares, pela empresa argentina J.C Naón e Cia S.A, especializada em leilões de objetos de arte. O quadro, que constava do lote 4, foi adquirido por um colecionador. A Naón garante a autenticidade: é um auto-retrato de Monvoisin. Apesar de um pouco mais velho, são perceptíveis as semelhanças com a imagem de Kardec aos 25 anos: a farta cabeleira, o nariz alongado, a barba rala e o formato dos lábios, do rosto, dos olhos e das sobrancelhas. No Portal de Arte (www.portaldearte.cl/autores/monvoisin1.htm), patrocinado pelo Ministério da Educação, pela UNESCO pelo Museo Nacional de Bellas Artes do Chile também há um auto-retrato de Monvoisin em absolutamente tudo assemelhado ao que acredita-se ser Kardec. Lançada a questão, que cada um analise, compare e tire as conclusões que achar convenientes.

Quem é Raymond Monvoisin

Raymond Auguste Quinsac Monvoisin nasceu em 31 de maio de 1790, em Bordeaux, França. Pintor de gênero, paisagem, história e retrato, foi um dos mais destacados discípulos do Barão Guérin na Escola de Belas Artes de Paris.

Premiado diversas vezes, aos 27 anos tornou-se pensionário do rei da França, em Roma. Ao voltar à França, distinguiu-se nos Salons e por duas vezes foi premiado com o primeiro lugar. Dessa época, que se estendeu até 1842, datam suas séries de retratos dos reis da França e dos marechais da Renascença, encomendados pelo governo para as galerias históricas do palácio de Versailles.

Em 1836, Monvoisin – que tinha um forte temperamento – desentendeu-se com o diretor dos museus reais franceses, Sr. de Cailleux. Abalado pelo episódio e por outros problemas particulares deixou a França em maio de 1842.

Veio para a América do Sul. Monvoisin e Rugendas foram os dois mais importantes artistas a visitar o continente americano nessa época. Depois de uma rápida passagem por Buenos Aires, chegou ao Chile em janeiro de 1843, portando pouco mais de dez painéis que foram exibidos em março daquele ano na Universidade de São Filipe. Essa mostra, que tornou-se um marco na história da arte no Chile, atraiu a atenção de diversas personalidades e causou admiração pela perícia e beleza das obras. Monvoisin recebeu pelo menos uma centena de encomendas de retratos: pintou praticamente toda a aristocracia chilena da época. O governo prometeu-lhe a direção da futura academia de desenho e pintura do Chile, mas acabou por escolher o italiano Alexandre Cicarelli.

Depois de algum tempo, Monvoisin visitou o Peru e o Brasil. Chegou ao Rio de janeiro em 19 de outubro de 1847. Em carta ao irmão, reclamou do calor e informou que pintaria um retrato de D. Pedro II, que o recebeu calorosamente. A pintura – que mostra D. Pedro de pé, em traje imperial – é considerado o mais fiel retrato do imperador brasileiro. Em reconhecimento, D. Pedro concedeu ao artista a insígnia de Cavaleiro da Ordem do Cruzeiro e uma pêndula de bronze. O quadro – que pode ser visto no Museu Imperial de Petrópolis – pertence ao príncipe D. João de Orleans e Bragança, bisneto de D. Pedro II. O imperador tinha, em sua pinacoteca no paço S. Cristóvão, outro quadro de Monvoisin: Jovem Peruano (ou Jovem Araucano).

Monvoisin voltou à França em 1858, quando o Espiritismo estava no auge. Tornou-se espírita e adepto da homeopatia. A primeira referência a ele está Revista Espírita de maio de 1866. A seção “Conversas de Além-Túmulo” traz a transcrição de uma evocação do espírito do Abade Laverdet, um dos pastores da Igreja francesa, ocorrida no dia 5 de janeiro de 1866. Ali, Kardec informa que “um dos mais íntimos amigos do abade, o Sr. Monvoisin, o eminente pintor de história, espírita fervoroso, tendo desejado ter dele algumas palavras de além-túmulo, nos pediu para evocá-lo”.

O pintor faleceu em Boulogne-sur-Seine (Paris), em 26 de março de 1870. Na edição de maio daquele ano, a Revista Espírita noticiou a desencarnação com ampla reportagem, em que são contadas sua vida e sua dedicação ao Espiritismo. No texto são citadas frases. Entre elas: “Eu serei o precursor e o pai da pintura espírita”. Ao desencarnar, trabalhava em uma série de retratos dos precursores do Espiritismo.

Quinta-feira, Junho 14, 2007

Espiritismo em estudo

Embora já tenha sido divulgado na Comunidade "Espiritismo Ortodoxo" no Orkut é mais do que oportuno, é quase um imperativo, divulgar também aqui a existência e endereço para o blog "Espiritismo em Estudo"


Links: Utilize esses links caso prefira "copiar e colar" por questões de segurança:

1. Blog "Espiritismo em Estudo": http://espiritismoemestudo.blogspot.com/
2. Comunidade "Espiritismo Ortodoxo": http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=154184

Domingo, Maio 27, 2007

Da série: As respostas do Raimundo n. 6

Sobre Deus e Sobre “OS Bem”

Moura Rêgo

Na obra “Introdução A Filosofia Espírita, seu autor, José Herculano Pires faz brilhante apanhado de idéias quando coloca:

“Os adversários do Espiritismo desconhecem tudo a respeito e fazem tremenda confusão. Os próprios espíritas, por sua vez, na sua esmagadora maioria estão na mesma situação.

Por-quê? É fácil explicar. Os adversários partem do preconceito e agem por precipitação. Os espíritas em geral fazem o mesmo: formulam uma idéia pessoal da Doutrina, um estereótipo mental a que se apegam. A maioria, dos dois lados, se esquece desta coisa importante: o Espiritismo é uma doutrina que existe nos livros e precisa ser estudada. Trata-se, pois, não de fazer sessões, provocar fenômenos, procurar médiuns, mas de debruçar o pensamento sobre si mesmo, examinar a concepção espírita do mundo e reajustar a ela a conduta através da moral espírita.”


A partir desta constatação, tristemente verdadeira, torna-se a qualquer um de nós, bastando para tal que conheça, pelo menos de sobre o assunto sobre o qual se conversa, uma obrigação em que se restabeleça o correto, se o foco da conversa estiver em desacordo como que expressou a página doutrinaria.

A razão desse pequeno artigo é a de promover um debate sobre a conversa que vem a seguir e que faz lume a uma dúvida que se não nos assaltou ainda, tende a que nos assalte algum dia; A natureza do Bem, ou como coloquei antes, “dos Bem”.

A fraterna discussão teve início numa das listas espíritas nas quais presto o meu pequeno contributo em torno da doutrina.

Segue a parte que nos interessa da troca de idéias, e para qual peço de vocês comentários, embasados na doutrina.

Do texto abaixo retiro tão somente o nome do missivista, por questão ética.


Chico:

Desde logo, agradeço a Moura Rêgo por, pela segunda vez, dispor-se a responder a uma questão por mim colocada.
Quanto a esta última dúvida, a que concerne à relação entre a vontade de Deus e o Bem, peço desculpa por voltar a insistir na mesma questão. Pois, segundo o que infiro da resposta avançada por Moura Rêgo, já se está a pressupor que é Deus quem "cria" o Bem. Isto é, o Bem só seria o Bem porque Deus assim determinaria, pelo que a Lei Moral se identificaria com a vontade divina. Sem Deus, não poderíamos falar em Bem ou em Lei Moral. Porém, pergunto se isto é mesmo assim. É o Bem "criável"? Não será algo que independe da vontade de Deus? Poderia Deus determinar que o Bem tivesse um qualquer conteúdo, isto é, que fosse outra coisa que não aquilo que nós julgamos que é? Não será antes que Deus quer o Bem (que o façamos) porque este é, precisamente o Bem e Deus, como é absolutamente bom, não poderia querer outra coisa? Se não existisse Deus não poderíamos falar, ainda assim, que o Bem é o Bem e que existiria, deste modo, uma Lei Moral?

Obrigado

Amigo Chico,

agradeço a sua atenção para as minhas colocações.

Mas vejamos: Sob meu ponto de vista, este embasado pelo ensino da doutrina, para que relacionássemos o Bem, como sendo independente da vontade d'Ele, deveríamos ter provas irrefutáveis de que a Vontade inicial ou a Ação inicial não vieram de Deus, e assim provaríamos outra coisa:

Que Deus não foi o primeiro, e que algo ou alguém já estava para recebê-lo em sua chegada ao Éter. Ora, tal situação modificaria todas as crenças teológicas que tenham suas bases n'Ele, partindo da primeira e estagiando pelo Cristianismo, chegando a nós, Espíritas.

Doutra feita, podemos elencar dois "bem", um com inicial em maiúscula, significando a creação de Deus, outro com a inicial em minúscula, evidenciando ser, o exalar de nossa vontade.

Tomando -se por regra, então, que não somos nenhuma "Brastemp", que estamos a reencarnar sucessivamente num dos mundos mais atrasados que existem, reconheceremos com total isenção que este "bem" creado por nós, é tão imperfeito, como o sejamos nós, no momento de sua creação.

Sendo assim, nossa consciência, habitáculo da Razão, estará sempre a nos impulsionar para o Bem, com a inicial em maiúscula, não só porque seja ele creação de Deus, mas por outra e este o ponto de apoio, por ser esse "Bem", Perfeito, já que emanou da Perfeição.

Este Bem, creação do Increado, ao qual todos nos devamos adornar, é para mim, sob os luzires doutrinários, a suprema concepção moral, geratriz da lei que agiganta hierarquicamente o Espírito em ascensão por meio dos reencarnes sucessivos.

Espero ter sanado suas dúvidas, mas, reconheço a dificuldade em explanar sobre esse tema.

Abraços,
Moura

É então, desta amável troca idéias, como devem ser todas as discussões entre Espíritas, que peço aos amigos os comentários, sempre bem-vindos.

Muita paz.

Rio de Janeiro,18 de maio de 2007.

Da série: As respostas do Raimundo nº 7

Crimes Passionais – O Como e o Porque

Moura Rêgo

Há conversas nos fóruns Espíritas por onde escrevo, que mereçam ser comentadas.

Uma delas é a que lhes descrevo abaixo, com o excerto que faço da reposta que coloquei num fórum espírita da Internet.

Conversávamos, todos sobre um tópico, sugerido por um dos criadores do fórum e cujo título é:

- CRIMES PASSIONAIS –

Ao começar minha resposta resolvi falar sobre o título, que foi uma das melhores sacadas que já vi expostas pela Internet, e a qual dava azo a que se desenvolvesse um pensamento embasado pela obra codificada que traria mais luz ao tema subentendido:

A PAIXÃO.

Escrevi eu:

Vocês atentaram para o título?

- CRIMES PASSIONAIS –

A que alude esse título, dentro do que ensine a obra codificada?

Exatamente! Aos atos irrefletidos que os cometemos sem reflexão alguma... Em suma: Por PAIXÃO.

Kardec, respondendo ao padre na obra “O Que é o Espiritismo” diz ao final de uma explicação sobre ser ou não religião a doutrina. "(...)mas a paixão não raciocina".

Notaram?

Não fala o codificador da afeição entre João e Maria, (posto que esta já tem um designativo: AFEIÇÃO), fala de outra natureza e qualidade do “sentir”, fala da PAIXÃO. Esta que dizem ser DESENFREADA, quer dizer, SEM FREIOS, ou seja, SEM MEDIDAS. E isso, embora nos pareça figura distante em nosso tempo e espaço, é figurinha carimbada nos dias de hoje, quer seja em Portugal, ou aqui no Brasil, por que? Porque, seja no Brasil ou em Madagascar, ainda hoje os Espíritos hão de ser da mesma classe e ordem, segundo a Escala Espírita, logo, Espíritos Imperfeitos.

Simples assim!

É amigos, falamos de PAIXÃO, mas com o entendimento de que esta seja o amor adoecido, que se esteia na posse, no ter, no querer sem raciocinar, por isso Kardec a disse não raciocinar e com justa razão

Diz o Espírito Vianna de Carvalho, que essa PAIXÃO é a paixão criança, que não vê outro senão ela mesma e sua vontade e alegria e que, por isso mesmo sofre a dor, seja em que matiz o for. Se abusa do ciúme, sofre a solidão. Se abusa da insegurança, sofre com o medo de perder e por ai vai...

Assim e nesse andar trôpego e indeciso, quem caminha pelas pernas da PAIXÃO, pode uma vez, chegar as raias do crime... E mata. O pior é que ainda embriagado pela PAIXÃO, diz: "matei por amor", ao que sempre respondo: "Me dá um tempo valeu?" Imaginem o maior intérprete e professor do amor, matando algo ou alguém... Isso mesmo Jesus!

O Vitor e a Susaninha já devem estar gritando, "para com isso Raimundo, ninguém merece!", o Paulo e o Francisco afirmam, o Moura está doidão, Jesus a matar alguém? "Minha maninha Olga, estarrecida escreve: "maninho Moura, sem querer te contrariar e já contrariando, posso afirmar que não está em nenhum local da doutrina tal informação." E assim, todos deste fórum opinarão no mesmo sentido. E estarão todos cobertos de razão... E razão Espírita!!!

Não há senão na PAIXÃO, o eivo do crime, exatamente porque a PAIXÃO nos remete ao mais distante dos liames, aquele que nos liga a animalidade. O Instinto. Que nesse caso é, além de primário, irracional.

Ao invés de matar, quer seja a esperança, Jesus pontificou no Bem e no Amor, toda a sua cátedra, nós fomos os maus alunos, que cabulando as aulas do Mestre, nos encontramos hoje aqui, neste que é, dos mundos um dos mais atrasados, a estagiarmos ainda nos primórdios do conhecimento. Por isso relembro, nesse fechamento, as palavras dos Espíritos Superiores, quando responderam sobre a possibilidade de mais rápido avanço para o Espírito encarnado:

"Disse o filosofo: conhece-te a ti mesmo!”

Amigos, aquele que, pautando-se no Bem age com amor, por certo elucida suas questões e progride, sigamo-lo sem medo e progrediremos também, atrás de nós deixando a chaga dolorida da PAIXÃO CEGA que tal como a fé, quando cega, não representa um bom alicerce.

Muita paz.

Rio de Janeiro, 23 de maio de 2007.

Tratando da Capacidade Anímica

Autoria: Moura Rêgo

É engraçado como algumas pessoas, gostando de certos assuntos, tentam invariadas vezes, introduzi-los nas esferas em que estejam a participar, dessa maneira é que aparecem os “modismos”, mesmo no movimento espírita.

Há deles para todos os gostos. Vão desde a natureza fluídica de Jesus, até o Planeta Chupão, da existência de colônias nos Mundos Transitórios às crianças Índigo, passando, naturalmente, pela idéia de um desdobramento voluntário e consciente, como se este fosse possível a qualquer mortal.

Geralmente minhas palavras são respondidas por apupos, mais das vezes apopléticos, vindos dos que desse modismo último são partidários.

Nunca respondo, senão na mesma tônica de quem me responda, afinal, não estou incluído na classe dos Puros Espíritos, e estagio na Terra, um dos mais atrasados mundos, como ensina a Doutrina Espírita.

Mas sabem, lá no fundo, não acho que eles estejam errados em quererem divulgar suas idéias, ou mesmo, formarem uma nova doutrina. Esse é um direito inalienável deles, porém, (sempre tem um porém não?), o que não lhes é permitido, ou que seja, não lhes é facultado, é que queiram intrujar, esses conceitos, errados, mal acabados e concebidos do erro de interpretação, como tema doutrinário ou por outra, como sendo abonados pelos Espíritos reveladores, que se sabe serem da classe Dos Superiores. Estes, ensina a obra codificada, “ Não se contradizem nunca, porque só falam do que conhecem e do que podem falar”, notem bem, as aspas demonstram que esse texto é uma enxertia que faço das palavras trazidas em O Livro dos Espíritos, logo não são minhas, mas deles, os Espíritos Superiores.

Mas como eu dizia, não me preocupo com que tais pessoas gostem, acreditem ou propalem tais idéias, porém só não as podem dizer espíritas, isso não! Sempre encontrarão minhas palavras ditas ou escritas demonstrando a impossibilidade de tal argumentação ser tida como crível e espírita.

Abaixo um trecho de uma entrevista com o desenvolvedor dessa idéia, O senhor Waldo Vieira.

“AZ - O que é projeção astral?

WV - O homem se compõe de várias camadas superpostas de energia chamadas "corpos".

O corpo físico é a camada percebida pelos sentidos físicos, o que não impede a detecção das demais através de vários processos. A sede da individualidade, da inteligência, encontra-se no corpo físico quando todas as demais camadas estão em coincidência, isto é, quando a pessoa está acordada. Com o sono, é como se o corpo ligasse o "piloto automático" das funções autônomas, e a sede do eu, juntamente com as outras camadas, sai do corpo físico. As funções normais do indivíduo estão inibidas pelo sono e tudo se passa como se nada tivesse acontecido. O que pode ocorrer é que a pessoa, de repente, se ache "boiando" pelo quarto, como um balão, ou observando o seu próprio corpo adormecido. Quase sempre esse fenômeno ocorre espontaneamente e quem o experimenta, muitas vezes evita comentá-lo, com medo da reação dos outros. A projeção astral é muito comum na adolescência.

Quando o jovem conta aos pais que fez uma projeção, geralmente eles tentam tranqüilizar o filho procurando convencê-lo de que tudo não passou de um sonho. Em certos casos, procuram imediatamente um médico. Atualmente, com a maior divulgação dos estudos sobre esse tipo de fenômeno, ficou mais fácil falar do assunto sem correr o risco de ser internado numa clínica.

AZ - Há alguma pesquisa que comprove isso?

WV - Segundo as estatísticas internacionais, 89% das pessoas têm projeções inconscientes, pois quase todo mundo sai do corpo enquanto dorme. Restam 11%. Destes, 9,8% têm as chamadas projeções semiconscientes, ou o "sonho lúcido". É quando o sujeito sabe que está sonhando e chega mesmo a imprimir alguma intenção ao sonho para modificá-lo. Ele está fora do microuniverso consciencial localizado no corpo humano. Somente 1,2% da população mundial consegue efetuar projeções totalmente lúcidas, ou seja, são projetores conscientes. É o caso da maior parte das pessoas que trabalham aqui no Instituto.

http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&c=684

http://www.viagemastral.com/templates/conteudo.php?id=1&c=703

Projeção Astral é a capacidade parapsíquica de a consciência se projetar temporariamente para fora do corpo físico. É conhecida popularmente como viagem astral ou saída do corpo. Dependendo da doutrina ou grupo pesquisado, esse fenômeno recebe diferentes designações. Por exemplo: Projeção astral (Teosofia); Experiência fora do corpo (Parapsicologia); Projeção da consciência (Projeciologia); Desdobramento espiritual, desprendimento espiritual ou emancipação da alma (Espiritísmo); Saída astral (Gnose); Projeção do corpo psíquico (Ordem Rosacruz); ou simplesmente "Viagem fora do corpo". As experiências fora do corpo ocorrem espontâneamente com todos os seres humanos pelo menos uma vez a cada noite, durante o sono. É uma capacidade natural que todos temos, independente de contexto religioso, cultural, social, esotérico, sexual ou racial. Ocorre que, quando deitamos para dormir, o nosso corpo sofre uma redução natural do seu metabolismo; os batimentos cardíacos ficam mais tranqüilos e o padrão de ondas cerebrais se modifica. Enquanto o corpo físico descansa, o corpo espiritual (também chamado de corpo astral, perespírito, psicossoma, alma, corpo sutil ou corpo de luz) desprende-se e flutua acima da parte física. Por ser um corpo de natureza sutil, pode se locomover em alta velocidade e voar a lugares do plano físico ou espiritual. Para se entender melhor a projeção tem que ficar claro que além do corpo físico, temos corpos mais sutis como o energético (a aura), o psicossoma (alma ou espírito) e o corpo mental (consciência). Quando a consciência está no estado de vigília, eles estão alinhados, co-incidentes; quando ela se projeta, ela decola com o psicossoma, estando coincidentes ou não. Essa projeção astral pode ocorrer de três maneiras básicas:

1. Projeção consciente - A pessoa está lúcida fora do corpo e pode controlar a experiência. (Apenas 1% da humanidade se projeta dessa forma)

2. Projeção semi-consciente - A pessoa está fora do corpo meio desperta; percebe as coisas mas não consegue interagir lucidamente com a experiência. (10% da humanidade se projeta dessa forma)

3. Projeção inconsciente - A pessoa está projetada fora do corpo mas não tem consciência disso; está dormindo fora do corpo. É o que ocorre com a maioria das pessoas, quase todas as noites. (89% da humanidade se projeta dessa forma).”

Notem que eles até dão a porcentagem e de maneira final, não como uma hipótese.

Aqueles que quiserem dar uma espiada no texto completo este o endereço:

http://www.geocities.com/Area51/Shadowlands/7501/parapsic2.html

A obra codificada por Kardec, a qual dizem alguns dos cultores da idéia do desdobramento consciente ou projeciologia, diz um capítulo inteiro sobre assunto que perpassa a doutrina trazida pelo sr. Waldo, é o que trás o título de Emancipação da Alma.

Prestem bastante atenção, os Espíritos superiores falam em Emancipação da Alma, esse o tema genérico, do qual, a suposta teoria de “desdobramento consciente” é especialidade, logo, é a teoria um dos temas elencados pela palavra dos Espíritos não a geratriz do tema, por favor, que entendamos todos.

Ensina também a doutrina que no caso do desdobramento consciente, (como se o Espírito pudesse, dobrar-se e desdobrar-se, tal como uma carteira de notas ou um telefone celular do formato flip), voltando então, ensina a doutrina que é uma capacidade anímica esse emancipar-se conscientemente, como fez a muito lembrada Yvone Pereira.

Ora, a saber-se que se trata de capacidade anímica, vê-se logo que esta, a uns alude, mas a outros tantos não. Trata-se unicamente as capacidades inerentes àquele Espírito e não a todos os Espíritos, tal como as qualidades mediúnicas das quais Kardec fala em O Livro dos Médiuns... Simples assim!

Alias, Kardec dá uma lição sobre essas últimas, e a coloco logo a seguir:

LM 218. “Se, apesar de todas as tentativas, a mediunidade não se tiver revelado de maneira alguma, é necessário renunciar a ela, como se renuncia a cantar quando não se tem voz. Quem não sabe uma língua serve-se de um intérprete.”

159."Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium. Essa faculdade é inerente ao homem. Por isso mesmo não constitui privilégio e são raras as pessoas que não a possuem pelo menos em estado rudimentar. Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada, que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.

Deve-se notar, ainda, que essa faculdade não se revela em todos da mesma maneira. Os médiuns têm, geralmente, aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos(...)”

-x-x-

Dessarte, após esta pequena lembrança que trago excertada da obra básica, não há entre nós, aquele que não se tenha relembrado desse ensino tão básico, porém tão importante para que se possa compreender o tema desse artigo.

Tal como a qualidade mediúnica que têm alguns médiuns e que a outros não alude nem em gérmen, a capacidade anímica de se emancipar conscientemente é também algo de que só aquele que a possua poderá experimentar, testar, expandir ou aprender a utilizar, outro qualquer que não a tenha, dela não pode nem pensar em obter algo, posto que, sendo inerente somente a alguns, quem não a tenha, a ela não possa vir a ter, tal como se adquirisse um sanduíche, um televisor, ou uma bateria de máquina fotográfica das modernas.

Outra vez, minhas afirmações nos chegam não da minha inventiva ilusória, mas dos ensinos da obra básica.

Pretendo nesse final de pensamento, tão somente reafirmar e sob o estandarte espírita, a codificação, não meu antagonismo quer ao companheiro Waldo ou ao Wagner Borges, mas sim externar, como espírita que sou, o pensamento legado a todos nós, espíritas pelos Espíritos Superiores, para eu no futuro, em se vendo notícias enveredando por esse erro, possam também os amigo, externarem não a sua aversão, mas sim a palavra haurida da obra codificada, única que contém a certificação do C.U.E.E.

Muita paz.

Rio de Janeiro, 26 de maio de 2007.

Domingo, Janeiro 07, 2007

O médium solitário

O médium solitário vive apenas em duas dimensões: a dimensão do espírito comunicante e a sua própria dimensão individual. Falta-lhe a dimensão social, sem a qual não há possibilidade de confronto de suas percepções e captações com a realidade tridimensional do mundo. Mas além disso falta-lhe a dimensão cultural das relações doutrinárias, que lhe abriria as perspectivas do inteligível, uma estrutura de planos e superplanos do entendimento superior e global das situações existenciais. Quer dizer: a sua solidão voluntária o reduz a uma situação existencial única, desligada das variadas situações em que se desenvolve o processo cultural espírita. Alheio à variedade crescente desse processo, ele cai numa posição doméstica, sem os dados necessários à orientação das suas funções mediúnicas e à verificação da legitimidade de suas captações. Nessa posição está exposto ao envolvimento das entidades mistificadoras, que desviarão facilmente as suas energias mediúnicas para o campo das confusões doutrinárias e portanto do aviltamento da doutrina. Se a nossa realidade existencial no mundo se fecha apenas nas três dimensões, a realidade espiritual, pelo contrário, se abre nas múltiplas dimensões das percepções extra-sensoriais, indispensáveis ao conhecimento total da realidade em que vivemos, bem como das relações estruturais do sensível com o inteligível. O médium solitário torna-se vulnerável à fascinação e à subjugação de entidades interessadas em fazer o conhecimento espiritual retroceder às condições do passado monástico e teológico que o Espiritismo rompeu para iniciar uma nova era da cultura terrena.
As relações sociais no Espiritismo, em campo aberto, têm por finalidade o apoio recíproco de médiuns, estudiosos e pesquisadores dos fenômenos mediúnicos, para troca
de idéias e de experiências, de maneira a facultar o desenvolvimento de uma cultura espiritual desligada das superstições do passado obscurantista, em que o isolamento orgulhoso das Igrejas em relação ao avanço científico separou a cultura religiosa da cultura geral. A condição de isolamento do médium, impedindo e frustrando o processo necessário das suas relações mediúnicas, impede a abertura da sua mente para as concepções mais amplas da atualidade cultural. Em poucas palavras: o médium egoísta e seu orientador espiritual semelhante a ele se engolfam em suas próprias lucubrações desprovidas de validade social e perturbam a evolução do processo espírita. Ao mesmo tempo, o apego às suas produções mediúnicas, por ele mesmo consideradas como de grande valor, o afasta cada vez mais do meio social espírita e conseqüentemente do meio cultural em que deve desenvolver-se. Nas relações com as instituições espíritas o médium encontra também uma barreira que geralmente o decepciona, fazendo-o retroceder ao seu isolamento. É o círculo vicioso em que caímos no movimento espírita brasileiro, infelizmente em conseqüência da nossa própria formação religiosa e da nossa falta generalizada de conhecimentos filosóficos, que deu ênfase excessiva, entre nós, ao aspecto religioso do Espiritismo e às tendências
místicas e mágicas do nosso povo. O apelo de Kardec à razão não despertou as camadas da população que se voltaram para a doutrina, e nem mesmo à absoluta maioria dos homens de cultura que se revelaram dominados por essa herança ambivalente, ao mesmo tempo mística e positivista, nos últimos tempos sobrecarregadas de influências positivistas e materialistas. O Prof. Cruz Costa observou que a influência do chamado espírito prático português dominam nossas atividades culturais.
Esse complexo de fatores (ressalvada a ambivalência acima referida) deu ao nosso movimento espírita uma condição conflitiva, que aumenta a confusão no tocante à compreensão da doutrina. O resultado é o aparecimento de mestres doutrinários imbuídos de pretensões revisionistas, inventores de novas práticas e criadores de princípios estranhos à natureza do Espiritismo. Os adeptos sempre aparecem em nossa paisagem cultural anêmica mas pretensiosa, incentivando o aparecimento de novos missionários que se apresentam -
com uma confiança alarmante em suas escassas forças proclamando-se reencarnações de grandes figuras históricas e afirmando-se incumbidos de levar o Brasil à liderança espiritual do mundo. A ingenuidade dos crentes, que não são apenas criaturas incultas mas também dotadas de cultura universitária (ou pelo menos graduadas), equivale à audácia dos líderes estranhamente convencidos de sua própria grandeza espiritual. Diante dessa escatologia quixotesca, as relações mediúnicas se confinam em escolas divergentes, pulverizando-se nos divisionismos irreconciliáveis. Médiuns de uma escola não aceitam os princípios de outras, de maneira que as relações se tornam inviáveis. Contra essa situação sem perspectivas, lutam os grupos que defendem os fundamentos legítimos da doutrina, à espera de melhores dias.

MEDIUNIDADE por J. Herculano Pires